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O violino e suas facetas no continente americano

De Marcia, publicado dia 09/10/2018 Blog > Música > Violino > Como funcionam os violinistas das Américas?

Podemos dizer que o violino é um instrumento muito mais popular na América do Norte que na América do Sul. Se pensarmos em uma comparação com outros continentes, as relações da América do Norte com o violino podem ser comparadas com o que acontece na Europa, que foi o verdadeiro berço da história do violino no mundo.

Já dizia Charlie Chaplin que “tocar violino é como pensar: requer uma prática diária”. O interesse pelo violino em nosso continente também sofreu mudanças ao longo do tempo, mas sempre foi significativo. Podemos dizer que a visão sobre o instrumento amadureceu de certa forma com o passar do tempo.

Os violinos mais famosos da América

Para os violinistas de alma, a América é um continente único em termos de música, uma vez que reúne um grande número de influências, por razões que podem ser facilmente adivinhadas: os Estados Unidos, que tem grande peso na América do Norte, viu a imigração aumentar durante o século XIX, trazendo influências escandinavas, europeias e outros folclores musicais locais. Na América Latina, o violino e variantes locais também são amplamente utilizados em cantos cotidianos.

Além disso, existem variações do violino, tanto na América Latina quanto na América do Norte. Nessa última,  o violoncelo é apenas outra opção, além do violino elétrico e os modelos antigos. Na América do Sul, a diversidade musical levou à criação de novos instrumentos musicais de cordas.

  • No Chile, na Guatemala e no Equador, é comum vermos o Rabel, um instrumento composto por uma caixa de som e três cordas: é uma espécie de violino rústico;
  • No Brasil, temos a rabeca , uma variante portuguesa do violino;
  • Na Argentina, a maneira de tocar o violino apoiado no peito (em vez de usá-lo embaixo do queixo) originou o termo violininos, para designar tanto o violinista quanto o instrumento musical;
  • No Peru, o kitaj é uma mistura de ukulele e violino, baseado em inspirações dos povos inca.

Hoje, os luthiers americanos são relativamente bem conhecidos. Se na América do Norte, fabricamos estradivários indefinidamente (a produção cresceu cerca de 15% em 10 anos), na América do Sul, a concorrência já vem acontecendo. Não é incomum que as lojas de violino da América do Sul vendam suas criações mais caras do que no Norte, por causa do conhecimento ancestral.

Na América do Norte, existem formações específicas para se tornar um luthier. No Quebec, por exemplo, os estudantes devem completar uma formação universitária de três anos depois do ensino médio.

Influencias de diferentes gêneros O jazz teve sua participação no violino atual.

Além disso, o violino foi essencial na popularização do estilo jazz-rock , desde a década de 1920, principalmente nos Estados Unidos. Estamos testemunhando o aparecimento de duas correntes, com dois tipos de violinos:

  • O violino rural negro (inspiração blues);
  • O violino rural branco (inspiração local).

A orquestra sinfônica de Nova Orleans pode ser considerada pioneira, com artistas famosos como Eddie South ou Stuff Smith. Se o violino ainda é minoria em comparação com outros instrumentos, como o saxofone, podemos acreditar que ele foi revivido no final do século XX, com violinistas famosos como Didier Lockwood, que era inspirado no jazz.

Embora a América do Norte e a América do Sul pareçam ter semelhanças, o fato é que as práticas dos violinistas diferem de acordo com a parte do continente americano. Tal fator não deve causar surpresa, já que o violino hoje está presente até mesmo na Ásia.

Práticas do violino espalhadas pelo continente americano

Em termos gerais, a música clássica foi difundida nos Estados Unidos e no Canadá. Na América do Sul, as coisas aconteceram de maneira um tanto diferente. Descubra agora as peculiaridades dos violinistas de cada uma dessas regiões.

A forte presença do violino na América do Norte

Além das influências do jazz já mencionadas, podemos dizer que o violino está muito presente na América do Norte e é um dos principais instrumentos tocados pelos artistas clássicos de lá. Dessa forma, ninguém tem medo de fazer um concerto de violino: trata-se de uma prática comum!

Nos Estados Unidos, há uma variação do tradicional violinismo. Ela envolve tocar o violino no braço ou no peito. Neste caso, a scordatura (técnica de afinação do instrumento, que difere do convencional. Foi usada por Schumman e Stravinsky) é aplicada.

No Canadá, existem duas maneiras de tocar  um instrumento de cordas curvadas:

  • O violinista pode tocar música moderna ou clássica;
  • O violinista pode tocar música tradicional ou habitual, particularmente em Quebec e New Brunswick.

As variações do violino na América do Sul

A maioria dos países da América do Sul experimentou o domínio espanhol ou português, o que explica a presença deste instrumento musical, de primeira origem europeia, nessa parte do mundo. Foi assim que a população local se apropriou dela e a adaptou à sua música local. Um bom exemplo desse processo são os incas ou ameríndios, que já possuíam variantes do violino.

Música dos Andes Alguns instrumentos andinos também influenciaram na difusão do violino na América.

Antes de falarmos em violinos e violinistas, pode ser interessante refletir por um momento na música tradicional local, na qual o violino desempenha um papel importante. Quer exemplos?

  • No México, o arco é tocado para a música Nortenha (música Tex-Mex) ou de Mariachis, mas também para o som de huasteco (asteca, originário do estado de Veracruz);
  • No Equador e no Peru, falamos em instrumentos andinos, onde encontramos o violino, o bandolim e uma espécie de contrabaixo;
  • Na Argentina, o violino (ou violinero) é usado para danças locais;
  • No Panamá, a dupla “violino e mejorana” (uma espécie de violão) é muito difundida;
  • No Caribe, e mais amplamente na música cubana, o violino está presente nas orquestras.

Mas onde aprender esta diversidade cultural ou tomar boas lições de violino? É possível fazer isso sem precisar embarcar para a Europa.

Onde estudar violino na América?

Para se tornar um solista renomado, é necessário estudar. E isso independe de ter talento nato. Devemos partir do pressuposto que, ainda que a habilidade seja congênita, sempre será possível aprimorá-la.

Criança nasce com talento O talento pode ser nato mas, para tocar violino, é necessário estudar.

O talento pode até ser nato, mas o know-how precisa ser aprendido, já que se baseia especialmente no desenvolvimento de técnicas. Para isso, é importante frequentar, desde cedo, escolas de música, institutos de formação musical ou conservatórios. Na América, esses estabelecimentos são muito numerosos e sua reputação varia de acordo com sua escala internacional. Aqui estão os mais famosos:

  • Na Argentina, há o CEAMC (Centro de Estudos Avançados em Música Contemporânea) ou o Conservatório Nacional Manuel da Falla, ambos em Buenos Aires;
  • No Brasil, temos o conservatório musical Beethoven, em São Paulo;
  • No Canadá, é possível escolher entre o Conservatório de Música de Montreal e a Escola de Música Humber College em Toronto;
  • No Chile, há o ProJazz Professional Institute em Providencia;
  • Na Colômbia, contamos com a EMMAT  (Escola de Música de Bogotá);
  • Na Costa Rica, a Universidade de Costa Rica conta com um departamento específico de música;
  • Em Cuba, há o Conservatório de Música Amadeo Roldán em Havana;
  • Nos Estados Unidos, podemos citar a Julliard School, em Nova York;
  • Na Guatemala, há a Escola Nacional de Música Jesus Castillo;
  • No México, há o Instituto de Belas Artes do México;
  • No Panamá, também há um departamento de música na Universidade de Belas Artes, situada na capital;
  • No Peru, temos o Conservatório Nacional de Música de Lima;
  • Em Porto Rico, há o Conservatório de Música de San Juan;
  • Na República Dominicana, há a Escola de Educação Musical de Santo Domingo;
  • No Uruguai, a principal opção é a Escola Universitária de Música de Montevidéu;
  • Na Venezuela, temos o Conservatório de música de Caracas.

Além disso, somente nos Estados Unidos, mais de 350 instituições internacionais licenciadas oferecem treinamento profissional em violino. Mas não se trata de um monopólio: o violino está de certa forma presente em todos os continentes, inclusive na África.

Os mais famosos violinistas americanos

Um tocou em uma renomada orquestra nacional, o outro conhece a sinfonia de Mozart de cor, enquanto o outro domina o violino com perfeição… descubra os mais famosos violinistas americanos (incluindo o norte e o sul):

  • Willy Arteag, violinista talentoso da Venezuela, conhecido por usar seu violino durante protestos contra o regime político então em vigor;
  • Ljerko Spiller, violinista e maestro argentino, cujos dois filhos seguiram o mesmo caminho musical;
  • Jean Carignan, verdadeira referência canadense no que diz respeito ao violino;
  • Ricardo Herz, violinista brasileiro de grande talento;
  • Yilian Cañizares, um dos principais violinistas cubanos;
  • Catalina Escobar, violinista de origem chilena que atualmente toca na França;
  • Manuel Arce Sotelo, violinista peruano também etnomusicólogo;
  • Enrique Diemecke, grande maestro e violinista mexicano.

É claro que esses são apenas alguns dos nomes de grande importância quando o assunto é violinismo na América.

De modo geral, podemos dizer que o violino é um instrumento capaz de emocionar músicos e públicos, que passou por múltiplas influências e práticas. Prova disso está nas transformações e fusões ocorridas no continente americano.

Emoções da música O violino emociona pessoas há centenas de anos.

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