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Descubra o universo do clássico instrumento de teclas

De Fernanda, publicado dia 22/08/2019 Blog > Música > Piano > Tudo sobre o funcionamento do piano

O piano é um instrumento amplamente utilizado na música ocidental – do jazz à música clássica -, para a performance solo e para acompanhamento. É também muito popular entre os músicos no momento da composição. Embora não seja portátil e seja um instrumento caro, o piano é versátil musicalmente. Essa é uma das características que o tornou um dos instrumentos musicais mais conhecidos no planeta.

Nesse artigo vamos descobrir um pouco mais sobre o funcionamento do piano, as notas, o teclado e o vocabulário básico desse instrumento: informações essenciais para aqueles que fazem curso de piano ou que vão começar suas aulas de teclado.

Conheça e identifique as notas do piano

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Ao todo, o piano possui 88 teclas, 7 oitavas e 1/4 de oitava. Seu mecanismo de funcionamento é acústico: quando as teclas são acionadas, existe uma peça chamada martelo que atinge as cordas e faz as notas vibrarem.

Dentro do instrumento, há um prolongamento da tecla do piano, que forma uma espécie de alavanca. Quando a tecla está em repouso, o martelo permanece abaixado. Quando a tecla é pressionada, seu prolongamento sobe e o martelo atinge uma corda, que vibra e produz o som. Se o pianista bate forte na tecla, o martelo atinge a corda com força, gerando um som mais intenso.

A primeira característica que o aluno de piano percebe são as teclas pretas e brancas, e essas teclas seguem um padrão ao longo do teclado. Sendo assim, você pode perceber que existem duplas e trios de teclas pretas. Isso forma um padrão de 5 teclas pretas e, logo abaixo delas existe um outro grupo de teclas brancas de 7 teclas brancas. Cada grupo deste padrão de brancas e pretas representa uma oitava. Cada oitava no piano tem sete teclas brancas (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si) e cinco teclas pretas (Dó sustenido/Ré bemol, Ré sustenido/Mi bemol, Fá sustenido/Sol bemol, Sol sustenido/Lá bemol e Lá sustenido/Si bemol).

Essa formação de 12 notas compõem o sistema musical ocidental de tradição europeia, que é organizado com o uso de 12 sons que constituem a escala cromática. Esses 12 sons podem ser divididos em dois grupos de notas: as notas naturais (teclas brancas) e as notas com acidente musical, com bemóis e sustenidos (teclas pretas).

A diferença entre os grupos de oitavas no teclado como um todo consiste na altura sonora, sendo que da esquerda para a direita há uma subida de notas mais graves para as mais agudas.

Para uma aula iniciante de teclado, é importante saber como identificar essas notas ao longo do teclado, uma vez que você terá 7 oitavas.

Depois de assimilar as notas naturais (teclas brancas), fica relativamente fácil acrescentar as notas dotadas de acidente musical, com bemóis e sustenidos na sequência.

Quando falamos em notas sustenido, estamos falando de notas com um aumento sonoro. Quando falamos em notas bemol, estamos falando em uma diminuição sonora. Para simplificar, podemos identificar unicamente os sustenidos em uma sequência. Sendo assim, em uma oitava, a sequência completa de notas é:

Dó – Dó# – Ré – Ré# – Mi – Fá – Fá# – Sol – Sol# – Lá – Lá# – Si – Dó

Para identificarmos o bemol seguimos a lógica da diminuição. Por exemplo: o aumento da nota Fá, pode ser chamado de Fá sustenido (Fá#), mas também podemos considerá-lo como uma diminuição da nota Sol, então podemos chamá-la também de Sol bemol (Solb).

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Como funciona um piano?

Qual a diferença entre piano e cravo? O piano é um dos instrumentos mais populares quando se trata de composição.

Em geral, podemos afirmar que o piano é composto pelas seguintes partes:

  1. Mecanismo ou mecânica
  2. Teclado ou teclas
  3. Chapa ou harpa
  4. Tábua harmônica ou tampo harmônico
  5. Encordoamento e estrutura para afinação
  6. Caixa ou móvel

Podemos definir a parte mecânica como aquela que se movimenta com o objetivo de acionar as cordas dos piano quando uma tecla é acionada. Nela, estão localizadas todas as peças chamadas martelos, abafadores, flanges, buqueta, nazeta, noz, embuchamentos, correias, contra martelo, colherinhas, molas e pivots.

No piano vertical, como no piano de cauda, ​​o elemento que produz o som é chamado de martelo. É uma peça que se parece com a ferramenta de mesmo nome. Sua ação é clara: quando acionado, ele atinge a corda (daí a classificação desse instrumento nas cordas da família), e produz o som que ouvimos. Se o pianista bate forte na tecla, o martelo atinge a corda com força, gerando um som mais intenso. A ponta do martelo é coberta com várias camadas de feltro grosso, e é essa densidade que define o som. Podemos observar num piano que serviu muito, que o feltro está recoberto de marcas, deixadas pelas cordas durante a prática do instrumento, que, a longo prazo, altera o som.

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O teclado do piano

Em geral essa parte é composta por 85 a 88 teclas confeccionadas em madeira com uma cobertura que pode ser de marfim ou plástico. O teclado de um piano é responsável por acionar o mecanismo do piano quando cada tecla é acionada.

Chapa ou harpa do piano

Composta por ligas metálicas e é responsável por segurar as cordas do piano. É uma peça de suma importância pois deve suportar a tensão das mais de 200 cordas que fazem parte do piano, tensão esta que somada pode ultrapassar 20 toneladas.

Tábua harmônica do piano

Considerada como o alto falante do piano, sua principal função é receber e amplificar as vibrações emitidas pelas cordas. Esta peça é feita de madeiras que tenham uma boa qualidade acústica e são de suma importância para a qualidade sonora de cada piano.

Encordoamento, cepo e cravelhas do piano

As cordas do piano são feitas de aço: quanto mais grossa a corda, mais grave é o som emitido. Já as cravelhas são pinos feitos em ligas metálicas, onde as cordas são afixadas. Estas peças são semelhantes às tarrachas de um violão e podem ser movidas para subir ou descer a afinação do piano. O cepo do piano é uma peça feita em madeira trançada e extremamente densa, onde as cravelhas são afixadas.

Os pedais do piano

Pedais são também um componente importante do piano. Os pianos têm geralmente dois ou três pedais:

  • Pedal de sustentação (à direita): sua função é a de prolongar a duração das notas. Permite executar uma técnica designada legato, como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo. Compositores como Frédéric Chopin usaram nas suas peças este pedal com bastante frequência.
  • Pedal central: responsável por deixar o som em menor intensidade. Chamado também de sostenuto, possibilita fazer vibrar livremente apenas a(s) nota(s) cujas teclas estão acionadas no momento do acionamento dos pedais. As notas que forem tocadas posteriormente ao acionamento desse pedal não irão soar livremente, tendo seu som interrompido quando pianista soltar as teclas. Esse pedal está presente majoritariamente nos pianos de cauda; muitos pianos verticais não possuem esse pedal.
  • Pedal surdina (à esquerda): sua função é suavizar os sons emitidos pelo piano. Quando uma nota do piano faz o martelo atingir simultaneamente três cordas, o pedal da esquerda (chamado de una corda) permite que o martelo atinja somente duas (produzindo um som mais suave). O nome original desse pedal “una corda” foi assim definido pois nos primeiros pianos o desvio do martelo permitia que apenas uma corda fosse tocada.

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Descubra o vocabulário do piano

Conheça agora alguns dos principais conceitos do universo do piano:

Piano de cauda

O piano de cauda tem a armação e as cordas colocadas horizontalmente. Necessita por isso de um grande espaço pois é bastante volumoso. É adequado para salas de concerto com tetos altos e boa acústica. Existem diversos modelos e tamanhos, entre 1,8 e 3 m de comprimento e 620 kg.

Piano vertical

O piano vertical tem a armação e as cordas colocadas verticalmente. A armação pode ser feita em metal ou madeira. Os martelos não beneficiam da força da gravidade.

Piano digital

O objetivo do piano digital é produzir sons do piano acústico. Esses sons são guardados digitalmente na memória do teclado. Portanto, suas teclas são mais pesadas, os timbres são de piano e existem os pedais. A única diferença é que o instrumento não é acústico, mas digital. A desvantagem do piano digital em relação aos teclados é que ele tem poucos timbres, além de ser de difícil transporte, pois é pesado.

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Tom e semitom

Um semitom é a menor distância que temos entre as notas em nossa música ocidental. No piano, por exemplo, depois da nota existe uma nota chamada dó sustenido, que é a tecla preta logo ao lado. A distância entre dó e dó sustenido é de um semitom (ou meio-tom). Um semitom seria então o menor intervalo que existe entre as notas. Observe:

dó > dó# = 1 semitom
mi > fá = 1 semitom
lá > lá# = 1 semitom

Dessa maneira, as 12 notas musicais que conhecemos estão distantes umas das outras por uma distância de um semitom. Em suma, um tom é equivalente a dois semitons. Ou seja, o termo tom se refere à soma entre dois semitons:

2 semitons = 1 tom
4 semitons = 2 tons
5 semitons = 2 tons e meio

Escala

Uma escala, em teoria musical, é a sucessão ordenada dos diferentes graus de um tom.

Se pegarmos a escala de Dó (C), por exemplo, temos sete notas, além da oitava superior: dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó.

A escala de Dó maior compreende seis tons, ou seja, seis intervalos de notas – o espaçamento entre cada tecla de piano.

Um tom corresponde à passagem entre duas teclas brancas, um semitom representa a transição de uma tecla branca para uma tecla preta, o que significa um sustenido ou um bemol.

É fácil: um tom corresponde à distância de dois semitons. Então, no piano, se tivermos duas notas brancas e uma preta no meio, a distância entre essas duas notas brancas é de um tom (2 semitons).

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