Desde a Antiguidade até a Idade Média, o espaço indo-europeu viu surgir sob seu solo uma grande quantidade de línguas regionais e outros dialetos. Uma verdadeira evolução de línguas resultantes dos fluxos migratórios, de contatos, de confrontos e de colonização entre os povos.

A Europa é, de fato, o produto de uma evolução multi-milenar. Ao longo desse tempo, inúmeras populações – às vezes de origens distantes – viveram juntas. Isso possibilitou a formação de um substrato de civilizações e de impérios que se sucederam e cujos legados deram origem a muitas línguas.

O latim, inicialmente um dialeto falado pelo povo de Latium (Itália Central), tornou-se a língua padrão do Império Romano em toda a Europa.

Na verdade, duas formas da língua latina foram criadas: latim clássico – língua da administração romana – e do latim vulgar – falado pelo povo colonizado.

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Na queda do Império Romano, a língua latina resistiu a seu inevitável abandono. Ela sofreu mutações que gradualmente originaram diferentes línguas: assim, formas de latim vulgar falado nas províncias sob domínio romano formaram as línguas românicas que aprendemos e falamos até hoje, seja em curso de latim ou no dia a dia.

Grande história do idioma latino

Conheça um pouquinho de milênios de lutas, conhecimento, tradição e história: a língua latina!

O latim clássico é aquele que prevalece nos textos literários escritos pelos romanos usando a semântica considerada como “clássica”.

Essa é a idade de ouro da literatura latina: o latim literário, que abrange o primeiro século antes de Cristo.

A idade de ouro do latim (-100; 14)

A terminologia das palavras latinas mudou do latim arcaico e muitas produções literárias emergiram. Os historiadores trouxeram à luz escritos inomináveis ​​de autores históricos e mundialmente famosos:

  • Júlio César,
  • Cícero,
  • Tito Lívio,
  • Cátulo,
  • Lucrécio,
  • Virgílio,
  • Horácio,
  • Ovídio.

A prosa e a poesia se desenvolveram nos últimos anos da República Romana. Também falamos de uma passagem da língua latina para a tradição oral em direção a uma linguagem literária clássica e nobre. Para lê-los, nada melhor que uma aula de latim!

Essa fase é caracterizada por uma flexibilidade e uma liberdade de sintaxe, como não havia antes.

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A idade de prata (14-130)

Esse período foi chamado de era “pós-agostiniana” para evocar uma literatura de latim clássico menos rica que a da idade de ouro.

Os feitos arquitetônicos do latim: o Coliseu foi encomendado pelo imperador romano Vespasiano (9-79) e inaugurado em 80 por Tito.

A influência romana não nos abandona!

Entre os grandes autores da história da literatura romana estão Fedro, Sêneca, Plínio, o Velho (falecido em Pompéia em 79), Petrônio, Quintiliano, Tácito, Plínio, o Jovem, Juvenal.

Esse “latim imperial” – correspondente ao apogeu do Império sob o imperador romano Nero, Domiciano ou a Dinastia Flaviana – é caracterizado por um refinamento e uma complexificação da arte da retórica.

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O latim faz parte da nossa história!

Além disso, a influência do estoicismo da Grécia antiga está reduzindo a importância dada aos deuses em uma Roma onde a mitologia ainda é politeísta e pré-cristã.

O latim “tardio”

Do século II ao século VIII da era cristã, as invasões bárbaras precipitaram a queda do Império Romano e causaram sua dissolução política.

Essa era marca uma mudança na língua latina, porque não é mais a língua oficial do estado mais poderoso.

Embora o Império Romano do Oriente, ou o Império Bizantino, mantivesse suas fronteiras até a queda de Constantinopla em 1453, ainda era usada a língua grega.

Na época, muitas palavras estrangeiras aparecem no léxico latino: é a era do “baixo latim”.

Por que a língua latina é considerada morta?

A principal razão pela qual o latim é uma língua morta é histórica.

O latim não é mais usado, simplesmente porque o Império de Roma não existe mais.(latim curso)

Durante a era romana, aprender latim – língua latina – era uma maneira de trocar e também de conseguir encontrar um lugar nos territórios ​​sob o domínio do Império Romano.

“Os aprendizes do latim estavam em contato com os falantes nativos dessa língua: legionários antigos estabelecidos nas províncias, funcionários de Roma ou mercadores romanos que circulavam no Império. U. Reutner, Du latin aux langues romanes – (Do latim para línguas românicas).

Uma estratégia de assimilação forçada ocorreu, então, para todos os povos conquistados.

Propagar o latim também era para o poder romano uma ferramenta de resistência contra a influência dos gauleses e das línguas germânicas do norte.

A língua não foi a única, a arquitetura romana inspirou muito

Sendo Roma, na época, o sistema político mais poderoso, aquele com as maiores ramificações, o latim era uma língua universal no mundo ocidental.  Enquanto isso, todas as outras línguas e culturas eram consideradas como uma prerrogativa dos povos bárbaros.

Mas na Idade Média, os reinos e as províncias não precisavam mais de uma linguagem uniforme como o latim: ela se confinava pouco a pouco à Igreja Católica, falada apenas no ambiente eclesiástico.

Outra explicação: as evoluções culturais das sociedades ocidentais.

Quais são as línguas originadas da latina?

Devido ao empoderamento de cada dialeto como uma língua comum, o latim gradualmente se desvaneceu e deu origem às línguas românicas que conhecemos hoje:

  • Português: quando a Península Ibérica foi invadida pelo Império Romano. Ela seria a mistura do latim vulgar e do galego (dialeto do antigo Portugal).
  • Francês – em si ainda na época dividido entre langue d’oïl e langue d’oc – flamengo e romano,
  • Castelhano ou espanhol e também português – influenciado pela língua árabe e cultura gótica dos godos e visigodos,
  • Italiano, derivado diretamente do latim.

A língua latina originou quais línguas?

A língua latina – a língua franca de Roma – surgiu em Lácio, uma região no centro da Itália em torno de Roma.

A civilização romana decolou graças à sua capacidade de absorver e imitar as técnicas e conhecimentos das outras províncias não-latinas da península italiana, especialmente os etruscos.

Aprender latim ajuda a entender melhor a península itálica. As palavras latinas são do mesmo idioma que o italiano? Não, mas uma grande semelhança ainda permanece.

Italiano

Quando os romanos impuseram o latim como língua universal do império, havia vários idiomas itálicos.

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A hegemonia do império de Roma provocou um processo de latinização de toda a península italiana, porque esses dialetos – próximos do latim – não eram mais utilizados.

Francês

A Gália foi conquistada sob o reinado de Júlio César (-100; -44).

Como resultado, a língua francesa – como as outras línguas – evoluiu do latim ao incorporar o vocabulário emprestado dos idiomas gaulês, francos ou germânico.

Línguas diferentes têm uma grande semelhança! Para dizer a palavra castelo, dizemos castellum em latim, castello em italiano, castelo em português, castel em romeno, castillo em espanhol, castell em catalão. Mais uma prova de como a língua e a cultura latinas influenciaram fortemente a Europa.

Espanhol e português

A Península Ibérica foi conquistada pelos romanos a partir do século III a.C. ( 228 a.C.). Línguas românicas do grupo ibero-romano, o latim vulgar da Espanha romana deu origem a muitas línguas:

  • Castelhano,
  • Catalão,
  • Andaluz,
  • Extremadurien,
  • Múrcia,
  • Aragonês,
  • Galego,
  • Português.

Aliás, por que estudar o latim na escola?

Após a época de Roma Antiga, castelhano (chamado espanhol) foi fortemente influenciado pelo árabe – o que resulta na colonização pelos Omíadas e os árabes por sete séculos – durante a Idade Média.

Por que estudar o latim na escola?

A escolha de aprender latim no colégio ou no ensino médio permite que o aluno lide melhor com o aprendizado de outros idiomas.

Melhor aprendizagem de linguagens modernas

É realmente um privilégio aprender espanhol, italiano, francês, romeno, português…

Sendo essas línguas de origem latina, é mais fácil aprender castelhano ou catalão que aprender a decifrar uma sentença na aula de chinês ou a aprender japonês.

Como tal, diz-se que o português, o espanhol, o francês e o italiano são línguas latinas. Mas o romeno também, apesar de ser mais distante de nós culturalmente.

O romeno representa uma ilha de latim no meio de um oceano eslavo. Você sabia que o inglês tem 70% de suas palavras de origem latina?

Portanto, é fácil entender que estudar latim clássico ajuda drasticamente a aprender a falar outras línguas vivas.

Saber falar línguas antigas pode ser um bom recurso para aprender outras.

Melhorar seus resultados escolares

A leitura de textos latinos também pode melhorar os resultados educacionais de seu filho em outros assuntos linguísticos, e até mesmo científicos.

Realmente?

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A arquitetura, engenharia se desenvolveram muito na época de Roma Antiga

Sim, porque a terminologia das palavras científicas é muitas vezes em latim: é o caso da medicina, biologia, matemática, química, física, economia ou sociologia.

Por que o latim pode ajudar em outras disciplinas?

Se ele / ela continuar os estudos de latim no ensino médio, será muito benéfico para a redação no vestibular, Enem, sabendo que é a parte das provas que vale mais pontos!

Um pouco da arte da eloquência e da retórica dos filósofos romanos e você tira um total nas redações do vestibular!

Para um estudante que não tem espírito científico, nem uma mente científica e tem resultados médios em matemática, o latim ou o grego parece, portanto, um bom meio para despertar essas competências.

Aprenda latim para acelerar suas capacidades cognitivas

Sabemos que aprender uma língua ajuda a estimular suas habilidades reflexivas.

Nós não nos tornamos necessariamente mais inteligentes, mas aprendemos mais rápido que os outros.

Entender o funcionamento gramatical do latim implica traduzir sua versão latina com método, rigor e organização. Esse exercício vai, literalmente, inflar o raciocínio lógico e a vivacidade da mente do aluno.

Falar latim: um trunfo para sua carreira profissional

Estudar latim no colégio e no ensino médio, para que? Se não para adicionar mais trabalho na idade em que já temos muito a estudar, a desenvolver como adolescentes: encontrar sua identidade, sua temperamento e ambições pessoais?

Quais estudos e qual trabalho fazer depois de um curso de ciências ou letras clássicas?

Ser botânico, o melhor trabalho do mundo: trabalhamos fora, com plantas. Mas devemos conhecer os termos vernaculares na língua latina das espécies de plantas…

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Carolina

Jornalista, pós-graduada em mídias digitais, mestre pela Sorbonne (França) em turismo, patrimônio e meio-ambiente. Minha formação em diferentes áreas permite que eu escreva com liberdade e interesse.