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Falar a língua de Shakespeare no país do Tio Sam

De Glicia, publicado dia 17/09/2018 Blog > Idiomas > Inglês > As diferenças entre inglês americano e britânico

O inglês é uma das línguas mais faladas no mundo e uma das mais importantes, tanto do ponto de vista político como econômico.Graças à sua gramática simples, se comparada a outras línguas, o inglês pôde se expandir pelo mundo todo sem dificuldades.

A língua de Shakespeare só ganhou destaque nas principais transações comerciais e diplomáticas quando os Estados Unidos se afirmaram como primeira potência mundial, após a Primeira Guerra. Sua influência, que antes era apenas financeira, passou a ser também cultural.

Surgiu então o american way of life e a influência americana sobre os demais países do globo se intensificou durante a Guerra Fria e após o declínio da União Soviética.

Fato é que, o inglês americano tem preferência nas escolas de idiomas. Por ser a língua mais usada no cinema e nas séries de TV, sua influência, em especial nos países da América é muito grande.

Além disso, a indústria musical americana também é muito forte, o que influencia fortemente nossa forma de falar inglês. Tanto é que cursos de inglês britânico costumam ser mais caros, pois são menos populares.

Você sabe quais são as principais diferenças entre o inglês americano e o britânico? Além do sotaque, existem algumas outras diferenças que veremos a seguir. Se você ficou curioso leia nosso artigo até o final.

As origens históricas do inglês americano

Historicamente falando, os Estados Unidos são um país relativamente jovem. O inglês foi introduzido no território americano através da colonização inglesa.

Antes da chegada dos ingleses, outros povos já habitavam o território que hoje constitui os Estados Unidos da América: holandeses, franceses, espanhóis, além dos povos indígenas. Toda essa diversidade se refletia não apenas nos costumes, mas também na língua.

A ruptura com a Inglaterra deu origem a uma nova língua inglesa, diferente da língua do colonizador. A língua inglesa foi o elo que permitiu a unificação dos Estados Unidos e a construção de uma identidade nacional.

Após a independência do país, surgiu uma importante questão: saber qual seria a língua oficial dessa nova nação cheia de sonhos e esperança. Segundo os resultados do primeiro censo realizado em 1790 para saber qual era o idioma mais falado no país, de um total de 4 milhões de americanos recenseados, 90% eram descendentes de colonos ingleses.

Não havia dúvidas de que o inglês seria a língua adotada pela jovem nação. A grande questão era saber qual “inglês” seria escolhido. A maioria concordava que o idioma do colonizador não seria condizente com o espírito de liberdade e esperança que todos sentiam.

Os founding fathers, como eram chamados os fundadores do país, sabiam que o inglês falado pela jovem nação americana seria muito diferente do inglês falado pelos colonizadores, e uma parte dessa diversidade provavelmente se deu pelo fato dos Estados Unidos terem recebido um grande fluxo de imigração entre 1607 e 1840.

O que a princípio poderia ser uma ameaça à unificação e à  criação de uma identidade nacional, foi na realidade o que uniu os americanos, tornando o inglês um elo importante no processo de construção do país.

Há diferentes explicações para essa uniformidade linguística. A primeira delas é a constante movimentação da população, que costumava ir de um lugar a outro do país com bastante frequência. Isso levava a um convívio constante entre diferentes nacionalidades e o efeito positivo foi de uni-las em vez de separá-las.

Esse contato frequente entre diferentes culturas e línguas obrigava as pessoas a se comunicarem somente em inglês, para facilitar a compreensão, o que evitou a formação de dialetos. Nos Estados Unidos existem alguns regionalismos, é claro, mas nada muito profundo.

Outro fator importante que contribuiu para a unificação linguística nos Estados Unidos foi o desejo de participar de uma identidade nacional, bem como as pressões sociais e econômicas que faziam com que as pessoas naturalmente adotassem uma forma padrão de língua.

Dessa maneira, os recém-chegados sentiam a necessidade de ser parte integral da vida americana e a principal forma de integração era o domínio da língua inglesa.

As particularidades do inglês americano

Se você é adepto de filmes e seriados americanos, você provavelmente já ouviu a expressão “sup y’all“, que nada mais é do que a contração da frase “what’s up you all“. Uma das características do inglês americano são as contrações frequentes não apenas na língua falada, mas também na língua escrita.

especificidades encontradas no inglês americano Além do sotaque, o inglês americano possui léxico e gramática um pouco diferentes do britânico.

Outra especificidade do inglês americano está no sotaque. O inglês americano é uma evolução natural do inglês britânico e muitas de suas características  são decorrentes do contato com outros idiomas e dialetos.

Como citamos anteriormente, os Estados Unidos recebeu muitos imigrantes ao longo de sua história. Todos esses encontros linguísticos permitiram o surgimento de uma nova língua, com sotaque, léxico e gramática diferentes do inglês britânico.

A maior diferença que podemos perceber em relação aos sotaques britânico e americano está na posição da sílaba tônica. Vejamos alguns exemplos tirados do site blog.abaenglish.com. A parte em negrito representa a sílaba tônica:

  • britânico: address → americano: address
  • britânico: adult → americano: adult
  • britânico: ballet → americano: ballet
  • britânico: brochure → americano: brochure
  • britânico: cafe → americano: cafe 
  • britânico: advertisement → :americano: advertisement

Além do sotaque, existem também diferenças na pronúncia americana.  Um bom exemplo disso é a pronúncia do “a” em algumas palavras, que no inglês americano é pronunciado como /æ/ ao invés de /ɑː/. É o que observamos no caso de palavras como last, after, fast e rabbit. Seguem alguns exemplos:

  • inglês britânico: /fɑːst/, /lɑːst/
  • inglês americano: /fæst/, /læst/

A evolução no sotaque e na pronúncia em inglês americano provavelmente ocorreu de forma natural, como acontece com a maioria das línguas. Mas, vale ressaltar que logo após a independência dos Estados Unidos, existia um sentimento e uma vontade de ruptura com o colonizador muito fortes.

Essa vontade de construir uma identidade nacional e se afirmar como uma nova nação, independente e porta-voz de uma mensagem de liberdade, contribui para que o inglês nos Estados Unidos evoluísse de forma diferente.

Quais as diferenças entre o inglês britânico e americano?

Como foi mencionado, o inglês americano teve sua origem na língua inglesa britânica e sofreu influências de diversos outros dialetos com o passar do tempo. Alguns séculos foram suficientes para que a língua falada na América do Norte se distanciasse da língua mãe.

A ortografia é uma das principais diferenças entre o inglês americano e o britânico. Aos poucos, o inglês falado pelos norte-americanos foi perdendo algumas letras, ganhando novas palavras, até se tornar uma “nova língua”, capaz de refletir a cultura e a identidade dos Estados Unidos.

palavras que se escrevem diferente nos Estados Unidos e na Inglaterra Alguns exemplos de diferenças ortográficas entre inglês americano e britânico. Fonte: Wikipedia.

A ortografia é, portanto, um elemento-chave na distinção entre o inglês americano e britânico. Há também algumas diferenças do ponto de vista gramatical. Nos Estados Unidos, o past tense é muito usado para descrever algo que aconteceu recentemente, já na Inglaterra utiliza-se o perfect present.

Por exemplo, enquanto um americano diria “I went to the shop“, um britânico dirá “I’ve been to the shop“. Como podemos notar, a gramática americana é bem mais simples e talvez seja essa a razão pela qual o inglês norte-americano se tornou tão popular.

O vocabulário também possui algumas diferenças de um país para outro: enquanto os americanos usam vacation para designar “férias”, os britânicos usam a palavra holiday, já apartment se torna flatsweater vira jumper… entre outras variações lexicais.

Conhecer essas diferenças, ainda que elas sejam pequenas, ajuda no aprendizado da língua inglesa e permite que o estudante conheça mais sobre a cultura de cada país.

Como aprender inglês de forma fácil?

Os Estados Unidos souberam impor sua cultura e seu modo de vida  no mundo todo. De Beyoncé à Ernest Hemingway, a cultura americana é conhecida em qualquer lugar do globo.

Devido à grande influência que os americanos exercem através do cinema, da música e das séries de TV, o inglês americano é a língua mais estudada – em especial na América Latina – e também uma das mais fáceis de aprender.

ler livros em inglês para aprender o idioma Quer melhorar seu inglês? Os livros são uma fonte inesgotável de conhecimento para aprender qualquer língua!

Diferentemente das línguas européias como o francês, o alemão ou o holandês, que além de possuírem uma gramática mais complexa, são pouco difundidas no Brasil, o inglês está presente de diversas formas no nosso cotidiano, o que torna seu aprendizado muito acessível.

Uma boa dica para aprender ou para melhorar seu inglês é assistir séries e filmes com o aúdio original. Se você tem pouco conhecimento em inglês ainda, coloque a legenda em inglês, para ajudá-lo a compreender o que está sendo dito.

Com o tempo, o seu vocabulário vai aumentar e você passará a conhecer frases e expressões usadas pelos americanos no dia a dia. Os livros também são uma fonte inesgotável de conteúdo quando se deseja aprender novas palavras em inglês.

Você também pode expandir seu léxico em inglês através de jornais, programas de TV e rádio, revistas, músicas, etc. Mas, se o que você deseja é aprender de forma rápida e eficaz, seja para uma viagem ou por necessidades profissionais e/ou acadêmicas, a melhor opção é contratar um professor particular.

Aulas particulares de inglês ainda são a melhor maneira de aprender o idioma. Além disso, com um professor particular de inglês você terá a oportunidade de aprender no seu ritmo e de acordo com seus objetivos e necessidades.

E aí, você prefere o sotaque britânico ou o americano? Independente da sua escolha, no Superprof você encontra professores de inglês americano e britânico em todo o Brasil. Basta fazer um cadastro e buscar o teacher mais próximo de você!

 

 

 

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