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Quais as particularidades do violino pelo mundo?

De Marcia, publicado dia 10/10/2018 Blog > Música > Violino > Há violinistas no mundo inteiro

O primeiro violino surgiu na Europa, mais precisamente na Itália. Tempos depois, já havia se expandido para todo o mundo. Mas isso significa que as práticas do instrumento na Europa são as mesmas que na Ásia, África ou América? A resposta é não!

Em alguns países, como nos Estados Unidos, o hábito de tocar violino se expandiu em larga escala, mas em outros a prática não é tão difundida assim. Entretanto, podemos encontrar conservatórios e escolas de música que dão noções do instrumento por todo o mundo. Há aqueles, inclusive, que se aventuram pela Europa em nome do sonho de tocar violino.

Analisando a prática do instrumento no mundo, é possível chegar a uma conclusão do porquê ele é tão perfeito.

O violino na Ásia

Para muitos músicos, tocar violino é sinônimo de excelência, técnica e precisão. Nos países asiáticos, essa afirmação jamais sofrerá contradições, se levarmos em conta que o continente abriga grandes violinistas. Podemos estimar que os candidatos asiáticos representam certa de 47% dos participantes e 35% dos vencedores de grandes concursos abertos ao público do mundo inteiro. Eles são precisos até mesmo na posição escolhida para apoiar o instrumento ao tocar.

Violino no oriente Na Ásia, o violino foi incorporado à cultura local.

Aliás, a posição para tocar varia um pouco de país para país, assim como os modelos mais utilizados.

  • Na China, temos o erhu;
  • Na Índia, do Vînâ;
  • No Oriente Médio, um modelo diferente de violino;
  • No Japão, o  kokyu.

Isso sem contar os outros 43 países do continente, que certamente têm formas bem peculiares de lidar com o violino. No Sudeste do continente, podemos dizer que predomina uma prática mais raiz, enquanto o Oriente Médio mistura o som clássico com nuances da música cigana. Já na China, na Coréia e no Japão, o violino é sinônimo de perfeição: você tem que saber as partituras nas pontas dos dedos!

Se você quer começar a tocar violino ou se tornar famoso no continente, as melhores escolas ou institutos de música asiática são:

  • Na Coreia do Sul, a Escola Nacional de Música da Coreia;
  • Na Índia, a Delhi School of Music;
  • No Irã, o conservatório “Khoshnahad Peiman”;
  • Em Israel, a Escola de Música Buchmann-Mehta;
  • No Japão, a Aichi Music School;
  • Na Malásia, o Colégio Internacional de Música, Kuala Lumpur;
  • Em Taiwan, a Escola Normal de Música da Universidade de Taiwan;
  • Na Turquia, o conservatório “Mimar Sinan” de Istambul;
  • No Vietnã, o Conservatório de Hanói.

Podemos dizer que o violino na Ásia é tocado de maneira diversificada, mas com um mesmo objetivo: o bem-estar. Será que também é assim nos outros continentes?

Características do violino na Europa

Você sabia que cerca de 79% dos violinistas europeus têm menos de 25 anos? Isso ocorre porque a consciência musical é altamente desenvolvida neste continente, que é o berço cultural do violino. Só para lembrar, o violino nasceu ao lado de Milão e foi fabricado pela primeira vez em Cremona, uma cidade hoje essencial para os luthiers.

Sonho de artista O primeiro violino surgiu na Itália e é por isso que a Europa é considerada o berço da história do instrumento.

Além disso, é na Europa que a idade de ouro do violino aconteceu: a era Renascentista e a Barroca viram o nascimento de novas variantes do violino (como o violino barroco ou o violino azul), mas também de compositores e músicos talentosos, como Paganini, Vivaldi e Mozart… nomes que agora estão gravados no repertório da música clássica de violino!

Hoje, o violino é amplamente praticado na Europa, em diversas de suas vertentes, como:

  • Música erudita ou música contemporânea, nos países ocidentais, mediterrâneos e anglo-saxões;
  • Música popular ou música tradicional nos países nórdicos;
  • Música cigana nos países orientais.

De fato, não é surpreendente pensar que existem mais de 1.500 instituições no continente para treinar violinistas para o futuro. Para quem quer aprender violino, basta inscrever-se em uma das seguintes escolas:

  • Na Alemanha, o Conservatório de Hoch, em Frankfurt am Main;
  • Na Áustria, a Mozarteum University of Salzburg;
  • Na Bélgica, o Conservatório Real de Bruxelas;
  • Na Bulgária, a Academia de Dança e Artes de Plovdiv;
  • Na Croácia, a Academia de Música de Zagreb;
  • Na Dinamarca, a Academia Real Dinamarquesa de Música;
  • Na Espanha, o conservatório profissional Arturo Soria de Madri;
  • Na Finlândia, a Academia Sibelius de Helsinque;
  • Na França, a École Normale Supérieure de Musique de Paris;
  • Na Grécia, o Conservatório de Atenas;
  • Na Hungria, o Instituto de Musicologia de Budapeste;
  • Na Irlanda, o Trinity College Dublin;
  • Na Itália, o Conservatório Nacional Giuseppe Verdi de Milão;
  • Na Letônia, a Academia de Música de Riga;
  • Na Macedônia, a UKIM (escola de música) de Skopje;
  • Em Mônaco, a Rainier III Academy of Monte-Carlo;
  • Na Holanda, o Conservatório Real de Haia;
  • No Reino Unido, a Edinburgh Music School;
  • Na Suíça, o Conservatório de Genebra.

Sem dúvidas, a Europa é um continente rico e muito focado em instrumentos musicais de cordas. Aliás, o continente funciona como uma espécie de referência no tema. Mas será que o mesmo acontece na América?

A presença do violino na América

Assim como a Europa, o continente americano tem uma forte cultura musical, o que inclui o violino. Se os métodos de tocar ou usar o instrumento (com almofada de ombro, protetor de queixo, resina) podem diferir, nos Estados Unidos e no Canadá, o instrumento costuma ser tocado praticamente da mesma forma que na Europa.

América do Norte e violino Nos Estados Unidos, podemos dizer que a presença do violino equipara-se ao continente europeu.

Já na América do Sul, por exemplo, o violino apresenta algumas variações locais, de acordo com o país no qual aparece:

  • No Chile, Guatemala e Equador, toca-se o rabel;
  • No Brasil, temos a rabeca, uma variante portuguesa do violino;
  • Na Argentina, a maneira de tocar o violino contra o peito (em vez posicioná-lo sob o queixo) predomina;
  • No Peru, o kitaj é uma mistura de ukulele e violino raiz, após sofrer influência inca.

Deve-se notar também que a América, especialmente em sua porção Norte, foi o berço do jazz, a partir da década de 1920, graças à popularização de dois instrumentos:

  • O violino rural negro (inspiração blues);
  • O violino rural branco (inspiração local).

Se você está procurando um treinamento musical para se tornar um renomado violinista na América, você só precisa ser aceito em uma das seguintes escolas de música:

  • Na Argentina, há o CEAMC (Centro de Estudos Avançados em Música Contemporânea) ou o Conservatório Nacional Manuel da Falla, ambos em Buenos Aires;
  • No Brasil, há o conservatório musical Beethoven, em São Paulo;
  • No Canadá, há o Conservatório de Música de Montreal e a Escola de Música Humber College em Toronto;
  • No Chile, há o ProJazz Professional Institute em Providencia;
  • Na Colômbia, há o EMMAT, a Escola de Música de Bogotá;
  • Na Costa Rica, temos um departamento de música na universidade principal do país;
  • Em Cuba, há o Conservatório de Música Amadeo Roldán em Havana;
  • Nos Estados Unidos, há a Julliard School, em Nova York;
  • Na Guatemala, temos a Escola Nacional de Música Jesus Castillo;
  • No México, há o Instituto de Belas Artes do México;
  • No Panamá, também há um departamento de música na Universidade de Belas Artes, localizada na capital;
  • No Peru, há o Conservatório Nacional de Música de Lima;
  • Em Porto Rico, há o Conservatório de Música de San Juan;
  • Na República Dominicana, há a Escola de Educação Musical de Santo Domingo;
  • No Uruguai, temos a Escola Universitária de Música de Montevidéu;
  • Na Venezuela, há o conservatório de música de Caracas.

Como se pode ver, em praticamente todos os países da América, há opções de escolas para aprender a tocar violino.

As características do violino na África

Se considerarmos o que acontece ao redor do mundo, podemos dizer que o continente africano é distinto dos outros: por lá, o violino é raramente utilizado, e somente em algumas variantes.

Cultura africana e violino Na África, o violino se misturou ao som da percussão típico do local.

  • Na África Ocidental, encontramos o violino Peul , ou riti , com apenas uma corda e um arco, que produzem um som estridente;
  • Também na África Ocidental, o ngoni é um meio-termo entre o violão e o violino;
  • Na África Central, o ennanga consiste em uma forma de harpa, com caixa de som oval;
  • No norte da África, o guembri é difundido, particularmente entre os povos Tuareg e Berber;
  • Na África Oriental, mais especificamente no Quênia, o orutu é um instrumento muito semelhante ao violino;
  • Na África Central, ngombi é uma mistura de harpa e violino;
  • Em Madagascar, o kabosy é uma forma de violão rústico, que acompanha canções populares.

Em geral, apenas o Norte da África e a África Ocidental têm variações do violino, e isso está ligado à sua história com o continente europeu. No restante do continente, a preferência é dada aos instrumentos de percussão e não às cordas curvadas. No Magrebe, muitas práticas foram emprestadas da Europa.

Para treinar violino no continente, será preciso encontrar uma das seguintes escolas:

  • Na Argélia, no Conservatório Nacional Superior ou no INSM (Instituto Nacional Superior de Música);
  • No Marrocos, no Conservatório Nacional de Música e Dança (Rabat, Agadir ou Tetouan);
  • No Quênia, em Kisumu, no MUSEA (Escola de Música da África Oriental);
  • Na Tunísia, no Centro Nacional de Música e Artes Populares;
  • No Egito, no Conservatório do Cairo;
  • No Senegal, na Escola de Música de Dakar;
  • Na Etiópia, na primeira escola de música local, fundada em 1960, a Yared School of Music;
  • No Congo, em Brazzaville, no Music Fund, que visa democratizar a aprendizagem da música;
  • Na África do Sul, no Conservatório de Música Clássica e Música Contemporânea.

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