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Descubra as particularidades desses dois instrumentos de teclas

De Fernanda, publicado dia 15/08/2019 Blog > Música > Piano > As diferenças entre piano e órgão

Sem dúvida, um dos instrumentos mais conhecidos no mundo é o piano. É também considerado um dos mais completos, pois abrange um grande número de sons graves e agudos.

Mas você também certamente já ouviu falar do órgão, o rei dos instrumentos! E qual a relação histórica entre piano e órgão? Por acaso saberia dizer quais as diferenças entre os dois? Saberia reconhecer a peculiaridade dos sons de cada um?

A equipe do Superprof escreveu este artigo para esclarecer suas dúvidas em relação a estes dois instrumentos de teclas!

História do piano e do órgão

Saiba tudo sobre o piano e sua história! Piano: qual a herança de um instrumento de 300 anos de prestígio?

O órgão é considerado um dos instrumentos mais antigos de toda a música ocidental e o primeiro dos instrumentos de teclas.

A história do órgão se inicia no século III a.C, com a criação do hydraulos (ou órgão hidráulico) pelo engenheiro grego Ctesíbio de Alexandria. A invenção foi desenvolvida a partir da associação entre uma flauta típica grega, o aulo, com o sistema hidráulico de injeção de ar comprimido nos tubos.

A mecânica consistia em abrir a passagem do ar para os tubos através de uma válvula parecida com uma tecla. Para que tal acontecesse o ar era mantido em pressão por processos hidráulicos (pressão de água). O órgão possuía apenas uma fila com 7 tubos de diferentes comprimentos, correspondendo cada tubo a uma nota. A fila de tubos duplicou e triplicou, até que foi incorporado um mecanismo de seleção dessas filas de tubos, que mais tarde se vêm a chamar registos. O conjunto de tubos de uma fila tem o mesmo formato e características, emitindo um timbre próprio. Assim sendo, num órgão existem tantos timbres diferentes, quanto o número de registos (filas) existentes.

O hydraulos foi amplamente usado durante vários séculos em festividades, no circo e em anfiteatros, até o surgimento do órgão pneumático no século IV, movido por foles manuais. Esse último sistema é ainda fabricado até hoje.

A introdução de órgãos nas igrejas é tradicionalmente atribuída ao Papa Vitaliano no século VII. Pelo vínculo que estabeleceu ao serviço do culto, prestado ao longo de séculos na Liturgia Cristã, carrega uma estatuto inigualável na Música Sacra.

Os órgãos eletrônicos surgiram somente nos anos 70, como uma evolução natural dos sintetizadores. Hoje em dia, são encontrados órgãos de todos os tipos, cada vez mais complexos e dotados de recursos inovadores.

O piano

Já a história do piano tem suas origens no século XVI. Foi Bartolomeo Cristofori que inventou este instrumento de teclado: o clavicorde, ou “gravecembalo col piano e forte” em italiano. Cristofori fabricou vinte modelos ao longo de sua vida. O conceito foi então retomado e melhorado em 1770 por um alemão: Silbermann. Ele aprimorou os planos e o processo de batidas de martelo.

O fortepiano como então era chamado, vai então passar por muitas melhorias: tudo para permitir que os pianistas da época emitissem um som mais poderoso e com mais capacidades expressivas. Graças à Revolução Industrial, o progresso do fortepiano superou as expectativas dos virtuoses da época. Foi possível:

  • Trabalhar uma maior precisão de som
  • Aprimorar o toque do teclado com teclas mais flexíveis
  • Produzir cordas de aço de alta qualidade, mais resistentes e mais precisas.

Foi em 1853, na Alemanha que marca Blüthner conseguiu desenvolver os aspectos técnicos e estéticos de seus instrumentos, tornando-os robustos e poderosos.

A Blüthner patenteou 4 melhorias em seus modelos e diversificou sua oferta, entrando para a história do piano. Em 1915, o piano padrão tinha 2m 15 de comprimento, pesava 300 kg e cobria 5 oitavas. As outras empresas, que estavam atrasadas nessas inovações, foram obrigadas a acompanhar a onda.

Na segunda metade do século XIX, havia mais de 20 marcas fabricantes de piano em 1885. Foi nessa época que nasceu o piano moderno.

Foi só no início do século XX que o piano conseguiu combinar poder, beleza e sonoridade perfeita. A prática do piano também se difunde, com a conquista e descoberta de novas regiões de novos países.

O piano chegou aos Estados Unidos na segunda metade do século XIX, com a criação de duas empresas: Steinway e Grodrian. Como em muitas outras áreas, rapidamente os EUA se tornaram líderes mundiais. E permanecem assim até hoje, com mais de 200 fábricas e mais de 870 patentes registradas ao longo de cem anos.

O Japão entrou no mercado relativamente tarde com a marca Yamaha, apenas em 1900.

Como nos seus primórdios, ela adentrou o século XX e integra as novas tecnologias. Então, hoje podemos encontrar todos os tipos de pianos possíveis e imagináveis. Os pianos verticais se popularizaram; os pianos elétricos de todos os tipos se revelaram equipamentos multifuncionais de alta qualidade. Aliás, esses últimos podem perfeitamente substituir os pesados ​​e volumosos pianos verticais ou de cauda.

Diferenças entre piano e órgão

Qual a diferença entre piano e órgão? O órgão ocupa um lugar de destaque na Liturgia Cristã, quer na Igreja Católica, quer nas Igrejas Reformadas. Tem por objetivo o enriquecimento do culto através da arte musical.

As diferenças são muitas. O órgão é um instrumento tocado por meio de um ou mais manuais (teclados) e uma pedaleira. O seus sons são emitidos graças à passagem do ar sob pressão por dentro de seus tubos, que tem seu mecanismo acionado pelos teclados.

As dimensões de um órgão podem ser muito variáveis, e se estendem desde um pequeno órgão de móvel até órgãos do tamanho de casas de vários andares. Um grande-órgão moderno tem normalmente 3 ou 4 manuais de cinco oitavas cada, e uma pedaleira de duas oitavas e meia. Mas as duas práticas são recorrentes: se constroem órgãos de pequeno teclado e instrumentos enormes de vários teclados e milhares de tubos.

O seu espectro sonoro é o mais amplo de todos os instrumentos: varia imensamente em timbre, altura do som e amplitude sonora (volume). Os diversos timbres encontram-se divididos de acordo com filas e são controlados pelo o uso de registos. O teclado não é expressivo, mas é possível criar variados efeitos através da articulação. O som de um tubo permanece constante enquanto a tecla é premida. Por suas características acústicas e técnicas, o órgão é ideal para acompanhar vozes humanas: é por isso que é amplamente utilizado em cerimônias religiosas, governamentais, recitais e assembleias.

Já o piano, como o cravo, possui cordas, e para vibrá-las é preciso pressionar as teclas. É a vibração das cordas que gera o som. O mecanismo de funcionamento é mecânico: o martelo gera um impacto nas cordas toda vez que o pianista toca uma tecla. Além disso, é possível controlar a intensidade e força com a qual cada corda é percutida. Em geral piano possui 88 teclas, e também possui os famosos pedais, que servem para prolongar, suavizar e até abafar a vibração das cordas.

Por dentro do piano

Dentro do instrumento, há um prolongamento da tecla do piano, que forma uma espécie de alavanca. Quando a tecla está em repouso, o martelo permanece abaixado. Quando a tecla é pressionada, seu prolongamento sobe e o martelo atinge uma corda, que vibra e produz o som. Se o pianista bate forte na tecla, o martelo atinge a corda com força, gerando um som mais intenso. Pedais são um componente importante do piano. Os pianos têm geralmente dois ou três pedais, sendo sempre o da direita o que permite que as cordas vibrem livremente, dando uma sensação de prolongamento do som. Permite executar uma técnica designada legato, como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo.

Tipos de piano:

  • piano de cauda tem a armação e as cordas colocadas horizontalmente. Necessita por isso de um grande espaço pois é bastante volumoso. É adequado para salas de concerto com tetos altos e boa acústica. Existem diversos modelos e tamanhos, entre 1,8 e 3 m de comprimento e 620 kg.
  • piano vertical tem a armação e as cordas colocadas verticalmente. A armação pode ser feita em metal ou madeira. Os martelos não beneficiam da força da gravidade.
  • Há ainda o piano digital, que guarda em uma memória os sons a serem reproduzidos. Difere dos teclados digitais por simular a sensação das teclas dos pianos acústicos, e por simular também um piano comum em sua estrutura externa. Apesar de sua estreita semelhança com os pianos acústicos no que diz respeito ao som e às teclas, possui vantagens como a capacidade de alterar o volume do piano e também permitir o uso de fones de ouvido.

Como usar o piano de acordo com seu estilo? Os pianistas de jazz usam um ritmo simples e direto.

Por dentro do órgão

Pode-se afirmar que construção do órgão é a mais complexa de todos os instrumentos musicais. Ele é constituído por 4 partes:

  • Pneumática: é o conjunto formado pelos dispositivos de captação, retenção e envio do ar comprimido à tubaria, bem como a regulação da sua pressão. Os seus elementos são: ventilador, fole, contra-fole e canais de vento
  • Tubaria: é o conjunto de todos os tubos do órgão, encarregues da emissão sonora.
  • Mecânica: é o conjunto dos mecanismos que têm por fim a emissão sonora de determinado tubo ou conjuntos deles. Os seus elementos são o registro, os teclados e a consola.
  • Caixa: tem por função fundir e projetar os sons para o exterior, além de uma função prática de protecção da mecânica e da tubaria.

Os órgãos podem ser classificados em vários tipos, vamos aqui citar apenas alguns deles:

  • Positivos (órgãos menores com poucos registros)
  • O órgão de estudo
  • O órgão de coro
  • O órgão barroco
  • O órgão ibérico
  • O órgão romântico
  • O órgão sinfónico
  • O órgão de teatro/cinema
  • ….
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