Famoso por ser uma técnica que envolve o ofício de unir retalhos variados, formando figuras geométricas, o patchwork está relacionado ao trabalho manual que, traduzido para o português, significa "trabalho com retalhos".

O patchwork também é popularmente conhecido como "colcha da vovó",sendo que, em uma produção desse tipo de artesanato, os recortes de tecidos são feitos de forma simétrica ou assimétrica, a partir da utilização dos quilts que, basicamente,  são desenhos realizados com a máquina de costurar, onde os formatos das produções são, de certa forma, variados - com destaque aos famosos arabescos, as estrelas e os lindos corações.

Uma enorme variedade de peças pode ser confeccionada utilizando a técnica de patchwork, em que podemos destacar enxoval para bebês, manta para sofá, cama para cães, roupas e murais. E tais peças geralmente apresentam três camadas: o tampo, o enchimento e o forro.

Se você tem interesse em aprender a trabalhar com patchwork ou, mesmo se já trabalha no ramo, quer saber um pouco mais sobre essa técnica, confira neste artigo alguns dos principais conceitos acerca de costura para encadernação, os melhores tecidos a serem utilizados para esse tipo de arte e também porque ter aula de patchwork - para começar, de fato, a trabalhar!

A história do patchwork!

Na antiguidade!
A prática do patchwork já existia desde o Egito Antigo!

Desde os primórdios, produções relacionadas ao artesanato sempre fizeram parte da história da humanidade. Especificamente sobre o patchwork é interessante notarmos que desde o antigo Egito essa técnica já existia. Estima-se que o patchwork começo por volta do ano 3400 a.C., quando os faraós se vestiam com peças feitas a partir das sobras dos tecidos.

Essa técnica também esteve presente na guerra, uma vez que, por debaixo das armaduras, os soldados utilizam peças criadas especialmente para tal finalidade.

Ao longo dos séculos, o patchwork foi deixando de ser apenas um mero artesanato para se tornar uma expressão artística em peças criadas para uso pessoal ou decorativo.

Outra característica bem interessante quanto à prática do patchwork é que essa técnica funciona como uma espécie de terapia e, principalmente, como uma excelente opção de fonte de renda.

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Como é a costura para encadernação?

As técnicas de costura para encadernação são diversas, pois cada qual possui certas particularidades que refletem o período histórico da região geográfica onde foram desenvolvidos, bem como as condições em que as respectivas artes foram criadas.

Além disso, os estilo de encadernação são imprescindíveis para um trabalho de patchwork, sendo que os mais utilizados estão relacionados aos estilos Funcional, Estético e Customizado.

Cadernos!
A encadernação artesanal é uma das principais frentes de trabalho para quem faz patchwork!

Levando em conta esses estilos, vale a pena destacar algumas das principais técnicas de encadernação artesanal que, por possuírem suas singularidades, até hoje são utilizadas em grandes produções e aulas de arte e costura. Vejamos:

  • Coptic - traduzido em português, essa técnica é chamada de Copta. Basicamente, ela trabalha a costura trançada, ficando visível na lombada;
  • Japonesa - formada por um conjunto de costuras, o resultado dessa técnica é a formação de um desenho diferente na capa do caderno, sem precisar dobrar as folhas ao meio.
  • Limp - trabalhada a partir de uma capa flexível, essa técnica faz uso tanto de tecido quanto de couro, sendo que as folhas do caderno são costuradas utilizando uma linha presa em uma corda;
  • Romanesque - esse tipo de encadernação se destaca pelo desenho cruzado, os quais formam linhas fixas ao conjunto das folhas e a respectiva capa do caderno ou do livro;
  • Criss-Cross - também chamada de Belga Secreta, os trabalhos dessa técnica se caracterizam pelo fato de que tanto a capa quanto a contra capa e a lombada podem ser feitas separadamente. O interessante é que, quando unidas, dão a ilusão de que foram feitas juntas;
  • Girdle - desenvolvida no período medieval com o intuito de tornar o transporte dos livros ainda mais fácil, essa técnica significa Cinturão. Tal nome se dá em razão de que os respectivos objetos podiam ser carregados presos no cinturão para que as mãos ficassem livres;
  • Triple Chain - utilizada para costurar somente três conjuntos de folhas, essa técnica tem como característica principal a ligação das linhas, as quais lembram os elos de uma corrente;
  • Skewer - em português significa Espeto e, por conta disso, essa técnica é basicamente a utilização de uma longa peça de metal ou madeira, a qual irá conectar todas as folhas do livro ou do caderno;
  • Springback - ao traduzir para o português o termo "springback" chegamos a "retornar à forma original". Trata-se de um técnica de costura embutida capaz de dar flexibilidade ao livro em razão da separação entre a lombada da capa e a do miolo;
  • Longstitch - é um técnica de costura longitudinal, a qual fica destacada na lombada. O estilo Buttonhole é uma das dezenas de variações da longstitch;
  • Leporello - também conhecida como Sanfonada, essa técnica não utiliza linha ou fios para a encadernação. O que ocorre são as uniões entre as folhas, causando a ilusão de que as mesmas foram formadas por uma folha muito cumprida;
  • Diamond - o que é bem marcante dessa técnica é o desenho de um diamante na lombada do livro.

Quais os melhores tecidos para patchwork?

Ao começar a trabalhar com patchwork, é interessante ter como primazia o conhecimento dos tecidos mais utilizados para as respectivas técnicas, lembrando que, normalmente, os mais comuns são de algodão - talvez por serem mais resistentes e fáceis de lavar.

Somente algodão!
Na técnica da patchwork, o tecido de algodão é o mais utilizado!

Não tem jeito, a utilização de tecidos 100% algodão acaba sendo mais indicado para esse tipo de técnica, uma vez que proporciona melhor caimento para peças que têm contato direto com a pele, tais como mantas e colchas.

Se você planeja começar a trabalhar com patchwork, saiba que os tipos de tecidos mais utilizados no patchwork são:

  • Americano cru - parecido com o algodão cru, esse tecido se destaca por ter melhor qualidade e uma cor mais uniforme;
  • Tricoline - com um toque diferenciado, devido ao fio penteado usado em sua construção, o tricoline são tecidos bem mais leves e fáceis de serem trabalhados;
  • Brim - usado comumente em toalhas de mesa, o brim também é ideal para quem vai produzir avental, bolsas, guardanapos, colchas e mantas;
  • Jeans - resiste e flexível, o jeans é uma tecido 100% algodão que pode ser utilizado para quem pretende trabalhar com colchas, mantas, bolsas e tapetes;
  • Piquê - muito usado em enxoval de bebê, o piquê é também um tecido de algodão, mas com um toque bem macio e suave;
  • Sarja - com diversas opções de cores lisas e estampadas, a sarja é um tecido 100% algodão que, normalmente, é usada para fazer necessaires, mantas, tapetes, bolsas, sacolas e capas de almofadas;
  • Percal - muito comum em forro de colchas e mantas, o percal possui características ideais para quem planeja trabalhar com peças que entram em contato direto com a pele, principalmente para os bebês.

Por fim, vale a pena fazer uma consideração a respeito da opção de se usar tecidos importados para patchwork. Sem dúvida, são excelentes, mas é importante deixar claro que os preços são bem mais altos comparados aos tecidos nacionais.

Aulas para aprender patchwork

Considerando que trabalhar com patchwork é colocar em prática seu lado artístico, promover para si mesmo uma espécie de terapia e, até quem sabe, garantir uma boa renda extra, é pertinente levar em conta que é super válido buscar opções de cursos de patchwork no Brasil.

Há diversas instituições que promovem aulas de patchwork desde um sistema presencial até online. Há também muitas plataformas que dispões de excelentes profissionais que ministram cursos nessa área, os quais oferecem uma metodologia totalmente  pensada para o objetivo do aluno - o Superprof é uma delas que dispõem de cursos de patchwork para todos os estados brasileiros.

Uma vez que você tem aulas para aprender patchwork, o conteúdo apresentado aborda desde o nível básico até o mais avançado, sendo que todos os conteúdos apresentados ao longo dos encontros com o instrutor, serão trabalhados tópicos relacionados à utilização correta da máquina de costura para fazer patchwork, bem como o domínio da costura reta, além de outras técnicas essenciais para fazer com que tão longo você se torne um profissional no ramo.

Novas Oportunidades!
Com o patchwork, o aluno tem acesso a diversas possibilidades de produzir e ganhar dinheiro!

Além disso, você tem acesso às principais informações sobre quais os tecidos mais utilizados em um trabalho de patchwork, sem falar nos blocos mais comuns considerados nas produções, em que podemos destacar o Nine-Patch, o Quadrado de Dois Retângulos, o Quadrado de Quatro Quadrados, o Quadrado de Dois Triângulos, o Catavento, o Quadrado de Tiras, o Quadrado Múltiplo, e o Falso Viés que, basicamente, é utilizado para dar o acabamento perfeito das peças - de forma simples, mas com um toque muito especial.

Ao aprender como trabalhar com patchwork, o aluno descobre inúmeras possibilidades de produção, tanto se o mesmo pretende vender suas respectivas produções quanto presentear alguém.

Ele pode ainda prestar serviços para diversos setores de decoração que, muitas vezes, precisam de pessoas talentosas e com muita sensibilidade na hora de criar peças lindas e com acabamentos impecáveis!

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Erico

Professor, roteirista, redator e CEO da ecKOa Conteúdos, além de músico nas horas vagas.