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Literatura: conheça 10 grandes poetas brasileiros

Blog > Apoio Escolar > Português > Poesia brasileira: um conteúdo essencial nas aulas de português

A poesia brasileira faz parte da grade curricular dos cursos de português e literatura da educação básica. Os textos líricos tiveram início em nosso país com os versos religiosos de José de Anchieta, e percorreu diversas escolas até chegar ao que conhecemos hoje como literatura contemporânea.

A poesia não é um gênero textual fácil de aprender, principalmente para um aluno que precisa se preparar para um exame como o ENEM ou para um vestibular. Geralmente, é preciso recorrer às aulas particulares para dominar bem a poesia, pois a abordagem pedagógica deve ser diferente para o ensino dessa, que é um gênero textual muito mais complexo do que a prosa e exige um nível de interpretação apurado.

Além dos aspectos básicos da poesia enquanto gênero textual, o aluno precisa conhecer os costumes da época em que o texto foi escrito, assim como o contexto político e histórico.

Neste artigo listamos 10 grandes poetas da literatura brasileira para te ajudar a se sair bem na prova de português. Obviamente, existem muitos outros nomes importantes na poesia brasileira, mas como a lista ficaria muito extensa, escolhemos alguns que julgamos essencial que você conheça, pois além do legado artístico e cultural que deixaram, suas obras são citadas frequentemente no ENEM e nos  vestibulares.

Saiba também o que caí na prova de português do exame nacional e evite aparecer nas pérolas do ENEM.

José de Anchieta (1534-1597)

Padre jesuíta espanhol, José de Anchieta fez parte do primeiro grupo de missionários a embarcarem para o Brasil com a missão de catequizar os indígenas locais. Durante os anos que passou no Brasil, ele aprendeu a língua tupi, o que lhe permitiu escrever a gramática tupi, que viria a ser usada em todas as missões jesuítas.

Anchieta conviveu por muitos anos ao lados dos índios brasileiros O padre José de Anchieta fez parte dos primeiros missionários jesuítas a catequizarem os povos indígenas no Brasil.

Seus poemas foram escritos em português, castelhano, latim e tupi e abordam temas religiosos e humanitários, certamente inspirados pela vivência que o padre teve com a população indígena.

Dentre seus escritos destaca-se o poema Beata Virgine, dedicado à Virgem Maria. Em 1954 seus poemas foram traduzidos e transcritos pela pesquisadora Maria de Lourdes de Paula Martins e foram posteriormente editados e publicados. Além das poesias, destaca-se igualmente as cartas jesuíticas, obras escritas em forma de prosa.

Anchieta morreu aos 63 anos na aldeia Reritiba, fundada no Espírito Santo e na qual passou seus últimos dias de vida. Ele está entre os nomes mais importantes da história da colônia e seus textos e poemas são considerados como os primeiros registros da literatura brasileira. O padre também se destaca na história como exemplo de vida espiritual, assim como pelo zelo religioso e sensibilidade humana.

Claudio Manuel da Costa (1729-1789)

Claudio Manuel da Costa viveu na época do Brasil colônia e destaca-se por suas obras poéticas que transitam entre o Barroco, o Arcadismo e o Iluminismo. Ficou também conhecido pelo seu envolvimento com a Inconfidência Mineira.

Advogado, magistrado e poeta, estudou na Universidade de Coimbra e teve contato com as idéias de renovação da cultura, pregadas por Marquês de Pombal e Luís Antônio Verney. Sua trajetória literária consolidou-se em 1768 com a publicação de Obras poéticas, livro de grande importância para a nossa história literária, pois marca o início do Arcadismo no Brasil.

Suas composições líricas focavam principalmente em desilusões amorosas, já suas poesias épicas eram focadas nos acontecimentos importantes de sua época. Uma das principais obras que escreveu é Vila Rica, poema épico que versa sobre os feitos dos bandeirantes paulistas no desbravamento do sertão, que culminou na fundação da cidade de Vila Rica.

O que torna esse poema uma obra de destaque é o fato de apresentar características do Arcadismo europeu misturadas à temática brasileira.

João da Cruz e Sousa (1861-1898)

Cruz e Sousa é um dos poetas brasileiros mais importantes do movimento Simbolista. Filho de escravos alforriados pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa, João nasceu livre e foi acolhido como filho pelo Marechal e sua esposa, o que lhe permitiu ter acesso a um alto nível de escolaridade até a morte de seus protetores.

Depois disso passou a ministrar aulas particulares e publicava versos em alguns jornais locais. Em 1881 fundou, juntamente com Virgílio Várzeas e Santos Lostada o jornal Colombo, conhecido pelo conteúdo abolicionista.

O poeta destacava-se pelo seu discurso em favor da abolição. Apesar de muito presente no meio literário, Cruz e Sousa não teve o reconhecimento que merecia e consequentemente não conseguiu conquistar estabilidade financeira através de suas obras.

Sua obra Últimos sonetos foi publicada em 1905 em Paris por Nestor Vítor, amigo e admirador de Cruz e Sousa. Essa obra agradou muito a crítica francesa que aclamou o poeta como um dos mais importantes simbolistas da poesia ocidental.

Castro Alves (1847-1871)

Poeta brasileiro conhecido como o “poeta dos escravos”, Castro Alves pertenceu à terceira geração do Romantismo brasileiro. Suas obras se destacavam por tratar dos problemas sociais da época, em especial por denunciar as crueldades da escravidão.

O poeta se envolveu com os núcleos abolicionistas principalmente na época em que morou em Recife, onde participava de diversas sociedades estudantis. Conhecido por suas excelentes qualidades oratórias, suas obras eram caracterizadas pela presença recorrente de elementos naturais como o céu e o mar, e pelo uso acentuado de hipérboles.

Recebido por José de Alencar, seu amigo, em 1868 no Rio de janeiro, a partir dali conquistou destaque aos 21 anos de idade, graças a Machado de Assis que o projetou nos meios literários. Ainda no mesmo ano apresentou uma de suas mais famosas obras, Tragédia do mar, que posteriormente ganharia o título de Navio negreiro.

Castro Alves faleceu em 1871, vítima de tuberculose e ficou conhecido como o poeta que deu à poesia e ao romantismo um sentido social.

Manuel Bandeira (1886-1968)

Conhecido pelo famoso poema Vou-me embora para Pasárgada, Manuel Bandeira é um dos mais importantes nomes da poesia brasileira. Além de poeta, foi também professor de literatura, crítico de arte e crítico literário.

Poeta e crítico literário Manuel Bandeira além de poeta também escreveu críticas sobre música e cinema.

Após contrair uma tuberculose, Manuel passou uma estadia no sanatório Cladavel, na Suíça. Nessa época conheceu o poeta francês Paul Éluard. Esse convívio permitiu a Manuel conhecer as inovações artísticas que aconteciam na Europa. Dentre as longas conversas que os dois poetas tiveram, debateram principalmente sobre o verso livre na poesia. Posteriormente, esse aspecto técnico apareceu em suas obras e fez com que fosse considerado o mestre do verso livre no Brasil.

Em 1917 ele publica A Cinza das horas, poema com influências parnasiana e simbolista. O poema Os Sapos causou polêmica na Semana de Arte Moderna de 1922. A partir de 1925 passou a escrever crônicas para jornais, fazendo críticas sobre cinema e música.

Manuel Bandeira foi nomeado professor de Literatura Hispano-Americana da Universidade Nacional de Filosofia em 1943. Estrela da vida inteira, uma de suas principais obras, foi publicada em 1966, quando o poeta completou 80 anos. Uma grande parte da temática de suas obras aborda a infância, a paixão pela vida, a morte, o amor, o erotismo, a solidão e o cotidiano.

Mário Quintana (1906-1994)

Mário Quintana começou a escrever seus primeiros textos literários aos 13 anos, na época em que estudava no Colégio Militar de Porto Alegre. Iniciou sua carreira jornalística em 1929, com a contratação pelo diário O Estado do Rio Grande e no ano seguinte trabalhou na Revista do Globo e no Correio do Povo.

Traduziu mais de 100 obras da literatura mundial, dentre elas Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, e Mrs. Dolloway, de Virginia Woolf. Em 1940, aos 34 anos, publicou seu primeiro livro com temática infantil, A Rua dos Cataventos.

Seu quinto livro, O Aprendiz de feiticeiro, publicado em 1950, teve uma grande repercussão nos meios literários. Entretanto, sua obra só ganhará reconhecimento nacional em 1966, quando o autor é premiado pela União Brasileira de Escritores, pela obra Antologia poética. Nesse mesmo ano, recebeu uma homenagem da Academia Brasileira de Letras.

Considerado como o poeta das coisas simples, seu estilo é caracterizado pela ironia e pela perfeição de sua técnica de escrita.

Carlos Drumond de Andrade (1902-1987)

Considerado um dos maiores poetas do século XX, pertenceu à segunda geração do Modernismo brasileiro. Após concluir seus estudos, Drumond inicia sua carreira de escritor publicando artigos no Diário de Minas em 1921.

Juntamente com outros escritores fundou A Revista, veículo com publicações que consolidaram o Modernismo mineiro.

Um dos maiores poetas brasileiros Drumond foi um dos maiores poetas do século XX.

A obra que impactou sua vida, o poema No meio do caminho, foi publicada em 1928 na Revista de Antropofagia de São Paulo. A construção repetitiva e inusitada do poema causou polêmica e críticas negativas.

Seu estilo poético é caracterizado por observações do cotidiano misturadas à forte presença de ironia, pessimismo e humor. Muitas de suas obras foram traduzidas em várias línguas, sendo ele também tradutor de grandes nomes da literatura mundial como: Balzac, Frederico Garcia Lorca e Molière.

Vinícius de Moraes (1913-1980)

Poeta e compositor brasileiro, Vinícius de Moraes também atuou como dramaturgo. Garota de Ipanema, composta em parceria com Antônio Carlos Jobim, tornou-se um ícone da música popular brasileira.

Após uma longa carreira como diplomata em diferentes países, ele retornou ao Brasil e dedicou-se à poesia e à música popular brasileira. Fez inúmeras parcerias musicais com grandes nomes da música brasileira, dentre eles Toquinho, Tom Jobim, João Gilberto, Chico Buarque, entre outros.

Sua obra poética teve duas fases: a primeira é voltada para as questões místicas e cristãs, a segunda aborda o cotidiano, exaltando principalmente a figura feminina e dando destaque ao amor. O poeta também se interessou pelos problemas sociais de sua época. Podemos observar esse envolvimento social em poemas como A Rosa de Hiroshima, assim como na parábola O Operário em construção.

Cecília Meireles (1901-1964)

Primeira mulher a conquistar destaque e prestígio na literatura brasileira, Cecília Meireles publicou mais de 50 obras. Além disso realizou diversos trabalhos como poetisa, professora, jornalista e pintora.

Seus talentos já se destacavam no curso primário. Ao termino desse, recebeu diretamente das mãos de Olavo Bilac a medalha de ouro pela conclusão dos estudos com louvor. Iniciou sua carreira literária aos 18 anos, com a publicação da obra Espectros em 1919. O livro trazia 17 sonetos tratando de temas históricos.

Sua obra possui muita influência do movimento simbolista e traz traços do romantismo, realismo e surrealismo. A visão espiritualista aparece muito presente em seus poemas, assim como as desilusões amorosas e a solidão.

Atuou como jornalista entre 1930 e 1931. Engajada com temas referentes à educação, seus artigos destacavam os problemas educacionais no Brasil. Em 1934 ela fundou a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Em 1939 a autora publicou o livro Viagem, que conquistou o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras.

Após esse feito ela lecionou Literatura e Cultura Brasileira na universidade do Texas e articulou conferências sobre Literatura Brasileira em Lisboa e Coimbra.

Adélia Prado (1935)

Professora, poetisa, filósofa e contista brasileira, Adélia Prado tem hoje em dia 82 anos. Entre suas principais obras estão: O Homem da mão seca, O Coração disparado, Terra de Santa Cruz, O Pelicano e Bagagem, seu livro de estréia, composto por uma coletânea de poesias e que foi muito elogiado por Carlos Drumond de Andrade. Seus textos versam sobre o cotidiano, a figura da mulher, a alegria e a fé cristã.

Mulheres na poesia brasileira Adélia Prado trouxe para a literatura brasileira um novo olhar para a temática do feminino.

Adélia é professora de formação e lecionou durante 24 anos, até que a carreira de escritora tornou-se sua principal atividade. Adélia incorporou uma revalorização do feminino nas Letras, assim como uma revalorização da mulher enquanto ser pensante. Isso foi acentuado pelo fato de Adélia assumir os papéis de intelectual e de esposa dona-de-casa, o que não era comum na época.

A autora foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Governo de Minas pelo conjunto de sua obra. Segundo a professora Ruth Silviano Brandão, uma das fundadoras do programa de pós-graduação da Faculdade de Letras da UFMG, a obra de Adélia inaugura na literatura brasileira uma poesia aberta para o feminino, o erotismo e o místico.

Esperamos que essa lista te ajude nas revisões para o ENEM. Ter um bom conhecimento em literatura e poesia vai te ajudar a melhorar seus resultados não apenas para o exame, mas também em sala de aula. Além disso, por se tratar de um gênero textual complexo, a poesia vai ampliar seus conhecimentos em interpretação de texto e te proporcionará um vocabulário mais rico, aspecto indispensável para escrever uma boa redação.

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Manuel de Barros, joao cabral de mele neto, patativa do assaré, nossos heróis ontem, hoje e sempre.