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Criança dispráxica: saiba o que fazer em sala de aula

De Fernanda, publicado dia 04/02/2019 Blog > Aulas particulares > Dar aulas particulares > Como ensinar para alunos com dispraxia?

Em uma perspectiva geral, os distúrbios comportamentais não são raros em crianças e até mesmo em adultos! Na verdade, muitos não sabem disso, mas algumas das causas do fracasso escolar podem estar relacionadas a problemas relacionados a outras áreas, como dificuldade de aprendizagem, distúrbios cognitivos ou déficit de atenção.

Discalculia, disfasia, disortografia, disgrafia, dislexia… Muitos são os transtornos comportamentais e poucas vezes sabemos como identificá-los corretamente. E a dispraxia faz parte deles. No mundo, esse transtorno atinge 5 a 6% das crianças em idade escolar, afetando 4 vezes mais meninos do que meninas (estudo realizado pela Associação Americana de Psiquiatria – APA).

Então, como reagir diante de um aluno com dispraxia, quando se é professor? Confira nesse artigo todas as nossas dicas e conselhos para você conseguir dar o melhor de si mesmo em suas aulas!

Reconhecer um aluno com dispraxia

Dar aulas para dispráxicos. O que é dispraxia? | Se a profissão de professor é por um lado um trabalho muito bom, às vezes envolve pequenos desafios, como se adaptar a um aluno com alguma deficiência física.

Para saber como reagir a um indivíduo ou aluno dispráxico, é necessário primeiro conhecer mais detalhes sobre o que é este transtorno. Dispraxia: você pode nunca ter ouvido falar disso, e ainda assim, de acordo com o principal comitê de saúde pública, cerca de 5% a 7% das crianças de 5 a 11 anos sofrem deste comprometimento.

Sim, mas o que é concretamente? É uma desordem de automação e coordenação de gestos, sobretudo se estes gestos  têm um propósito específico: amarrar os sapatos ou ou vestir a roupa, subir e descer escadas, usar o banheiro, escrever com habilidade. Como você pode perceber, isso significa preocupação real na escola, sobretudo para o desempenho escolar.

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O termo dispraxia foi introduzido e popularizado em 1961 pelo neurologista britânico Walter Russell Brain. Outros escritores como Orton, em 1937, falaram de estranheza anormal. Ford,  em 1960, falou em falta de jeito congênita para descrever esse distúrbio.

Este transtorno é de origem neurológica e parcialmente genético. As funções cognitivas são afetadas, restringindo assim a aprendizagem escolar, as habilidades de atenção, a aprendizagem de línguas e, ainda mais sob o aspecto geral, repercutem na vida escolar.

É popularmente chamada de “síndrome do desastrado”. Seus sintomas são a falta de coordenação motora, falta de percepção de três dimensões e equilíbrio. A criança dispráxica tem uma falta de organização do movimento. É possível confundir-se, às vezes, com a debilidade motora, pelo qual é necessário um bom diagnóstico.

Daí a importância do papel do professor, que também deve ser capaz de identificar um aluno dispráxico, e que pode ajudá-lo em sua grande dificuldade ao escrever, em seus prováveis ​​problemas de linguagem, ou a aprender as tabelas de multiplicação, por exemplo. Um trabalho real que envolve um conhecimento, pesquisa, preparação e organização de aula e dedicação.

Porque sim, um aluno com dispraxia precisa de um mínimo de ajuda para realizar certos gestos ou tarefas da vida cotidiana. Do mais simples ao mais complexo, é toda uma seção de psicomotricidade que os transtornos de dis e suas dificuldades aparecem na criança com dispraxia.

É, portanto, papel do professor saber combinar suas aulas e seu desejo de entender melhor os distúrbios psicológicos. Comportar-se como um psicomotricista para ajudar algumas crianças é quase o segredo do sucesso para resolver as dificuldades no sistema escolar.

Como ensinar um aluno com fracasso escolar?

Professor: como agir em sala com um aluno com dispraxia?

O que é dispraxia? Existem aulas específicas para crianças dispráxicas?
Para um professor, ensinar a um aluno com dispraxia exige paciência, didática, benevolência e boa vontade.

Ser professor também é, acima de tudo, saber se adaptar, especialmente nessas circunstâncias. Na verdade, ensinar em geral e ensinar para um aluno dispráxico não significa dar aulas a um aluno típico. De fato, o transtorno psicomotor dá à criança muito mais problemas quando se trata de assimilar reflexos atencionais, escrever ou simplesmente ter confiança em si mesma.

Cabe, portanto, à figura do professor, que também será a de um tutor, mostrar que a fatigabilidade não existe, que o avanço cerebral do aluno é bom e que seu progresso intelectual é promissor. Este será certamente o caso, porque as crianças dispráxicas não têm deficiência intelectual; elas só precisam de um pouco mais de tempo do que os outros colegas para atingir seus objetivos.

As dificuldades escolares não surgem por acaso, e cabe também ao professor saber como combatê-las e preparar o terreno para uma rápida progressão sem armadilhas para o aluno. Uma avaliação ortofônica também pode ser uma solução, mas nesse caso estamos falando mais sobre crianças com dislexia, em vez de dispraxia. É importante estar atento a todos esses desafios da educação infantil ao ensino fundamental.

Contribuir para o desempenho escolar de um aluno com dispraxia

O que é dispraxia? Você sabe identificar os sintomas da dispraxia? | Um aluno dispráxico dá o seu melhor para assimilar, entender e progredir durante suas aulas.

Quando se trata de contribuir para o sucesso e o progresso do aluno, a profissão de docente é também a de suporte, acompanhamento e orientação. Apesar dos distúrbios de atenção, dificuldades acadêmicas, hiperatividade ou ainda deficiência intelectual, aprender deve ser simples e acessível a qualquer aluno. Portanto, é essencial considerá-lo como os outros, sem qualquer distinção.

Mas como ajudar uma criança que tem um transtorno, não importa qual ele seja? Ajudando-o, sem ignorar suas diferenças potenciais. Entendendo essa diferença e adaptando os recursos e suportes necessários para o seu próprio desenvolvimento e seu ambiente escolar. Uma avaliação periódica pode ser necessária, especialmente com os pais e com a equipe pedagógica (o psicólogo escolar é um deles), para um melhor acompanhamento.

Porque sim, ensinar para um aluno dispráxico não é um teste, tampouco uma pista de obstáculos, pelo contrário. É simplesmente uma questão de identificar como ele pode progredir como todas as outras crianças, e que sua assim chamada diferença é apenas algo que deve ser trabalhado para que ele consiga melhorar seu desempenho escolar. E sim, ser professor também é isso, pensar no sucesso do aluno!

Pensar no sucesso do aluno, mas também, e acima de tudo, sobre como você pode contribuir para que ele ganhe confiança em si mesmo. Na verdade, é necessário adaptar seu comportamento, de modo a fazê-lo entender que ele não é pior que os outros, que ele tem todas as chances de sucesso e que pode participar do ambiente escolar, mesmo que seja reservado ou mais tímido do que os outros na hora de escrever ou aprender suas lições. Na vida social, a falta de coordenação motora pode inibir a criança de participar de brincadeiras com seus pares e a participação em jogos de equipe e predispor a acidentes.

Preparando o futuro de um aluno com dispraxia

O que é dispraxia? A escola precisa estar preparada para a inclusão de alunos com transtornos e dificuldades de aprendizagem. Isso passa também por um bom trabalho em equipe e muita informação!

O futuro é um conceito vago: um conceito que não é fácil de assimilar para uma criança, seja dispráxica, disléxica ou não. Na verdade, para o professor, a ideia principal é perceber que o aluno deve ter todas as oportunidades para ter sucesso em sua futura vida profissional e pessoal, apesar de suas dificuldades de aprender a ler ou a escrever, por exemplo.

Porque sim, a imagem do sucesso também é construída a partir da imagem que temos de nós mesmos. É por isso que o autoconhecimento é muito importante no desempenho escolar. É aí que o professor intervém, fazendo com que o aluno dispráxico perceba que seu transtorno não impede seu sucesso, que seu futuro não é estragado pelo seu comportamento. Que, por exemplo, ter dificuldades para escrever não significa ser incapaz de fazer isso.

Nada é obstáculo para que o aluno dispráxico possa se superar, progredir e concretizar seu futuro. O professor lhe desperta esse desejo, essa ânsia de participar de seu sucesso e seu bom funcionamento nas aulas que oferece. Um guia, um suporte, um apoio: esses papeis não podem sair nunca do processo de ensino aprendizagem.

Pensar no futuro também significa pensar em quais áreas podem ser adequadas para o aluno, dependendo de suas habilidades e desejos. É colocá-lo concretamente em uma perspectiva de futuro, para torná-lo menos confuso, mais acessível e mais concreto para uma criança que não necessariamente domina o significado da escola, por exemplo. Essa observação é, no entanto, importante para qualquer estudante, mas as crianças dispráxicas não fogem à regra.

Pensar no futuro, ter projetos: talvez o papel do professor também esteja um pouco nessa perspectiva. Ensinar que todos podem pensar no seu futuro, que todos têm direito à educação sem qualquer diferenciação é um dos papeis mais importantes do docente como formador de seres humanos íntegros, capazes de interagir com os outros de forma igual e respeitosa.

Pois bem, ser professor e dar aulas para alunos dispráxicos também é falar sobre inclusão, sobre direitos humanos e sobre sociabilidade!

Afinal, tudo isso quer dizer que todos podem ter êxito mesmo com seus problemas ou suas diferenças potenciais, e assumir que a educação também tem como grande objetivo fazer o aluno crescer como pessoa.

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