Muitas pessoas que começam a fazer aulas de teclado para iniciantes tem dúvidas em relação às notas. Na verdade, um dos primeiros passos da aprendizagem desse instrumento é saber onde estão localizadas as notas no teclado, quais suas características e funções na execução de obras musicais. Pois bem! O Superprof vai explicar nesse artigo tudo sobre teclas e notas do piano!
“A simplicidade é a conquista final. Depois de ter tocado uma quantidade de notas e mais notas, é a simplicidade que emerge como a recompensa coroada da arte.” - Frédéric Chopin
O teclado do piano

Ao todo, o piano possui 88 teclas, 7 oitavas e 1/4 de oitava. Seu mecanismo de funcionamento é acústico: quando as teclas são acionadas, existe uma peça chamada martelo que atinge as cordas e faz as notas vibrarem. Dentro do instrumento, há um prolongamento da tecla do piano, que forma uma espécie de alavanca. Quando a tecla está em repouso, o martelo permanece abaixado. Quando a tecla é pressionada, seu prolongamento sobe e o martelo atinge uma corda, que vibra e produz o som. Se o pianista bate forte na tecla, o martelo atinge a corda com força, gerando um som mais intenso. A primeira característica que o aluno de piano percebe são as teclas pretas e brancas, e essas teclas seguem um padrão ao longo do teclado. Sendo assim, você pode perceber que existem duplas e trios de teclas pretas. Isso forma um padrão de 5 teclas pretas e, logo abaixo delas existe um outro grupo de teclas brancas de 7 teclas brancas. Cada grupo deste padrão de brancas e pretas representa uma oitava. Cada oitava no piano tem sete teclas brancas (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si) e cinco teclas pretas (Dó sustenido/Ré bemol, Ré sustenido/Mi bemol, Fá sustenido/Sol bemol, Sol sustenido/Lá bemol e Lá sustenido/Si bemol). Essa formação de 12 notas compõem o sistema musical ocidental de tradição europeia, que é organizado com o uso de 12 sons que constituem a escala cromática. Esses 12 sons podem ser divididos em dois grupos de notas: as notas naturais (teclas brancas) e as notas com acidente musical, com bemóis e sustenidos (teclas pretas). A diferença entre os grupos de oitavas no teclado como um todo consiste na altura sonora, sendo que da esquerda para a direita há uma subida de notas mais graves para as mais agudas. Para uma aula iniciante de teclado, é importante saber como identificar essas notas ao longo do teclado, uma vez que você terá 7 oitavas.
Identificando as notas
Procurando por uma aula de teclado para iniciantes? O portal Canone Musical sugere uma metodologia relativamente simples para aqueles que estão iniciando suas aulas de teclado online e desejam memorizar de uma vez por todas a localização das notas naturais. Na verdade, o site sugere que o aluno identifique as notas brancas a partir do formato da tecla. Confira: 


Dó – Dó# – Ré – Ré# – Mi – Fá – Fá# – Sol – Sol# – Lá – Lá# – Si – Dó
Para identificarmos o bemol seguimos a lógica da diminuição. Por exemplo: o aumento da nota Fá, pode ser chamado de Fá sustenido (Fá#), mas também podemos considerá-lo como uma diminuição da nota Sol, então podemos chamá-la também de Sol bemol (Solb).
Tom e semitom
Bem, depois de saber localizar as notas no teclado, outra definição importante na aprendizagem do piano é a de tom e semitom. Um semitom é a menor distância que temos entre as notas em nossa música ocidental. No piano, por exemplo, depois da nota dó existe uma nota chamada dó sustenido, que é a tecla preta logo ao lado. A distância entre dó e dó sustenido é de um semitom (ou meio-tom). Um semitom seria então o menor intervalo que existe entre as notas. Observe: dó > dó# = 1 semitom mi > fá = 1 semitom lá > lá# = 1 semitom Dessa maneira, as 12 notas musicais que conhecemos estão distantes umas das outras por uma distância de um semitom. Em suma, um tom é equivalente a dois semitons. Ou seja, o termo tom se refere à soma entre dois semitons: 2 semitons = 1 tom 4 semitons = 2 tons 5 semitons = 2 tons e meio
O que é uma escala de piano?
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Bem, sejamos sinceros. Aprender piano é como com a matemática: você precisa ser dedicado se realmente quiser aprender. Para progredir, é preciso ter motivação e, acima de tudo, a vontade de estudar regularmente as coisas básicas, num ritmo gradual. Uma escala (maior ou menor) é, por definição, uma série de notas ordenadas de um mesmo modo. A última nota repete a primeira nota tocada na oitava inferior – se a escala é decrescente – ou superior se for ascendente. A definição é um pouco mais complicada em uma aula de teoria musical: Uma escala, em teoria musical, é a sucessão ordenada dos diferentes graus de um tom. Se pegarmos a escala de Dó (C), por exemplo, temos sete notas, além da oitava superior: dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó. A escala de Dó maior compreende seis tons, ou seja, seis intervalos de notas – o espaçamento entre cada tecla de piano. Um tom corresponde à passagem entre duas teclas brancas, um semitom representa a transição de uma tecla branca para uma tecla preta, o que significa um sustenido ou um bemol. Medimos, como em matemática, a diferença entre as notas. É fácil: um tom corresponde à distância de dois semitons. Então, no piano, se tivermos duas notas brancas e uma preta no meio, a distância entre essas duas notas brancas é de um tom (2 semitons). Na escala de Dó, obtemos: tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom. Agora, em harmonia, podemos dizer que os intervalos da escala de Dó maior são:
- A tônica (dó, primeiro grau),
- A segunda (ré, segundo grau)
- A terça (mi, terceiro grau)
- A quarta (fá, quarto grau)
- A quinta (sol, quinto grau)
- A sexta (lá, sexto grau),
- A sétima (si, sétimo grau)
- A oitava (dó).
A partir daí, temos chegamos à definição de campo harmônico: é o conjunto de acordes formado a partir das notas de uma determinada escala. Que tal fazer um curso de teclado online?

Tudo sobre as escalas maiores
A escala maior tem como referência, na verdade, a escala natural relativa em dó – chamada de Modo Jônio e classificada como modo maior – adotada pelo Ocidente e parte integrante da teoria musical na Grécia Antiga. Para tocar uma grande escala maior no piano, basta seguir uma regra fundamental. Sempre respeite o intervalo do modo maior: tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom. Assim, para tocar uma escala de Dó maior, é preciso tocar: dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó. A partir daí, basta transpor para as outras escalas maiores: Escala de ré maior: ré-mi-fá#-sol-lá-si-dó#-ré, Escala de mi maior: mi-fá#-sol#-lá-si-dó#-ré#-mi, Escala de fá maior: fá-sol-lá-si b-dó-ré-mi-fá. E assim por diante para cada nota. Para entender melhor, pode ser interessante usar um dicionário de escalas maiores.
Tudo sobre as escalas menores
O modo “menor natural” corresponde ao modo antigo de Lá, ou modo eólio, adotado pelo Ocidente para escrever o modo menor. A escala menor é, no entanto, diferente da escala de Dó maior. Ao longo da história, um semitom foi introduzido entre as notas sétima e oitava da escala – a nota sensível – para imitar o modo de Dó maior, e isso gerou a escala menor harmônica. Por exemplo, a nota Si é a nota sensível – a nota do sétimo grau – da escala de Dó maior e de Dó menor. Ainda, a sequência do sexto grau – o Lá bemol – ao sétimo grau – o Si – traz uma sonoridade oriental à escala de C menor. O Ocidente utilizou a escala menor melódica ascendente e descendente – aumentamos de um semitom os sextos e sétimos graus para obter um som “menos oriental”.
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