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O guia completo do balé clássico

De Fernanda, publicado dia 16/11/2017 Blog > Artes e Lazer > Dança > Tudo sobre dança clássica

A dança é um modo de vida, a dança é o ritmo da vida.

Samuel Lewis

Essa citação é válida para todos os estilos de dança. Você poderá a influência disso tanto na aula de zumba como na aula de dança  contemporânea. Mas o balé ocupa um lugar especial na história da dança em geral.

Coloque suas sapatilhas, vista seu collant, aumente o Ravel no som: embarque agora nessa viagem ao mundo da dança clássica e descubra todas as razões para começar agora a fazer balé! Temos certeza de que depois de terminar esse artigo você vai correndo bater na porta de uma escola de dança 😉

A fantástica história da dança clássica

Aprender a dançar balé traz benefícios para a sua cultura! Quais as origens do balé? Qual a sua importância na história da música em geral?

A dança clássica é usada como base para diferentes tipos de dança: dança moderna, dança contemporânea, dança jazz, sapateado. Encontramos sua influência até mesmo na dança hip hop, na dança oriental ou na aula de zumba.

A palavra “balé” (ballet) vem do termo italiano “balletto“, diminutivo do “ballo“, que significa “dança”. “Ballo” é etimologicamente ligado ao latim “ballo, ballare“, que significa “dançar”. A ortografia francesa “ballet” é usada de forma idêntica em inglês e em alguns dicionários brasileiros.

É durante os casamentos italianos que os balés fazem sua grande entrada e que a dança clássica aparece. Os músicos e dançarinos foram encarregados de entreter os hóspedes executando “pas de deux” e outros “entrechats”.

Quando Catarina de Médici se casou com Henrique II em 1533, trouxe com ela esta arte e a desenvolveu na França. Posteriormente, Pierre Beauchamp, dançarino e coreógrafo na corte de Luís XIV, registrou as cinco posições da dança clássica. É a ele que se credita a invenção do primeiro sistema de notação gráfica da coreografia:

  • Primeira posição: junte seus calcanhares de forma que a ponta de seus pés apontem para direções opostas. Certifique-se de que suas pernas estejam viradas a partir das coxas. Não vire apenas os joelhos, ou você pode se lesionar.
  • Segunda posição: igual à primeira, mas posicionando um dos pés a um pé de distância. Mantenha os dedos virados para fora.
  • Terceira posição: essa posição é como a primeira, mas cruze o calcanhar do pé à frente para o meio (peito do pé) de seu pé traseiro.
  • Quarta posição: Posicione seus pés para fora, mas posicione seu pé frontal a cerca de 15cm à frente de seu pé traseiro. Isso pode ser feito a partir do primeiro passo ou do terceiro.
  • Quinta posição: Similar à primeira, mas você posiciona o calcanhar de seu pé frontal no dedão do pé traseiro.

A palavra “clássico” surgiu com os balés russos em 1910, fundada por Serge Diaghilev.

Marius Petipa, francês que viveu grande parte da sua vida na Rússia, deixou muitas obras de arte do balé clássico:

  • A Bela Adormecida
  • Raymonda
  • La Bayadére
  • O Lago dos Cisnes

Esses balés formam o alicerce da dança clássica como a conhecemos hoje.

Na França, o balé é renovado e dá origem ao neoclássico com Serge Lifar (e a grande bailarina Lycette Darsonval) e nos Estados Unidos com George Balanchine, criador do New York City Ballet.

Apesar do regime soviético, os balés russos continuam a se difundir. O balé sempre foi muito popular na Rússia, incluindo o Teatro Bolshoi e o Teatro Mariinsky.

Já no Brasil, acredita-se que o primeiro balé tenha sido dirigido por Lacombe e apresentado no Real Teatro de São João, Rio de Janeiro, em 1813. Um século depois, a atuação da companhia de Diaghilev (com Nijinski, Massine, Tamara Karsavina e Lidia Lepokova), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, seguida da visita da Companhia de Ana Pavlova, deu início a um permanente interesse pela dança no Brasil.

Por que fazer aulas de balé clássico?

A dança clássica permite voar com toda a leveza necessária. Faz bem para o corpo e para a mente e quase desafia as leis da gravidade. Hoje, não existe mais essa história de forçar os músculos ao limite. Acima de tudo, as aulas ensinam o alongamento suave e trabalham coordenação e equilíbrio. Diferente das aulas de zumba, o balé demanda uma técnica refinada, porém menos condicionamento físico, apesar de também requerer grande flexibilidade e força nas pernas.

Quer conhecer 5 excelentes motivos para se matricular imediatamente no balé? Nós listamos:

  • Fazer dança clássica para ganhar elegância: é a melhor maneira de melhorar a postura e ganhar graça, mesmo na vida cotidiana. Aprendemos a policiar nossa postura corporal e a nos manter em linha reta, contraindo todos os músculos para evitar qualquer risco de lesão. A dança clássica também é o domínio perfeito do corpo.
  • Obtenha flexibilidade graças à dança clássica: a flexibilidade é um importante atributo da dança clássica, mas também é útil se você quiser praticar outras danças, como contemporânea, moderna, esportiva ou mesmo hip hop, dança oriental e valsa.
  • Dança clássica para adquirir rigor e disciplina: o ensino da dança clássica é em geral acompanhado de instruções rigorosas.
  • Treine seu cérebro memorizando coreografias clássicas de balé: vai ser necessário treinar o seu cérebro e exercitar a sua mente para memorizar os passos e posições da música.
  • Faça dança clássica e emagreça: fazer balé não ajuda apenas a perder peso: ela desenvolve os músculos, deixa a pele firme e queima calorias.

Como encontrar um professor de dança clássica?

Existem vários locais onde você pode encontrar uma boa aula de balé:

  • em companhias de dança e festivais
  • em escolas de dança
  • em uma associação
  • com um professor particular

A primeira aula é também, acima de tudo, uma oportunidade para observar o professor e descobrir as qualidades essenciais a serem encontradas:

  • Didática: um dançarino profissional não é necessariamente um bom professor. O educador deve ser capaz de decompor os passos de dança e a coreografia para que todos os alunos entendam. Ele também deve ser capaz de se adaptar a cada aluno, mesmo em uma aula de grupo,
  • O nível da sequência coreográfica alinhada ao nível da aula: é normal encontrar dificuldades no início. Mas observe os demais alunos ao seu redor. Se ninguém consegue reproduzir a coreografia, o nível esperado talvez seja muito alto e prova que o professor não sabe como se adaptar aos iniciantes. Da mesma forma, se você já adquiriu um certo nível e a sequência parecer muito fácil e sem grandes dificuldades, algo está errado!
  • Paciência e benevolência: aprender a dançar leva tempo. O professor clássico deve saber disso. Por isso ele é paciente e gentil com seus alunos. Ele deve corrigi-los sem rigidez e deve explicar os erros e correções quantas vezes for necessário para aperfeiçoar o aluno,
  • A capacidade de motivar os alunos: quando um exercício é bem feito, um bom professor deve reconhecê-lo e felicitar seus alunos. Ele sabe como parabenizar e motivar seus aprendizes. O professor precisa ser um verdadeiro especialista em motivação!
  • Respeito pelos limites de todos, especialmente em termos de flexibilidade: na dança clássica, o alongamento é fundamental. Mas nem todos têm as mesmas habilidades, e isso não deve ser uma barreira ao aprendizado. Nenhum exercício deve machucá-lo.
  • Um tempo de aquecimento: para evitar o risco de lesões, o aquecimento deve durar um pouco, especialmente no balé. Antes de fazer exercícios na barra, pelo menos um terço do tempo da aula deve ser reservado para o reforço muscular,
  • As habilidades técnicas e artísticas do professor: um professor de balé deve, obviamente, fazer você sonhar, fazer você querer dançar como ele…. Ele precisa ser um motivo de inspiração. Seja na improvisação ou na execução de pas de deux e entrechats, ele precisa impressioná-lo.

Dança clássica para adultos: por que (re)começar?

Comece a estudar dança clássica em idade avançada. O balé não faz bem apenas aos olhos: ele faz bem para a mente e para o corpo! Sobretudo depois de adulto!

Há muitas razões que podem levar alguém a começar o balé clássico depois de adulto:

  • Realizar um sonho de criança: como Maria, com 36 anos de idade e um ano de prática de dança clássica. “Quando eu era pequena, era louca para vestir o tutu, mas como ninguém na minha família tinha contato com a dança, nunca ousei perguntar.”
  • Para acabar com os complexos: quando você é menino, pode ser difícil de pedir aos seus pais para começar a fazer balé, sobretudo em famílias mais tradicionais. Os rótulos e preconceitos em torno de gênero podem ser cruéis e barrar desejos e talentos de uma vida inteira. Mas agora que você já está crescido, precisa superar esses traumas! Esse é o melhor momento para assumir sua paixão e se libertar inteiramente: entre agora para o mundo da dança e seja feliz!
  • Obter flexibilidade: depois de algumas semanas de aula, você fica naturalmente mais flexível graças aos exercícios de relaxamento; você fortalece seus músculos e, portanto, reduz o risco de diversos tipos de lesões,
  • Corrija sua postura e diga adeus à dor nas costas: por acaso você já viu algum bailarino andar corcunda ou sentar desleixado numa cadeira? Pois bem!! A dança também nos ensina muito sobre postura corporal: aprendemos a andar e a nos mover de maneira correta, corrigindo maus hábitos e evitando as famosas dores nas costas!
  • Participar de um grupo sem competição: longe das rivalidades que podem aparecer em empresas profissionais, a atmosfera em uma aula de adultos é relaxada, descontraída e amigável. Já que estamos falando nisso, saiba que não há aquela obrigação religiosa de utilizar um collant de dança, meias-calças justas ou um tutu. Basta escolher roupas confortáveis e ajustadas ao seu corpo, que não escondam a cintura e os joelhos, para que o professor tenha certeza de que você executa os exercícios sem risco de lesão;
  • Para treinar a memória: a dança clássica e o balé exigem do seu abdome, das suas pernas, dos seus glúteos, dos seus braços e do seu cérebro também! É necessário colocar a cabeça para trabalhar para se lembrar dos passos e memorizar todas as sequências coreográficas. Uma boa maneira de combater doenças associadas à idade.

Aulas de dança clássica: por que escolher um professor particular?

Se você está pensando em começar a estudar balé, fique atento: há situações específicas nas quais começar com um professor particular é a melhor opção.

Onde fazer uma aula de dança? As aulas particulares podem lhe ajudar a desenvolver habilidades específicas para uma competição, por exemplo.

Veja algumas delas:

  • Fazer aulas particulares de dança quando você tem medo do olhar dos outros: se você é tímido e precisa se soltar sozinho na ponta dos pés antes de começar uma aula em grupo.
  • Escolher aulas particulares de dança clássica porque você não tem tempo: o professor se desloca até a sua casa e define horários flexíveis para as aulas.
  • Optar por aulas de balé em casa para atingir um objetivo específico: entrar em uma universidade de dança, passar uma audição, treinar para uma apresentação.
  • Professor particular de dança clássica: ele é um profissional especialista em elaborar programas personalizados.
  • Como complementação da sua aula de grupo de dança clássica: aulas intensivas para você se tornar um bailarino profissional ou progredir ainda mais rápido.

Ainda precisa de um pouco de inspiração? Procure na internet a história de Thiago Soares, o brasileiro que conseguiu se tornar primeiro-bailarino do Royal Ballet de Londres!

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