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Descubra tudo sobre como aprender as escalas no piano

De Fernanda, publicado dia 18/09/2017 Blog > Música > Piano > Dicas de acordes para pianistas iniciantes

Aprender a tocar piano requer três coisas: aprender a teoria da música, os acordes básicos e as escalas no piano.

Assim, um pianista iniciante que domine uma sequência de três ou quatro acordes mágicos e que saiba improvisar com eles já possui uma boa base na prática pianística.

É o estudo das escalas que permite ao pianista iniciante progredir na prática da coordenação entre mão direita e mão esquerda, liberando cada vez mais seus dedos.

Para começar com o piano ou progredir para um nível intermediário, o músico precisa tocar devagar as notas do acorde com a mão esquerda e, gradualmente, harmonizar com as notas na mão direita. Assim é que se cria uma melodia que soe bem aos ouvidos.

Mas é necessário memorizar a sequência das notas boas para evitar as notas erradas – aquele terrível som desafinado!

É por esta razão que é preciso estudar teoria musical, saber ler uma partitura e sobretudo – nós diríamos que é mesmo imprescindível – aprender as escalas de cor.

  • Mas, então, o que é uma escala?
  • Como aprender de cor?
  • Como improvisar nela?

É isso o que a equipe editorial do Superprof vai lhe apresentar neste artigo.

Veja como estudar as escalas no piano!

O que é uma escala de piano?

Vamos começar com um provérbio clássico: Roma não foi feita em um dia.

Nenhum aluno é capaz de dominar o instrumento depois de três ou quatro aula de teclado ou piano.

É necessário conhecer as escalas para dominar sua obra pianística. As escalas são quase matemáticas: em uma oitava, existem quantos tons e semitons?

É como com a matemática: você precisa ser dedicado se realmente quiser aprender o piano. Para progredir, é preciso ter motivação e, acima de tudo, a vontade de estudar regularmente as coisas básicas, num ritmo gradual.

Uma escala (maior ou menor) é, por definição, uma série de notas ordenadas de um mesmo modo. A última nota repete a primeira nota tocada na oitava inferior – se a escala é decrescente – ou superior se for ascendente.

A definição é um pouco mais complicada em uma aula de teoria musical:

Uma escala, em teoria musical, é a sucessão ordenada dos diferentes graus de um tom.

Se pegarmos a escala de Dó (C), por exemplo, temos sete notas, além da oitava superior: dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó.

A escala de Dó maior compreende seis tons, ou seja, seis intervalos de notas – o espaçamento entre cada tecla de piano.

Um tom corresponde à passagem entre duas teclas brancas, um semitom representa a transição de uma tecla branca para uma tecla preta, o que significa um sustenido ou um bemol.

Medimos, como em matemática, a diferença entre as notas.

É fácil: um tom corresponde à distância de dois semitons. Então, no piano, se tivermos duas notas brancas e uma preta no meio, a distância entre essas duas notas brancas é de um tom (2 semitons).

Na escala de Dó, obtemos: tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom.

Agora, em harmonia, podemos dizer que os intervalos da escala de Dó maior são:

  • A tônica (dó, primeiro grau),
  • A segunda (ré, segundo grau)
  • A terça (mi, terceiro grau)
  • A quarta (fá, quarto grau)
  • A quinta (sol, quinto grau)
  • A sexta (lá, sexto grau),
  • A sétima (si, sétimo grau)
  • A oitava (dó).

A partir daí, temos chegamos à definição de campo harmônico: é o conjunto de acordes formado a partir das notas de uma determinada escala.

Pergunta surpresa!

Qual é o acorde de quinto grau na escala de Dó maior?
(Respostas no final do artigo).

Por que ouvimos falar de escalas maiores e menores?

Esta pergunta pode parecer, a princípio, difícil. Mas no fundo, estamos falando apenas de diferentes sonoridades.

Algumas escalas são chamadas de maiores e outras de menores porque elas apresentam diferentes intervalos de notas, de tons e semitons em uma oitava.

Memorize notas compatíveis com acordes. Para aprender a tocar as escalas menores e maiores é melhor ter um piano à sua frente.

É importante lembrar que uma escala menor sempre traz uma sonoridade triste, nostálgica e até melancólica para a melodia da música tocada no piano.

Uma escala maior, ao contrário, parece mais alegre aos ouvidos.

Tudo sobre as escalas maiores

A escala maior tem como referência, na verdade, a escala natural relativa em  – chamada de Modo Jônio e classificada como modo maior – adotada pelo Ocidente e parte integrante da teoria musical na Grécia Antiga.

Para tocar uma grande escala maior no piano, basta seguir uma regra fundamental. Sempre respeite o intervalo do modo maior: tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom.

Assim, para tocar uma escala de Dó maior, é preciso tocar: dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó.

A partir daí, basta transpor para as outras escalas maiores:

Escala de ré maior: ré-mi-fá#-sol-lá-si-dó#-ré,
Escala de mi maior: mi-fá#-sol#-lá-si-dó#-ré#-mi,
Escala de fá maior: fá-sol-lá-si b-dó-ré-mi-fá.

E assim por diante para cada nota. Para entender melhor, pode ser interessante usar um dicionário de escalas maiores.

Tudo sobre as escalas menores

O modo “menor natural” corresponde ao modo antigo de Lá, ou modo eólio, adotado pelo Ocidente para escrever o modo menor.

A escala menor é, no entanto, diferente da escala de Dó maior.

Ao longo da história, um semitom foi introduzido entre as notas sétima e oitava da escala – a nota sensível – para imitar o modo de Dó maior, e isso gerou a escala menor harmônica.

Por exemplo, a nota Si é a nota sensível – a nota do sétimo grau – da escala de Dó maior e de Dó menor.

Ainda, a sequência do sexto grau – o Lá bemol – ao sétimo grau – o Si – traz uma sonoridade oriental à escala de C menor.

O Ocidente utilizou a escala menor melódica ascendente e descendente – aumentamos de um semitom os sextos e sétimos graus para obter um som “menos oriental”.

O modo menor harmônico é hoje usado para tocar acordes de piano.

E para cada escala maior há uma escala menor correspondente.

Em harmonia musical, existem quatro tipos de escalas menores. Vamos pegar, por exemplo, a de dó:

  • A escala menor natural: tom, semitom, tom, tom, semitom, tom, tom (dó-ré-mi b-fá-sol-lá b-si b-dó)
  • A escala menor harmônica: tom, semitom, tom, tom, semitom, um tom e meio, semitom (dó-ró-mi b-fá-sol-b-si-dó)
  • A escala menor melódica ascendente: tom, semitom, tom, tom, tom, tom, semitom (dó-ré-mi b-fá-sol-lá-si-dó)
  • A escala menor melódica descendente: tom, tom, semitom, tom, tom, semitom, tom (dó-si-b-lá b-sol-fá-mi b-ré-do).

Na Internet há tudo para aprender a transpor todas as escalas menores.

Como aprender as escalas no piano em poucas etapas

Para tocar o piano e as escalas, não há segredo: você tem que estudar, estudar, treinar e treinar.

É preciso estar motivado para aprender as notas em teoria musical. Como estudar as escalas no piano? Sim, essa é uma estrada longa e sinuosa!

Quem nunca ouviu um vizinho repetir as mesmas notas na sequência, ascendente e descendente?  Pois bem, isso são as escalas!

Aqui estão alguns passos para dominar as escalas e progredir os estudos.

  1. Estude de 15 a 20 minutos de escala por dia. Nunca nos cansaremos de dizer: para aprender as escalas de cor, é melhor estudar durante uns vinte minutos todos os dias em vez de acumular tudo em várias horas de estudo uma vez por semana. Há muito o que estudar – 15 escalas maiores e 15 menores. É por isso que é melhor fazer uma por uma. Assim, as habilidades do cérebro serão estimuladas e o aluno será capaz de memorizá-las. Na verdade, aos poucos você vai criar automatismos úteis na aprendizagem do piano. Além disso, é necessário dominar cada escala antes de passar para outra.
  2. Fique atento ao bom posicionamento dos dedos. Para não criar maus hábitos, é apropriado, desde o início, adotar um posicionamento apropriado. Posicione um dedo por tecla para realizar seus exercícios de piano – é fácil para a escala de Dó maior, mas depois fica mais complicado com os sustenidos e bemóis. Este método contribui para o desenvolvimento de flexibilidade nos movimentos das mãos esquerda e direita. AVISO IMPORTANTE: no piano, uma técnica particular deve ser sempre respeitada! É importante sempre fazer a passagem do polegar.
  3. Comece treinando com a escala de Dó maior e depois passe para as demais escalas menores e maiores. Ela é a primeira de todas e a mais simples. É tocada apenas nas teclas brancas do piano (dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó). Fazer subidas e descidas nessa escala maior não só contribui para treinar seu ouvido, mas também para adquirir velocidade e destreza. Tente, assim que possível, começar a visualizar e decorar as notas que ficam nos intervalos, a fim de ganhar aos poucos naturalidade e espontaneidade no toque.

Quando o pianista aprendiz toca suas músicas favoritas – como Prelúdio de Bach, a Sonata ao luar ou Para Elisa de Beethoven, a Marcha turca de Mozart ou mesmo a Aquarela do Brasil, de Ary Barroso – os estudos fluem muito mais facilmente.

Faça o mesmo com todas os outras 14 outras escalas menores e maiores.

Aqui estão algumas outras dicas para progredir:

  • Assista a vídeos online no Youtube,
  • Estude com um metrônomo,
  • Aumente gradualmente o ritmo,
  • Tente tocar sem precisar da partitura,
  • Adicione acordes na mão esquerda para acompanhar.

Por que aprender escalas é vital para se tornar um bom pianista?

Os gênios do piano não aprenderam o instrumento da noite para o dia.

Para se tornar um bom pianista, ou pelo menos para adquirir um bom estilo, é preciso aprender suas escalas de cor e dominá-las na ponta dos dedos.

Improvisando qualquer tipo de acorde: o objetivo dos alunos repetir seus menores, maiores e pentatônicos. As escalas para o pianista profissional de jazz é como o pincel para o pintor: fundamental!

É quase tão importante quanto conhecer teoria musical e solfejo, embora, obviamente, estes dois exercícios estejam relacionados.

E qual finalidade disso tudo?

Saber improvisar. Um bom pianista que conheça as escalas menores e maiores consegue improvisar qualquer música, em qualquer estilo musical.

Piano jazz, piano clássico, rock, tango, blues, mpb… Reconhecer a tônica de cada acorde lhe dá a chave para fazer malabarismos com as notas e tocar solos e melodias numa improvisação perfeita.

Segundo motivo: para tirar uma música de ouvido. Antes de tocar Chopin de cabeça, você tem de dominar as escalas.

O tempo de leitura de uma partitura é obviamente mais longo do que a escuta ativa de um músico que tenha um ouvido absoluto e um bom nível de piano.

Graças às escalas, os pianistas podem fazer arranjos pessoais que às vezes são ainda mais harmônicos e melodiosos que a peça original.

A última razão – deixamos o melhor para o final – é, claro, a composição: conhecer as escalas – e, portanto, os acordes, a teoria musical, os diferentes graus – torna possível a arte de criar sua própria música.

Para avançar rapidamente, você pode:

(Resposta à pergunta na primeira parte do artigo: o acorde de quinto grau na escala de Dó maior é o Sol maior.)

Ainda quer saber se existe ou não o melhor método para aprender o piano?

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