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Conheça as características dos dois instrumentos de teclas

De Fernanda, publicado dia 15/08/2019 Blog > Música > Piano > Existe diferença entre piano e cravo?

O piano é, sem dúvida, um dos instrumentos mais conhecidos no mundo. É também considerado um dos mais completos, pois abrange um grande número de sons graves e agudos.

Mas você também certamente já ouviu falar do cravo! E qual a relação histórica entre piano e cravo? Por acaso saberia dizer quais as diferenças entre os dois instrumentos? Saberia reconhecer a peculiaridade dos sons de cada um?

Pois bem, o Superprof está aqui para esclarecer suas dúvidas em relação a estes dois instrumentos de teclas e de cordas!

História do piano e do cravo

Qual a história do piano? Criado na Itália, em Florença, o piano pode ser considerado como um instrumento jovem!

Tudo começou com Bartolomeo Cristofori, que inventou o primeiro instrumento de teclado: o clavicorde, ou “gravecembalo col piano e forte” em italiano. Cristofori fabricou vinte modelos ao longo de sua vida. O conceito foi então retomado e melhorado em 1770 por um alemão: Silbermann. Ele aprimorou os planos e o processo de batidas de martelo.

O fortepiano como então era chamado, vai então passar por muitas melhorias: tudo para permitir que os pianistas da época emitissem um som mais poderoso e com mais capacidades expressivas.

O cravo

Não podemos confundir o fortepiano com o cravo. O cravo não pode ser considerado um antepassado do piano por dois motivos: foi criado posteriormente e não possui suas mesmas características técnicas. Por exemplo, o som do cravo não é produzido pelas batidas de martelo. Além disso, o cravo não alcançou o mesmo sucesso que o piano. A história já provou isso.

O cravo mais antigo, completo, ainda preservado, veio da Itália, o exemplar mais velho tendo sido datado de 1521. Esses primitivos instrumentos italianos não lançam qualquer luz sobre a origem do cravo uma vez que representam uma forma já bastante aperfeiçoada do instrumento. Os fabricantes italianos do cravo construíram instrumentos de manual simples (um único teclado), de construção muito leve e relativamente pouca tensão nas cordas. Este desenho sobreviveu entre os fabricantes italianos durante séculos, com muito pouca alteração. Os instrumentos italianos são considerados agradáveis mas discretos quanto ao seu tom e são apropriados para acompanhamento de cantores ou outros instrumentos. Próximo ao final do período histórico, instrumentos maiores e mais elaborados foram construídos, principalmente por Bartolomeo Cristofori.

O período musical de apogeu da utilização do cravo é o Barroco (1600 – 1750 aproximadamente), onde ele foi mais utilizado na história da música, aparecendo em grandes composições de Johan Sebastian Bach. O cravo era usado para a música de câmara e orquestral, bem como no teatro – Mozart se utiliza do instrumento em recitativos até 1791, em La Clemenza di Tito. Não apenas o órgão, mas o cravo também era utilizado nas igrejas, nas cantatas e oratórios. Com o surgimento do Romantismo, o cravo vai sendo cada vez menos usado, pois não correspondia mais aos novos ideais estéticos que apareciam.

No ponto máximo de seu desenvolvimento, o cravo perdeu para o piano o favoritismo que desfrutava. O piano rapidamente evoluiu a partir de suas origens semelhantes ao cravo e o conhecimento tradicional, acumulado, dos construtores de cravo gradualmente se dissipou.

Assim, graças à Revolução Industrial, o progresso do fortepiano superou as expectativas dos virtuoses da época. Foi possível:

  • Trabalhar uma maior precisão de som
  • Aprimorar o toque do teclado com teclas mais flexíveis
  • Produzir cordas de aço de alta qualidade, mais resistentes e mais precisas.

Foi em 1853, na Alemanha que marca Blüthner conseguiu desenvolver os aspectos técnicos e estéticos de seus instrumentos, tornando-os robustos e poderosos.

A Blüthner patenteou 4 melhorias em seus modelos e diversificou sua oferta, entrando para a história do piano. Em 1915, o piano padrão tinha 2m 15 de comprimento, pesava 300 kg e cobria 5 oitavas. As outras empresas, que estavam atrasadas nessas inovações, foram obrigadas a acompanhar a onda.

Na segunda metade do século XIX, havia mais de 20 marcas fabricantes de piano em 1885. Foi nessa época que nasceu o piano moderno.

Foi só no início do século XX que o piano conseguiu combinar poder, beleza e sonoridade perfeita. A prática do piano também se difunde, com a conquista e descoberta de novas regiões de novos países.

O piano chegou aos Estados Unidos na segunda metade do século XIX, com a criação de duas empresas: Steinway e Grodrian. Como em muitas outras áreas, rapidamente os EUA se tornaram líderes mundiais. E permanecem assim até hoje, com mais de 200 fábricas e mais de 870 patentes registradas ao longo de cem anos.

O Japão entrou no mercado relativamente tarde com a marca Yamaha, apenas em 1900.

Como nos seus primórdios, ela adentrou o século XX e integra as novas tecnologias. Então, hoje podemos encontrar todos os tipos de pianos possíveis e imagináveis. Os pianos verticais se popularizaram; os pianos elétricos de todos os tipos se revelaram equipamentos multifuncionais de alta qualidade. Aliás, esses últimos podem perfeitamente substituir os pesados ​​e volumosos pianos verticais ou de cauda.

Diferenças entre piano e cravo

Qual a diferença entre piano e cravo? O piano é um dos instrumentos mais populares quando se trata de composição.

As diferenças são relativamente simples. O piano e o cravo, por exemplo são instrumentos de cordas, que se opõem ao órgão, que não possui cordas. Aliás, o mecanismo de funcionamento do órgão acontece pela passagem de ar por tubos, e cada um deles produz um timbre diferente. Já o piano possui cordas, e para vibrá-las é preciso pressionar as teclas. É a vibração que gera o som. O mecanismo de funcionamento é mecânico: o martelo gera um impacto nas cordas toda vez que o pianista toca uma tecla. Além disso, é possível controlar a intensidade e força com a qual cada corda é percutida. Em geral piano possui 88 teclas, e também possui os famosos pedais, que servem para prolongar, suavizar e até abafar a vibração das cordas.

Por fora, a diferença do cravo em relação ao piano é o fato de este não possuir pedais e em geral ser menor. Na verdade, suas teclas são mais finas que as do piano. Mas a grande diferença reside no mecanismo de funcionamento. No cravo, em vez de serem marteladas, as cordas são “pinçadas” – para se ter uma ideia, imagine a maneira com a qual beliscamos as cordas de uma harpa ou de um violão. Com esse mecanismo, não é possível para o cravista ter o controle da intensidade e da força do som emitido. O som é sempre o mesmo, não importa o quanto você pressione suas teclas. Esse fato faz com que o cravo forneça um som muito característico aos nossos ouvidos.

Por dentro do piano

Dentro do instrumento, há um prolongamento da tecla do piano, que forma uma espécie de alavanca. Quando a tecla está em repouso, o martelo permanece abaixado. Quando a tecla é pressionada, seu prolongamento sobe e o martelo atinge uma corda, que vibra e produz o som. Se o pianista bate forte na tecla, o martelo atinge a corda com força, gerando um som mais intenso. Pedais são um componente importante do piano. Os pianos têm geralmente dois ou três pedais, sendo sempre o da direita o que permite que as cordas vibrem livremente, dando uma sensação de prolongamento do som. Permite executar uma técnica designada legato, como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo.

Tipos de piano:

  • piano de cauda tem a armação e as cordas colocadas horizontalmente. Necessita por isso de um grande espaço pois é bastante volumoso. É adequado para salas de concerto com tetos altos e boa acústica. Existem diversos modelos e tamanhos, entre 1,8 e 3 m de comprimento e 620 kg.
  • piano vertical tem a armação e as cordas colocadas verticalmente. A armação pode ser feita em metal ou madeira. Os martelos não beneficiam da força da gravidade.
  • Há ainda o piano digital, que guarda em uma memória os sons a serem reproduzidos. Difere dos teclados digitais por simular a sensação das teclas dos pianos acústicos, e por simular também um piano comum em sua estrutura externa. Apesar de sua estreita semelhança com os pianos acústicos no que diz respeito ao som e às teclas, possui vantagens como a capacidade de alterar o volume do piano e também permitir o uso de fones de ouvido.

Por dentro do cravo

Como tocar piano? O cravo, um instrumento que remete ao período Barroco!

O prolongamento da tecla também existe no cravo. A diferença é que não há um mecanismo para martelar as cordas. O som é produzido por pequenas unhas de plástico – o plectro -, que são como se fosse palhetas de um violão. Elas ficam montadas nas peças chamadas saltadores, e à medida em que você aciona o teclado, as peças sobem e a unha de plástico fere a corda. O plectro belisca a corda, fazendo-a vibrar, e volta à posição original. O saltador é uma peça de madeira, fina, retangular que se assenta sobre a extremidade final da tecla. É mantido no lugar por duas guias (superior e inferior) que são duas longas peças de madeira com furos através dos quais os saltadores possam passar. O contato entre plectro e corda acaba aí. Não importa a força aplicada na tecla!

Um cravo pode ter de uma a três – e algumas vezes até mesmo mais – cordas por nota. Em geral, uma está afinada a quatro pés, isto é uma oitava acima do fundamental. Quando existem dois coros de oito pés, um deles tem seu ponto de vibração próximo ao cavalete criando uma tonalidade mais “nasal”, enfatizando os harmônicos superiores.

Tipos de cravo:

  • virginal ou virginals é um cravo pequeno de forma retangular (que se parece com um clavicórdio, com apenas uma corda para cada nota fixada paralelamente ao teclado no lado comprido da caixa.
  • Um cravo com o conjunto de cordas inclinado de um ângulo (geralmente cerca de 30º) em relação ao teclado é chamado espineta. Neste instrumento as cordas estão muito próximas para se colocar os saltadores entre elas do modo normal, em vez disso, as cordas são dispostas aos pares e os saltadores são colocados no espaço maior entre os pares de cordas e são instalados com suas faces voltadas para direções opostas, beliscando as cordas adjacentes a esse espaço.
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