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Português mesmo com dificuldade para ler e escrever

De Carolina, publicado dia 26/07/2017 Blog > Apoio Escolar > Português > A dislexia e o aprendizado da língua portuguesa

Todos nós temos a mesma competência na hora de aprender um idioma?

Podemos todos obter quase os mesmos resultados, mas o esforço dispensado vai depender da capacidade e motivação (qual é a sua para aprender português?) de cada um.

Muitas dificuldades podem transformar o uso do português desastroso tanto do ponto de vista dos lusofalantes quanto dos estrangeiros que falam a língua.

Os problemas de cognição podem prejudicar o aprendizado. O mais conhecido deles é a dislexia.

Com certeza, a gente conheceu alguém disléxico na nossa escolaridade. Quem sabe você mesmo apresenta esse contratempo?

Descubra a utilidade da aula de portugues para alunos disléxicos!

Os diferentes tipos de dislexia

Ela demorou um tempo para ser descoberta, mas esse déficit de atenção foi revelado e cada vez mais pessoas apresentam o quadro.

A dislexia se tornou uma questão muito importante no sistema educativo. Não somente no ambiente das escolas, mas também no mundo do trabalho e na vida adulta.

De acordo com as definições científicas, a palavra remete a uma dificuldade de aprendizagem, de leitura e de ortografia (saiba bem a da língua portuguesa!) fora de todas deficiências intelectuais, sensoriais e psicológicas. Há também uma ligeira diminuição na memória de curto prazo do lado linguístico.

Porém, ela não compromete outras formas de desenvolvimento intelectual. Por exemplo, o engenheiro Ron Davis é disléxico mas é dotado de um QI muito acima da média, de 160 (ele era uma criança precoce)! Então, o fato de ser disléxico está longe de ser uma fatalidade e muito menos um retardo mental.

Conselhos para o português língua materna

A dislexia se revela desde os primeiros anos de escola, no ensino primário, quando a criança deve aprender a linguagem (do português?) escrita e sua prática. É sempre na escrita que se encontra as principais barreiras difíceis de ser quebradas. Muitos erros ortográficos podem evidenciar o déficit.

Além disso, dificuldades no aprendizado, ritmo diferente de outros colegas de sala, falhas na compreensão de teorias…

A língua portuguesa e a dislexia não são incompatíveis Os distúrbios devem ser detectados desde a infância para não ter problemas no aprendizado do português

Essa confusão mental se dá desde o nascimento devido a uma organização cerebral diferente a da maioria das pessoas (que está longe de ser algo negativo em si).

A maneira mais comum de diagnosticar o transtorno é através de uma análise de um profissional da saúde, o pediatra no caso das crianças. Eles fazem testes de linguagem e descartam primeiro todos os possíveis problemas sensoriais como audição, visão, etc. Ele não é diagnosticado através de ressonâncias, tomografias nem exames de sangue.

O distúrbio pode ser um problema para colegiais em busca de bons resultados escolares e mesmo com suas relações com o mundo exterior. Então, é importante seguir um tratamento para amenizar os seus efeitos.

É preciso o acompanhamento da criança no processo para superar as barreiras causadas pelo transtorno.

Nessa perspectiva, vários métodos foram criados ou praticados. Entre eles, o eficiente caderno de férias com histórias e imagens.

Descubra também como fazer aulas de português para se preparar para provas.

A teoria Davis

A gente já falou de Ron Davis  acima. O seu caso prova que a dislexia pode atrapalhar ou não em certos momentos.

Ele se deu conta de sua dislexia quando fazia esculturas – seu passatempo preferido. Ele não conseguia aprender ao mesmo tempo que era o mais criativo.

Assim, dedicando-se o máximo de tempo a essa atividade produtiva, ele notou que o transtorno diminuiu no seu cotidiano.

Ele pôde ler livros sem ter nenhuma dificuldade, ou quase!

O português pode ser bem escrito por alguém disléxico A escrita é uma das maiores falhas para quem tem dislexia

Essa experiência é rica em ensinamentos para gente.

Na verdade, é importante não trancafiar uma criança no ambiente muito severo da escola. Isso porque ele sempre ficará paralisado diante das dificuldades causadas pela dislexia.

Procure saber o que ele gosta e encontre um de seus hobbies. Isso se tornará uma válvula de escape e um momento de relaxamento. Além disso, isso vai permitir que ele se distancie da dislexia abrindo novas possibilidades de aprendizado.

É também um meio de controlar a dislexia e saber lidar com ela. Assim, ele não se dará como vencido e enfrentará o transtorno na sua escolaridade e na sua vida ativa.

Aulas particulares e a dislexia

Para os disléxicos, o aprendizado da língua e da gramática dá muito trabalho (relembre as regras do português!).

Um problema para aqueles que querem expressar melhor suas ideias por escrito…

A dislexia é normalmente indissociável da disortografia.

Ele precisa de muito mais tempo que seus colegas de sala. Por isso, ter um professor sensível a essa questão para lhe ajudar com seus deveres, trabalhos é um reflexo saudável nesses casos.

O principal é ter uma boa fluidez entre o professor e o aluno. A metodologia pedagógica empregada nas aulas de reforço escolar pode valer mil vezes mais que o aprendizado em sala de aula. Isso se deve ao fato das aulas particulares serem preparadas especialmente para o aluno com uma pedagogia especial para ele. Com certeza, o profissional saberá identificar os principais problemas e vai achar as soluções mais adequadas.

Com pequenos progressos em português (saiba qual é a opinião de um profissional sobre o idioma), o aluno ficará mais confiante, o que é essencial para o desenvolvimento de seu aprendizado. Assim, será mais fácil para ele conseguir tirar uma boa nota em uma prova, por exemplo.

É também o objeto, paralelo, do trabalho do ortofonista que saberá acompanhar a criança em um processo pluridisciplinar. Ele fará uma boa avaliação e cuidará de seus problemas com a aprendizagem.

Os exercícios adaptados aos disléxicos

Os profissionais da reeducação, da cognição, do ensino criaram alguns exercícios específicos para ajudar os disléxicos a adquirir algumas noções de gramática e cálculo, por exemplo.

Ler pode ser um desafio para pessoas com distúrbios de aprendizado Esta cena de felicidade ao ler um livro pode ser o sonho de um disléxico?

Existe um certo número de obras a respeito, manuais para todas as idades e níveis em livrarias especializadas.

Você encontrará nessa literatura indispensável alguns elementos para cobrir o déficit da educação tradicional com relação ao tema. Há exercícios de matemática e ditados adequados para essa patologia cognitiva.

A gente encontra também alguns materiais na internet gratuitos para ser baixados. Há também sites específicos dedicados ao fenômeno da dislexia.

Outros materiais aconselham as famílias para ajudar as crianças que têm esse transtorno. Alguns materiais também estão disponíveis nas mídias tradicionais como revistas, programas de rádio, televisão, etc.

Há várias propostas também para tornar a internet mais acessível aos disléxicos. Alguns blogs disponibilizam seus posts em versão áudio, por exemplo. Uma ideia simples e prática para melhorar o acesso.

As aulas de português: uma solução?

Tanto os alunos quanto os pais se preocupam quando eles são diagnosticados com a dislexia para o aprendizado da língua de Machado de Assis. Quem dirá de uma língua estrangeira como o inglês, francês, alemão, italiano, espanhol…

A mesma preocupação existe para os estrangeiros que querem aprender o português. Na verdade, aprender duas ou três outras línguas requer o dobro ou o triplo de esforço! Ele terá duas vezes mais coisas para guardar: dois sistemas fonológicos, de imagem, lexicais…

Se cada idioma tem suas especificidades lexicais, gramaticais, sintáticas e lógicas, eles são todos tratados pela mesma área do cérebro. Os mecanismos de aprendizagem linguísticos são os mesmos para todas as línguas.

A sorte é que o português está entre as línguas regulares e não nas irregulares com grafias e fonemas complexos.

Mas de acordo com a nacionalidade do aprendiz, o português pode parecer extremamente difícil.

Assim, um japonês disléxico terá mais dificuldade de diferenciar o “l” e o “r”, esses dois fonemas que não existem em sua língua.

Para o domínio do português (escreva bem o idioma) língua estrangeira, o aprendizado por submersão em um meio lusófono é o mais recomendável. Assim, esse conselho vale para todos! Os avanços na aprendizagem da língua serão bem mais rápidos desse jeito, mesmo se a pessoa não tiver o distúrbio.

As aulas em casa nem sempre são completamente eficazes para lutar contra a dislexia, contrário às aulas de nivelamento em português para os alunos com dificuldades escolares.

O método AIM

Muito conhecido na Bélgica, o Accelerated Integrated Method foi criado pela professora canadense Wendy Maxwell.

Ela se apoia nos gestos comunicativos com frases prontas, principalmente para o ensino fundamental. Um estudo feito por Yvonne Wever em 2012 comprovou que esse método de aprendizagem interativo é muito mais eficaz que todos os modos de ensino convencionais para disléxicos.

O intuito é de mergulhar o aluno no português privilegiando sua linguagem oral.

A língua portuguesa pode ser aprendida por um disléxico Seja insistente e nunca desista! Assim você vai aprender o que quiser tendo o transtorno ou não!

Mas em todo o caso, é preciso ir com calma e saber realmente se a criança ou jovem tem o transtorno da dislexia. O principal problema encontrado nesses casos é uma falsa dislexia que pode esconder algo pior.

É importante vigiar se esse problema não está escondendo um outro. Por isso, é essencial o o acompanhamento constante de um profissional sério na área.

Atenção, em alguns casos o diagnóstico precipitado pode ser uma desculpa para um sistema de ensino deficiente ou disfuncional.

Em caso de dúvidas, procure um profissional especializado que saberá dar uma opinião mais precisa e neutra.

Caso precise de professores também para aulas de portugues para concurso, o Superprof dispões de excelentes professores!

 

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Aline Medina
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Aline Medina

Adorei seu texto! Eu faria apenas uma correção: o diagnóstico deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar: fonoaudiólogos, neurologista infantil, psiquiatra infantil, neuropsicologos e oftalmologista. Em equipe há menor chances do diagnóstico errado. Somente descobri a dislexia do meu filho após passar em equipe multi que realizava esse diagnóstico. Antes disso era diagnosticado com déficit de atenção sem hiperatividade. Parabéns pela matéria!!

Andreia
Convidado
Andreia

Artigo muito proveitoso, gostaria de receber informações sobre aulas de língua portuguesa para adulto com dislexia.

Antonia
Convidado
Antonia

Gostei muito da matéria, mas continuo com tantas perguntas ,e no caso do adulto que sabe das dificuldades e não consegue descobrido broblema., já fiz faculdade i mesmo assim tenho muitas dificuldades no aprendizado. A minha dificuldade e muita . A minha pergunta é. .. para pessoa com quase 50 anos tem jeito de melhorar.

Louizy Costa
Admin
Louizy Costa

Olá Antonia,
ótima questão, iremos pesquisar e conversar com alguns profissionais para produzir um material que aborde melhor o tema para adultos.

Muito obrigada pelo feedback!