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Quais são os tipos de redação mais comuns?

De Fernanda, publicado dia 24/09/2019 Blog > Apoio Escolar > Redação > Descubra como elaborar os diferentes gêneros textuais

Pensando na redação que vai ter de fazer para o Enem ou o vestibular?

Pois bem, nesse artigo vamos apresentar os principais gêneros textuais mais cobrados nas provas nacionais!

Texto dissertativo, narrativo, jornalístico, carta… Você sabe quais as principais diferenças entre eles?

Confira as informações e tire todas suas dúvidas antes da hora H!

Tipo de texto: redação dissertativa

O que é uma dissertação? Escrevendo um texto dissertativo

Esse tipo de texto permite o desenvolvimento de uma tese, na qual quem escreve apresenta argumentos e contra-argumentos para defender sua idéia principal. O objetivo do texto é convencer o leitor de um ponto de vista. Para tal, é necessário apresentar argumentos consistentes. Caso você esteja estudando este tipo de texto par prestar o ENEM, é preciso estar ciente que ele privilegia abordagens que levam em consideração os direitos humanos e que promovam uma reflexão sobre o problema levantado.

É fundamental que o escritor esteja atualizado sobre os assuntos que estão em alta nos jornais, revistas, televisão, internet e outras mídias. É preciso estar por dentro também do que está sendo notícia no Brasil e no mundo. Isso significa que o candidato precisa demonstrar uma visão crítica e analítica sobre um determinado assunto da atualidade. Estar familiarizado com o tema será um ganho de tempo considerável na hora de escrever.

A estrutura do texto é um dos aspectos mais importantes para que uma redação seja bem escrita. Basicamente, um texto argumentativo-dissertativo é dividido em três etapas: introdução, desenvolvimento e conclusão.

1. Introdução

A introdução nada mais é que uma apresentação do tema e da abordagem que será utilizada ao longo do texto. É também na introdução que o candidato deve expor sua linha de raciocínio, bem como seus argumentos. Essa é uma etapa importante na estruturação do texto porque ela deve conter todos os elementos que permitirão ao leitor identificar seu posicionamento com relação ao assunto debatido. Uma boa introdução tem como objetivo deixar o leitor com vontade de continuar lendo o texto.

2. Desenvolvimento

Você apresentou sua tese e os argumentos para defendê-la na introdução. Agora chegou o momento de convencer os leitores de que essa tese tem uma lógica. Para que o seu ponto de vista seja compreendido, você precisa desenvolver os argumentos e exemplifica-los. Diferentemente de uma conversa, onde podemos utilizar diversos meios – e não somente o verbal – para transmitir a mensagem que queremos passar ao nosso interlocutor, num texto escrito a única maneira de comunicar nossas idéias é por meio das palavras. Sendo assim, a redação deve ser o mais objetiva possível. Descreva de forma clara e concisa suas idéias e dê exemplos concretos. Cada argumento deve ser apresentado em um parágrafo diferente e conter o máximo possível de elementos que ajudem o leitor a acompanhar sua linha de raciocínio.

3. Conclusão

A conclusão merece a mesma atenção especial que foi dada à introdução e ao desenvolvimento, pois ela retoma as principais idéias  expostas no texto para concluir seu ponto de vista. Muitas pessoas caem no erro de achar que a conclusão não tem tanta relevância e acabam apenas fazendo um copia e cola do que já foi dito anteriormente. Mas, é importante ter em mente que não se trata de repetir as mesmas frases e argumentos, se trata de propor uma solução ao problema levantado, tomando como referência os pontos abordados por você. Como dissemos no começo do artigo, os temas de redação propostos pelo ENEM estão na maioria das vezes ligados às questões sociais, políticas ou culturais. Assim, é interessante propor algum modo de solução que contemple a perspectiva dos direitos humanos, ou que traga uma intervenção por meio de ações sociais.

Tipos de redação: como fazer uma carta?

Embora seja um texto dissertativo argumentativo (com estrutura básica de introdução, desenvolvimento e conclusão), a estrutura da carta argumentativa inclui ainda outros elementos:

  • Local e Data: Em primeiro lugar, é preciso identificar o nome da cidade (local) em que se encontra o emissor e a data que está sendo produzida. Essa seção também é chamada de cabeçalho.
  • Nome do Receptor: Abaixo da data e do local, deverá surgir o nome da pessoa ou do órgão a quem se destina a carta.
  • Saudação Inicial: Dependendo da formalidade, utilizamos determinadas saudações iniciais (vocativos). Representam as formas de tratamento como: prezado (ou caro) senhor ou senhora, excelentíssimo, digníssimo, dentre outros.
  • Introdução: Na introdução, o assunto a ser abordado durante todo o texto deverá ser abordado, ou seja, o tema principal da carta.
  • Desenvolvimento: Já que se trata de um texto argumentativo, nesse momento as argumentações e os pontos de vista deverão ser explorados de forma a convencer o leitor.
  • Conclusão: Trata-se da parte final do texto, que apresenta o arremate das ideias expostas na introdução e no desenvolvimento. Em outras palavras, é a parte da síntese das ideias que aparece uma proposta, recomendação e/ou sugestão.
  • Despedida: É a saudação final que colocará fim no seu texto, por exemplo, “atenciosamente”, se for formal, ou “beijos e abraços”, de maneira informal.
  • Nome do Emissor: No final da Carta, aparece o nome e assinatura de quem a produziu.

Além das questões estruturais citadas acima, o gênero textual de carta argumentativa precisa também apresentar as seguintes características:

  • Apresentação do assunto da carta e da tese (opinião) do autor sobre o tema na introdução da carta;
  • Construção de argumentos bem fundamentados que comprovem o ponto de vista do remetente;
  • Se possível, desenvolvimento de contra-argumentação – ou seja, produção de argumentos que refutem ideais contrárias àquelas do autor.
  • Conclusão sintetizando os argumentos e a tese ou, se necessário, sugerindo soluções para o tema abordado.

Tipo de redação: escrevendo uma redação jornalística

Descubra os diferentes textos jornalísticos. Dicas para escrever o texto jornalístico

Antes de mais nada, o primeiro passo é tentar ao máximo se informar sobre os fatos sobre os quais você vai escrever, escolhendo sempre fontes seguras e confiáveis. Além disso, se o texto se tratar de uma redação jornalística (e não um texto de opinião ou editorial, por exemplo), lembre-se de tomar um posicionamento o mais neutro possível, ser objetivo, claro e imparcial.

É importante apresentar os fatos para que o leitor possa chegar às conclusões dele.

Conheça algumas dicas práticas para escrever uma boa redação jornalística:

  1. Faça um bom título: informe, atraia a curiosidade do leitor, e evite o sensacionalismo
  2. Intertítulos: destaque informações importantes
  3. Lide: seja objetivo desde o começo e responda sempre às 5 perguntas essenciais: o que, quem, quando, como e por que.
  4. Prefira a simplicidade: um texto jornalístico é simples e claro. Use frases curtas e evite palavras rebuscadas, figuras de linguagem e ambiguidades.
  5. Cuidado com o excesso dos adjetivos: eles podem levar o leitor a pensar que você está opinando, maquiando ou enaltecendo ou minimizando a informação. Seja cuidadoso e tenha a certeza de que realmente são necessários.
  6. Escreva datas de forma resumida
  7. Fundamente seu texto: não se restrinja a achismos. Faça pesquisas, acrescente dados, entreviste pessoas, adicione relatos dos envolvidos, apresente opiniões diversificadas sobre o mesmo assunto. Isso só enriquece o seu texto, dá mais legitimidade e força para o conteúdo transmitido.
  8. Ao final, faça a releitura do texto em voz alta: a sonoridade da leitura diz muito sobre a fluidez do texto, além de ajudar a encontrar palavras repetidas, cacofonias, erros de concordância e de pontuação.
  9. Em geral, para conseguir uma forma homogênea na produção de texto das notícias (padrão), os jornais têm seus Manuais de Redação, estabelecendo regras que devem ser obedecidas pelos jornalistas na hora da produção da matéria. Essas políticas editoriais determinam o que deve ou não deve ser utilizado nos seus canais de comunicação.

Dicas para se dar bem nos textos descritivos

Confira algumas dicas finais para arrasar no seu texto descritivo!

Não confunda texto descritivo e narrativo

É importante destacar a diferença entre esses dois tipos de texto, pois é comum as pessoas confundirem o objetivo de cada um deles. O texto narrativo apresenta obrigatoriamente uma sequência de acontecimentos, de ações reais ou imaginárias, todas contadas por um narrador. Por outro lado, o texto descritivo, como já explicamos acima, tem como principal objetivo a descrição física, sensorial ou psicológica em detalhes de algo ou alguém.

Procure a coesão e a coerência

Para que o texto alcance o propósito de transmitir ao leitor o conteúdo que se deseja de maneira clara e compreensível, é fundamental que ele tenha coesão e coerência, independentemente do tipo textual utilizado. Por isso, é imprescindível que o leitor tenha o máximo de informações possíveis sobre o objeto descrito e não somente uma simples lista de características. Ou seja, quem vai descrever deve esgotar o objeto, mas manter a coerência.

Um dos segredos da coesão é o uso apropriado das palavras (substantivos, adjetivos, locuções), que é fundamental para que haja uma conexão entre as diferentes partes do texto (introdução, desenvolvimento, conclusão – e até mesmo entre as frases). Evite repetições e empregue sinônimos!

Outro ponto importante é manter a coerência do texto, ou seja, a lógica das ideias apresentadas. Por isso, lembre-se de evitar contradições, redundâncias e busque sempre manter a clareza. O objetivo principal é que o leitor compreenda todos os pontos da descrição e não fique em dúvida sobre seu conteúdo.

De olho no vestibular

Em geral, provas como a do Enem ou dos vestibulares exigem conhecimento de textos do tipo dissertativo; no entanto, a descrição pode sim ser cobrada. Dessa maneira, é fundamental identificar com clareza as características presentes nesse texto e sobretudo praticar muito!

Uma última boa dica para se dar bem nos textos descritivos é prestar atenção no uso de adjetivos. Como eles têm papel crucial na caracterização das descrições, o maior risco é de serem empregados em excesso e, com isso, o texto se tornar cansativo e de difícil leitura.

Pois bem, pronto para fazer sua descrição perfeita?

Como fazer um texto estilo narração?

Ao desenvolver uma redação narrativa, saiba que alguns elementos são obrigatórios. Conheça alguns deles:

Tipos de narradores

Existem três categorias diferentes de narradores:

  • Narrador-personagem: ele faz parte do enredo que ele próprio narra. O relato é exposto sempre na 1ª pessoa.
  • Narrador-observador: ele constata os acontecimentos e os conta sem interagir com o enredo, que é contado em 3ª pessoa.
  • Narrador-onisciente: ele tem o conhecimento de tudo o que acontece no enredo e está presente nas reflexões dos personagens. Também narrado em 3º pessoa.

Elementos da narração

  • Tempo: o espaço de tempo em que os eventos acontecem. Pode ser um período cronológico ou um período psicológico
  • Espaço
  • Enredo: o acontecimento em si. Deve apresentar começo, meio e fim.
  • Personagens: são as pessoas que fazem parte do fato e que estão sendo mencionados pelo narrador.
  • Narrador: aquele que narra o acontecimento.

Existem ainda outros elementos que auxiliam na elaboração do enredo:

  • Introdução: deve apresentar os elementos mencionados acima como o espaço, o tempo, as personagens e o enredo.
  • Trama: é a narração do acontecimento propriamente dito.
  • Clímax: um dos momentos mais importantes da narrativa, no qual os acontecimentos se adequam para alcançar o desenlace.
  • Desenlace: é a finalização da narração, como se tudo o que estivesse sem resolução anteriormente encontra a sua conclusão.

Dicas para escrever uma redação narrativa

  • Coerência em primeiro lugar: sempre tente ser coerente em relação aos diferentes elementos que compõem a narrativa: personagens, espaços, fatos…. Isso contribui para a qualidade da redação. Fatos desconexos e sem sentido, erros de roteiro, personagens sem personalidade, etc. colabora para uma redação narrativa ruim.
  • A profundidade da narrativa: personagens bem elaborados, cenários bem descritos e desenvolvimento bem amarrado são segredos de uma boa narrativa.
  • Começo, meio e fim: o desenvolvimento da redação deve necessariamente respeitar essa ordem. Lembre-se de ser objetivo e claro ao escrever.

Redação no vestibular: texto descritivo

Textos descritivos: descubra como escrever. Redação para vestibular: estilo descrição

Saiba que tudo o que existe nesse mundo é passível de uma descrição! Mas antes de qualquer coisa, é preciso observar e compreender em profundidade o objeto que será descrito, seja qual ele for. Por isso, o primeiro passo é se dedicar ao conhecimento do objeto de descrição.

Em segundo lugar, é importante destacar que a redação descritiva está baseada em uma estrutura composta por três partes:

  • Introdução: é quando o observador identifica o objeto a ser descrito e o distingue.
  • Desenvolvimento: o observador captura elementos do objeto em uma ordem coerente devendo caracterizá-los de forma objetiva ou subjetivamente, ou ambas.
  • Conclusão: não há um momento específico para a conclusão em textos descritivos, considera-se a conclusão quando a caracterização estiver completa.

Em função do objeto escolhido para a descrição, existem algumas técnicas específicas de redação. Veja o que o site BrasilEscola traz como sugestão para cada um dos elementos descritos:

  • Pessoa: Em geral quando falamos de uma pessoa, lembramos de seu modo de sorrir, de sua estatura, do formato do rosto, e assim por diante. Portanto, ao retratar alguém no papel você pode salientar algumas peculiaridades físicas, como: altura, cor da pele, cor dos olhos e cabelos, peso, modo de vestir, tom da voz, etc.. Também deverá apontar características psicológicas: caráter, temperamento, modo de se expressar, conduta, modo de agir, modo de falar, etc.
  • Lugar: Há vários elementos que você pode citar. O importante é que o leitor se sinta no local descrito. Para isso, observe se este lugar é fechado ou aberto. Se fechado, descreva sobre as cores da parede, da cortina, da porta; o tipo de piso, a maneira que os objetos estão dispostos, a luminosidade; o sentimento provável de quem fica no ambiente por muito tempo, etc. Se aberto, fale sobre o pano de fundo local, se há árvores, animais, que tipo de animais, se há grama e qual a sensação de pisar nela (se for o caso), se há frutos nas árvores ou se elas estão secas, o clima, a temperatura ambiente, os aromas, os sons, etc.
  • Objeto: Observe o formato (redondo, triangular), a dimensão (largura, altura, espessura), o material de sua composição, a aparência (cor, brilho, peso, textura), se é velho ou novo, se há manchas ou algo que indique que é velho (folhas amareladas), sua utilidade, seu valor, etc.

Por fim, na hora de desenvolver seu texto descritivo, lembre-se de algumas dicas práticas :

  • É preciso usar substantivos que permitem a identificação de traços do que é descrito.
  • Para descrever o objeto, use adjetivos e locuções adverbiais com a função de adjunto adnominal ou predicativo.
  • Demonstre o objeto descrito com o uso verbos de ligação
  • Procure usar os verbos no pretérito imperfeito e no presente do indicativo para descreve cenas
  • Empregue metáforas e comparações que permitem ao interlocutor ter mais elementos para elaborar a imagem mental do que é descrito
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