Se você é daquelas pessoas que se fascina com instrumentos que utilizam de teclado para a execução de uma obra musical, saiba que existe uma história por trás de uma geração de dispositivos, que vai desde órgão passando pelo cravo e piano, e chegando até a sanfona que conhecemos hoje em dia.

E para aqueles que acham que fazer música é somente um “pressionar” de tecla que está tudo certo, fiquem certo de que saber como tocar um instrumento que envolve teclados é muito mais que isso.

Na verdade, estamos falando de um tipo de dispositivo que abrange uma variedade de instrumentos musicais individuais, que contemplam desde um avançado sintetizador até um acordeon das antigas...

Mas, afinal, o que equipamentos como órgão, cravo, piano, acordeon, sanfona e outros semelhantes têm em comum? O que há de comum entre eles é que todos são operados ou tocados por meio de um teclado.

Vale destacar, até como obviedade (mas como efeito de informação) que a parte da máquina que é chamada de teclado é composta por uma fileira de teclas, como alavancas, que você pressiona com os dedos, produzindo, assim, as notas musicais.

Quer saber mais detalhes sobre os instrumentos de teclas mais comuns, como piano, órgão, cravo, sanfona e teclado eletrônico? Então, acompanhe este artigo até o fim e descubra por que essas belezuras estão entre as mais pesquisadas por brasileiros que querem aprender a tocar um instrumento musical de verdade.

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Teclado ou piano: qual é mais complexo?

Muitas pessoas ficam em dúvida se devem aprender a tocar piano logo de cara ou, como uma espécie de “treinamento”, se é mais interessante fazer primeiro uma boa aula de teclado. A resposta para essa resposta poder ser subjetiva, pois, a escolha de qual instrumento aprender tem mais a ver com o gosto da pessoa.

No entanto, é importante destacar que existem sim diferenças significativas entre ambos, haja vista que, no caso do teclado, por exemplo, se trata de um tipo de dispositivo musical que pode ser tocado de várias formas, sendo que cada tecla é capaz de simular um som a partir do efeito escolhido no próprio instrumento.

Rapaz vestido de social tocando teclado eletrônico.
O teclado proporciona uma infinidade de sonoridade!

Agora, quanto ao piano, podemos notar que seu funcionamento é totalmente mecânico, em que por meio da movimentação dos dedos sobre as teclas, um mecanismo nas cordas é ativado, denotando-se aí que há uma ligeira diferença de peso nelas.

Desse modo, vale esclarecer que uma pessoa, ao fazer primeiro um curso de teclado ou piano digital para só depois aderir ao piano acústico (de cauda ou vertical), naturalmente notará que o primeiro instrumento é bem mais “leve” quanto a sua execução, enquanto o segundo, por sua vez, exige mais agilidade dos dedos, o que nos faz concluir que sim, aprender piano é mais complexo do que tocar teclado.

Obviamente que cada instrumento possui seu respectivo valor, lembrando que, inclusive, o que vale considerar nessa questão não é se um é necessariamente mais difícil do que o outro, o que importa mesmo é ter disciplina.

Curiosidades sobre o instrumento cravo

Criado no final da Idade Média, o cravo é um instrumento musical de teclas que pertence ao grupo das cordas pinçadas. Seu auge se deu durante os movimentos renascentista e barroco, sendo visto, inclusive, como um instrumento de acompanhamento de grande importância para as épocas em que esteve vigente.

Durante o final do século XVIII, ele passou a ser cada vez menos popular, sendo totalmente ofuscado pelo piano que, por sua vez, passou a ser a grande estrela do momento – e continua sendo, sobretudo nos concertos de música clássica.

No entanto, no século XX, o cravo voltou a ser utilizado por músicos que queriam tocar estilos mais antigos, mas com alguns arranjos modernos. Mesmo assim, apesar de toda essa trajetória que envolve surgimento, glória, esquecimento e ressurgimento, esse instrumento é visto até hoje como ideal para os recitais de ópera que acontecem em grandes teatros.

Poderíamos pensar que qualquer pessoa que está a fazer um curso piano ou aula teclado e quisesse assim se aventurar a aprender cravo seria uma mão-na-roda. Ledo engano, na verdade, tais instrumentos dispõem de suas complexidades quanto aos seus mecanismos o que demanda muito estudo e dedicação.

Por exemplo, uma pessoa que aprendeu a tocar uma composição de Bach em uma aula piano ou até mesmo em um curso completo de teclado, teria que ralar muito para tentar reproduzir tal obra em um cravo, uma vez que são dinâmicas diferentes.

Rapaz, vestido de preto, tocando o instrumento cravo é uma apresentação de recital.
O cravo é um instrumento musical ideal para recitais de ópera!

Acordeons, sanfonas e gaitas

O Brasil é um país que transpira musicalidade e muitos instrumentos que vieram de outras culturas foram meio que “adotados” pelo nosso povo em várias regiões. E um desses instrumentos é o acordeon (ou acordeão), criado em Berlim no ano de 1822 por Friedrich L. Buschmann e patenteado por Cyril Demian em 1829 na cidade de Viena.

Por volta de 1836 e 1845, o acordeão foi trazido ao Brasil por imigrantes alemães e italianos, sendo que a região que mais teve acesso a esse instrumento foi a do estado do Rio Grande do Sul e arredores.

Anos mais tarde, o Nordeste foi o próximo a presenciar a chegada do acordeão para a alegria de seu povo. Especula-se que tal instrumento fora adotado pelos soldados nordestinos que combateram na Guerra do Paraguai (entre 1864 e 1870) e, talvez por isso, tornou-se tão popular nessa região, porém, com o nome de sanfona.

Homem sentado em uma pedra está sorrindo tocando acordeon, tendo atrás dele uma bela paisagem da natureza.
O acordeon é um dos instrumentos mais populares do Brasil!

O nome “acordeon” é uma derivação do termo alemão “akkordium” com o francês “accordéon”. E essa forma como é chamado é mais comum na região sudeste, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro.

Já na região Sul do país, o nome mais utilizado é “gaita”, pois o pessoal dessas localidades acredita que existam algumas semelhanças no mecanismo desse instrumento, quando comparado com a original gaita de boca ou até mesmo com a gaita de fole.

Agora, o nome “sanfona” tem origem na palavra grega “symphonía” que, embora seja usada para o acordeão, tem certa relação com um instrumento parecido com um violino que, de certa forma, é um tanto quanto rudimentar.

Apesar dessas três nomenclaturas regionais serem as mais conhecidas no Brasil, é pertinente ressaltar que os termos “acordeon” e “sanfona” são, sem dúvida, mais populares em todo o território nacional, principalmente quando são atrelados a ritmos tão conhecidos do grande público, como é o caso do forró.

Vale destacar que em algumas regiões do estado de São Paulo, onde resido, e até outras localidades do Sudeste, o uso mais comum na grafia acaba sendo "acordeon". No entanto, sabemos que pode ser usado também o termo "acordeão" que, além de ser o mais correto quanto a sua ortografia é, do mesmo modo, o mais popular.

Órgão: o precursor do piano!

Embora o órgão seja classificado como um instrumento musical da família dos aerofones de teclas ou até mesmo como um instrumento de sopro, não há dúvida de que muitas pessoas o consideram como um “precursor” do piano, em razão da utilização de um teclado na hora de sua execução.

Trata-se de um dos instrumentos mais antigo e complexos, que remonta algo em torno do século 3, lembrando, inclusive, que na década de 1400, os órgãos eram comuns em igrejas monásticas e catedrais do Reino Unido e no resto da Europa.

É pertinente destacar que, no Brasil, os órgãos também foram tidos como referências importantes, como aqueles encontrados no Mosteiro de São Bento no Rio de janeiro, os quais datam de 1562, custando muitos milhares de réis.

Uma característica bastante interessante quanto a isso é que os órgãos de tubo, por exemplo, também passaram a fazer parte das igrejas no Brasil principalmente no Rio de Janeiro.

Para se ter uma ideia, até hoje é possível ver em algumas igrejas alguns desses instrumentos que remontam o século 17, como é o caso da Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa que abriga um órgão que fora construído pelo francês Cavaillé-Coll (1811-1899).

Imagem de um órgão de tubo em uma igreja.
Os órgãos de tubo se caracterizam como um dos principais instrumentos musicais presentes em igrejas!

É importante evidenciar que, embora o piano seja um bom instrumento de liderança, devido ao seu poder de percussão e sua velocidade na produção de melodias e ritmos, o órgão ainda se sobressai por ser melhor em preencher espaços maiores com som, daí porque é tido como apoio a uma congregação dentro de uma igreja – independentemente de seu tamanho.

Embora ambos os instrumentos sejam controlados por um teclado, quem se dispõe a fazer aulas de órgão deverá aprender a tocar as notas de baixo e controlar o volume a partir dos pedais, enquanto quem está fazer um curso de piano terá que assimilar os dedilhados e os acordes mais complicados.

Outro aspecto primordial que vale a pena ressaltar é que quando vamos aprender a tocar órgão, somos apresentados a sistemas semelhantes ao que são trabalhados nas aulas de piano ou em cursos de teclado eletrônico.

Isso significa que a pessoa que já tem certo conhecimento acerca de ambos os instrumentos pode assimilar com mais rapidez o funcionamento das notas musicais de um órgão eletrônico. É claro que existem diferenças que facilmente serão notadas ao longo das aulas, como o uso das pedaleiras e a utilização de dois teclados durante a execução de uma música, por exemplo.

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Erico

Sou roteirista, redator e CEO da Eckoa Digital, além de músico nas horas vagas.