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O top 10 “pecados” da língua portuguesa

De Camila, publicado dia 29/07/2017 Blog > Apoio Escolar > Português > Falhas frequentes na utilização do idioma de Camões

O idioma português possui várias nuanças ortográficas (reforma do português) e gramaticais que, se não prestarmos bem atenção, passam despercebidas. Ainda mais agora com a o novo acordo ortográfico!

Frequentemente, expressões recorrentes no nosso dia-a-dia são mal escritas e ninguém percebe onde as falhas se encontram. Sendo assim, elas são repetidas de maneira incorreta, sem que nenhuma boa alma se dê conta do pecado linguístico que está sendo disseminado!

Para um bom conhecedor do idioma do Brasil, a leitura de tais imperfeições ortográficas e / ou gramaticais é de doer os olhos. E o pior de tudo é que a pessoa que os comete fica com cara de idiota sem nem mesmo imaginar o que pode estar acontecendo.

Para que este não seja o seu caso, Superprof preparou uma lista com as afrontas mais comuns à língua portuguesa (faça redações sem erros) feita pelos brasileiros na hora da escrita. Fique ligado(a), pois você, com certeza, comete alguns deles sem se dar conta.

1/ Porques

Por que, porque, porquê ou por quê? São muitos “porques” para embaralhar nossa cabeça. Então vamos com calma que cada um deles tem uma utilização diferente.

Por que

Separado e sem acento, o “por que” é um advérbio interrogativo de causa. Ele é usado quando perguntamos sobre a causa, o motivo de algo. Mas atenção, pois a frase na qual esse “por que” está presente não precisa necessariamente terminar com um ponto de interrogação.

Ex.: Por que será que não a encontrei ontem na academia?

Os erros de português são constantes na escrita da língua. Não precisa se esconder se você percebeu que faz algum desses erros, pois é mais normal do que se imagina.

Porque

Essa palavrinha junta e sem acento tem função de conjunção e serve para ligar duas orações. Ela é usada quando a segunda parte apresenta uma explicação ou causa relacionada à primeira.

Ex.: Você não a encontrou ontem na academia porque foi malhar em horário diferente.

Porquê

Esse “porquê“, todo junto e com acento, deve ser utilizado para substituir as palavras “razão”, “causa” ou “motivo”. Por ser um substantivo, ele pode ser aplicado no plural e vir acompanhado por artigos, pronomes e adjetivos. Nota-se que, normalmente, a palavra segue um artigo “o” ou “um”.

Ex.: Ele foi embora, não sei o porquê.

Por quê

Separado e com acento, o “por quê” tem a mesma função do “porquê” junto com acento. No entanto, ele deve ser usado no fim da frase, seja ela pergunta ou não.

Ex.: Ele foi embora, não sei por quê.

2/ Afim – a fim

A fim de” e “a fim de que” são locuções utilizadas para exprimir a ideia de finalidade. Elas podem ser substituídas por “para” e “para que”.

Ex.: O advogado fez de tudo a fim de [para] convencer os jurados.

Ex.: O menino economizou a mesada a fim de [para que] que seu carrinho preferido fosse comprado.

A fim de” pode também ser empregada com o sentido de “com a intenção de”, “com vontade de”.

Ex.: O bebê não estava a fim de dormir naquela tarde [não tinha vontade de dormir; não tinha intenção de dormir].

Na linguagem coloquial, “estar a fim de alguém” quer dizer “ter interesse afetivo pela pessoa”.

Afim“, tudo junto, é um adjetivo utilizado para designar que uma coisa ou pessoa tem afinidade com a outra. Na maioria das vezes, ele aparece no plural.

Ex.: Os amantes tinham objetivos afins [parecidos].

3/ Menos – menas

“Menas” é uma palavra que não existe!!! Essa regra (conheça outras do português) merece toda, atenção, bajulação, consideração, importância e zelo.

Escutar alguém dizer “você trabalhou menas horas que eu” dói o ouvido, machuca o coração e nos faz perder toda a esperança de um dia escutar um bom português novamente!

Menos” é a única forma na qual essa palavra pode ser escrita. Normalmente, é utilizada como antônimo de “mais”. Independente de a qual outra palavra ela se refere, seja masculina ou feminina, “menos” está sempre no masculino.

Ex.: Vou tomar menos cerveja fim de semana que vem e viajar menos vezes no próximo ano.

4/ Voçê – você

Parece inacreditável, mas o emprego do cedilha no “c” de “você” acontece com mais frequência do que se imagina. A confusão acontece por causa da fonética da palavra.

No entanto, uma regrinha básica existe para constatar que as sílabas “çe” e “çi” não existem no português: não se coloca cedilha no “c” quando ele acompanha as vogais “e” e “i”.

Ex.: Você entendeu?

5/ A gente – agente

Agente“, tudo junto, é um substantivo que serve para designar profissionais como James Bond ou aqueles da Polícia Federal que andam prendendo os políticos corruptos no Brasil. A palavra é um substantivo comum que se refere àquele que age, que exerce uma ação.

Ex.: Agente federal faz sucesso nas redes sociais por ser muito bonito.

Já “a gente“, com o “a” separado, é uma locução que pode ser usada para substituir a palavra “nós”. “A gente” deve ser conjugado sempre na terceira pessoa do singular.

Ex.: A gente vai junto ao cinema todo domingo.

O número de erros na escrita é grande. Parece mentira, mas muitas pessoas cometem esses erros de português.

6/ Para eu – para mim

Vocês lembram daquela propaganda do McDonald’s na qual o Professor Pasquale perguntava se era “para mim comer” ou “para eu comer”? A resposta era que “mim não come nada. No entanto, é para EU comer”!

Se você é dessa época, então vale sempre a lembrança na hora que sua língua e a de Machado de Assis coçar em falar “para mim fazer qualquer coisa”. Fica a dica que “mim” nunca faz nada; quem faz sou “eu”.

Eu” é um pronome pessoal reto e deve ser utilizado sempre como sujeito da frase e quando for acompanhado por um verbo no infinitivo que indique uma ação.

Ex.: Esta conta chegou para eu pagar.

Mim” é um pronome pessoal oblíquo tônico. Ele é empregado quando assume a função de objeto indireto e deve ser sempre precedido de uma preposição. Sendo assim, “para mim” deve ser utilizado como complemento do verbo transitivo indireto.

Ex.: Você trouxe o dinheiro para mim?

7/ Meia – meio

Meio” pode ser tanto advérbio de intensidade como numeral fracionário. É aí que nasce a confusão.

“Meio” advérbio: tem sentido de “um pouco” e aparece vinculado a um adjetivo. Ele NUNCA varia.

Ex.: Estou meio tonta. Talvez seja porque fique meio cansada.

“Meio” numeral fracionário: esse sim concorda com o gênero do substantivo que acompanha (feminino ou masculino)!

Ex.: Ele comeu meio quilo de pão em meio minuto depois de ter tomado meia xícara de café em meia hora.

8/ Se não – senão

Se não” é escrito (escreva bem em português) separado quando a ideia de “caso não” quer ser transmitida.

Ex.: Se não comer tudo, não tem sobremesa [caso não coma tudo, …].

Senão” em uma só palavra pode ter vários significados: “de outra forma”, “mais do que”, “do contrário”, “aliás”, “a não ser”, “menos”, “com exceção de”, “mas”, “mas sim”, “mas também”, “defeito”, “erro”, “de repente”, “subitamente” (ufa!).

Ex.: Devemos estudar, senão não iremos passar de ano [do contrário]. Não nos resta alternativa senão procurar um professor particular de português [a não ser].

Saiba como encontrar um bom professor par a suas aulas de portugues para concurso!

Os erros mais frequentes na língua portuguesa merece ser anotado. Essa lista de top 10 erros de português merece uma página especial no seu caderninho!

9/ Mas – mais

Mas“, sem a letra “i”, é usada principalmente como conjunção adversativa. Ou seja, ela passa a ideia de oposição ou limitação. Ela possui o mesmo significado que “porém”, “contudo” e “todavia”.

Ex.: Quero comer chocolate, mas sou diabética.

Mais“, com “i”, é utilizada majoritariamente como advérbio de intensidade. Ela passa a noção de quantidade ou intensidade maiores. A palavra também pode ser empregada como conjunção aditiva, demonstrando um adição ou acréscimo. Ela é o antônimo de “menos”.

Ex.: Eu quero mais água no meu feijão, por favor, pois paguei pela porção mais cara do cardápio.

10/ Nada a ver – nada haver

O verbo “haver”, na maioria das vezes, está associado ao sentido de “existir”. Assim, a escrita de “nada haver” pode parecer lógica para muitos pelo fato da expressão indicar que uma coisa não coexiste com outra. No entanto, essa não é a grafia correta do que é pretendido dizer.

Nada a ver” é a maneira certa de escrita. Ela é a forma negativa de outra expressão: “ter a ver”. “Nada a ver” é utilizada quando queremos dizer que algo não tem relação com outra coisa, não corresponde, não diz respeito a.

Ex.: Esse estilo de roupa não tem nada a ver comigo.

Atenção

A expressão “não ter nada a haver” também existe. No entanto, ela é pouco utilizada e significa “não ter nada a receber”, “nada a reaver”, referindo-se ao ato de ter quantias de dinheiro a serem recebidas.

Ex.: Já não tenho nada a haver dos meu locatários.

Lembre-se da lista de falhas graves na hora de escrever um texto! A lista dos top 10 erros de português é boa e merece ser memorizada!

Os erros (quais são os mais comuns entre alunos com dificuldade em português?) acima foram os top 10, mas ainda existem muito mais “assassinatos” à ortografia e à gramática da língua portuguesa que poderiam ser ressaltados. Se fôssemos fazer uma lista maior que top 10, iríamos, provavelmente, chegar ao top 500!

Não queremos cansar sua vista nem atolar sua cabeça com muita informação, então vamos parar por aqui. Se você chegou até este ponto e conseguiu assimilar bem essas dez diferenças que acabamos de listar, então podemos considerar nossa missão cumprida.

Lembre-se sempre que o dicionário e os manuais de gramática são seus melhores amigos na jornada do bom domínio da língua portuguesa (para jornais). Professores particulares especializados em em diversos aspectos do idioma também podem ser facilmente encontrados. Tais profissionais te auxiliarão em um aprendizado eficiente, desenvolvendo uma metodologia adaptada ao seu perfil e às suas necessidades.

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Camila, na propaganda do McDonald’s, Compre e ganhe,existe mistura de pessoas verbais como na linguagem falada?Help