Uma função racional é aquela definida por um quociente de polinômios, isto é,

com
y
sendo polinômios sem fatores comuns entre si.
É importante observar que toda função polinomial é uma função racional, bastando considerar
. No entanto, uma função racional nem sempre é uma função polinomial.
Exemplo: as funções de proporcionalidade inversa, cuja equação é:


Seus gráficos são hipérboles. Também são hipérboles os gráficos das funções

com 

Domínio de funções racionais
Diferentemente das funções polinomiais, cujo domínio é formado por todos os números reais
, as funções racionais são definidas para todos os valores de
em que o denominador
, ou seja,

Exemplo: Para a função racional
,
temos que
. Portanto, seu domínio é:
,
que, expresso em intervalos, é

Assíntotas
Os valores de
para os quais o denominador da função racional é igual a zero dão origem às assíntotas verticais. Ou seja, as assíntotas verticais são as retas
que satisfazem

Para encontrar as assíntotas oblíquas
utilizamos


Exemplo: Para a função racional

Calculamos a assíntota vertical, buscando o valor que torna o denominador igual a zero:

Calculamos a assíntota oblíqua, para isso, buscamos

trata-se, na verdade, de uma assíntota horizontal, dada por

Interseções com os eixos coordenados
Para encontrar a interseção com o eixo
, devemos igualar a função a zero e encontrar os valores de
, isto é,
.
Para encontrar a interseção com o eixo
, devemos calcular o valor da função em
, isto é,
.
Exemplo: Para a função racional

não há interseções com os eixos coordenados, pois ambos são assíntotas da função.
Comportamento no infinito
Para determinar o comportamento no infinito, basta calcular os seguintes limites:

Exemplo: O comportamento da função

no infinito é

Portanto, no infinito, a função tende a zero, isto é, o gráfico da função se aproxima cada vez mais do eixo
, como pode ser observado em sua representação gráfica.

Continuidade
Se o denominador
não for igual a zero para nenhum valor de
, então a função é contínua em todos os seus pontos.
Os valores de
para os quais
é igual a zero são pontos de descontinuidade da função racional. Assim, a função racional não é contínua nas assíntotas verticais.
Exemplo: A função racional

não é contínua em
.
Singularidades
Esses pontos são obtidos derivando a função racional e igualando sua derivada a zero. Os valores nos quais a derivada se anula são conhecidos como pontos críticos. Nesses pontos, a função pode atingir um máximo ou mínimo relativo.
Nem todas as funções racionais possuem máximos ou mínimos em seu domínio.
Exemplo: A função

não possui máximos nem mínimos em seu domínio.
Para verificar isso, calculamos a derivada:

Como a derivada não se anula em nenhum ponto do domínio da função, concluímos que a função não possui máximos nem mínimos em seu domínio.
Exercícios de funções racionais
Determine o gráfico, o domínio, as assíntotas, as interseções com os eixos coordenados, o comportamento no infinito, a continuidade e as singularidades das seguintes funções racionais.
1 
Solução
1 O gráfico da função é:

2 Domínio da função
Temos
. Portanto, seu domínio é
,
que, expresso em intervalos, é

3 Assíntotas
Calculamos a assíntota vertical, buscando os valores que tornam o denominador igual a zero. Assim, a assíntota vertical é

Calculamos a assíntota oblíqua, para isso, buscamos

Como
, trata-se de uma assíntota horizontal, dada por

4 Interseções com os eixos coordenados
Não há interseções com os eixos coordenados, pois ambos são assíntotas da função.
5 Comportamento no infinito
Calculamos

por lo que en el infinito la función tiende a cero, esto es, la altura de la gráfica se aproxima a cero lo cual puede observarse de la gráfica de la función
6 Continuidade
A função possui uma assíntota vertical em 
Logo, a função não é contínua em 
7 Singularidades
A função não possui máximos nem mínimos em seu domínio.
Para verificar isso, calculamos a derivada:

Como a derivada não se anula em nenhum ponto do domínio da função, concluímos que a função não possui máximos nem mínimos em seu domínio.
2 
Solução
1 O gráfico da função é:

2 Domínio da função
Temos que
que nunca se anula no conjunto dos números reais. Portanto, seu domínio é
,
que, expresso em intervalos, é

3 Assíntotas
Calculamos as assíntotas verticais, buscando os valores que tornam o denominador igual a zero. Calculamos as assíntotas oblíquas, para isso, buscamos

trata-se de uma assíntota horizontal, dada por

4 Interseções com os eixos coordenados
Não há interseção com o eixo coordenado
,pois a função nunca assume o valor zero.
A interseção com o eixo coordenado
é:

5 Comportamento no infinito
Calculamos

Portanto, no infinito, a função tende a zero, isto é, o gráfico da função se aproxima cada vez mais do eixo
, como pode ser observado em sua representação gráfica.
6 Continuidade
A função não possui assíntota vertical, portanto é contínua em todo o seu domínio 
7 Singularidades
Calculamos a derivada

Igualando a derivada a zero, obtemos o ponto crítico 
Calculamos a segunda derivada:

Avaliamos o ponto crítico da segunda derivada

Assim, a função possui um valor máximo em 
Resumir com IA:








