A culinária do Brasil é fruto de uma mistura de ingredientes europeus e de povos indígenas e africanos. Muitas das técnicas de preparo e ingredientes são de origem indígena, tendo sofrido adaptações por parte dos escravos e dos portugueses.

Esses últimos faziam adaptações dos seus pratos típicos, substituindo os ingredientes faltantes por correspondentes de origem local. A feijoada, prato típico do país, é um exemplo disso.

Os escravos trazidos ao Brasil desde fins do século XVI, somaram à culinária nacional elementos como o azeite-de-dendê e o cuscuz. As levas de imigrantes recebidas pelo país entre os séculos XIX e XX, vindos em grande número da Europa, trouxeram algumas novidades ao cardápio nacional e concomitantemente fortaleceu o consumo de diversos ingredientes.

Hoje, podemos dizer que a culinária brasileira é resultado de uma grande miscigenação. Vamos conhecer um pouco de cada influência?

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A culinária indígena brasileira

Moqueca, caruru, paçoca, tapioca, beiju, mingau são apenas algumas das receitas mais conhecidas e das formas de preparar ingredientes com influência indígena.

Os ingredientes da alimentação básica dos índios era a macaxeira (mandioca ou aipim), milho, raízes, algumas folhas e frutos de palmeiras como: palmito, cocos, carnes de caças, peixes, castanhas e frutos silvestres.

Outro ponto importante: a caça era uma das principais fontes de alimento para o indígena. Porco-do-mato, paca, veado, macaco, javali, capivara, cotia, tatu, gato-do-mato e anta faziam parte da sua dieta.

Maniçoba comida no Pará com folha de mandioca
Maniçoba no Pará - Fonte da imagem: Wikipedia

Há uma grande quantidade de alimentos de origem indígena, assim como a forma de prepará-los e de consumi-los, que foram assimilados pela culinária brasileira. Podemos dizer com certeza que o grande destaque é a mandioca.

Ela continua sendo um dos alimentos mais consumidos pela população brasileira. Três quartos do Brasil consomem diariamente farinha de mandioca, numa variedade impressionante de pratos: “piracuí”, a farinha de mandioca misturada à farinha de peixe bem seco e socados no pilão; pirão, farinha de mandioca misturada ao caldo de peixe; e o tradicional tutu.

Além disso, o tacacá, prato tradicional do Pará, tem dois de seus componentes representados pela mandioca: a goma de tapioca e o tucupi; e o pato no tucupi, que tem como componente o tucupi, subproduto da mandioca.

Além desses, existe ainda uma grande variedade de biscoitos, bolos, bolinhos, broas, farofas, mingaus, pudins, purê, roscas, sequilhos e molhos, entre eles o tucupi e o quinhapira.

Outro ingrediente de grande destaque que comprova a presença indígena em nossa alimentação é o milho. Com o milho, os indígenas preparavam: a “acanjic”, canjica; a “abatiuy”, farinha de milho; a “pamuna”, pamonha; o mingau feito com milho pilado, conhecido como munguzá; e a popular pipoca.

Da mesma forma como com a farinha de mandioca, com a farinha de milho prepara-se uma variedade semelhante. Alguns exemplos de comidas brasileiras que tiveram influência da culinária indígena constam a seguir.

Canjica no plástico.
Canjica
Tapioca com recheio.
Tapioca
Pirão, farofa, arroz e moqueca.
Pirão

Quais eram os principais alimentos dos índios antigamente?

Os primeiros habitantes das terras brasileiras tinham uma alimentação baseada no que a natureza oferecia. Portanto, os indígenas comiam milho, aipim, mandioca, coco, frutas, peixes e carnes, que eram obtidas através da atividade de caça.

Além disso, eles preparavam farinhas, bebidas e óleos a partir da rica vegetação brasileira, como da carnaubeira, do buriti e do babaçu. Os indígenas também utilizavam bastante uma fruta: o caju, seja para fazer licores, sucos, vinhos ou até mesmo farinha, utilizando a sua castanha.

Assim, como a castanha de caju, a castanha do Pará e o mel também eram outros alimentos muito presentes na culinária indígena. Por fim, a sua comida era bastante temperada, sendo regada à pimenta, ervas silvestres, limão e sal.

O que foi herdado da culinária indígena na nossa alimentação?

Como já foi possível perceber, a culinária indígena tem forte influência na nossa alimentação. Podemos citar vários alimentos que fazem parte do nosso cardápio no dia a dia, como: mandioca, a qual é utilizada para preparar beiju, pirão e tapioca.

Outro "item" bastante utilizado pelos indígenas era o milho, o qual se fazia bolo de milho, pamonha e diversas outras iguarias. Além disso, a moqueca de peixe, a paçoca, o pirão e a jiquitaia são outros alimentos que fazem parte do dia a dia do brasileiro, e são provenientes da culinária indígena. Só de citar, já deu água na boca, não é mesmo?

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A influência da colonização na gastronomia brasileira

Como vimos, a gastronomia brasileira já possuía suas particularidades antes da chegada dos europeus no continente. Porém, foi no século XVI, quando chegaram os primeiros europeus, que se iniciou o choque de culturas e de costumes gastronômicos.

Isso porque os portugueses, acostumados com comidas que deveriam durar uma travessia do Atlântico, apresentaram aos nativos comidas como as carnes secas, o toucinho, a cerveja e os peixes salgados.

A batata, a farinha de trigo, os tomates e os molhos de tomate estavam presentes durante toda a colonização, mas ficaram ainda mais na virada do século 20, com a chegada dos imigrantes italianos.

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Em troca dessas novas iguarias, os europeus conheceram os alimentos cultivados pelos indígenas, os mais famosos dentre eles, são:

  • mandioca;
  • milho;
  • abóbora;
  • feijão;
  • cará;
  • banana;
  • castanha.

Posteriormente, dos imigrantes chegados ao Brasil do século XIX ao início do século XX, como alemães, italianos, espanhóis, sírio-libaneses, japoneses, foram os alemães e italianos que deixaram maiores influências na culinária nacional.

Os alemães não muito numerosos, vindos de diferentes regiões da Alemanha e limitados ao Sul e Sudeste do país, apenas reforçam o consumo de gêneros já utilizados pelos portugueses como a cerveja, a carne salgada, sobretudo de porco e as batatas.

Vatapá paraense direto do Pará feito com pão e camarão no Brasil
Vatapá - Fonte da imagem: Wikipedia

Ao mesmo tempo em que mantêm o consumo de alguns gêneros como as salsichas, a mortadela, o toucinho e a cerveja, mostram-se adaptativos substituindo o que lhes falta da terra natal por matérias-primas locais. As comidas típicas da Alemanha não se difundem pelo país.

Os italianos por sua vez, em maior número e mais espalhados pelo território nacional conseguem impor as massas de farinha de trigo e os molhos. O macarrão italiano tornou-se alimento complementar, ao lado da farofa, do feijão, do arroz e das carnes.

Além do macarrão, outras massas italianas foram trazidas como a pizza, o ravioli e a lasanha e outras comidas que não massas como os risottos e a polenta. Divulgaram também o sorvete como doce e sobremesa. Fortaleceram o gosto pelo queijo, usado em todas as massas, tanto que o queijo passa a ser consumido junto com doces e frutas, como com a goiabada, ou sozinho, assado.

Influência da culinária portuguesa no Brasil

Já que os portugueses foram os colonizadores do Brasil, podemos afirmar que esse povo influenciou bastante a culinária brasileira - assim como diversos outros aspectos culturais do país, como a música, as brincadeiras, as festividades e, sobretudo, a língua.

As comidas brasileiras sofreram também forte influência das diversas matrizes, inclusive da portuguesa.

Você gosta de feijoada? Pois bem, esse prato tem influência da culinária portuguesa. Além dele, podemos citar o pão de ló, a marmelada, o caldo verde, o quindim, a bacalhoada e o arroz doce.

Ademais, os portugueses trouxeram verduras, legumes e frutas para o território brasileiro, alface, pepino, couve, alho, jaca, couve... A partir disso, já dá para perceber a importância da influência portuguesa no uso do tempero na culinária brasileira, não é mesmo?

Influência da culinária alemã no Brasil

Como já foi dito, a culinária alemã foi uma das mais influentes na cozinha brasileira. Isso é decorrente da chegada dos alemães nas terras do sul e sudeste do Brasil. Inclusive, essa região possui influência da cultura da Alemanha não só em termos de culinária, mas também em diversos outros âmbitos.

Manteiga, nata, bacon, queijos, carne de porco, batatas... Esses são alguns dos alimentos que costumamos comer no dia a dia, e foram influenciados pela culinária alemã. Além disso, o prato "eisbein", que é regado à joelho de porco e chucrute, também veio da Alemanha.

Joelho de porco assado com tomates.

O eisbein conta com joelho de porco, cebola, louro, suco de limão, sal, pimenta do reino, alho e ervas aromáticas em sua receita. Portanto, esse prato é uma verdadeira delícia, não é mesmo? Não é à toa que, dos pratos alemães, esse se tornou um dos mais populares no Brasil!

Influência da culinária italiana no Brasil

Você sabia que uma grande quantidade de italianos chegou ao Brasil, entre o século XIX e XX em busca de maiores oportunidades? Nesse período, eles trouxeram também a sua cultura para o nosso país, incluindo a sua deliciosa culinária.

Nozes, avelã, vinhos, pães, amêndoas, alcaparras, mussarela de búfala, ervas, tomate... Tudo isso faz parte da culinária brasileira devido à influência italiana. Além disso, não podemos esquecer das deliciosas pizzas e outros tipos de massas, como lasanha, fettuccine e gnocchi.

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A cultura africana dentro da comida no Brasil

Nosso cardápio tem forte influência negra: os temperos, o preparo e o ritual que para as religiões afro-brasileiras passa pelo alimento destinado a cada orixá.

A alimentação cotidiana na África por volta do século XVI incluía arroz, feijão (feijão-fradinho), milhetos, sorgo e cuscuz. A carne era em sua maior parte da caça abundante de antílopes, gazelas, búfalos, aves, hipopótamos e elefantes. Além disso, a população africana:

  • Pescavam pouco, de arpão, rede e arco;
  • Criavam gado ovino, bovino e caprino, mas a carne dos animais de criação era em geral destinada ao sacrifício e trocas; serviam como reserva monetária;
  • Preparavam os alimentos, assando, tostando ou cozendo-o e para temperar a comida tinham apreço pelas pimentas, mas também utilizavam molhos de óleos vegetais, como o azeite de dendê que acompanhavam a maioria dos alimentos.

O escravo era apresentado aos gêneros brasileiros antes mesmo de deixar a África, recebendo uma ração de feijão, milho, aipim, farinha de mandioca e peixes para a travessia. A base da alimentação escrava não variava de acordo com a função que fosse exercer, quer fosse nos engenhos, nas minas ou na venda. Essa base era farinha de mandioca.

Vatapá, farofa e quibebe são pratos que "chegaram" ao Brasil através da culinária africana! Portanto, as comidas brasileiras sofreram também forte influência das diversas matrizes.

Ela variava mais em função de seu trabalho ser urbano ou rural e de seu proprietário ser rico ou pobre. A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; nas pobres era de farinha, laranjas e bananas.

Nas cidades, a venda de alguns pratos poderia melhorar a alimentação do escravo através dos recursos extras conseguidos. Os temperos usados eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. Este último tem sua origem nas Índias e seria usado na costa leste da África já no século XVI, sendo trazido para o Brasil onde é utilizado para regar peixes, mariscos, o arroz-de-coco, o cuscuz, o mungunzá e ainda diversas outras iguarias.

Cuscuz com carne seca
Cuscuz com carne seca -Fonte da imagem: Wikipedia

Prato apreciado no Brasil atualmente, o cuscuz era conhecido em Portugal e na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Surgido no norte da África, entre os berberes, ele podia ser feito de arroz, sorgo, milhetos ou farinha de trigo e consumido com frutos do mar.

Com o transporte do milho da América ele passou a ser feito principalmente deste. No Brasil é, por regra, consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes.

Em resumo, podemos afirmar que a gastronomia do Brasil sofreu forte influência dos europeus, dos africanos, e sobretudo, dos indígenas. Assim formou-se o cardápio da cozinha brasileira que vemos hoje. Porém, é importante ressaltar que a nossa culinária sempre se reinventa, e está a cada dia mais especial e única.

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As superstições da cozinha brasileira

A cozinha brasileira é repleta de superstições. Há quem diga que não se pode tomar uma vitamina de manga com leite e que o consumo de uvas, na virada do ano, trás sorte... Vamos conhecer melhor essas tradições da culinária do Brasil?

Comer manga e tomar leite

Um mito clássico e histórico. Na verdade, a associação da fruta e da bebida não tem nada de maléfica e é bem saudável. Essa crença tem origem nos tempos coloniais, onde o leite era considerado como um produto “raro”. Ou seja, apenas a elite era capaz de pagar pelo leite. Para evitar confusão, os “senhores” diziam aos escravos que a mistura desses dois elementos podia levar à morte.

Lentilha na virada do ano

Grãos, como por exemplo a lentilha, possuem o formato de moedas. É comum em muitos países as pessoas comerem algum tipo de grão para ganhar dinheiro e ter um Ano-Novo próspero. Algumas pessoas também afirmam que comer uma ervilha em cada dia do ano traz sorte.

Jogar sal sobre os ombros, o que significa?

O sal já foi considerado como algo extremamente valioso em alguns períodos da história do Brasil. Dessa forma, desperdiçá-lo poderia ser um ato passível de punição que, inclusive, poderia levar à morte de quem o utilizasse de forma inadequada.

Durante algum tempo, jogar sal sobre o ombro esquerdo poderia ser considerado como um castigo. A origem dessa lenda popular está nos povos turcos. Mas por outro lado, também era algo que poderia ser feito para "expulsar demônios", visto que a crença era de que sempre havia um sobre nosso ombro, nos incentivando a fazer algo errado.

Comer uvas para ter sorte

No Brasil, esta é uma das superstições presentes na noite de virada do Ano Novo. Segundo aqueles que acreditam, basta comer 12 uvas verdes à meia-noite do dia 31 de dezembro. O objetivo é garantir muito dinheiro no bolso para o próximo ano.

Mas ainda existe outra possibilidade: comer 12 uvas e guardar suas sementes em um guardanapo. Em seguida, guardar o guardanapo na carteira sem prazo. Segundo a superstição, essas sementes atraem dinheiro.

Diante de todas essas informações e das influências sofridas pelo Brasil quando o assunto é cultura, deu para perceber o quanto esse país é diverso, havendo uma rica miscigenação. Aqui, saboreamos carnes, vegetais, frutos do mar e diversos tipos de sobremesas. Isso ocorreu porque houve interação de vários povos com o nosso país, ocorrendo colonização, chegada de africanos e europeus, etc.

Além da influência indígena, africana e europeia, podemos afirmar ainda que, apesar de em menor intensidade, a cozinha brasileira também foi influenciada pela cultura oriental, árabe e norte-americana. Árabe porque consumimos esfihas, kibes e coalhadas; oriental porque costumamos nos alimentar de sushi e sashimi; e norte-americano, porque aqui as pessoas comem hot dogs e hambúrgueres.

Culinária brasileira no Sul do Brasil

A culinária do sul do Brasil é uma fusão rica de influências culturais e tradições locais. Composta pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a região é conhecida por suas paisagens deslumbrantes, culturas diversificadas e, claro, uma gastronomia única que reflete suas raízes europeias, especialmente alemãs e italianas.

A cultura do vinho e plantações de uva

No Rio Grande do Sul, a Serra Gaúcha é o centro da produção de vinho no Brasil. Colonizada principalmente por imigrantes italianos, a região é famosa por suas vinícolas e plantações de uva que produzem vinhos de alta qualidade.

Cidades como Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul são destinos populares para os amantes do vinho, oferecendo tours pelas vinícolas, degustações e festivais de colheita. O vinho produzido aqui, principalmente o espumante, ganhou reconhecimento nacional e internacional.

Chopp de vinho

O chopp de vinho é uma bebida popular no sul do Brasil durante festas e eventos culturais. Esta bebida refrescante é uma mistura de vinho tinto com chope, servida bem gelada.

É uma alternativa leve e refrescante ao vinho tradicional, perfeita para os dias quentes de verão. O chopp de vinho é uma amostra da criatividade e inovação na culinária sulista, combinando técnicas tradicionais com novas tendências.

Fenarreco – festa nacional do marreco

A Fenarreco, ou Festa Nacional do Marreco, é um evento cultural realizado em Brusque, Santa Catarina. Inspirada nas tradições alemãs, a festa celebra a culinária, a música e a dança típicas da Alemanha.

Fotografia da Festa Nacional do Marreco
Fonte da imagem: Divulgação pública - Prefeitura de Brusque

O destaque do evento é o prato principal, o marreco recheado, servido com repolho roxo e purê de batatas. Além disso, a Fenarreco conta com desfiles, apresentações de grupos folclóricos e competições de chope em metro, proporcionando uma experiência cultural completa.

Oktoberfest

A Oktoberfest de Blumenau, Santa Catarina, é uma das maiores festas alemãs fora da Alemanha. Realizada em outubro, a festa atrai milhares de visitantes que vêm para desfrutar da comida, da música e, claro, da cerveja. A culinária durante a Oktoberfest é um verdadeiro banquete de pratos alemães, incluindo pretzels, joelho de porco, salsichas variadas e strudel de maçã. As competições de chope em metro e os desfiles típicos são atrações imperdíveis, celebrando a rica herança alemã da região.

A influência alemã na culinária do sul do Brasil é evidente em pratos como o chucrute, o eisbein (joelho de porco) e a linguiça Blumenau. A linguiça Blumenau, originária da cidade de Blumenau, é um embutido de sabor marcante, feito com carne suína e temperos especiais. É usada em diversas receitas, desde pratos principais até aperitivos, sendo um item indispensável em churrascos e festas.

Morcela no sul do Brasil
Morcela é parecida com linguiça blumenau, mas feita com sangue de porco coalhado no interior de Santa Catarina, Fonte da imagem: Wikipedia

Além das influências alemãs, a culinária sulista também é marcada por pratos italianos, como a polenta, a sopa de capeletti e as massas caseiras. No Rio Grande do Sul, o churrasco é uma tradição venerada, com cortes de carne assados lentamente em fogo de chão. Em Santa Catarina e no Paraná, frutos do mar frescos são ingredientes comuns, refletindo a proximidade com o litoral.

A região sul do Brasil é famosa por suas festas e celebrações que exaltam a cultura, a gastronomia e as tradições locais. Além da Fenarreco e da Oktoberfest, há outras festas importantes, como a Festa da Uva em Caxias do Sul, que celebra a colheita das uvas com desfiles, shows e muita comida típica. Essas festividades são uma oportunidade única de experimentar a diversidade cultural e gastronômica da região.

A culinária do sul do Brasil é um reflexo de sua rica herança cultural, combinando tradições europeias com ingredientes locais para criar uma gastronomia única e deliciosa. Desde os vinhos premiados da Serra Gaúcha até os pratos típicos das festas alemãs, a região oferece uma experiência culinária inesquecível. As festas como a Fenarreco e a Oktoberfest não são apenas celebrações da comida, mas também da cultura e da comunidade, mostrando o melhor do sul do Brasil em termos de hospitalidade e tradição.

E aí, gostou de conhecer as influências da cultura "de fora" na culinária brasileira? Esperamos que o nosso artigo tenha enriquecido o seu conhecimento sobre o assunto. Para compartilhar essas informações, encaminhe este artigo para os seus amigos! Além disso, deixe o seu comentário e faça aulas de culinária para aprender a cozinhar com eficiência!

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Daiane Souza

Daiane Souza

Jornalista (0007147/SC) e redatora SEO com vasta experiência em diferentes empresas: Receitinhas, Yooper, Marfin, Petrosolgas, Diário Prime, Superprof, Tec Mobile, Hora de Codar e muito mais!