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A ortografia e a língua portuguesa

Blog > Apoio Escolar > Português > A boa escrita do idioma do Brasil

Verbos (transitivo direto e indireto e intransitivo), objetos (direto e indireto), complementos do objeto, preposição, advérbio, substantivo, adjetivos, modos verbais, tempos verbais… E olha que ainda faltam muitas outras classificações a serem acrescentadas nessa lista de regras gramaticais do nosso idioma.

Extensiva e muitas vezes complicada, a gramática prega peças nos utilizadores da língua portuguesa, principalmente durante a escrita. A ortografia é outro ponto crucial para o desenvolvimento de uma boa redação. No entanto, grande número de brasileiros ainda comete erros ortográficos básicos.

A produção de texto não é fácil para todos. Muitos têm dúvidas sobre como as palavras são escritas em português.

Seja por causa do novo acordo ortográfico – colocado em vigor em 2016 – ou devido a uma educação básica ineficiente, o problema existe e é latente. Se você é daqueles(as) que pretende melhorar seu domínio da língua portuguesa – ou procura auxílio para seu filho – então esta é a matéria certa!

Superprof dá dicas de como apurar seus conhecimentos ligados à ortografia da língua portuguesa e se beneficiar com um domínio mais elaborado do idioma.

Sobre o novo acordo ortográfico

O mais recente acordo ortográfico do português entrou em vigor no dia primeiro de janeiro de 2016, mas vem sendo debatido desde da década de 1990. Um ano e meio após a mudança, muitos nativos ainda se confundem quanto à grafia correta de muitas palavras.

O ocorrido é totalmente compreensível, pois o processo de aprendizado de um idioma é progressivo e não acontece do dia para a noite. Grande parte da população que passou décadas utilizando uma determinada ortografia terá, com certeza, dificuldades em assimilar a reforma rapidamente.

A história do acordo

A língua portuguesa já passou por quatro reformas ao total: 1943, 1971, 2009 e 2016.

Desde 1943 os países de língua portuguesa tentam chegar a um consenso quanto à uniformização do idioma e por isso tantas mudanças. No entanto, mesmo acontecendo com o intuito de unificar a ortografia do da língua, a reforma ainda apresenta falhas quanto ao alcance do seu objetivo.

A reforma ortográfica tem problemas técnicos, como por exemplo, ter se assumido a aceitação de duas grafias para palavras como ‘fato’, no Brasil, e ‘facto’ em Portugal” – José Luiz Fiorin

Principais modificações

Em 2013, as regras para a nova reforma já estavam prontas, mas o governo brasileiro resolveu esperar mais três anos para que ela entrasse em vigor. Sendo assim, em 2016 várias mudanças ocorreram quando o novo acordo da língua portuguesa finalmente foi implementado.

As principais adaptações aconteceram nos seguintes campos:

  • Alfabeto: K, W e Y foram acrescentados;
  • Acentuação: as regras para aplicação de trema, acento diferencial, acento circunflexo e acento agudo foram modificadas;
  • Hífen: sua utilização no meio de palavras compostas foi abolida em alguns casos.

Impacto sobre o idioma

O acordo feito para colocar em prática a tentativa de uniformização do idioma foi assinado em 1990 pelos integrantes da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa ). No entanto ele não agradou a todos.

Alguns portugueses criaram um movimento de “resistência”. Eles foram às ruas mostrar indignação face à mudança. Segundo os protestantes, a versão da língua falada no Brasil está sendo imposta no país.

As novas regras de ortografia não são claras para todos. O novo acordo ortográfico complicou a vida de muita gente na hora da escrita.

No Brasil, as instituições de ensino vem trabalhando com a nova grafia das palavras desde 2009. No entanto, para aqueles que já não se encontram no sistema educacional, a adaptação vem sendo mais difícil. Isso porque as antigas normas gramaticais foram interiorizadas por eles, que agora terão de aprender as novas regras.

O acordo ortográfico só vale, como o próprio nome diz, para as modificações relativas à ortografia das palavras. Assim, só o português escrito sofre mudanças.

Erros de ortografia no Ensino Fundamental

Seja na fala, na leitura ou na escrita, muitas crianças precisam de suporte extra para superarem dificuldades no aprendizado do idioma português. O auxílio de um profissional da área seria é uma boa alternativa. Os professores particulares possuem a capacidade de detectar o tipo de barreira encontrada pelo pupilo, escolhendo a metodologia adequada para cada perfil.

Pesquisa

Um estudo sobre a fonte dos erros ortográficos cometidos por crianças do Ensino Fundamental foi desenvolvido por duas pesquisadoras da Universidade de São Paulo: Gislaine Gasparin Nobile (graduada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto – USP) e Sylvia Domingos Barrera (doutora em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo, docente do Departamento de Psicologia e Educação da Universidade de São Paulo, Campus Ribeirão Preto – USP).

O objetivo desta pesquisa foi realizar uma análise dos erros ortográficos de uma amostra de alunos com dificuldades de aprendizagem.

Alfabeto e ortografia

O aprendizado da língua portuguesa durante a infância envolve dois processos: alfabetização e letramento.

Todos os estudantes presentes no Ensino Básico de Educação deveriam passar por este aprendizado. A consolidação desse processo de alfabetização e letramento é o pilar da educação de base da língua portuguesa.

Se o alfabeto não é bem assimilado, o processo de letramento não será bem sucedido. Ou seja, os jovens farão muitos erros ortográficos ao longo dos anos de estudos.

Exemplos de erros

  • Erros de transcrição da fala;
  • Erros por supercorreção;
  • Erros por desconhecimento das regras contextuais;
  • Erros na marcação da nasalização;
  • Erros devidos à concorrência;
  • Erros nas sílabas complexas;
  • Erros por troca de letras;
  • Erros de segmentação.

Como corrigí-los

  • Transcrição da fala: a principal questão a ser trabalhada é a distinção entre fala e escrita;
  • Troca de letras: é necessário destacar na própria fala a identificação e diferenciação dos fonemas surdos e sonoros;
  • Nasalização e sílabas complexas: a criança deve ser estimulada a identificar todos os fonemas que compõem as palavras, bem como as letras que os representam;
  • Regras contextuais e morfossintáticas e etimologia: A criança deve compreender as várias relações estabelecidas entre letra e som;
  • Segmentação: importante fazer a diferenciação entre o modo como falamos e o modo como escrevemos.

Para melhorar sua escrita, nada melhor do que praticar a língua. Ler e escrever são os melhores exercícios para melhorar suas capacidades redacionais.

Maneiras de melhorar a escrita

Com certeza, você não pensa duas vezes antes de entender a frase “pq vc ñ veio cm a gnt?“. Tal ortografia virou regra em um mundo onde a comunicação via mensagem de texto é dominante.

Sendo assim, a dificuldade de se expressar corretamente de maneira escrita em português se torna latente face a determinados nativos.

Utilizar a internet

Existem vários testes na internet que podem ser feitos gratuitamente para detectar o nível de conhecimento do idioma português:

  • Geniol;
  • Uol Educação;
  • Site Dicas da Uol.

As falhas mais comuns

  • Erros de grafia;
  • Erros de impropriedade vocabular;
  • Erros de acentuação gráfica;
  • Erros no emprego da crase;
  • Erros no emprego dos pronomes;
  • Erros no emprego de verbos;
  • Erros de morfologia em substantivos e adjetivos;
  • Erros de regência verbal;
  • Erros de concordância verbal e nominal;
  • Erros de colocação pronominal.

Exercitar e progredir

Aula de portugues particular é o complemento ideal para turbinar seus conhecimentos na língua portuguesa. Através dela, você vai expandir seu domínio no idioma.

Como fazer uma boa redação

Erros ortográficos podem desestabilizar a redação e a nota final do aluno. Se o problema chega até a carreira profissional, a falta de domínio da ortografia pode descredibilizar a seriedade e a competência da pessoa envolvida.

Ter um bom dicionário

O dicionário é um fiel escudeiro na produção de texto. Enormemente utilizado por alunos em fase de aprendizado da língua escrita, ele não deixa de acompanhá-lo durante a vida adulta.

Possuir um manual

Tão importante quanto o dicionário são os manuais de boa utilização da língua portuguesa. Mesmo se dedicando muito ao estudo da matéria, nunca sabemos tudo sobre tudo. Principalmente quando precisamos aplicar uma estrutura um pouco mais formal no texto produzido.

Revisar gramática e ortografia

A revisão das regras básicas nunca é demais para aqueles que pretendem afiar suas capacidades de escrita, pois erros de concordância gramatical e ortográficos aparecem a todo momento na vida dos nativos e eles muitas vezes nem os percebem.

Ditados

A metodologia do ditado é excelente para o aprimoramento dos conhecimentos ortográficos. Ela pode ser uma grande aliada daquele que pretende melhorar a escrita, seja adulto ou criança.

Leitura

O domínio do idioma é baseado em quatro pilares: a escuta, a fala, a escrita e a leitura. Sendo assim, nada melhor do que montar uma biblioteca pessoal de peso para melhorar as capacidades redacionais.

Releitura dos textos

A pressa pode resultar em erros bobos e fatais no texto final. Mesmo se a escrita for feita com o auxílio de um corretor ortográfico, ela corre grande risco de não estar totalmente coerente e correta se não passar por um boa releitura.

Sendo assim, nada melhor do que um olhar humano – e do próprio escritor – para melhorar e refinar a versão final da redação.

Os 10 pecados ortográficos mais cometidos

  1.  Porques
  2.  Afim – a fim
  3.  Menos – menas
  4.  Voçê – você
  5.  A gente – agente
  6.  Para eu – para mim
  7.  Meia – meio
  8.  Se não – senão
  9.  Mas – mais
  10. Nada a ver – nada haver

Você também comete um ou mais desses erros comuns na língua portuguesa?

A escrita no meio jornalístico

O bom jornalismo, feito por verdadeiros profissionais da área para importantes e fiáveis meios de comunicação, é, sem dúvida, um dos principais contatos cotidianos com uma boa utilização escrita da língua portuguesa nos jornais.

Nenhum aspirante a jornalista conseguirá sucesso na carreira se não tiver uma redação impecável.

“Não” à linguagem abreviada

A necessidade de abreviação apareceu devido à limitação do uso de letras contidas na primeira geração de SMS que apareceram no mercado: as operadoras garantiam o envio de apenas um SMS que contivesse até 160 caracteres. Sendo assim, escrever “vc”, “pq” e “kd”, por exemplo, virou hábito.

Não escrevemos a língua portuguesa do mesmo jeito que a falamos. A linguagem escrita é, sem dúvida alguma, bem diferente da falada.

É importante a adoção de uma redação correta do português em todos os meios de comunicação, para que você se habitue a escrever corretamente. Portanto, se você pretende se lançar na carreira jornalística, mas não consegue se desvincular das abreviações, chegou a hora do desafio: abandonar 100% da prática.

Ler bons jornais e revistas

se seu desejo é melhorar seu português de maneira adaptada à redação de grandes matérias de jornais e revistas, então a melhor escolha é ler as impressões ainda vendidas nas bancas.

O texto impresso de grandes mídias possui um português com estrutura formal e profissional. É exatamente para esse lado que sua redação deve se inclinar: enriquecimento do vocabulário e da formalidade textual.

Método da pirâmide invertida

O bom jornalista precisa possuir mais uma habilidade redacional muito importante: a capacidade de sintetizar informações.

A melhor maneira para se estruturar um texto jornalístico é utilizando o método da “pirâmide invertida”. Uma matéria deve sempre começar seu texto com as informações mais importantes. Os detalhes sobre o assunto são apresentados depois, aos poucos, ao longo do texto.

Ou seja, os principais dados sobre a notícia se concentram no início, na parte “gorda” da pirâmide invertida. Os complementos ao acontecimento aparecem na sequência.

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