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A cultura ligada ao idioma alemão

De Camila, publicado dia 30/09/2017 Blog > Idiomas > Alemão > Características culturais da Alemanha

Falar uma segunda – ou um terceira – língua pode ser um ponto decisivo na hora de ser aceito na universidade dos seus sonhos, de conseguir o emprego perfeito ou de alcançar a tão esperada promoção no trabalho.

Saber falar outro idioma além do português pode ser o diferencial que te colocará em posição de destaque onde quer que você trabalhe ou estude. Esta habilidade, com certeza, abrirá várias portas e te permitirá trilhar um caminho de sucesso.

Além de contribuir no campo profissional, o domínio de uma língua estrangeira também agrega vários benefícios psicológicos àqueles que a aprendem.

O site de notícias da Universia listou 10 ganhos para a saúde mental das pessoas que aprendem outros idiomas:

São muitos os benefícios psicológicos ao se aprender um idioma estrangeiro como o alemão. Aprender uma língua estrangeira contribui para o desenvolvimentos do seu cérebro.

  1. Crescimento do cérebro;
  2. Afastamento da demência;
  3. Desenvolvimento de habilidades de escuta;
  4. Desenvolvimento de sensibilidade à linguagem;
  5. Aumento da memória;
  6. Aumento da capacidade de multitarefas;
  7. Aumento da capacidade de atenção;
  8. Ativação da capacidade de duplicação;
  9. Desenvolvimento de múltiplos pontos de vista;
  10. Desenvolvimento da sua língua nativa.

Aprender uma nova língua não é, no entanto, simplesmente dominar gramática, vocabulário, fala, etc. Aprender um idioma é também entrar em contato com uma nova cultura, entender as tradições que a envolvem e aprender a aceitá-las e respeitá-las.

Se seu objetivo é aprender ou melhorar ainda mais suas habilidades linguísticas no alemão, é igualmente importante que você conheça a cultura e a história desta língua e dos povos que a falam.

Superprof mostra nesta matéria alguns pontos interessantes ligados à arte, história e gastronomia da Alemanha.

Heranças históricas da Alemanha

Escritos gregos e romanos que datam do século I a.C. relatam a presença de povos germânicos no solo onde hoje se encontra a Alemanha.

No entanto, esqueletos humanos do Paleolítico Inferior, datados de 600.000 a 200.000 antes da nossa era foram encontrados onde atualmente se situa a cidade de Heidelbergensis. Ela ganhou este nome exatamente por causa dos achados arqueológicos, pois a espécie humana em questão era a de Homo Heidelbergensis.

É importante lembrar que o povo que conhecemos hoje como alemão só começou a existir a partir do século XIX.

As tribos germânicas originárias da Escandinávia (Suécia, Noruega e Dinamarca) se instalaram na região que, nos nossos dias, constitui o norte da Alemanha. Elas foram crescendo e se espalhando em direção ao sul do território no período compreendido entre a Antiguidade e a Era Cristã.

Os Germanos tiveram, durante séculos, um arquirrival de peso que fizera parte de um grande e poderoso império no sul da Europa: os Romanos.

Várias tribos independentes consolidaram sua fronteiras ao longo de vitórias militares, chamadas pelos historiadores de Invasões Bárbaras. Povos Vândalos, Burgúndios, Saxões e Alamanos fizeram múltiplas incursões na Gália romana, culminando na queda do Império Romano.

A partir daí, territórios romanos começam a se “germanizar” e a serem cristianizados ao mesmo tempo em que os Germanos fundam reinos efêmeros na Inglaterra (os Anglos e os Saxões), na França (Francos e Burgúndios), na Itália (Lombardos e Ostrogodos) e na Espanha (Visigodos).

Os romanos foram os grandes inimigos dos germânicos. O Império Romano caiu após as Invasões Bárbaras.

Carlos Magno, imperador dos Francos, é o responsável pela designação do rio Reno como sendo a fronteira entre a Alemanha e a França no ano de 800.

A Alemanha passou quase mil anos sob o regime do Santo Império Romano Germânico (de 962 a 1806). Tal regime desejava ser a continuação legítima do Império Carolíngeo e Romano.

Até 1789, mais de 300 entidades políticas de médio e grande porte dividiram a soberania do território alemão.

No final do século XIX, os alemães conquistaram a guerra franco-alemã de 1870, experimentando um sentimento de nacionalismo exacerbado. A Alemanha se torna, então, um país federal unificado, sob a liderança do general Otto v. Bismarck (1815-1898).

Dá para perceber que a história da Alemanha que conhecemos atualmente é rica em divisões e comunhões de territórios e povos. Tal aspecto transformou a língua alemã ao longo dos séculos.

Os intelectuais e artistas alemães foram, igualmente, de grande influência nos movimentos do Renascentismo, das descobertas científicas, do Iluminismo, etc.

Nos dias de hoje, os alemães continuam investindo em todos os tipos de produções artísticas contemporâneas, sejam elas ligadas à gastronomia, cinema, fotografia, pintura, música, literatura, filosofia e estudos políticos.

Quem é que nunca ouviu falar em nomes como Gutenberg, Goethe, Kant, Hegel, Nietzche, Marx, Engels, Kafka, Freud, Bach, Schumann, Schubert, Beethoven, Mozart, ou ainda Einstein?

A cultura alemã é o resultado de mais de 2000 anos ao longo dos quais povos de diversas origens se frequentaram, se confrontaram e se misturaram, valorizando sempre seus idiomas, sua identidade e seus diferentes costumes.

Artes

As artes ocupam grande espaço dentro da cultura alemã. O país da Primeira Ministra Angela Merkel conta com grande número de figuras emblemáticas e de rica e influente cultura , levando o país ao topo das civilizações européias.

Abaixo propomos um rápido panorama da herança cultural alemã. Ele te permitirá compreender ainda melhor questões ligadas ao aprendizado da língua.

Literatura e filosofia

A escrita – como todas as outras artes – é, desde sempre, um meio de expressão e de contestação política; ela é a “embaixadora das ideias”.

A arte é, na verdade, indissociável do contexto econômico, político e social da realidade na qual ela está inserida.

As correntes literárias alemãs que aconteceram desde a Renascença até os dias de hoje, passando pelo Iluminismo, são numerosas. Confira algumas das mais importantes:

  • Poesia Barroca;
  • Classicismo de Weimar;
  • Romantismo;
  • Naturalismo;
  • Impressionismo;
  • Dadaismo;
  • Trümmerliteratur (Literatura de Ruínas ou Literatura de Escombros).

A literatura alemã reflete suas épocas e suas tragédias. Destaque para a II Guerra Mundial, a ditadura nazista e o Holocausto, objetos de estudo de inúmeros autores germanófonos como Johanna Arendt (Hannah Arendt, 1906-1975) e Stefan Zweig (1881-1942).

A Segunda Guerra Mundial teve grande impacto na produção literária da Alemanha. Tragédias, como o Holocausto, influenciaram a literatura alemã.

A filosofia é, no entanto, o campo no qual pensadores alemães deixaram seus legados em escala internacional. A filosofia alemã exerceu – e ainda exerce – grande influência na civilização ocidental.

Confira alguns nomes de peso de tais pensadores:

  • Martin Luther (1483-1546);
  • Gottfried Wilhem Leibniz (1646-1716);
  • Emmanuel Kant (1724-1804);
  • Johann Gottlieb Fichte (1762-1814);
  • Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831),;
  • Arthur Schopenhauer (1788-1860);
  • Karl Marx (1818-1883);
  • Friedrich Nietzsche (1844-1900);

Música

É impossível aprender a falar alemão e conhecer a cultura que envolve a língua sem mencionar a produção musical alemã. Seria o equivalente a fazer aulas de árabe sem aprender o alfabeto, ou estudar a história da França sem mencionar a Revolução Francesa.

A história da arte alemã teve grande influência sobre o importante legado deixado pela história da música na Alemanha.

Berlim é uma cidade conhecida pela agitação artística. Hamburgo, a cidade pioneira do rock alternativo. Durante o período pós-guerra, Colônia se tornou o “lar” da música eletroacústica.

Mesmo antes do país se tornar um Estado unificado (isso aconteceu em 1871), a música já tomava conta do cenário artístico.

O estilo tradicional e folclórico alemão se desenvolveu no século XVI durante a Reforma Protestante, pois ela facilitou a aparição de corais. Tais grupos de canto influenciaram toda a música popular alemã.

Aos poucos, a produção musical da Alemanha ganhou autonomia daquelas concebidas na França ou na Itália.

As composições e execuções clássicas são o pilar deste tipo de representação artística alemã. Grande é o número de compositores originários da Alemanha ou do império da Áustria. Alguns dos mais importantes são:

  • G. F. Haendel (1685-1759)
  • J . S. Bach (1685-1750);
  • L. v. Beethoven (1770-1827);
  • F. Schubert (1797-1828);
  • R. Schumann (1810-1856);
  • J. Brahms (1833-1897);
  • R. Wagner (1813-1883).

Festas e tradições

O Natal é a festa mais importante da cultura alemã. Ele foi a primeira das celebrações a ganhar seu lugar no calendário oficial de festas do país.

A partir do primeiro domingo de Advento (o quarto domingo antes do Natal), as ruas das cidades se iluminam e os chamados “mercados de natal” ganham lugar nas calçadas. Os mais populares e conhecidos são os de Nuremberg, Munique, Essen e Heidelberg.

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Gastronomia

A gastronomia é parte integrante – e super importante – do território, do patrimônio e da cultura de um país.

Quem é que vai à Minas e resiste a um pão de queijo? Ou a um pato no tucupi no norte do Brasil? Sem falar no chimarrão do sul e na feijoada carioca!

Na Alemanha não é diferente.

A primeira especialidade sobre a qual vamos falar vai te deixar de queixo caído: o pão.

Isso, mesmo, você leu certo: o pão é uma especialidade do país dos irmãos Grimm. Existem mais de 300 variedades do produto feitas na Alemanha, transformando esta nação em uma das amantes da especialidade culinária panina.

Cada região possui seu pão tradicional, mas existe um tipo dentre eles que é, sem dúvida, o preferido de todos: o pão artesanal.

Não precisa nem dizer que os alemães são grandes consumidores do produto, não é mesmo?

A salsicha alemã é uma das mais conhecidas e apreciadas do mundo. A salsicha é a grande estrela da culinária alemã.

Outra comida típica é bastante conhecida no Brasil como sendo tradicional desta terra de origem germânica é a salsicha. Existem mais de 1500 variedades de salsichas e elas podem ser preparadas de mil e uma maneiras diferentes: na churrasqueira, no sanduíche, cozidas e acompanhadas de mostarda, grelhadas e também no famoso “chucrute“.

Para aqueles que desejam passar uma temporada na Alemanha e amam salsichas, se preparem: elas podem ser degustadas durante qualquer refeição do dia, de manhã, de tarde, de noite ou de madrugada!

Se você pretende pedir a naturalização alemã, então precisa ficar por dentro destas e de outras características do país.

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