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Como aprender o ritmo da guitarra?

De Marcia, publicado dia 23/01/2019 Blog > Música > Violão > Qual o caminho para assimilar o ritmo do violão?

Um músico não precisa necessariamente de uma técnica para compartilhar suas emoções com a plateia. Ele precisa somente de um senso de ritmo. Prova disso é o quanto uma música bem tocada envolve a todos ao redor.

É claro que o aprendizado técnico é importante para qualquer músico, independentemente do seu nível no instrumento, mas ele não deve se sobressair a algumas outras qualidades que são igualmente importantes na construção de uma carreira sólida na música.

Qualquer músico, ainda que iniciante, é capaz de chegar a esse patamar e aprender a tocar acordes perfeitos, aqueles que são capazes de conquistar grandes públicos. O reconhecimento é o próximo passo… mas ele só vem com o tempo!

Podemos dizer que o ritmo é 50% do sucesso da música. O restante pode ser dividido entre técnica, aprendizado e toque pessoal. Mas não tenha dúvidas: você precisa de todos esses ingredientes para fazer sucesso com sua música. E além disso, ainda será necessário uma boa dose de bom-senso para medir a quantidade de cada um deles.

Por que o ritmo é primordial na guitarra?

O ritmo está fortemente ligado à temporalidade. Mas tenha a certeza de que, quando se aprende a tocar violão, é possível aprender a dominar o ritmo. No entanto, ter uma noção de ritmo nem sempre é fácil para todos. Ainda que você não tenha nascido com essa característica, ela pode ser desenvolvida a partir dos estudos.

Ritmo é algo que se conquista Não se engane! Para tocar guitarra será necessário ter ritmo.

E a evolução é algo muito pessoal nesse caso. Alguns terão que trabalhar horas e horas para entender como um ritmo se decompõe quando outros terão que aprender teoria musical para conseguir assimilar um ritmo particular. O importante é não se comparar aos demais e seguir da forma que for melhor para você.

De qualquer forma, ouvir bem é essencial para entender como o ritmo funciona. Dominar o ritmo da guitarra é dominar a música.

Para você entender melhor como isso acontece, tente ler um texto sem pontuação e sem espaço… simplesmente com as letras.

Épossívelmasvocêvaiperceberoquantoserádifícilcompreenderosentidonaausênciadepontosepausas.

Fazer música simplesmente tocando notas daria a mesma impressão. É necessário se concentrar para reconhecer uma música, sem deixar espaço para delongas. O ritmo é o que dá significado à música.

A duração das notas, os silêncios, a identidade rítmica, os tempos altos e os tempos baixos, todos os elementos presentes possibilitam dar vida às notas. Sem ritmo, sem improvisação, sem composição e especialmente sem emoção, a música não transmitirá sua mensagem.

Infelizmente, na guitarra elétrica ou no violão, o guitarrista iniciante tenderá a deixar o ritmo para segundo plano, em favor de aprender acordes básicos e o padrão melódico. No entanto, um bom professor de violão fará da aprendizagem do ritmo da guitarra uma prioridade.

Além da postura e posição das mãos nas cordas e no braço da guitarra, o ritmo é um dos três pilares fundamentais a serem ensinados no início do aprendizado de violão. Sem ritmo, você não poderá tocar com uma banda: suas músicas ficarão sem alma e você não se sairá bem em uma apresentação, por exemplo.

O ritmo permite que você toque guitarra de maneira natural, desenvolva seu ouvido musical e seja livre para compor e improvisar.

É claro que aprender guitarra também significa aprender elementos da música, mas tudo será mais fácil se você dominar o ritmo perfeitamente. E isso é válido para todos os instrumentos musicais, é claro (exceto talvez na música clássica, mas reforçamos que ainda assim isso é discutível).

O que é ritmo binário e ritmo ternário?

Os ritmos na guitarra geralmente são divididos em duas categorias principais: o ritmo binário e o ritmo ternário. Para quem ainda está para começar os estudos, pode ser que falar nisso soe estranhamente. Mas não é preciso ter medo de não conseguir aprender: basta entender como essa questão funciona e você verá que não se trata de nenhum “bicho de sete cabeças”.

Ritmo com três batidas O ritmo ternário (três acordes) é mais cíclico que o binário.

Para entender melhor, você precisa saber um pouco sobre teoria musical:

  • Uma rodada = 4 batidas
  • Uma branca = 2 batidas
  • Meio tique = 1/2 batida,
  • Uma décima sexta nota = 1/4 de batida
  • Uma quíntupla oitava nota = 1/16 de tempo.

Para ajudá-lo a entender, o tempo é dado pelo metrônomo. Cada clique do metrônomo, não importa o tempo que você escolher, corresponderá a uma batida.

Em uma medição com 4 compassos, por exemplo, um conta de 1 a 4. Conhecendo esses conceitos básicos, fica mais fácil entender as diferenças entre o ritmo binário e o ternário. Por mais óbvio que pareça, podemos dizer que um ritmo binário é dividido em dois, enquanto um ritmo ternário é dividido em três.

O ritmo binário é usado em 99% da música ouvida no rádio (pop, rock, funk, reggae). Geralmente ele é marcado 2/4 ou 4/4 em uma partitura de violão. Um ritmo ternário é marcado com 3/4, 3/8 ou até 6/8.

Nessas marcações, o denominador indica a divisão do tempo, enquanto o numerador indica o número de batidas. Em um ritmo binário, cada batida é equivalente à anterior. Os destaques estão no primeiro e no terceiro. Em um ritmo ternário, há três colcheias e a batida forte será sempre localizada na primeira batida.

Para saber se você está lidando com um ritmo binário ou ternário, não há segredo, você tem que ouvir com atenção. Com o tempo você perceberá como ficará mais fácil identificar do que se trata.

Primeiro, comece tocando e depois tente contar 3 ou 4 batidas. É claro que você só poderá contar 3 batidas em um ritmo ternário e 4 (ou um múltiplo de dois) em um ritmo binário.

Para ajudá-lo, entenda que o ritmo ternário é usado quase sistematicamente na guitarra jazz, blues e às vezes no rock. O ritmo binário será mais quadrado enquanto o ritmo ternário será mais cíclico, mais redondo.

O que é a decima sexta nota da guitarra?

Uma décima sexta nota equivale a um quarto de hora. Há 16 semicolcheias em uma medida de quatro batidas, por exemplo. Um tremor é igual a duas semicolcheias.

Nós tocamos duas vezes mais rápido quando tocamos a décima sexta nota na guitarra, comparado a quando tocamos a oitava, por exemplo. O mediador deve funcionar em todos os tempos e nos contra-tempos, mas também entre um tempo e um contra-tempo.

Aprenda a tocar por completo A décima sexta nota é algo necessário a todo músico.

Concretamente, isso significa que entre 1 e 2, você deve arranhar as cordas da guitarra 3 vezes. Entre o primeiro clique e o segundo clique do seu metrônomo, você terá riscado 3 vezes. Esse é o grande segredo!

Para contar as décimas sextas notas, é melhor usar um método de guitarra diferente dos números, para não correr o risco de se perder entre as medições.

Contamos então: 1 e e a, 2 e e a, 3 e e a, 4 e e a.

Tenha cuidado para deixar o mesmo intervalo de tempo entre cada décima sexta nota, para que o seu ritmo seja regular. Você pode treinar primeiro em ritmo baixo para dar tempo ao seu cérebro de assimilar o gesto e o modo de contar, que com o tempo se tornarão automáticos.

Tente inserir oitavas e semínimas entre as suas dezesseis notas: você vai perceber como isso fará toda a diferença nos resultados.

Certifique-se de praticar sempre regularmente (de preferência todos os dias) para progredir no violão e não apenas uma hora por semana durante as aulas com seu professor. Ainda que as aulas convencionais aconteçam uma única vez por semana, você precisa estudar todos os dias.

Quais os melhores ritmos para aprender guitarra?

Antes de embarcar no ritmo de aprendizagem, é aconselhável aprender a dominar o movimento do pêndulo. Permita-se manter um movimento regular da mão direita (ou da mão esquerda, se você for canhoto), mesmo quando não estiver tocando nas cordas.

Então, para praticar, comece com a oitava nota, isto é, em todo o tempo e no contra-tempo, raspando para cima e para baixo, para cima e para baixo, num movimento de vai e volta.

Então, pratique para arranhar as cordas apenas para baixo, nos tempos. Mantenha o movimento do pêndulo para subir sem tocar nas cordas. Finalmente, faça o oposto: raspe as cordas apenas nos contra-tempos.

Uma vez que estes três exercícios estejam perfeitamente feitos e integrados, você estará preparado para mudar para um ritmo mais complicado.

Tenha cuidado para não querer queimar as etapas, por maior que seja a sua ansiedade para evoluirGradualmente, aumente a velocidade do seu metrônomo para dar ao seu cérebro tempo para memorizar todos os gestos de um ritmo. É importante atingir um nível elevado na etapa anterior para só então partir para a próxima. É assim que se constrói bases sólidas para o aprendizado.

Aqui estão os ritmos básicos da guitarra, que podem ser encontrados em muitas músicas e que servem como um bom ponto de partida ​​para improvisar e compor:

  • O popular;
  • A balada;
  • A valsa;
  • O country;
  • O bolero;
  • O reggae.

Como tocar um reggae Amantes do reggae podem, sim, tocá-lo no violão.

O groove vem em grande parte do ritmo que se pode tocar na guitarra. É importante, até mesmo essencial, trabalhar quando você quer dominar um dos muitos instrumentos de corda e especialmente a guitarra iniciante.

No jazz fusion, bossa nova, rumba, ou mesmo na música de Led Zeppelin ou Eric Clapton, você encontrará ritmos particulares que fazem a riqueza dessas músicas.

Então aguente firme, você pode chegar lá com muito trabalho e perseverança!

 

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