A arte de bordar é milenar e mesmo com tantas transformações (no que diz respeito a processos de fabricação) ela manteve sua essência, se tornando uma fonte de renda para muitas pessoas - ainda mais com os avanços tecnológicos.

Trata-se de uma prática apreciada por muitos brasileiros e que se caracteriza como um trabalho de ornamento em tecidos, a partir de fios diferenciados, os quais formam diversos desenhos em vários tipos de panos, onde podemos destacar toalhas de banho e mesa, fraldas de pano, enxoval para casamento, enxoval para bebês, manta para sofá, roupas e muitos tipos de peças que contam com um toque de delicadeza e bom gosto!

Se você tem interesse em aprender a bordar, não deixe de acompanhar este artigo até o final para saber um pouco mais da história dessa arte manual, bem como as principais informações sobre um curso de bordado para iniciantes, a diferença entre bordado na máquina de costura e feito à mão, além de diferentes estilos dessa prática que pode ser uma excelente oportunidade de negócio para muita gente.

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A história do bordado

Assim como muitas manifestações artísticas, o bordado é uma prática antiga em que, para se ter uma ideia, as agulhas eram feitas de ossos, enquanto que as respectivas linhas vinham de fibras vegetais e até de tripas de animais.

O Oriente Médio foi uma das primeiras regiões a trabalhar com técnicas do bordado, sendo que somente a partir do século VII essa arte chegou ao Ocidente.

A intensificação das produções, com figuras que se assemelhavam às cenas de pinturas religiosas e históricas, por exemplo, somente aconteceram nos séculos seguintes, tanto que muitos mosteiros praticamente se transformaram em oficinas de artesanato.

O ponto alto dessas produções estão nos séculos que vão de XVI e XVIII com destaque às criações de bordados em toalhas de mesa (totalmente enfeitadas) e roupas íntimas (com detalhes nos bordados brancos).

Transformações!
A primeira máquina de bordar foi inventada no século XIX!

A primeira máquina de costurar e bordar data do século XIX , enquanto que no século XX surge o bordado em máquina de costura zig-zag industrial. Essas inovações, no entanto, garantiram maior produtividade, exigindo do bordador mais agilidade e habilidade no movimento manual do bastidor.

As bordadeiras eletrônicas profissionais e industriais começaram a dar o ar da graça em meados dos anos de 1980, sendo que hoje (40 anos depois) os softwares de criação se tornaram os principais aliados dessa prática artística, garantindo facilidade, além de muita praticidade, produtividade e uma renda significativa para quem tem domínio das técnicas e está bem atualizado com as recentes inovações do mercado de bordados.

Como é o curso de bordado para iniciante?

Seja como hobby ou mesmo como uma fonte de renda, trabalhar com bordado é terapêutico, pois envolve muita criatividade e aproveitamento de tempo.

Mas, se você acha que isso fica restrito somente àquelas pessoas que sabem como bordar uma toalha ou uma peça de roupa, saiba que não precisa ser assim, afinal, no Brasil há muitos cursos de bordado que podem ser feitos de forma presencial como também à distância.

Criando a beleza!
Em muitos cursos de bordado, peças lindas já são produzidas nas primeiras aulas!

E principalmente para quem está começando, esses cursos de bordado oferecem várias técnicas que garantem peças lindas logo nas primeiras aulas.

Basicamente, um curso de bordado para iniciantes trabalha com os pontos mais básicos e versáteis, sendo que cada possibilidade criativa é abordada, estimulando, assim, o desenvolvimento como trabalho autoral.

Em geral, as pessoas que planejam fazer um curso particular de bordado, e que nunca tiveram contato com essa arte, vão aprender nas primeiras aulas competências que têm a ver com:

  • Ponto Cruz;
  • Ponto Paris;
  • Ponto Matiz;
  • Ponto Cheio;
  • Ponto Caseado;
  • Ponto Corrente;
  • Ponto Rococó;
  • Ponto Sombra;
  • Bordado em fita;
  • Bordado em vagonite;
  • Bordado à máquina (todos os tipos).

Qual a diferença do bordado na máquina de costura e o manual?

Bordar é como a vida. Ao construir cada ponto é um pouco de idas e vindas, sempre com paciência e resiliência. Essa metáfora só é possível no bordado feito à mão, pois além de pertencer a uma técnica que revive tradições milenares, também nos faz silenciar e desconectar pelo simples exercício de passar a agulha e a linha no tecido, em um coreografado vai e vem...

Valor Emocional!
Para muitas pessoas, bordar de forma manual um vestido de casamento, pode ter um significado importante!

Dentre algumas diferenças que poderíamos expor sobre o bordado feito à mão e por máquina, é pertinente destacar que tal distinção é mais evidente para quem está aprendendo a trabalhar com os diversos estilos de bordados, tendo em vista que são mais de 100 pontos existentes.

O bordado feito à mão é indicado para quem está começando e não tem habilidade com a máquina, mesmo porque, em um curso é ensinado como fazer bainhas à mão (com pontos), sendo que o primeiro tipo é o Ponto Paris, seguido de outras técnicas, tais como o ponto matiz, caseado e rococó.

Uma arte de bordado feita à mão garante mínimos detalhes, os quais podem ser comparados a uma pintura. Todavia, uma produção dessa, em larga escala, não é totalmente possível, já que demanda muito tempo para sua completa produção.

Já com relação ao bordado feito à máquina, o que acaba caracterizando como um grande diferencial é o simples fato de se garantir maior produtividade, até mantendo a qualidade e eficiência, mas tendo a certeza de que uma demanda pode sim ser alcançada. Vale lembrar que, com o advento da máquina, a mecanização dessa prática acabou gerando alta produtividade.

Trabalhar o bordado utilizando máquina é indicado, mesmo em um curso inicial, para aquelas pessoas que já tiveram um contato prévio com a costura feita à mão e têm noção do funcionamento de algumas das principais máquinas de bordar.

Assim sendo, é possível compreender que tanto o bordado manual quanto aquele que é feito por máquina convivem juntos há tempos e a preferência de qual é mais interessante vai depender da intenção na hora de produzir, haja vista que bordar de forma manual um enxoval de casamento pode ter um significado importante para quem o fará.

A escolha por uma ferramenta que agilize os processos também é valida, desde que a qualidade seja mantida e a genuína alma dessa arte milenar fique também estampada naquele objeto.

Os diferentes estilos de bordado

Para quem se interessa em saber como trabalhar com bordado é interessante destacar que o que define o tipo de cada produção é a técnica a ser utilizada.

Arte na agulha!
Trabalhar com bordado é colocar em prática o lado artístico!

E considerando que trabalhar com bordado é colocar em prática seu lado artístico, promover para si mesmo uma espécie de terapia e, até quem sabe, garantir uma boa renda extra, é pertinente levar em conta essas peculiaridades relacionadas aos principais pontos de bordados, os quais se caracterizam da seguinte maneira:

  • Ponto Cruzado - tido como um dos modelos mais conhecidos no bordado, o ponto cruz precisa ser trabalho com bastante delicadeza e cuidado durante a produção de uma peça, já que cada ponto necessita ser bem fechado. Nesse tipo de bordado é preciso contar com uma folha que ficará embaixo do tecido, além de linhas meadas, agulhas e gráficos com o desenho desejado. No estilo ponto cruz, é possível produzir roupas, panos de prato, toalhas de mesa e de banho, além de fraldas, tapetes e tantas outras peças para enxovais, por exemplo;
  • Ponto Russo - essa é uma das técnicas mais fáceis para quem está aprendendo como criar bordado de desenhos de vários objetos, tais como, carros, casas, letras, flores e animais. Se o talento para desenhar não é lá essas coisas, é possível comprar moldes em casas de costura (ou pela internet), sendo que esses moldes com riscos de desenhos servirão de base para que as formas com as linhas sejam feitas no tecido;
  • Bordado Vagonite - há duas formas que podemos trabalhar com esse estilo de bordado: vagonite em linha e vagonite em fita. Ao trabalhar com linha será necessário se ater a uma costura a partir de formas mais simples, simétricas e mais retas. Trata-se de um técnica bastante usada para acabamentos mais finos e delicados em alguns tipos de roupas, tolhas de mesa e banho, além de roupões. o Vagonite de linha é o preferido da galera que está começando a trabalhar com bordado. Já o vagonite de fita utiliza fitinhas finas (ou se preferir, fitas grossas) para compôr o desenho do bordado que também precisa seguir o traço e a linha de forma mais simétrica e geométrica;
  • Bordado com Fita - para quem quer aprender a fazer um acabamento mais delicado e charmosos em fraldas de tecido, caminhos de mesa e toalhas, por exemplo, o bordado com fita e uma técnica super recomendada, pois além de ser fácil de fazer e ser diferenciada no resultado final, ela também vende super bem. É uma técnica semelhante ao vagonite de linha que pode ser usada para bordar capas de almofada e pano de prato, por exemplo;
  • Ponto de Cetim - esse tipo de bordado é voltado às produções relacionadas às pequenas partes dos tecidos, pois a mesma será responsável por criar composições bem mais detalhadas e delicadas. É possível criar formas de desenhos na respectiva fita utilizando alfinetes e, depois, fazer a sua costura no tecido. Os trabalhos que envolvem bordado com ponto de cetim são bem comuns em toalhas de mesa e banho, entre outras peças.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a arte de bordar, a dica final é começar hoje mesmo a buscar um curso de bordado para iniciantes (ou até mesmo para quem já manja das técnicas e quer aprimorar mais) e, assim, fazer dessa nova prática uma espécie de terapia, tendo também a chance de fazer uma graninha no final do mês!!!

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Erico

Professor, roteirista, redator e CEO da ecKOa Conteúdos, além de músico nas horas vagas.