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A Ásia e seus instrumentos de cordas

De Marcia, publicado dia 04/10/2018 Blog > Música > Violino > O violino asiático e suas variações

Você sabia que a prática do violino é largamente difundida no continente asiático? Tal afirmação pode ser comprovada pela grande presença de fortes candidatos asiáticos em concursos de música pelo mundo, como o Menuhin, de Genebra. A relevância desse povo, seja nas inscrições ou entre os vencedores é, sem dúvidas, algo que merece destaque.

Violino no Oriente É muito comum que asiáticos participem de competições de violino pelo mundo.

Entretanto, violino, violoncelo e quaisquer outros instrumentos de corda nem sempre são vistos da mesma forma em toda a Ásia. Suas concepções podem variar de acordo com a localização geográfica e a cultura dos locais nos quais acontecem.

Instrumentos de corda presentes na Ásia

O violino faz parte de uma longa tradição de instrumentos antigos, das eras ancestrais. o instrumento teve a sua primeira aparição no continente por volta do século XV, em países como a China e a Índia. Entretanto, desconfia-se de que ele já existia com outros nomes por esses locais há algumas centenas de anos.

Além disso, há locais nos quais outros instrumentos similares ao violino são utilizados. Quer ver?

  • O erhu da China consiste em uma caixa de madeira aberta, coberta com pele de cobra. A base é construída em madeira e as cordas, têm como principal matéria-prima crina de cavalo. O formato em arco possibilita a sua vibração para emitir sons;
  • O vina da Índia é um dos principais instrumentos da música originária do país;
  • No Oriente Médio, há diversos modelos de violino, que podem variar de acordo com o país. Nesse caso, o instrumento é influenciado por questões culturais;
  • O kokyu do Japão consiste em uma espécie de mistura entre o violino clássico ocidental e o erhu chinês. Trata-se do único instrumento em arco que é tocado no país.

Podemos notar que questões históricas e culturais influenciam na música e nos instrumentos típicos de cada país. Entretanto, se o violino já foi um dia uma prerrogativa exclusiva dos grandes músicos europeus, é possível dizer que hoje a China se tornou um grande concorrente para esse público.

Pinggu, uma cidade localizada há poucos quilômetros de Pequim, abriga um dos estabelecimentos relacionados ao tema mais famoso do mundo: violinos de tamanho médio, produzidos no Ocidente, são vendidos a visitantes de todos os continentes.

De fato, um solista de um concerto de violino na Ásia não terá a mesma formação ou a mesma noção sinfônica que teria na Europa. Da mesma forma que as referências musicais são diferentes, os professores de instrumento, também o são. O mesmo vale para os sons. Isso está relacionado às especificidades do violino nas diferentes regiões da Ásia.

Particularidades do violino asiático por área geográfica

Do ponto de vista histórico, falar sobre a Ásia significa abordar temas muito amplos, afinal, são 47 países no total (e mais parte da Rússia). É por isso que fica muito difícil generalizar a prática do violino no continente. Por essa razão, podemos entender melhor a presença do violino no local, se dividirmos por partes.

Sudeste da Ásia e o velho violino

Nessa porção, são encontradas influências da música de três países:

  • Indonésia;
  • Malásia;
  • Filipinas.

Se levarmos em conta que esses países foram colonizados, podemos dizer que existem algumas aparições do violino em sua cultura, mas no geral, costumamos considerar que trata-se apenas de episódios isolados. Na realidade, os habitantes desses países não estão muito familiarizados com a música de orquestra sinfônica, mas sim com uma variante local do violino, trazida pelos portugueses e espanhóis já no século XVI.

O violino no Oriente Médio

Nessa região, o violino é bem conhecido. Podemos dizer, inclusive, que trata-se de algo que faz parte da tradição local. Nessa porção, estão os seguintes países:

  • Irã;
  • Iraque;
  • Turquia;
  • Israel.

Por aqui, existem fortes influências da música cigana ou jazz cigano, como acontece também no Norte da África. O violino, que leva um nome específico para cada país onde aparece, nesse caso é tocado em posição de descanso sobre as pernas ou joelhos, e não apoiado no ombro ou sob o queixo, como somos acostumados a ver.

Posições para tocar violino Há locais, nos quais o violino é tocado, apoiado sobre os joelhos.

O violino está muito presente na música turca, mas também na cultura popular destes outros países. Por isso, é praticado fluentemente, e é ensinado em escolas de música como na Europa. Na música erudita árabe, ainda podemos citar o keman, um instrumento que pode ser considerado equivalente ao violino ocidental.

Trata-se de uma variante, assim como acontece com o violino na América.

China, Coréia, Japão e a paixão pelo violino

Se o império chinês parece ter integrado o violino clássico às suas festividades populares no início do século VIII, o Japão e a Coréia só se interessaram por ele mais tarde, mais especificamente nos últimos 30 anos. Isto está relacionado ao interesse desses países asiáticos pela competição musical com a Europa e outros continentes.

De fato, aprender violino contextualizado na música moderna requer disciplina e trabalho , duas coisas com as quais esses países estão acostumados, aliás isso faz parte da cultura local, pela qual os nativos são apaixonados. Além disso, segundo Didier Schnorhk, da Coréia do Sul, “houve um desejo de investir na educação em geral e na cultura em particular. Abrimos maravilhosas escolas de música, convidamos os melhores professores do exterior e desenvolvemos estruturas de divulgação cultural “.  Trata-se de uma política voluntarista desses países, que hoje parece dar frutos.

Mas afinal, como fazer para se tornar um violinista de renome na Ásia? Será que é difícil encontrar uma escola de qualidade para se formar na região?

Infraestrutura de aprendizagem do violino na Ásia

Para aprender a tocar violino, você precisa de um bom treinamento, composto basicamente de aulas teóricas e práticas. Para isso, independentemente de qual seja o país da Ásia, há apenas uma opção possível: conservatórios da música. É nesse tipo de instituição, presente em praticamente todos os países, que os alunos aprendem a se tornar violinista ou violoncelista, alternam violino barroco, violino elétrico e viola e se familiarizam com o quarteto de cordas, a partir da convivência proporcionada pelos treinos diários.

O ponto principal na Ásia é conseguir se juntar a uma instituição de música nacional, seja ela um conservatório, uma escola de música ou um instituto especializado. É essa associação que oferece o reconhecimento de nível para estudar no exterior ou participar de competições internacionais.

Adaptação a elementos culturais O violino também pode ser considerado parte da cultura asiática.

As escolas mais famosas da Ásia para aprender violino são:

  • Na Coreia do Sul, a Escola Nacional de Música da Coreia;
  • Na Índia, a Delhi School of Music;
  • No Irã, o conservatório “Khoshnahad Peiman”;
  • Em Israel, a Escola de Música Buchmann-Mehta;
  • No Japão, a Aichi Music School;
  • Na Malásia, o Colégio Internacional de Música, Kuala Lumpur;
  • Em Taiwan, a Escola Normal de Música da Universidade de Taiwan;
  • Na Turquia, o conservatório “Mimar Sinan” de Istambul;
  • No Vietnã, o Conservatório de Hanói.

Todos os anos, violinistas de origem asiática se juntam a instituições de prestígio na Europa para completar sua formação, especialmente em Genebra ou Paris. Isso permite que alguns adquiram uma grande experiência com a vivência no exterior, enquanto aprendem as escalas de Beethoven, Brahms e as influências de Stravinsky ou Profokiev.

Alguns grandes nomes do violinismo asiático

Alguns dominam o arco de violino melhor do que outros: isso é fato. Ao tocar em uma orquestra filarmônica ou em uma tradicional orquestra nacional, as chances de se tornar conhecido no ramo se multiplicam. Mas, para ganhar notoriedade, é melhor ter sucesso em uma competição internacional, hoje amplamente dominadas pelos asiáticos.

Entre as principais personalidades da Ásia que se dedicaram ao violino, podemos encontrar:

  • Ray Chen – nativo de Taiwan, que domina o violino dos tempos modernos;
  • Kyung Wha Chung – moderna violinista de Brahms, bem conhecida na Coreia do Sul, sua terra natal;
  • Vanessa-Mae – violinista clássica de nacionalidades chinesa e tailandesa que foi recompensada por seu talento por um longo tempo;
  • Nedim Nalbantoglu – verdadeiro prodígio do violinismo na Turquia;
  • Lakshminarayana Subramaniam – pregador indiano do violino multicultural;
  • Kayhan Kalhor – considerado “o rei do violino” no Irã;
  • Jing Huan – jovem violinista de Pequim;
  • Myung-Whun Chung – coreano que recebeu um prêmio nacional de prestígio, Kumkuan. É também pianista, e nutre uma profunda paixão por violinos.

Ao que tudo indica, portanto, a prática de violino na Ásia é bastante semelhante ao que acontece na Europa. Apesar das diferenças históricas, sociais e culturais, podemos encontrar também muitos pontos em comum no que diz respeito à difusão do violino em ambos os continentes.

Caminhar com seu violino A paixão por violinos é o que move muitos artistas a deslocar-se pelo mundo.

Um dos pontos que podemos destacar é que as melhores práticas já desenvolvidas ainda se misturam, em uma espécie de intercâmbio, que acontece em meio às principais competições de música ao redor do mundo. Isso pode ser observado especialmente naquelas que são abertas a participantes de todos os países.

Afinal de contas, a música é transnacional e não conhece fronteiras, não é mesmo? Além disso, ela pode ajudar o ser humano a superar limites. 

E você, já começou a estudar violino para um dia participar de uma competição internacional? Entende de que maneira a música é importante para unir culturas e integrar indivíduos de diversas etnias e idiomas? Você pode começar suas aulas por aqui mesmo, no Brasil, ou simplesmente aventurar-se em um curso de violino em algum país asiático. Quem sabe, assim, você não aproveita para conhecer culturas e histórias tão apaixonantes quanto a música?

 

 

 

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