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Guia para bateristas: tipos de música

De Camila, publicado dia 26/12/2018 Blog > Música > Bateria > Quais os estilos musicais para bateria?

De acordo com pesquisas realizadas entre jovens de 14 a 18 anos, mais da metade ouve hip hop, seguido por pop e r’n’b. Ainda de acordo com pesquisas, os estilos musicais de reggae e eletrônico aparecem logo em seguida, ficando à frente do rock e da mpb.

Mas e o jazz e o metal, onde ficam nessa lista?

Aos aprendizes de baterista, fiquem tranquilos: é possível tocar qualquer estilo de música com esse instrumento de percussão.

Você é daqueles que faz aula de bateria online e ainda não conseguiu encontrar nada falando sobre uma aula de bateria para iniciantes com foco no seu gênero musical favorito?

Um curso de bateria online ou presencial costuma abordar conceitos básicos de rock, jazz e metal.

Se você já procurou e ainda não achou, então que tal perguntar ao seu professor de bateria por algumas indicações?

Se você ainda não tem um mestre porque não consegue tempo par se dedicar às aulas de bateria para iniciantes, mas já quer começar pesquisando um pouco mais sobre o assunto, então você veio à matéria certa!

Fazer um curso de bateria exige um aprendizado através de ritmos de rock antes de passar para jazz, metal ou qualquer outro tipo de música.

Se você está pronto para conhecer um pouco mais sobre universo antes de fazer a sua primeira aula de bateria para iniciante, então fique ligado neste guia criado pelo Superprof sobre estilos musicais a serem tocados nesse instrumento.

Como tocar rock na bateria

A arte de tocar bateria e fazer amor estão relacionadas. Ambas tem a ver com “groove e força”.
-David Grohl-

Veja algumas dicas super úteis de como executar o básico do rock na sua bateria preferida!

Erros a não cometer ao aprender bateria de rock

Se você tentar começar a sua aventura dentro do mundo das bateras com algo muito complicado, você dificilmente progredirá. Tal falta de resultado positivo poderá ser um grande golpe na sua motivação em continuar estudando o instrumento, o que pode resultar na vontade de desistir de fazer aulas.

A solução? Dosar o nível de dificuldade, escolhendo ritmos que exijam coordenação básica.

Sendo assim, é preciso que o baterista:

  • Esteja confortável em tocar um, dois ou três ritmos diferentes ao mesmo tempo;
  • Seja capaz de unir várias dezenas de medições ao mesmo ritmo sem se enganar;
  • Mude de um ritmo para outro sem hesitar,
  • Conte o tempo enquanto toca para saber onde se encontra dentro da música;
  • Siga o tempo certo; etc.

Seu professor de bateria vai te ensinar o que é um chimbau e uma caixa clara. É preciso conhecer bem as partes da bateria antes de começar a tocar.

Ritmo básico de bateria de rock: “bum-ta”

Três passos devem ser dominados para alcançar este ritmo básico e todos os que seguirão:

  • Toque no chimbal;
  • Toque na caixa;
  • Toque no bumbo.

O “bum” corresponde ao bumbo e o “ta”, à caixa.

As batidas devem ser muito regulares, prestando atenção a sempre dar um toque no chimbal entre cada toque de bumbo e caixa:

  • No 1: bumbo,
  • No “e”: chimbal,
  • No 2: caixa,
  • No “e”: chimbal,
  • No 3: bumbo,
  • No “e”: chimbal,
  • No 4: caixa,
  • No “e”: chimbal,

Resultando em um “1 e 2 e 3 e 4 e“…

Bateria: outros ritmos de rock

O bumbo em contratempo

Com esse ritmo, começamos a lidar com os contratempos no bumbo.

O toque do bumbo vem diretamente após a caixa, entre 2 e 3. Aqui está o que ele dá:

  • No 1: bumbo;
  • No “e”: chimbau;
  • No 2: caixa;
  • No “e”: bumbo;
  • No 3: bumbo;
  • No “e”: chimbau;
  • No 4: caixa.

Se alguém canta: bum-ta-bum-bum-ta-bum-ta-bum-bum-ta.

Três toques no chimbau

Nesse ritmo, tocamos três vezes no chimbau, seguidos de nada, bumbo ou caixa.

Como haverá espaços vazios no meio da medida, muitos têm a tendência a pensar que se está esquecendo de algo.

Nós teremos:

  • No 1: bumbo;
  • No 2: caixa;
  • No “e”: chimbau (um contratempo);
  • No 3: chimbau (um tempo);
  • No “e”: chimbau (um contratempo),
  • No 4: caixa;
  • No “e”: bumbo.

Se cantamos, fazemos: bum-ta-silêncio-ta-bum-bum-ta-silêncio-ta-bum-bum

O bumbo descompassado

Como jogar para criar uma bateria percussiva e um som inesperado? Colocando o bumbo em descompasso total.

Isso pode ser um pouco complicado de se alcançar quando se é iniciante no aprendizado de bateria, mas se você gosta de um desafio, então vale a pena tentar.

  • No 1: bumbo;
  • No “e”: chimbau;
  • No 2: caixa;
  • No “e”: bumbo;
  • No dia 3: chimbau;
  • No “e”: bumbo;
  • No 4: caixa.

Se alguém canta: bum-tabum-silêncio-bumtata-bum-tatabum-silêncio-bumtata.

Esta é uma caixa clara! Você sabia que a sua bateria pode ser toda desmontada?

Como tocar jazz na bateria

“Para ter um ritmo mais rock, acerte a bateria com mais força”.
Keith Moon –  The Who”

No jazz, por outro lado, os toques das baquetas na bateria precisam ser mais leves, com mais nuances.

Independente do perfil da aula de bateria para iniciantes que você faz ou procura fazer, é sempre bom ir atrás de informações complementares sobre o aprendizado para conseguir praticar melhor e progredir a passos largos!

É exatamente por isso que Superprof preparou esta matéria: para auxiliar quem faz aulas de bateria iniciantes e quer aprender jazz!

Bateria: o que é jazz?

Nascido no início do século XX nos Estados Unidos, o jazz tem raízes afro-americanas.

O jazz se desenvolveu em Nova Orleans através do surgimento de “brass brand“, mais conhecidas no Brasil como “charangas” (formação musical em orquestra).

Existem várias fases no desenvolvimento do jazz:

  • swing na década de 1930 com trompete, trombone e saxofone;
  • bebop na década de 1940 com um ritmo mais rápido;
  • cool e o hard bop nos anos 50;
  • free jazz nos anos 50 que é livre de convenções (saxofone, violão, baixo …).

essência do jazz em si está relacionada principalmente à improvisação em grupos.

Mas antes que você possa começar a improvisar, é preciso adquirir algumas noções básicas do ritmo na bateria!

O papel das vassouras, as baquetas de quem toca jazz

Vassouras substituem as baquetas tradicionais e são regularmente utilizadas ao se tocar jazz na bateria. Nelas, fios de metal ou plástico substituem as pontas de madeira dos bastões.

As vassouras trazem ao ritmo da Nova Orleans nuances difíceis de serem atingidas com as baquetas tradicionais.

Elas apareceram pela primeira vez na década de 1920, primeiramente para reduzir o som da caixa clara. Isso porque o jazz era tocado em espaços fechados e relativamente pequenos e as vassouras permitiam uma menor produção de ruído.

A técnica do jazz

Compasso ternário

O jazz tem um compasso ternário, isto é, cada batida é dividida em três oitavas iguais.

Se você tivesse que cantar o ritmo básico do jazz, seria mais ou menos assim:

1 t T 2 t T 3 t T 4 t T

O ritmo do jazz acentua a primeira e a terceira oitava de cada trio. Estas são notas oitavas balançadas ou o que é chamado “shuffle feel“.

Dominando a condução

Por ser um instrumento de percussão, a bateria serve de guia para os outros instrumentos.

Essa afirmação é ainda mais verdadeira quando se diz respeito ao jazz.

O baterista lidera o grupo usando o prato de condução, também conhecido como “ride“. Ele é chamado assim porque “ride” significa “dirigir” em inglês. É tocado em total sintonia com o contrabaixo.

A marcação básica

A marcação básica do suingue 4/4 consiste de dois componentes:

  • o padrão do ride (prato de condução);
  • o padrão do chimbal.

O padrão fundamental do ride é o esquema “12 e34 e” ou “ding ding-a ding ding-a” tocado no prato de condução com colcheias suingadas.

O chimbal é normalmente fechado marcadamente no “2” e “4“.

É preciso tocar muita bateria para ficar bom no instrumento. Só a prática leva à perfeição.

Uso do chimbal

Enquanto a mão direita toca o prato de condução (ride), o pé esquerdo bate e solta os pratos de chimbal durante os tempos 2 e 4.

O pé solta o pedal para abrir o chimbal e depois o pressiona para fechá-lo.

Para entender melhor, também é possível cantar “1, 2 e 3, 4 e”:

  • No prato 1: ride,
  • No 2: ride e chimbal,
  • No “e”: ride,
  • No prato 3: ride,
  • No 4: ride e o chimbal,
  • No “e”: ride,
  • E nós começamos de novo.

Jazz avançado: adição do bumbo e da caixa clara

A habilidade de se tocar jazz é definida pelos quatro membros do corpo humano:

  • Mão direitaride,
  • Pé esquerdohi-hat,
  • Mão esquerdacaixa clara,
  • Pé direitobumbo.

Definições “bateria de jazz”

O que é um tiro de aro?

É quando a varinha atinge o círculo e a pele de um tambor ao mesmo tempo.

O que é um groove?

Também chamado de “turnos”, é um ritmo repetitivo que corre em um loop com algumas variações para gerar um tempo.

Tocar Hard Rock e Metal na bateria

Eu destruo uma bateria por concerto em respeito ao meu público. Se eu não fizesse isso, ele ficaria desapontado.
Keith Moon – The Who

O metal é caracterizado como rock por causa da presença de pelo menos um guitarrista, um baixista e um baterista.

O bumbo é geralmente tocado com um pedal duplo neste estilo musical.

Sendo assim, seja fazendo curso de bateria online ou aula de bateria para iniciantes, é preciso dominar essa técnica!

Superprof te explica como tocar o ritmo metal hard rock na bateria!

Qual é a diferença entre hard rock e metal?

hard rock (também chamado de rock pesado) é definido principalmente como um período – de 1968 a 1976 – enquanto o heavy metal, que deu origem ao metal, é definido por vários atributos, como os temas de canções relacionadas ao horror e aos símbolos do satanismo.

O termo hard rock é frequentemente usado como um termo genérico contendo grunge (Nirvana), punk rock, heavy metal ou rock alternativo.

O metal é uma evolução do hard rock. Ele nasceu no final dos anos 1970, início dos anos 80. As letras são mais “dark“, com uma agressividade latente.

Daí a frequente confusão com o metal.

O prato chinês, o chimbal e o prato de condução são apenas alguns do pratos que podem compor a sua bateria. O baterista é o responsável por manter o grupo no ritmo certo.

Dominar os fundamentos do rock para dominar o metal na bateria

Se esse é o estilo de música que você gosta e tem vontade de tocar algumas músicas das suas bandas favoritas, então é preciso, antes de mais nada, dominar o ritmo binário.

O ritmo ternário é reservado para o jazz, então se o metal é o seu objetivo, você não precisará dele.

poum-chak para trabalhar o ritmo binário

Um ritmo poum-chak pode ser dividido da seguinte forma:

  • No 1: chimbal e bumbo,
  • No “e“: chimbal sozinho,
  • No 2: chimbal e caixa,
  • No “e“: chimbal sozinho,
  • No 3: chimbal e bumbo,
  • No “e“: chimbal sozinho,
  • No 4: chimbal e caixa,
  • No “e“: chimbal sozinho.

O poder das batidas

No metal, mais do que no rock, tenta-se golpear as caixas, os pratos e o bumbo intensamente.

agressividade deve ser sentida sempre, seja em um simples poum-chak e em um chute baixo.

Sendo assim, não hesite em bater bem forte nos tambores!

O uso do pedal duplo de metal

Um bom batera de heavy metal é reconhecido, principalmente, pelo uso do pedal duplo para tocar bateria.

Metal sem pedal duplo

Nem todos os professores de bateria ensinam seus alunos a tocar utilizando o pedal duplo. Se esse for o seu caso, não se desespere, pois ainda assim é possível tocar metal!

chimbal deve ficar em posição semiaberta, ou seja, com o pé esquerdo ligeiramente levantado no pedal. A sua batida precisa ser mantida em um ritmo regular em todos os tempos e nos contratempos.

No início vai parecer um pouco difícil, mas com a prática você vai pegando o jeito e evoluindo.

1 i e e 2 i e e 3 i e e 4 i e e

Tempo 1:

  • No 1: chimbal + bumbo,
  • No “i“: apenas bumbo,
  • No “e“: chimbal + bumbo,
  • No “e“: nada,

Tempo 2:

  • No 2: chimbal + caixa clara,
  • No “i“: apenas bumbo,
  • No “e“: chimbal + caixa clara,
  • No “e“: bumbo sozinho,

Tempo 3:

  • No 3: chimbal sozinho
  • No “i“: apenas bumbo,
  • No “e“: chimbal + bumbo,
  • No “e“: nada,

Tempo 4:

  • No 4: chimbal + caixa clara + bumbo,
  • No “i“: apenas bumbo,
  • No “e“: chimbal sozinho,
  • No “e“: nada. 

Para marcar o “nada” (ou seja, o silêncio), você pode dar um golpe no vazio: isso ajuda muito!

Tocando com o pedal duplo

O pedal duplo é tocado com os dois pés em uma velocidade de batida mais rápida do que com o pedal simples.

O pedal é colocado próximo à pele do bumbo, bem na frente do pé do baterista, no mesmo local onde se encontraria o pedal simples. O pedal secundário (que não contém um bastão) fica posicionado à direita do pedal do chimbal.

Como compor para bateria

Uma coisa é praticar através de partituras ou fazer exercícios no porão, outra é chegar a um momento de liberação onde você esquece que toca bateria, pois se encontra em perfeita harmonia em seu mundo. Isso é algo de único que parece um estado de graça.
– André Ceccarrelli, baterista de jazz –

Superprof preparou algumas dicas para quem faz aula de bateria para iniciante e pretende aprender a compor suas próprias músicas!

E o melhor de tudo: utilizando todos esses pratos e mais quantas caixas e bumbos precisar! Um dia você vai ficar tão fera na bateria que vai conseguir compor suas próprias músicas!

Da reprodução à composição

Com o passar do tempo, depois de reproduzir várias musicas durante as aulas de bateria, o desejo de compor aparece.

Ele pode, primeiramente, se manifestar através do desejo de adaptar esta ou aquela música pop a uma versão mais rock, com o intuito de acelerar o ritmo, adicionar um solo de guitarra ou de bateria.

Muitas vezes, compor uma peça começa com um riff de guitarra ou violão.

Qual é a fórmula mágica para compor uma música na bateria?

Criatividade ou não criatividade: independente de uma composição super original ou inspirada em algo já feito antes, fato é que você perceberá que a maior parte das músicas na bateria têm a mesma estrutura

Ficou curioso? Então confira quais são:

  • Uma introdução com um grooveespecial
  • Uma estrofe com o ritmo principal,
  • Um pré-refrão,
  • Uma estrofe com o ritmo principal,
  • Um pré-refrão,
  • Um refrão com uma variação do ritmo principal,
  • Uma ponte musical com um novo ritmo
  • Um pré-refrão,
  • Um refrão com uma variação do ritmo principal,
  • Um final.

Uma música geralmente dura 4 minutos e a assinatura rítmica é 4/4. A maioria das partes será em 8 medidas, incluindo versos, pré-coros e refrões.

Comece a compor pelas bases

Ao compor para a bateria, é preciso ficar atento a vários pontos, tais como:

  • Definir um ritmo em cada parte principal (estrofes / refrões),
  • Definir as partes da música a serem apresentadas (refrões),
  • Colocar os preenchimentos que servem como transição entre cada parte,
  • Saber onde colocar os intervalos musicais,
  • Adaptar o ritmo a outros instrumentos: o bumbo e a caixa podem ser sincronizados com o contrabaixo, por exemplo.

Escrever uma música para bateria

Esta parte é mais fácil de ser executada quando se tem conhecimento de teoria musical rítmica. No entanto, é possível alcançar progresso no papel usando uma notação menos convencional.

Se você faz aulas de bateria para iniciante, então seu professor, sem dúvida, vai te ensinar como ler uma partitura para o instrumento, assim como a anotar suas invenções criativas (para ter certeza que você as esquecerá!).

Faça uma composição para ser tocada na bateria

Se compor uma peça musical é uma abordagem muito pessoal, a música está fadada a ser tocada em público. Por isso, é importante sempre ouvir suas composições.

Comece tocando na frente de um público especializado: seu professor de bateria, por exemplo.

Receba as críticas de uma forma construtiva, a fim de melhorar sua criação. Não se trata de “diminuir” sua capacidade criativa, mas de fazer você crescer e progredir.

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