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Como funciona o reforço escolar nos países latinos?

De Rafaela, publicado dia 27/10/2017 Blog > Aulas particulares > Reforço escolar > Apoio escolar na América Latina e do Sul

Diferente do que acontece na Ásia e na Europa, o sistema de educação nos países da América Latina não tem a mesma prioridade e nem o mesmo investimento. Como consequência, temos uma educação pública que deixa a desejar em termos de qualidade.

As diversas formas de reforço escolar visto no mundo, são imprescindíveis para os estudantes latino-americanos que sonham ter uma carreira acadêmica ou simplesmente ingressar em uma boa universidade.

Com um sistema insuficiente, o ensino privado se tornou um tipo serviço muito rentável, assim como na Alemanha. Pais que buscam garantir um futuro melhor para os seus filhos, devem estar dispostos à investir em mensalidades pra lá de salgadas.

“Apesar dos avanços importantes que a América Latina conquistou em relação à cobertura em todos os níveis do sistema educativo, via crescimento dos investimentos na área, isso não se traduziu em aumento da aprendizagem”, Segundo Mozart Neves, diretor no Instituto Ayrton Senna 

Para prestar vestibular, estudantes de escolas públicas fazem cursinhos preparatórios para terem condições de competir de igual para igual com alunos de escolas particulares.

É claro que não podemos generalizar a situação da educação na América Latina. Existem países sul-americanos que vem se esforçando para mudar o cenário da educação, que vamos falar melhor em seguida.

Um panorama da educação na América do Sul

Cada país integrante da América do Sul vive uma realidade distinta, principalmente quando analisamos a questão da educação. Os países estão se esforçando, gradativamente, para melhorar seus indicadores educacionais.

“Atualmente o investimento público em educação representa, de acordo com relatório, uma média para a região de 4,8% do PIB e de 16,9% do orçamento público, sendo ainda um desafio a questão da eficiência no uso e na distribuição dos recursos nos sistemas educativos na América Latina”

Na Bolívia, por exemplo, o presidente Evo Morales decidiu dar prioridade ao ensino no país e implantou o programa “Yo Sí Puedo” para acabar com analfabetismo. Com essa mudança na educação, mais de um milhão de adultos aprenderam a ler e escrever. A taxa de analfabetismo passou de 13,28% para 3,8%.

“O presidente Morales sempre expressou que a educação é um direito dos povos. A ordem é onde houver uma criança haverá uma escola. Temos que promover a educação da vida e na vida para viver bem em harmonia com a mãe terra”, relevou o ministro da Educação Roberto Aguilar

Como forma de apoio escolar, o governo boliviano criou bibliotecas comunitárias para incentivar os alunos a continuarem em contato com os estudos. Para facilitar, as bibliotecas ficam próximas aos pontos de alfabetização espalhados pelo país. O objetivo é que os estudantes não percam o interesse pela leitura.

O Peru, por sua vez, ainda encontra dificuldades para melhorar seus índices de educação. Um estudo mostra que o Peru tem a pior nota em todo o continente sul-americano. Embora seja um país rico em cultura, com lugares lindos que movimentam o setor do turismo, o Peru tem uma boa parte da sociedade que vive em zonas rurais e sem grandes receitas, o que influencia diretamente na educação do país.

reforco-escolar-no-peru Através de atividades de reforço escolar e orientação aos pais, governo peruano espera melhorar os índices educacionais do país.

Muitas crianças precisam trabalhar para ajudar nas despesas em casa e acabam não indo à escola ou abandonando os seus estudos no meio do caminho. Sem contar que muitos professores acabam trabalhando em serviços paralelos para completar a renda, diminuindo a sua disposição e motivação para dar aulas.

Para tentar reverter a situação, o governo tem criado medidas para reduzir as taxas de abandono escolar entre jovens peruanos. Além disso, assim como o reforço escolar na África, existem organizações não governamentais que procuram ajudar no desenvolvimento da sociedade, através de aulas de reforço escolar e cursos de alfabetização para adultos.

 educacao-complementar-no-brasil No Brasil, aulas particulares para reforço escolar, fazem toda diferença na vida dos estudantes de escolas públicas.

Atividades de apoio escolar no Brasil

Como os países vizinhos, o Brasil também sofre com a desigualdade social que afeta a educação dos brasileiros. No mesmo país, o sistema educacional varia de região para região, embora seja um sistema centralizado.

Encontramos tanto escolas públicas que não funcionam, quanto aquelas que são exemplo de ensino. O fato é que essas escolas “modelo” são a minoria no país, infelizmente. Por isso, há um grande número de escolas privadas, empresas de cursos de reforço escolar, bem como professores particulares.

Nas instituições privadas, os país pagam altas mensalidades, entretanto os filhos recebem mais apoio escolar, com um quadro de aulas maior e atividades que visam ajudar os estudantes com mais dificuldades para aprender. Mesmo assim, algumas famílias complementam o ensino com professores particulares para que o aluno não reprove nas provas finais.

Há alguns pais que optam por deixar suas crianças em uma escola pública para investir mais tarde em cursos preparatórios para o vestibular. Nesta opção, o objetivo é “tampar os buracos” de todos os anos letivos, através de aulas intensas durante um ano. Além disso, os professores são treinados para dar dicas e macetes que vão facilitar na hora de realizar a prova de ingresso à universidade.

Nas comunidades carentes, o reforço escolar é fornecido pelas associações que não buscam apenas ensinar, mas também arrecadar roupas e calçados, alimento, materiais e demais itens básicos para que essas crianças carentes tenham as condições mínimas para estudar. É algo que não vemos no acompanhamento da América do Norte.

reforco-escolar-chile No Chile, as famílias e suas crianças recebem apoio escolar do governo.

Educação chilena é a melhor da América?

Mesmo com uma média de gasto por estudante baixa se comparado com outros países, o Chile tem conseguido obter os melhores resultados nos índices educacionais de toda a América Latina. Além disso, o modelo de ensino é considerado referência nas avaliações internacionais de educação.

Esses bons resultados são decorrentes das mudanças que começaram após a ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990). O modelo de educação chileno se difere do Brasil e dá ênfase à autonomia local, no lugar de um sistema centralizado.

O governo também oferece alternativas de apoio escolar, como “vouchers” de educação básica para que as famílias possam matricular os seus filhos em instituições de ensino privadas. Inclusive, vale dizer que no Chile há escolas privadas de altíssima qualidade.

“É muito nítido que o grande retorno da educação para a vida pessoal e na sociedade se dá no ensino básico. É lógico que há ganhos no ensino superior, mas estão associados geralmente apenas ao indivíduo”, acredita o doutor em economia e pesquisador Adolfo Sachsida.

Outra ação adotada pelo governo para reforçar o ensino foi oferecer uma educação em tempo integral, em cerca de 85% das escolas chilenas. É algo parecido com o que vemos como reforço escolar em países da Ásia, da Europa e da América do Norte.

Após implamentar uma grande reforma no Ensino Básico e no Médio, o governo está investindo na reestruturação dos conteúdos da educação chilena, na avaliação e na formação de professores.

“Hoje nosso desafio é passar do desejado ? e ambicioso ? para o viável, organizando um currículo possível de ser aplicado nas condições reais de sala de aula”, confessa o sociólogo Cristián Cox, responsável pela reforma.

apoio-escolar-na-america-latina As regiões mais carentes dos países latino-americanos precisam de cursos de reforço escolar para preencher as falhas da educação pública.

O reforço escolar na América Latina

Visto que os estudantes latinos-americanos não usufruem de uma educação de qualidade, fica mais do que evidente a importância dos professores particulares e os cursos de reforços para suprir essa carência educacional. Em um panorama de cursos particulares no mundo, fica evidente que na América Latina eles são mais usados para completar do que fortalecer um conteúdo.

Estudo da Unesco revela que crianças e adolescentes escolarizados na América Latina carecem de competências básicas de compreensão de leitura, situação que compromete seriamente seu futuro. Estima-se que, em média, 36% das crianças latino-americanas no ensino fundamental não adquirem as habilidades mínimas de leitura. Em matemática, esse índice é ainda pior, em torno de 52%.

“O fato de haver crianças sem competências básicas, no que se refere a ler parágrafos simples e extrair informações deles, é o que eu consideraria uma nova definição de analfabetismo”, diz Silvia Montoya, diretora do Instituto de Estatísticas da Unesco

Muitos alunos estão saindo da escola ainda sem saber ler ou escrever, devido uma série de fatores. Considerados “novos analfabetos”, são crianças que estudam em escolas que não funcionam como deveriam.

Além disso, de acordo com uma análise feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), existem alguns pilares da educação regular que precisam ser revisados e melhorados nos países latino-americanos. Dentre eles, podemos destacar:

  • Desenvolvimento na primeira infância;
  •  Excelência docente;
  • Avaliação de aprendizagens;
  • Novas tecnologias na educação;
  • Uma educação relevante;
  • Financiamento para o alcance dos resultados.

Contudo, para conseguir um aprendizado digno de países desenvolvidos, o pais precisam investir em escolas privadas, professores particulares e/ou cursos de reforço. Através dessas alternativas, os alunos conseguem complementar e aumentar o conteúdo visto na escola regular.

Os cursos particulares ainda servem para revisar ou trabalhar as dificuldades em uma disciplina específica. É desta mesma forma que funciona o reforço escolar na Europa, pelo menos na maioria dos países europeus.

 

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