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Guia do ritmo de New Orleans para bateristas

De Camila, publicado dia 26/12/2018 Blog > Música > Bateria > Como tocar jazz na bateria?

“Para ter um ritmo mais rock, acerte a bateria com mais força”.
Keith Moon –  The Who”

No jazz, por outro lado, os toques das baquetas na bateria precisam ser mais leves, com mais nuances.

Você sabia que a maioria dos admiradores de jazz possui entre 50 e 65 anos de idade? Outra curiosidade é que esse grupo é composto por indivíduos de alto nível social.

No entanto, se o baterista existe hoje, é principalmente graças a esse estilo musical.

O estilo que apareceu em New Orleans, nos Estados Unidos, é o responsável por dar um ar nobre aos hoje prestigiados tambores de percussão, apresentando-os na construção de ritmos de jazz.

Mas então fica a pergunta, como tocar jazz na bateria?

Você está fazendo um curso de bateria online ou presencial com um professor de bateria fera no assunto e anda procurando mais explicações para complementar seus conhecimentos na prática do instrumento no que diz respeito ao jazz?

Ou você é daqueles autodidatas que está fazendo uma aula de bateria online, não quer ninguém te acompanhando por enquanto e está precisando de uma mãozinha para pegar o jeito da batida de jazz?

Independente do perfil da aula de bateria para iniciantes que você faz ou procura fazer, é sempre bom ir atrás de informações complementares sobre o aprendizado para conseguir praticar melhor e progredir a passos largos!

É exatamente por isso que Superprof preparou esta matéria: para auxiliar quem faz aulas de bateria iniciantes!

E mais: um mini guia sobre estilos musicais a serem tocados na bateria.

Bateria: o que é jazz?

Nascido no início do século XX nos Estados Unidos, o jazz tem raízes afro-americanas. Ele nasceu a partir de músicas gospel e religiosas cantadas durante as cerimônias nas igrejas.

O jazz se desenvolveu em Nova Orleans através do surgimento de “brass brand“, mais conhecidas no Brasil como “charangas” (formação musical em orquestra).

Existem várias fases no desenvolvimento do jazz:

  • O swing na década de 1930 com trompete, trombone e saxofone;
  • O bebop na década de 1940 com um ritmo mais rápido;
  • O cool e o hard bop nos anos 50;
  • O free jazz nos anos 50 que é livre de convenções (saxofone, violão, baixo …).

Desde então, o jazz continuou a evoluir através de músicos como Miles Davis, Frank Zappa, Buddy Rich e Weather Report, assim como em jazz latino, jazz rock ou jazz funk.

Liberdade é a palavra de ordem do jazz!

Jazz é frequentemente um estilo de música mal compreendido: é considerado a nata da cultura por alguns e tido como reservado aos maiores músicos para os outros. Fato é que ninguém permanece insensível ao ritmo nascido em Nova Orleans.

O jazz é uma ótima maneira de expandir seus horizontes musicais, experimentar novos toques durante a aula de bateria para iniciante e se divertir tocando seus variados ritmos!

Ele também pode ajudá-lo a desenvolver sua criatividade, já que está extremamente ligado à improvisação.

Isso não significa que a bateria deva fazer um enorme solo do começo ao fim, já que o jazz é baseado principalmente em ouvir e acompanhar instrumentos musicais.

Assim, mesmo que você encontre partituras, a essência do jazz em si está relacionada principalmente à improvisação em grupos. Para muito, isso pode acabar sugerindo que o jazz seja um ritmo inacessível.

Os Estados Unidos é o berço do jazz. O jazz surgiu na década de 1930 em Nova Orleans, nos EUA.

Saxofonista, pianista, guitarrista, baixista e baterista podem florescer através desse rico estilo musical.

Mas antes que você possa começar a improvisar, é preciso adquirir algumas noções básicas do ritmo na bateria!

Dicas úteis para executar o básico do rock na sua bateria!

O papel das vassouras, as baquetas de quem toca jazz

Vassouras substituem as baquetas tradicionais e são regularmente utilizadas ao se tocar jazz na bateria. Nelas, fios de metal ou plástico substituem as pontas de madeira dos bastões.

O jazz dá a impressão de ser desestruturado, mas, na verdade, ele confere uma grande importância ao ritmo.

As vassouras trazem ao ritmo da Nova Orleans nuances difíceis de serem atingidas com as baquetas tradicionais.

Elas apareceram pela primeira vez na década de 1920, primeiramente para reduzir o som da caixa clara. Isso porque o jazz era tocado em espaços fechados e relativamente pequenos e as vassouras permitiam uma menor produção de ruído.

Ao longo do tempo, elas se mostraram muito úteis para tocar notas suaves na caixa.

É possível encontrar todos os tipos de vassouras em lojas de música: vassouras retráteis, de metal, de plástico, de metal trançado, etc.

Baquetas mais leves que as normais podem ser utilizadas por iniciantes já que a técnica das vassouras não é assim tão simples, e pode acabar sendo complicada demais para quem acaba de começar a aprender a tocar bateria.

Aprenda também como tocar o ritmo metal hard rock na bateria!

A técnica do jazz

O jazz é uma técnica complicada para quem é um completo iniciante em bateria.

Isso porque, para tocá-lo com sucesso, é necessário ter um bom domínio rítmico.

No entanto, iniciantes que desejam aprender jazz podem começar com o blues, que é uma excelente preparação para os ritmos de jazz.

É sempre bom lembrar que não há necessidade em ser perfeito para começar a tocar jazz na bateria. Esse ritmo pode ser acessível a todos. O importante é quebrar algumas barreiras internas e dizer “eu posso aprender a tocar jazz na bateria“, nem que seja apenas por diversão.

Você certamente não vai se tornar um grande mestre de jazz, mas essa não é a questão. Se você quer começar, então vá em frente e mãos à obra!

Nada de batidas muito fortes na batera de jazz. A bateria de jazz favorece mais as nuances dos sons.

Compasso ternário

O jazz tem um compasso ternário, isto é, cada batida é dividida em três oitavas iguais.

Se você tivesse que cantar o ritmo básico do jazz, seria mais ou menos assim:

1 t T 2 t T 3 t T 4 t T

O ritmo do jazz acentua a primeira e a terceira oitava de cada trio. Estas são notas oitavas balançadas ou o que é chamado “shuffle feel“.

Conhecer o solfejo rítmico é quase obrigatório no jazz para entender a noção de oitavas.

Dominando a condução

Por ser um instrumento de percussão, a bateria serve de guia para os outros instrumentos.

Essa afirmação é ainda mais verdadeira quando se diz respeito ao jazz.

A condução do grupo é muito importante para se manter o ritmo dos instrumentos sincronizados.

Por isso, é de extremo valor guardar esta informação em mente:

O domínio da condução é primordial no jazz para o baterista.

O baterista lidera o grupo usando o prato de condução, também conhecido como “ride“. Ele é chamado assim porque “ride” significa “dirigir” em inglês. É tocado em total sintonia com o contrabaixo.

A marcação básica

A marcação básica do suingue 4/4 consiste de dois componentes:

  • o padrão do ride (prato de condução);
  • o padrão do chimbal.

O padrão fundamental do ride é o esquema “1, 2 e, 3, 4 e” ou “ding ding-a ding ding-a” tocado no prato de condução com colcheias suingadas.

O chimbal é normalmente fechado marcadamente no “2” e “4“. É isso que a maioria das baterias eletrônicas (drum machines) tocam quando a opção “swing” é selecionada.

Esse padrão é adequado para muitas músicas de jazz, especialmente standards ou músicas de bebop, com andamento médio ou acelerado.

O uso do chimbal

O ritmo no jazz é muito importante e começa com uma mão direita a pé esquerdo.

Enquanto a mão direita toca o prato de condução (ride), o pé esquerdo bate e solta os pratos de chimbal durante os tempos 2 e 4.

O pé solta o pedal para abrir o chimbal e depois o pressiona para fechá-lo.

Ele também é conhecido por "ride", seu nome em inglês. O prato de condução é um dos principais elementos utilizados na bateria de jazz, juntamente com o chimbal.

Para entender melhor, também é possível cantar “1, 2 e 3, 4 e”:

  • No prato 1: ride,
  • No 2: ride e chimbal,
  • No “e”: ride,
  • No prato 3: ride,
  • No 4: ride e o chimbal,
  • No “e”: ride,
  • E nós começamos de novo.

O chimbal em 2 e 4 forma a base rítmica da bateria no jazz.

As outras caixas também são tocadas em ritmo ternário, no primeiro e no terceiro oitavo do trio, para cada batida do padrão.

Dicas para aprender a compor suas próprias músicas na bateria!

Jazz avançado: adição do bumbo e da caixa clara

A bateria não está limitada ao “ride” e ao “hi-hat” (outro nome para o chimbal).

A habilidade de se tocar jazz é definida pelos quatro membros do corpo humano:

  • Mão direita: ride,
  • Pé esquerdo: hi-hat,
  • Mão esquerda: caixa clara,
  • Pé direito: bumbo.

Enquanto um mantém o tempo, a pulsação com o ride e o chimbal, o outro adiciona alguns traços de bumbo e caixa clara, intensificando o ritmo de jazz.

Aqui está um exemplo:

Primeira medida:

  • No 1: ride e bumbo,
  • No 2: ride e chimbal,
  • No “e“: ride e caixa clara,
  • No 3: ride
  • No 4: ride e chimbal,
  • No “e“: ride.

Segunda medida:

  • No 1: ride,
  • No 2: ride e chimbal,
  • No “e“: ride,
  • No 3: ride,
  • No 4: ride e chimbal,
  • No “e“: ride.

Mantemos a segunda medida na estrutura básica para voltar a focar no ritmo de jazz.

A caixa clara fica de fora. Isso pode parecer estranho, especialmente quando você está acostumado a tocar um rock de ritmo binário, por exemplo.

O bumbo é tocado suavemente, pois não buscamos força, mas sim nuance.

Fique atento para permanecer regular neste exercício.

Comece com um ritmo baixo a 60 bpm e depois a um ritmo de 120 bpm quando estiver confortável.

Também conhecido como hit-hat. Chimbal.

Definições “bateria de jazz”

Para se tornar um expert na bateria de jazz, é necessário conhecer um pouco do vocabulário ligado ao ritmo.

O que é um tiro de aro?

É quando a varinha atinge o círculo e a pele de um tambor ao mesmo tempo.

O que é um groove?

Também chamado de “turnos”, é um ritmo repetitivo que corre em um loop com algumas variações para gerar um tempo.

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joão lucas
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joão lucas

ótima aula sobre a condução do jazz. sou baterista a um tempo e esse estilo me fascina, desde o baixo até a bateria. obrigado!