Teclas brancas, teclas pretas, martelo, pedal, tom, semitom, escala maior, piano acústico, piano digital.... O universo desse clássico instrumento de teclas é amplo e rico.

Seja você um aluno iniciante de aulas de teclado online ou se já faz um curso de piano há algum tempo, é fundamental entender os conceitos básicos do piano.

Portanto, o Superprof traz um artigo voltado ao vocabulário desse instrumento que fascina tantos!

Vocabulário do piano: história

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Bartolomeo Cristofori

Foi este italiano fabricante de instrumentos que inventou este instrumento de teclado: o clavicorde, ou “gravecembalo col piano e forte” em italiano. Em 1702 apresentou seu primeiro cravo modificado e seu primeiro piano nos moldes primitivos dos de hoje em 1709. Cristofori fabricou vinte modelos ao longo de sua vida. O conceito foi então retomado e melhorado em 1770 por um alemão: Silbermann. Ele aprimorou os planos e o processo de batidas de martelo.

Órgão

O órgão é considerado um dos instrumentos mais antigos de toda a música ocidental e o primeiro dos instrumentos de teclas. Sua história se inicia no século III a.C, com a criação do hydraulos (ou órgão hidráulico) pelo engenheiro grego Ctesíbio de Alexandria. Sua principal diferença em relação ao piano é seu mecanismo de funcionamento. O seus sons são emitidos graças à passagem do ar sob pressão por dentro de seus tubos, que tem seu mecanismo acionado pelos teclados.

Cravo

O cravo mais antigo, completo, ainda preservado, veio da Itália, o exemplar mais velho tendo sido datado de 1521. Por fora, a diferença do cravo em relação ao piano é o fato de este não possuir pedais e em geral ser menor. Na verdade, suas teclas são mais finas que as do piano. Mas a grande diferença reside no mecanismo de funcionamento. No cravo, em vez de serem marteladas, as cordas são “pinçadas” - para se ter uma ideia, imagine a maneira com a qual beliscamos as cordas de uma harpa ou de um violão. Com esse mecanismo, não é possível para o cravista ter o controle da intensidade e da força do som emitido.

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Vocabulário do piano: o instrumento de teclas

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Piano de cauda

piano de cauda tem a armação e as cordas colocadas horizontalmente. Necessita por isso de um grande espaço pois é bastante volumoso. É adequado para salas de concerto com tetos altos e boa acústica. Existem diversos modelos e tamanhos, entre 1,8 e 3 m de comprimento e 620 kg.

Piano vertical

piano vertical tem a armação e as cordas colocadas verticalmente. A armação pode ser feita em metal ou madeira. Os martelos não beneficiam da força da gravidade.

Piano digital

O objetivo do piano digital é produzir sons do piano acústico. Esses sons são guardados digitalmente na memória do teclado. Portanto, suas teclas são mais pesadas, os timbres são de piano e existem os pedais. A única diferença é que o instrumento não é acústico, mas digital. A desvantagem do piano digital em relação aos teclados é que ele tem poucos timbres, além de ser de difícil transporte, pois é pesado.

Teclado do piano

Em geral essa parte é composta por 85 a 88 teclas confeccionadas em madeira com uma cobertura que pode ser de marfim ou plástico. O teclado de um piano é responsável por acionar o mecanismo do piano quando cada tecla é acionada.

Teclas brancas

As teclas brancas correspondem às notas chamadas naturais, notadas como A, B, C, D, E, F e G (Lá, Si, Dó, Ré, Mi, Fá e Sol, respectivamente).

Teclar Pretas

As teclas pretas correspondem às notas dotadas de acidente musical (sustenidos ou bemóis).

Mecanismo do piano

Podemos definir a parte mecânica como aquela que se movimenta com o objetivo de acionar as cordas dos piano quando uma tecla é acionada. Nela, estão localizadas todas as peças chamadas martelos, abafadores, flanges, buqueta, nazeta, noz, embuchamentos, correias, contra martelo, colherinhas, molas e pivots.

No piano vertical, como no piano de cauda, ​​o elemento que produz o som é chamado de martelo. É uma peça que se parece com a ferramenta de mesmo nome. Sua ação é clara: quando acionado, ele atinge a corda (daí a classificação desse instrumento nas cordas da família), e produz o som que ouvimos. Se o pianista bate forte na tecla, o martelo atinge a corda com força, gerando um som mais intenso. A ponta do martelo é coberta com várias camadas de feltro grosso, e é essa densidade que define o som. Podemos observar num piano que serviu muito, que o feltro está recoberto de marcas, deixadas pelas cordas durante a prática do instrumento, que, a longo prazo, altera o som.

Chapa ou harpa do piano

Composta por ligas metálicas e é responsável por segurar as cordas do piano. É uma peça de suma importância pois deve suportar a tensão das mais de 200 cordas que fazem parte do piano, tensão esta que somada pode ultrapassar 20 toneladas.

Tábua harmônica do piano

Considerada como o alto falante do piano, sua principal função é receber e amplificar as vibrações emitidas pelas cordas. Esta peça é feita de madeiras que tenham uma boa qualidade acústica e são de suma importância para a qualidade sonora de cada piano.

Encordoamento, cepo e cravelhas do piano

As cordas do piano são feitas de aço: quanto mais grossa a corda, mais grave é o som emitido. Já as cravelhas são pinos feitos em ligas metálicas, onde as cordas são afixadas. Estas peças são semelhantes às tarrachas de um violão e podem ser movidas para subir ou descer a afinação do piano. O cepo do piano é uma peça feita em madeira trançada e extremamente densa, onde as cravelhas são afixadas.

Pedal de sustentação (à direita)

Sua função é a de prolongar a duração das notas. Permite executar uma técnica designada legato, como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo. Compositores como Frédéric Chopin usaram nas suas peças este pedal com bastante frequência.

Pedal central

Responsável por deixar o som em menor intensidade. Chamado também de sostenuto, possibilita fazer vibrar livremente apenas a(s) nota(s) cujas teclas estão acionadas no momento do acionamento dos pedais. As notas que forem tocadas posteriormente ao acionamento desse pedal não irão soar livremente, tendo seu som interrompido quando pianista soltar as teclas. Esse pedal está presente majoritariamente nos pianos de cauda; muitos pianos verticais não possuem esse pedal.

Pedal surdina (à esquerda)

Sua função é suavizar os sons emitidos pelo piano. Quando uma nota do piano faz o martelo atingir simultaneamente três cordas, o pedal da esquerda (chamado de una corda) permite que o martelo atinja somente duas (produzindo um som mais suave). O nome original desse pedal “una corda” foi assim definido pois nos primeiros pianos o desvio do martelo permitia que apenas uma corda fosse tocada.

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Tom e semitom

Um semitom é a menor distância que temos entre as notas em nossa música ocidental. No piano, por exemplo, depois da nota existe uma nota chamada dó sustenido, que é a tecla preta logo ao lado. A distância entre dó e dó sustenido é de um semitom (ou meio-tom). Um semitom seria então o menor intervalo que existe entre as notas. Observe:

dó > dó# = 1 semitom
mi > fá = 1 semitom
lá > lá# = 1 semitom

Dessa maneira, as 12 notas musicais que conhecemos estão distantes umas das outras por uma distância de um semitom. Em suma, um tom é equivalente a dois semitons. Ou seja, o termo tom se refere à soma entre dois semitons:

2 semitons = 1 tom
4 semitons = 2 tons
5 semitons = 2 tons e meio

Escala

Uma escala, em teoria musical, é a sucessão ordenada dos diferentes graus de um tom.

Se pegarmos a escala de Dó (C), por exemplo, temos sete notas, além da oitava superior: dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó.

A escala de Dó maior compreende seis tons, ou seja, seis intervalos de notas – o espaçamento entre cada tecla de piano.

Um tom corresponde à passagem entre duas teclas brancas, um semitom representa a transição de uma tecla branca para uma tecla preta, o que significa um sustenido ou um bemol.

É fácil: um tom corresponde à distância de dois semitons. Então, no piano, se tivermos duas notas brancas e uma preta no meio, a distância entre essas duas notas brancas é de um tom (2 semitons).

Escalas maiores

A escala maior tem como referência, na verdade, a escala natural relativa em  – chamada de Modo Jônio e classificada como modo maior – adotada pelo Ocidente e parte integrante da teoria musical na Grécia Antiga.

Para tocar uma grande escala maior no piano, basta seguir uma regra fundamental. Sempre respeite o intervalo do modo maior: tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom.

Assim, para tocar uma escala de Dó maior, é preciso tocar: dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó.

Escalas menores

O modo “menor natural” corresponde ao modo antigo de Lá, ou modo eólio, adotado pelo Ocidente para escrever o modo menor. A escala menor é, no entanto, diferente da escala de Dó maior.

Ao longo da história, um semitom foi introduzido entre as notas sétima e oitava da escala – a nota sensível – para imitar o modo de Dó maior, e isso gerou a escala menor harmônica.

Por exemplo, a nota Si é a nota sensível – a nota do sétimo grau – da escala de Dó maior e de Dó menor.

Ainda, a sequência do sexto grau – o Lá bemol – ao sétimo grau – o Si – traz uma sonoridade oriental à escala de C menor.

O Ocidente utilizou a escala menor melódica ascendente e descendente – aumentamos de um semitom os sextos e sétimos graus para obter um som “menos oriental”.

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Fernanda

Apaixonada por educação, música e cinema, é especialista nos encontros e desencontros das línguas.