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Diferenças entre a cozinha asiática e a cozinha ocidental

De Camila, publicado dia 12/02/2018 Blog > Artes e Lazer > Culinária > Por que a culinária da Ásia é tão diferente da nossa?

A cozinha do oriente e do ocidente são notavelmente diferentes. Se a cozinha brasileira já é bem diferente da francesa ou da americana, imagine quando comparada com as culinárias asiáticas da China, Japão, Vietnã e Índia!

São muitos os contrastes entre as culinárias da Ásia e do ocidente.

De um lado temos rolinhos primavera, gyoza, sushi, molho de soja, legumes no vapor, frango ao curry verde e carne de porco caramelizada; do outro temos feijoada, tapioca, mingau de milho verde, arroz com feijão, churrasco com farofa, coxinha, empada, pastel, caldo de cana e mandioquinha frita.

Não se trata de comparar ou definir qual das duas cozinhas é a melhor ou a mais completa; trata-se de compreender as diferenças e os contrastes de sabores. Estamos falando de percepção do paladar e não de julgamento.

Mesmo assim, é de grande importância destacar algumas características que fazem com que um prato da culinária tailandesa, vietnamita ou chinesa sejam facilmente identificados como fazendo parte da cozinha asiática. Bem diferentes das ocidentais, tais receitas orientais possuem, muitas vezes, ingredientes comuns aos dois lados do planeta.

Por causa da cultura, da história e das diferentes técnicas culinárias, um cardápio elaborado por um cozinheiro asiático tem sabores completamente diferentes daquele preparado por um cozinheiro ocidental munido dos mesmos ingredientes.

Ficou curioso para saber mais? Então descubra através desta matéria um pouco mais sobre os motivos de tantas diversidades entre estes dois mundos gastronômicos.

Costumes distintos na utilização de condimentos

A cultura e a identidade de um país ou um continente se refletem, obrigatoriamente, na sua gastronomia. Um panorama da culinária mundial mostraria exatamente sobre o que estamos falando!

Dentro deste apanhado geral, dificilmente encontraremos duas cozinhas tão antagônicas quanto a asiática e a ocidental.

Temos que admitir que é muito difícil generalizar duas culturas tão vastas quanto a da Ásia e a do Ocidente, ainda mais se levarmos em conta a multitude de receitas com características tão específicas de cada país, tanto de um lado do globo (China, Camboja, Laos, Birmânia, Japão, etc.) quanto do outro (França, Espanha, Argentina, Brasil, etc.).

As especiarias asiáticas são diferentes das ocidentais. A maneira de se utilizar os temperos é uma das técnicas que faz a maior diferença no resultado final dos pratos.

Cada nação possui suas especialidades, mas ao falarmos de temperos, podemos detectar similaridades de acordo com a região onde eles se encontram. Ao conhecer um pouco mais da cozinha asiática percebemos que, independente do país, os condimentos utilizados são bem similares. O mesmo acontece no ocidente.

Que tal ter um panorama geral da culinária do sudeste da Ásia?

Ir ao mercado na Ásia

A culinária da Ásia é bem marcada pela presença de mercados alimentícios. Encontramos mercados que vendem comidas em várias partes do mundo, mas nenhum deles pode ser comparado aos presentes no continente asiático.

Mais particularmente no sul da Ásia, mercados de todos os tipos podem ser encontrados em vários lugares a todo o momento, independente da hora do dia. Este aspecto cultural reflete diretamente na cozinha do continente, levando à utilização de produtos que são conhecidos apenas localmente – como na China – ou na grande variedade de temperos – como na Índia.

Ir ao mercado no Brasil

A cultura de se “fazer mercado” existe no Brasil, mas ela não é tão difundida e popular quanto na Ásia. Seja nas ruas ou em galpões fechados, em mercadinhos locais ou em supermercados, encontramos também certa variedade de temperos. No entanto, os encontrados no continente asiático são mais complexos, assim como a sabedoria de como explorar ao máximo as características gustativas das especiarias.

Por estar mais incorporados às receitas asiáticas, uma diversidade maior de temperos é utilizada na preparação dos pratos. Ou seria o contrário: por eles utilizarem uma maior diversidade para fazer as receitas, os temperos se integram fortemente à culinária local?

É um pouco como a velha história do “ovo e a galinha” (quem veio primeiro?). O que queremos ressaltar é que o modo, o domínio e a intensidade da utilização destes temperos é um dos principais fatores de diferenciação entre a cozinha da Ásia e do Ocidente.

Exemplo claro da diversidade de sabores é o fato do arroz ser um ingrediente de base tanto para a cozinha brasileira quanto para a asiática. As “palpitações” gustativas são, no entanto, completamente diferentes e grande parte desta dissimilitude se dá por causa dos temperos!

O arroz no Brasil não tem o mesmo gosto que o arroz da China ou da Índia. O arroz é um elemento de base tanto na cozinha brasileira quanto na asiática. O sabor do ingrediente, no entanto, muda por causa dos temperos utilizados.

Contrastes entre cozimento e corte de alimentos

Não são só os temperos os responsáveis pelas divergências de sabores entre diferentes tipos de cozinha. A maneira de se cortar e de se cozinhar os alimentos interfere muito no paladar final degustado a cada garfada.

Métodos

O wok vem ganhando cada vez mais espaço na cozinha dos brasileiros. Ele continua, no entanto, sendo um utensílio de preparação culinária tradicionalmente ligado ao modo de preparo dos alimentos dentro da cultura gastronômica asiática. Não é para menos, já que ele é usado por eles há mais de 2.000 anos!

Ao recorrer ao wok na hora de preparar seus pratos é possível ao cozinheiro explorar vários tipos de preparo dos ingredientes, tais como:

  • cozinhar rapidamente em fogo alto;
  • saltear os alimentos em fogo brando;
  • marinar carnes em molhos aromatizados;
  • preparar receitas no vapor fazendo uso de uma cesta de bambu (utensílio igualmente tradicional da cozinha asiática).

Mesmo que façamos uso do cozimento a vapor, ele não é um hábito tão incorporado à nossa culinária quanto à asiática. Tal modo de preparo dispensa o acréscimo de óleo à comida e ainda preserva as propriedades nutritivas do alimento.

Ao invés de um wok, no ocidente os preparos culinários fazem recurso a:

  • panelas;
  • frigideiras;
  • forno;
  • grelha;
  • churrasqueira;
  • chapa, etc.

Bom, está na cara que um mesmo prato preparado em uma panela de alumínio em um fogão elétrico não terá o mesmo sabor de um preparado em um wok no fogão a gás ou a lenha.

No ocidente, o wok vem ganhando cada vez mais espaço no preparo de pratos. Wok é um tipo de panela utilizada há mais de 2000 anos na cozinha asiática!

Conheça ainda sites e blogs com receitas de pratos típicos asiáticos.

Cortes

A maneira de se cortar os alimentos é outro fator muito importante na hora de se definir o sabor dos ingredientes.

Um peça inteira de carne bovina preparada no Brasil (em um churrasco, por exemplo) não atingirá nunca o mesmo paladar do mesmo mesmo tipo de carne cortado em finas fatias, como é costume de se fazer em alguns países da Ásia (o bife de Kobe do Japão, por exemplo).

Diversidade entre os sabores

A concepção gastronômica é igualmente muito diferente entre países asiáticos e ocidentais.

Na Ásia, preza-se pela exploração da combinação de 5 diferentes sabores: salgado, doce, ácido, amargo e picante.

No Japão existe ainda um sexto sabor, chamado de “Umami”, que quer dizer “delicioso” em japonês. Tal gosto é associado ao uso do dashi, um ingrediente de base para sopas típicas.

A cozinha tailandesa é uma das que demonstra total harmonia na utilização dos cinco sabores típicos asiáticos em suas receitas.

Seria injusto, porém, não citar todas as outras culinárias típicas de países do sudeste da Ásia, como China, Japão, Vietnã, Laos, Camboja, Birmânia, Indonésia, dentre outros.

A cozinha ocidental se concentra majoritariamente no equilíbrio entre doce e salgado, integrando moderadamente o ácido, o amargo e o picante na preparação dos pratos.

O modo como os sabores são interpretados e explorados na concepção e execução de receitas típicas é, como podemos ver, outro fator importante que faz com que a culinária do ocidente e da Ásia sejam tão diferentes.

Por isso nos sentimos meio indispostos depois de comer tantas variedades intensamente picantes em um restaurante indiano: a nossa cozinha não acostumou nosso organismo a esse tipo de sabor!

Confira uma seleção de pratos asiáticos de super fácil execução!

Molho de soja X azeite de oliva

A cultura culinária asiática adota o molho de soja como base para o tempero dos pratos. Já no ocidente, o equivalente que utilizamos com frequência seria o azeite de oliva.

Como toda regra tem sua exceção, a Coréia do Sul fica de fora dos “grandes utilizadores” de molho de soja, pois eles gostam bem de um azeite de oliva na comida!

A história do desenvolvimento dessas duas regiões tão distintas explica o porquê de tais hábitos tão diferentes.

Azeite no Ocidente

Em um passado distante, houve uma forte implantação de oliveiras em toda a bacia mediterrânea, mais precisamente perto do Egito, onde o óleo de oliva foi inicialmente utilizado em rituais funerários. Não demorou muito para que as pessoas se dessem conta das suas excelentes propriedades, passando a chamá-lo de “ouro verde”. A partir de então, o azeite de oliva virou um ingrediente na preparação de alimentos.

A popularização da “Dieta de Creta” na década de 1960, que dá preferência ao consumo de legumes e azeite de oliva, aumentou ainda mais o prestígio do óleo extraído das azeitonas. O motivo de tanto sucesso da dieta: a população de Creta é a que possui a maior expectativa de vida em todas as ilhas gregas.

Azeite de oliva ou molho de soja: qual você prefere? O azeite de oliva está para a cozinha ocidental assim como o molho de soja para a asiática.

Você já pensou em ter seu próprio wok?

Molho de soja na Ásia

Como não poderia ser diferente, a utilização massiva de molho de soja na cozinha asiática também possui uma explicação histórica.

Na China antiga, o molho de soja era utilizado na conservação de pratos chamados “jiangs“. Nesta época, o molho era produzido à base de peixes, frutos do mar e cereais.

A abundância de cereais – mais especificamente da soja – em comparação aos outros ingredientes, favoreceu ao desenvolvimento mais rápido dos “jiangs” feitos à base deles.

O molho de soja nasceu e se difundiu rapidamente pelo Japão, chegando também a outros países do sudeste da Ásia.

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