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Criança disléxica: saiba o que fazer em sala de aula

De Fernanda, publicado dia 05/02/2019 Blog > Aulas particulares > Dar aulas particulares > Como ensinar para crianças com dislexia?

Diante desse adulto supostamente capaz, a criança exige ser compreendida, aceita, amada, pelo que ela é, além e independente do que faz. Questionada e em perigo de ser desvalorizada em termos de suas ações, ela simplesmente pede para ser – Borelli & Perron

A dislexia é um transtorno que muitas crianças podem descobrir durante a sua escolaridade. Trata-se de uma grande dificuldade de aprendizagem ao ler. O Brasil celebra o Dia de Atenção à Dislexia em 16 de novembro com o objetivo de difundir informações sobre a doença, além de conscientizar a sociedade e mostrar a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

Podemos dizer que as dificuldades escolares, ou mesmo o fracasso acadêmico são, para alguns, causados ​​por esses transtornos disléxicos.

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), esse é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e atinge entre 5% e 17% da população mundial. Dados que nos mostram que os distúrbios cognitivos afetam mais pessoas do que pensamos e que são barreiras reais para um bom desempenho escolar.

Aqui estão as nossas dicas para ensinar alunos com dislexia!

Como reconhecer um aluno disléxico?

A dislexia é contagiosa? Um aluno disléxico não deve ser deixado para trás por seu professor, e deve ser acompanhado por ele, para progredir e ter sucesso graças a ele.

A dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas. (Definição adotada pela IDA – International Dyslexia Association, em 2002.)

As crianças disléxicas aprendem de maneira diferente, mas podem acompanhar o ensino convencional se tiverem apoio necessário para contornar suas dificuldades específicas.

É papel do professor saber também como ajudar seus alunos, além de saber como identificar aqueles com dificuldades de decifrar, ou ainda com defasagem na aquisição de linguagem.

O professor tem uma figura de formador, certamente, mas também de humano, e deve ser vigilante e saber identificar distúrbios de atenção quando um aluno é deficiente em certos assuntos, ou em alguns casos. Ele deve, portanto, entender melhor esses distúrbios de aprendizagem, de modo a saber como reagir da melhor maneira frente a um aluno que esteja nesta situação.

O diagnóstico de um aluno com dislexia é feito a partir de vários sinais e sintomas, vários detalhes, que são, na maioria das vezes, os seguintes:

  • Trocar letras, principalmente quando elas possuem sons parecidos, como “f” e “v”, “b” e “p”, “d” e “t”
  • Pular ou inverter sílabas na hora de ler ou escrever
  • Fala prejudicada
  • Não conseguir associar letras e sons
  • Confundir palavras que soam parecido, como macarrão e camarão
  • Erros constantes de ortografia
  • Lentidão na leitura
  • Problemas de localização de esquerda e direita
  • Dificuldades para estudar

É claro que a dislexia não se diagnostica apenas com base nesses critérios, e pode assumir muitas outras formas, mas os pontos mais comuns são provavelmente estes, quando se trata de não levar todas as crianças caso a caso, e para entender melhor essa disfunção e as dificuldades encontradas por causa dela.

Essas dificuldades vão configurar a base das grandes dificuldades de aprendizagem do aluno, e também de um possível fracasso escolar devido a esse mal-estar e, mais em geral, problemas sociais relacionados a ele. Combater isso é também papel do professor, que não deve desconsiderar esse distúrbio no ambiente escolar.

Fonemas, grafemas, psicomotricidade, dislexia ou dispraxia: você talvez já esteja familiarizado com esses termos caso você já possua um aluno disléxico. Na verdade, para saber como se comportar melhor e adaptar suas aulas da melhor maneira possível, é preciso se informar. Informe-se sobre esse distúrbio e todas as consequências que ele pode causar no aluno – acadêmicas e sociais.

Você também pode estar em busca de como combater a evasão escolar?

Como se comportar com um aluno com dislexia

O que é uma criança disléxica? Alunos com ou sem dislexia: o professor é um guia que ajuda a atingir os objetivos de todos.

Ensinar e dar aulas a um aluno disléxico significa participar na melhoria da sua escolaridade, do seu comportamento em relação aos outros, da sua autoestima, mas também do ambiente escolar no qual ele vive. É imprescindível conhecer seu aluno para ajudá-lo a combater os obstáculos que ele pode eventualmente enfrentar e sofrer, consequências do distúrbio que ele possui.

Porque sim, ser um aluno disléxico não é fácil, e nem todos os professores estão conscientes ou preparados para este tipo de caso. Uma sílaba mal assimilada e a mínima deficiência podem ser consideradas importantes para ele; se a reação de seu professor não corresponder às suas expectativas, ele pode sofrer. Uma pessoa disléxica não é menos inteligente que as demais; elas só precisam de mais tempo.

Mais tempo para entender as coisas, para assimilá-las, para manter uma ganhar mais confiança em si mesmas e para superar seus traumas e bloqueios que ela acha que pode possuir. Um professor com uma boa didática é, portanto, o segredo de tudo, e aliviará muitas das preocupações que o estudante possa ter.

Segundo a Associação Brasileira de Dislexia, o professor deve transformar a sala de aula em uma “oficina”, preparada para exercitar o raciocínio, isto é, onde os alunos possam aprender a ser objetivos, a mostrar liderança, resolver conflitos de opinião, a chegar a um denominador comum e obter uma ação construtiva. Sob este prisma, a interação com o aluno disléxico torna-se facilitada, pois, apesar do distúrbio de linguagem, este aluno apresenta potencial intelectual e cognitivo preservado; desta maneira estará sendo estimulado e respeitado, além de se favorecer um melhor desempenho.

Lembre-se que a avaliação de dislexia traz sempre indicação para acompanhamento específico em uma ou mais áreas profissionais (fonoaudiologia, psicopedagogia, psicologia…), de acordo com o tipo e nível de dislexia constatado. Assim sendo, a escola precisa assegurar, desde logo, os canais de comunicação com esses profissionais envolvidos, tendo em vista a troca de experiências e de informações.

Não é necessário que alunos disléxicos fiquem em classe especial! Alunos disléxicos têm muito a oferecer para os colegas e muito a receber deles. Essa troca de humores e de saberes, além de afetos, competências e habilidades só faz crescer amizade, a cooperação e a solidariedade.

Veja algumas das dicas concretas de como agir em sala, pela ABD:

  • Trate o aluno disléxico com naturalidade. Ele é um aluno como qualquer outro; apenas, disléxico. A última coisa para a qual o diagnóstico deveria contribuir seria para (aumentar) a sua discriminação.
  • Use a linguagem direta, clara e objetiva quando falar com ele. Muitos disléxicos têm dificuldade para compreender uma linguagem (muito) simbólica, sofisticada e metafórica. Seja simples, utilize frases curtas e concisas ao passar instruções.
  • Fale olhando direto para ele. Isso ajuda e muito. Enriquece e favorece a comunicação.
  • Estimule-o, incentive-o, faça-o acreditar em si, a sentir-se forte, capaz e seguro. O disléxico tem sempre uma história de frustrações, sofrimentos, humilhações e sentimentos de menos valia, para a qual a escola deu uma significativa contribuição.

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Faça um acompanhamento do seu aluno disléxico

A dislexia é uma doença? Escrever, aprender, tarefas que um aluno disléxico precisa aprender mais do que outros, com a ajuda de seu professor.

Um aluno disléxico não é um aluno como os outros.  É então necessário realizar um acompanhamento, desde o início, até o final de sua vida escolar. Mas como seria esse acompanhamento?

É simplesmente uma presença contínua por parte do professor, para ajudar e realizar a sua escolarização sempre em sua companhia. Um trabalho de forma, mas também de substância, que permite a todos observarem sua autoestima, sua autoconfiança e sua evolução graças à ajuda do professor. A recompensa de tudo isso? O progresso do aluno. Existe melhor?

Acompanhamento também é saber como abordar o aluno sem gravidade e mostrar que ele pode sempre ser compreendido. É saber falar com os pais, com todo o corpo docente, para ter consciência de que o aluno está progredindo, que não se sente à vontade com algum exercício ou que precisa de mais tempo para escrever tal texto.

Sem alarme ou excitação, você só tem que perceber que o aluno possui um potencial mal explorado, cujo progresso precisa ser visível, para aumentar consideravelmente, sob o olhar paciente e pedagógico de seu professor.

O acompanhamento é, portanto, um ponto crucial para seu desempenho escolar, especialmente quando se fala da confiança que ele pode ter em relação às suas habilidades, seu potencial e sua evolução. Essa mesma evolução também depende muito da crença que o sujeito tem em seu progresso, e tudo isso passa pelo professor.

Esta figura de tutor, às vezes até mesmo de guia espiritual, tem um lugar de destaque na vida do estudante, especialmente porque ele gasta metade de sua semana na escola. Ter essa presença é, para todos, uma solução milagrosa: ele vai se sentir apoiado e progredir de maneira simples.

Assim, diante de um aluno disléxico, não há nenhuma justificativa para alarme ou derrotismo. O professor, além de lhe ensinar as noções básicas do conhecimento, irá guiá-lo para o sucesso!

Como ensinar um estudante com dispraxia?

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