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Como ensinar para estudantes com transtornos diversos?

De Fernanda, publicado dia 07/02/2019 Blog > Aulas particulares > Dar aulas particulares > Como dar aulas particulares a alunos em dificuldade?

A deficiência não pode ser um obstáculo para o meu desenvolvimento, para a minha integração efetiva na sociedade – Serge Zan Bi

Costuma-se dizer que o ensino é a melhor profissão do mundo. E é verdade que, muitas vezes, conseguimos identificar valores humanos imediatos. Ensinar a vida a um aluno, dar-lhe acesso ao conhecimento e ao saber, tudo isso contribui para o bom funcionamento da sociedade e para o futuro promissor de uma criança, seja ela quem for. No entanto, existem diferentes modalidades de ensino, seja com aulas particulares ou aulas em grupo.

Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) é realizado a cada três anos, com propósito de avaliar o desempenho escolar de diversos países em três quesitos principais: matemática, ciências e leitura. Na última edição, realizada em 2015, foram 70 os países analisados, entre eles, o Brasil. Os resultados apontaram que estamos entre os dez últimos do ranking em ciências (63º) e matemática (65º); em leitura, na 59ª posição. Dados que comprovam o quanto ainda nossos alunos estão longe do desempenho escolar ideal.

Como professor, dar aulas também é uma questão de pedagogia e adaptação. Então descubra aqui todas as nossas dicas para ensinar um aluno em dificuldade, seja o autismo, dispraxia ou dislexia.

Evasão escolar: o papel do professor

Evasão escolar: o papel do professor. Professor: algumas dicas para combater o abandono da escola.

Evasão escolar é o ato de deixar de frequentar as aulas, ou seja, abandonar o ensino em decorrência de qualquer motivo.

Esse problema social que, infelizmente, é comum no Brasil, afeta principalmente os alunos do Ensino Médio.

De acordo com um estudo do Fundo das Nações Unidas pela Infância e Adolescência (Unicef), existem hoje no país 2,8 milhões de crianças e adolescentes fora da escola. Isso nos faz questionar muitos aspectos da educação brasileira: a qualidade do ensino, o papel do professor e os conteúdos da Educação Básica brasileira. Afinal, a educação é a base comum da inclusão social e do êxito de um indivíduo em sociedade.

Várias podem ser as razões da evasão escolar: pobreza, violência, gravidez, acesso limitado, qualidade da educação, clima escolar, mercado de trabalho, atividades ilegais… Um estudante que abandonou a escola é, na maioria das vezes, um estudante cujo desempenho acadêmico, formação acadêmica ou perspectiva de ter e construir uma vida ativa não é intelectualmente interessante. Tudo isso leva ao abandono escolar, mas também e especialmente a um declínio na autoestima, uma grande dificuldade em medir as suas habilidades e uma visão pessimista e fatalista de sua vida.

O professor deve ser um aliado nesse processo, contribuindo para que o aluno não seja levado ao abandono escolar, melhorando sua autoestima, refinando suas habilidades e apostando nas futuras perspectivas. Porque sim, um aluno que abandonou a escola não pode ser esquecido; é preciso resgatá-lo e reinseri-lo no ambiente escolar por meio de uma estratégia que combine vários fatores.

O abandono escolar é muitas vezes o reflexo da falta de perspectiva do aluno. Claro, o docente não é a figura de primeira responsabilidade da situação, mas tem papel fundamental no processo.

Para um professor, o abando é um verdadeiro fracasso; isso envolve a base do significado de sua profissão. Por isso, saiba que sua capacidade de transmitir uma mensagem é uma estratégia decisiva e seu senso de diálogo e profissionalismo vai ser severamente testado.

No entanto, não julgue, não sinta-se julgado, nem culpado. Encare os fatos com consciência e, com base na situação real, procure as possibilidades de solução, sempre buscando apoio com equipe pedagógica, gestão escolar e famílias.

Como ensinar para crianças com dislexia?

Como ensinar para crianças com dislexia? Criança disléxica: saiba o que fazer em sala de aula.

A dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas. (Definição adotada pela IDA – International Dyslexia Association, em 2002.)

As crianças disléxicas aprendem de maneira diferente, mas podem acompanhar o ensino convencional se tiverem apoio necessário para contornar suas dificuldades específicas.

É papel do professor saber também como ajudar seus alunos, além de saber como identificar aqueles com dificuldades de decifrar, ou ainda com defasagem na aquisição de linguagem.

O professor tem uma figura de formador, certamente, mas também de humano, e deve ser vigilante e saber identificar distúrbios de atenção quando um aluno é deficiente em certos assuntos, ou em alguns casos. Ele deve, portanto, entender melhor esses distúrbios de aprendizagem, de modo a saber como reagir da melhor maneira frente a um aluno que esteja nesta situação.

Segundo a Associação Brasileira de Dislexia, o professor deve transformar a sala de aula em uma “oficina”, preparada para exercitar o raciocínio, isto é, onde os alunos possam aprender a ser objetivos, a mostrar liderança, resolver conflitos de opinião, a chegar a um denominador comum e obter uma ação construtiva. Sob este prisma, a interação com o aluno disléxico torna-se facilitada, pois, apesar do distúrbio de linguagem, este aluno apresenta potencial intelectual e cognitivo preservado; desta maneira estará sendo estimulado e respeitado, além de se favorecer um melhor desempenho.

Veja algumas das dicas concretas de como agir em sala, pela ABD:

  • Trate o aluno disléxico com naturalidade. Ele é um aluno como qualquer outro; apenas, disléxico. A última coisa para a qual o diagnóstico deveria contribuir seria para (aumentar) a sua discriminação.
  • Use a linguagem direta, clara e objetiva quando falar com ele. Muitos disléxicos têm dificuldade para compreender uma linguagem (muito) simbólica, sofisticada e metafórica. Seja simples, utilize frases curtas e concisas ao passar instruções.
  • Fale olhando direto para ele. Isso ajuda e muito. Enriquece e favorece a comunicação.
  • Estimule-o, incentive-o, faça-o acreditar em si, a sentir-se forte, capaz e seguro. O disléxico tem sempre uma história de frustrações, sofrimentos, humilhações e sentimentos de menos valia, para a qual a escola deu uma significativa contribuição.

Como ensinar para crianças com autismo?

Como ensinar para crianças com autismo? Criança autista: saiba o que fazer em sala de aula

Há uma tendência a conceber o autismo como uma pessoa isolada, impermeável ao mundo externo, à socialização, às interações sociais e mais inclinada à reclusão, tudo em um ambiente comum. Na realidade, o termo tem sua origem no grego “autos“, que significa “a si mesmo” e só “a si mesmo”.

Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:

  • Inabilidade para interagir socialmente;
  • Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;
  • Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

Combinar habilidades é muitas vezes interessante quando se trata de ensinar para um aluno com autismo. Algumas crianças sofrem de atraso de linguagem, deficiência intelectual, hiperatividade ou isolamento, e o professor sozinho não é necessariamente capaz de lidar com todas essas situações. Ele deve saber como ser aconselhado e ajudar a reagir melhor a algumas crianças invasoras ou particulares.

Há também a necessidade de aumentar a conscientização com os outros alunos, se a criança com autismo faz parte de uma turma regular. De fato, isolamento e sentimentos de deficiência podem às vezes ser causados ​​por zombaria, aparência ou fala maliciosa de outras crianças. Porque, não se esqueça, as crianças em geral podem ser cruéis entre elas. Portanto, é necessário que o professor saiba como lidar com esse tipo de comportamento.

Além de ser vigilante e sensível com os demais, o professor deve saber quando dar atenção ao estudante em si mesmo, bem como em seus esforços, seu progresso, sua manobra para entender as coisas e assimilar. Um trabalho de substância, no qual o professor deve pensar em tudo, estar em todas as frentes, e participar no bom desenvolvimento cognitivo da criança autista ao mesmo tempo.

O autismo não é contagioso, não é fatal e é simplesmente um transtorno de comportamento, de aprendizado, que não deve ser alvo de marginalização ou exclusão. Este é também o papel do professor, que aos olhos dos outros, deve mostrar seu aluno autista como um estudante normal ou quase.

Na verdade, não há nada pior do que segregar um aluno que já é isolado devido a suas condições. A figura do professor é, portanto, a de apoio, mas também de levantar a bandeira da causa autista, que ele pode concretizar basicamente com sua presença ao lado de seu aluno.

Como ensinar para alunos com dispraxia?

Como lidar com dificuldades de aprendizagem? Sejam para alunos de Ensino Médio ou Ensino Fundamental, a vida escolar tem suas dificuldades. É preciso saber conciliar ambiente escolar, interesse dos estudantes e objetivos de aprendizagem.

O termo dispraxia foi introduzido e popularizado em 1961 pelo neurologista britânico Walter Russell Brain. Outros escritores como Orton, em 1937, falaram de estranheza anormal. Ford,  em 1960, falou em falta de jeito congênita para descrever esse distúrbio.

Este transtorno é de origem neurológica e parcialmente genético. As funções cognitivas são afetadas, restringindo assim a aprendizagem escolar, as habilidades de atenção, a aprendizagem de línguas e, ainda mais sob o aspecto geral, repercutem na vida escolar. É uma desordem de automação e coordenação de gestos, sobretudo se estes gestos  têm um propósito específico: amarrar os sapatos ou ou vestir a roupa, subir e descer escadas, usar o banheiro, escrever com habilidade. Como você pode perceber, isso significa preocupação real na escola, sobretudo para o desempenho escolar.

Quando se trata de contribuir para o sucesso e o progresso do aluno, a profissão de docente é também a de suporte, acompanhamento e orientação. Apesar dos distúrbios de atenção, dificuldades acadêmicas, hiperatividade ou ainda deficiência intelectual, aprender deve ser simples e acessível a qualquer aluno. Portanto, é essencial considerá-lo como os outros, sem qualquer distinção.

Mas como ajudar uma criança que tem um transtorno, não importa qual ele seja? Ajudando-o, sem ignorar suas diferenças potenciais. Entendendo essa diferença e adaptando os recursos e suportes necessários para o seu próprio desenvolvimento e seu ambiente escolar. Uma avaliação periódica pode ser necessária, especialmente com os pais e com a equipe pedagógica (o psicólogo escolar é um deles), para um melhor acompanhamento.

Porque sim, ensinar para um aluno dispráxico não é um teste, tampouco uma pista de obstáculos, pelo contrário. É simplesmente uma questão de identificar como ele pode progredir como todas as outras crianças, e que sua assim chamada diferença é apenas algo que deve ser trabalhado para que ele consiga melhorar seu desempenho escolar. E sim, ser professor também é isso, pensar no sucesso do aluno!

Pensar no sucesso do aluno, mas também, e acima de tudo, sobre como você pode contribuir para que ele ganhe confiança em si mesmo.

 

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