Você sempre se interessou pelos instrumentos de teclas e seu sonho é reproduzir obras de Chopin e Beethoven com talento e proeza.

Ou então você sempre teve aquele sonho de produzir sons variados e psicodélicos em cima do palco por meio do teclado?

Não importa quais as suas motivações: antes de começar a fazer suas aulas de piano ou teclado, é importante conhecer as principais diferenças desses instrumentos de teclas. Vamos lá!

O piano acústico

Qual a diferença entre piano e teclado?
Nem todo mundo sabe que o piano de cauda tem a armação e as suas cordas colocadas horizontalmente e é por isso que necessita de um grande espaço, pois é bastante volumoso.

A história do piano tem suas origens no século XVI. Foi Bartolomeo Cristofori que inventou este instrumento de teclado: o clavicorde, ou “gravecembalo col piano e forte” em italiano. Cristofori fabricou vinte modelos ao longo de sua vida. O conceito foi então retomado e melhorado em 1770 por um alemão: Silbermann. Ele aprimorou os planos e o processo de batidas de martelo.

O fortepiano como então era chamado, vai então passar por muitas melhorias: tudo para permitir que os pianistas da época emitissem um som mais poderoso e com mais capacidades expressivas. Graças à Revolução Industrial, o progresso do fortepiano superou as expectativas dos virtuoses da época. Foi possível:

  • Trabalhar uma maior precisão de som
  • Aprimorar o toque do teclado com teclas mais flexíveis
  • Produzir cordas de aço de alta qualidade, mais resistentes e mais precisas.

Foi em 1853, na Alemanha que marca Blüthner conseguiu desenvolver os aspectos técnicos e estéticos de seus instrumentos, tornando-os robustos e poderosos.

A Blüthner patenteou 4 melhorias em seus modelos e diversificou sua oferta, entrando para a história do piano. Em 1915, o piano padrão tinha 2m 15 de comprimento, pesava 300 kg e cobria 5 oitavas. As outras empresas, que estavam atrasadas nessas inovações, foram obrigadas a acompanhar a onda.

Na segunda metade do século XIX, havia mais de 20 marcas fabricantes de piano em 1885. Foi nessa época que nasceu o piano moderno.

Foi só no início do século XX que o piano conseguiu combinar poder, beleza e sonoridade perfeita. A prática do piano também se difunde, com a conquista e descoberta de novas regiões de novos países.

O piano chegou aos Estados Unidos na segunda metade do século XIX, com a criação de duas empresas: Steinway e Grodrian. Como em muitas outras áreas, rapidamente os EUA se tornaram líderes mundiais. E permanecem assim até hoje, com mais de 200 fábricas e mais de 870 patentes registradas ao longo de cem anos.

O Japão entrou no mercado relativamente tarde com a marca Yamaha, apenas em 1900.

Como nos seus primórdios, ela adentrou o século XX e integra as novas tecnologias. Então, hoje podemos encontrar todos os tipos de pianos possíveis e imagináveis. Os pianos verticais se popularizaram; os pianos elétricos de todos os tipos se revelaram equipamentos multifuncionais de alta qualidade. Aliás, esses últimos podem perfeitamente substituir os pesados ​​e volumosos pianos verticais ou de cauda.

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Como é o funcionamento do piano?

Ao todo, o piano possui 88 teclas e 7 oitavas e uma 1/4 de oitava. Seu mecanismo de funcionamento é acústico: quando as teclas são acionadas, existe uma peça chamada martelo que atinge as cordas e faz as notas vibrarem.

Dentro do instrumento, há um prolongamento da tecla do piano, que forma uma espécie de alavanca. Quando a tecla está em repouso, o martelo permanece abaixado. Quando a tecla é pressionada, seu prolongamento sobe e o martelo atinge uma corda, que vibra e produz o som. Se o pianista bate forte na tecla, o martelo atinge a corda com força, gerando um som mais intenso.

Pedais são também um componente importante do piano. Os pianos têm geralmente dois ou três pedais:

  • Pedal de sustentação: sua função é a de prolongar a duração das notas
  • Pedal central: responsável por deixar o som em menor intensidade.
  • Pedal surdina: sua função é suavizar os sons emitidos pelo piano.

Tipos de piano

  • piano de cauda tem a armação e as cordas colocadas horizontalmente. Necessita por isso de um grande espaço pois é bastante volumoso. É adequado para salas de concerto com tetos altos e boa acústica. Existem diversos modelos e tamanhos, entre 1,8 e 3 m de comprimento e 620 kg.
  • piano vertical tem a armação e as cordas colocadas verticalmente. A armação pode ser feita em metal ou madeira. Os martelos não beneficiam da força da gravidade.
  • Há ainda o piano digital, que guarda em uma memória os sons a serem reproduzidos. Difere dos teclados digitais por simular a sensação das teclas dos pianos acústicos, e por simular também um piano comum em sua estrutura externa. Apesar de sua estreita semelhança com os pianos acústicos no que diz respeito ao som e às teclas, possui vantagens como a capacidade de alterar o volume do piano e também permitir o uso de fones de ouvido.

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Os teclados

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Teclado é um termo genérico que agrupa diferentes tipos de instrumentos digitais de teclas. Você sabe qual a diferença entre eles?

O termo genérico teclado se refere ao instrumento de teclas cujo mecanismo de funcionamento é digital e eletrônico. Ele surgiu no final dos anos 50 com os órgãos eletrônicos, instrumentos de dois teclados e pedaleira. Foi apenas no início dos anos 80 que alguns fabricantes criaram o órgão eletrônico portátil, que se tornou o teclado tal qual o conhecemos hoje.

Dotado de teclas bem mais leves que as do piano, o teclado tem no máximo 5 oitavas. Em geral, possui uma grande variedade de timbres e recursos digitais, podendo simular diferentes instrumentos como o cravo, o órgão e até o piano.

Teclado arranjador

Mais populares aqui no Brasil, os teclados arranjadores possuem ritmos e timbres variados. Um instrumento arranjador possui diferentes estilos de acompanhamento musicais (pop, jazz, rock, balada, samba, bossa nova, dance, e muitos outros), acompanhados por parte rítmica (bateria), baixo, strings, cordas (violão, guitarra), metais (trompete, trombone, etc.).

Teclado sintetizador

O sintetizador é um instrumento de teclas cuja função é produzir sons gerados artificialmente, usando diversas técnicas. Ou seja, enquanto um arranjador é especialista em ritmos e acompanhamentos, um sintetizador é voltado para timbres. O instrumento cria sons através da manipulação direta de correntes elétricas (sintetizadores analógicos), leitura de dados contidos numa memória (sintetizadores digitais), ou manipulação matemática de valores discretos com o uso de tecnologia digital incluindo computadores (modulação física) ou por uma combinação de vários métodos. Você pode conectar seu sintetizador em caixas de som, fones de ouvido ou computadores.

Há também outros tipos de teclado, como os controladores, workstation e pianos digitais. 

Diferenças entre o teclado e o piano acústico

Tocar precisa de prática e teoria
Quais músicas começar no seu instrumento preferido?

Bem, como podemos ver acima, a principal diferença esses dois instrumentos musicais é que o piano é um instrumento acústico (o som é produzido por cordas que acionadas por martelos ligados às teclas), enquanto o teclado é um instrumento eletrônico. Outra diferença importante é que o piano possui 7 oitavas, enquanto a maioria dos teclados possui apenas 5. Portanto, o teclado possui menos teclas e menos amplitude. No entanto, em geral o teclado consegue reproduzir o timbre de diversos instrumentos, inclusive o do piano.

Projetado para substituir o piano acústico, mas também para produzir sons diversificados, os instrumentos com teclado digital têm alguns benefícios:

  1. Ele é menor: ocupa menos espaço, ainda mais se comparado a um piano acústico.
  2. Tem mais mobilidade: de fácil transporte, a maioria dos modelos pesa menos de 20 kg. É ideal para músicos em turnê.
  3. Mais resistente: você terá muito menos riscos e arranhões em seu instrumento.
  4. Possui um som de qualidade: sempre bem afinado, sem efeito de eco ou outro que possa alterar a qualidade do som.
  5. Menos ruído: graças às funções de fone de ouvido ou ajuste de volume, o teclado permite que você toque sem perturbar os vizinhos, a família ou os animais de estimação.
  6. Um baixo custo de manutenção: não requer nenhuma intervenção profissional para garantir o seu funcionamento.
  7. Um banco de vários timbres: sons de pianos e instrumentos de todos os tipos estão disponíveis para o pianista.
  8. Um sequenciador: uma ferramenta que permite gravar, fazer pequenos arranjos e reproduzir múltiplos instrumentos simultaneamente. Ideal para programar acompanhamentos musicais e enriquecer a melodia.
  9. Um metrônomo eletrônico interno: integrado ao piano, permite não perder o ritmo nem tempo.
  10. Um preço mais acessível: muito mais barato do que um piano acústico, você pode comprar um novo modelo de piano digital por menos de mil reais. Mais barato ainda se for um equipamento usado.
  11. Uma gravação mais simples com a capacidade de registrar várias faixas.
  12. Leitura de partitura: graças à sua interface que permite aprender ou decifrar uma música de um arquivo simples.
  13. A transposição de obras: as obras reproduzidas podem ser transpostas mais facilmente para outros instrumentos (trompete, saxofone, ...) sem ter de reescrever a partitura ou aprender de cor.

Apesar de todas essas vantagens, muitos músicos optam por fazer aulas de piano acústico, pela simples e forte razão de ser um instrumento clássico, que emite sons puros.

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Fernanda

Apaixonada por educação, música e cinema, é especialista nos encontros e desencontros das línguas.