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A última palavra na repetência é da família ou da escola?

De Fernando, publicado dia 26/06/2018 Blog > Aulas particulares > Ter aulas particulares > Quem define os critérios de reprovação escolar no Brasil?

Embora sucessivos projetos tenham buscado melhorar os números do país na educação, a reprovação escolar ainda é uma realidade muito presente. Os problemas socioeconômicos são reflexo de muitas situações causadas por falta de investimentos efetivos em educação ou da colheita de resultados ineficientes na área.

A repetição faz parte do cenário diário: quase um quarto dos brasileiros já teriam sido reprovados em uma série escolar e a repetiram! Nós não nos importamos, quando a ameaça está longe de nós. Mas é muito diferente quando se aproxima.

Aí quando a má notícia está se aproximando… A ideia de repetição é colocada no tapete, durante o ano, ou é confirmada antes das férias de fim de ano.

Mas como saber quem define como é efetivada a reprovação academicamente nas escolas brasileiras? Fizemos um conteúdo especialmente pensando nisso e acreditamos que você terá algumas informações para pensar quando passar por uma questão como essa.

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Não existem leis que formalizem a reprovação no país

Para a educação inicial, nos anos de alfabetização, a Lei 9.394/96 proíbe a reprovação dos alunos, seguindo ordens da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Isso acontece por essa fase não caracterizar nível ou subnível educacional. Isso faz com que as crianças que passam por esse período sejam avaliadas apenas de maneira qualitativa, priorizando o real aprendizado das letras e formação de palavras e frases. A escola nessa etapa, até os 6 anos de idade, é espaço para o desenvolvimento integral da criança, complementando o papel da família e da comunidade.

Mas não existe portaria ou algo do tipo no Ministério da Educação que aponta critérios para a repetência no Brasil em qualquer outro nível acadêmico após os anos de alfabetização. Existem algumas orientações do Conselho Nacional de Educação, mas a real responsabilidade recai sobre os gestores, tanto da rede pública quanto da privada.

Muitos deles propõem, como uma alternativa para repetir, eventual criação de “um dispositivo de assistência” (que também deve estar no local, mesmo quando não é a repetência,mas como um programa personalizado sucesso educativo). De fato, eles são muito aplicados em escolas particulares para limitar o máximo possível de casos de repetição.

Assim, este continua fazendo parte da comunidade acadêmica, mas com aulas periódicas de reforço e provas suplementares.

A repetência deve ser apresentada como uma maneira de aprender melhor e reforçar os conhecimentos do aluno, não apenas como uma punição. Na verdade, o resultado final do ano é apenas consequência de toda a jornada acadêmica do aluno, que certamente teve problemas durante todos os trimestres e não conseguiu se recuperar.

Certamente as equipes da escola e da família devem estar juntas para encontrar um bom caminho para o jovem/criança e produzir um cronograma de ações para reverter a situação, sempre tratando a situação como uma possibilidade de crescimento, não como um incentivo para o crescente volume de abandono escolar.

Você já conhece os números de repetição no Brasil e no mundo?

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Quem decide sobre a orientação de um aluno?

O Artigo 26 (§3) da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas declara explicitamente: “Os pais têm o direito de escolher o tipo de educação a ser dada a seus filhos. ”

No entanto, na realidade, as coisas não são tão simples, uma vez que o Estado intervém na educação das gerações mais jovens através da criação de um sistema escolar em si.

Assim, o sistema de educação nacional goza de um poder real de delegação e tem voz na orientação das crianças.

Em cada final do ano escolar, um conselho de professores se reúne por instituição para decidir sobre a continuação da escolarização de cada aluno: passagem para o próximo ano, repetição ou período de recuperação baseado nas notas durante o ano acadêmico.

O conselho de professores é composto pelos professores e pelo diretor da escola. Suas conclusões ainda são apenas “proposições”, de acordo com a terminologia jurídica utilizada.

Portanto, se uma repetição for recomendada, a família é consultada e informada sobre a situação. Porém, tudo isso é reflexo de todo um ano de trabalhos, exercícios, avaliações e observação de relacionamentos. É importante que o diálogo não exista apenas no fim dos trimestres letivos e que várias soluções sejam propostas antes de chegarmos ao ponto final.

Existem momentos em que a repetição pode ser muito benéfica.

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Possíveis remédios para a repetência

Não se deixe enganar por uma decisão única de um diretor ou conselho de classe. Diferentes questões estão abertas para você – a ideia é que nada disso aconteça em cima da hora, o trabalho deve ser constante e durante todo o ano. O investimento em educação é algo compartilhado, então a decisão também é parte dela!

Converse com o aluno

Essa é a primeira de todas as decisões, logo no início dos problemas escolares do ano é bom tomar essa decisão. Examine o registro acadêmico do jovem e procure apoio para os pontos que chamaram mais atenção. Pode ser algo simples ou complexo, resolvido com um bom acompanhamento psicopedagógico, a troca da escola, uma conversa com os professores ou a contratação de um tutor particular.

Na maioria das vezes, a criança ou jovem dá os argumentos para que as famílias possam tomar as melhores decisões sobre o futuro. Essa é a melhor maneira de saber o que está acontecendo, com calma para que a situação possa ser bem trabalhada e trazendo opções para o estudante e sua família.

Dialogue com o conselho de classe

Esta primeira instância é composta, geralmente, por professores, responsáveis ​​pelos planos pedagógicos da escola, professores e um psicólogo escolar (ou profissional especializado nesse tipo de atendimento para os alunos, compreendendo a sua realidade além dos critérios puramente acadêmicos).

Os pais que interpuseram o recurso devem estar presentes, pois serão ouvidos para repetir e argumentar. Esta comissão então apresenta seus pontos e toma uma decisão.

Os educadores possuem visões variadas sobre a repetência, por isso é sempre bom entender o que eles pensam sobre a situação e como tudo isso é visto por quem convive com o aluno durante o ano letivo. Pode ser uma situação além das notas, falta de maturidade ou desatenção. Problemas de relacionamento entre alunos também podem causar resultados ruins para os estudantes em seus anos de educação fundamental, em que ainda são crianças e não sabem lidar com certas frustrações.

Converse com o diretor da escola

Em todas as situações, convém começar por ver o diretor da instituição, que por sua posição será mais capaz de informá-lo de possíveis abordagens, mas também as razões que levaram ao desejo de oferecer uma repetição.

A melhor compreensão dos fatos e do diálogo é uma boa maneira para avançar juntos em benefício do aluno. Certamente ele vai recebê-los, mesmo que com agendamento, pois é do interesse comum que a criança tenha sucesso acadêmico.

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A realidade exige muita atenção das famílias

É importante que as famílias criem um ambiente para o desenvolvimento contínuo e a aprendizagem completa das crianças, inclusive contando com professores particulares para suprir as necessidades acadêmicas mais pontuais. Isso é completamente normal e mostra a dedicação com os filhos para que eles possam alcançar resultados que não seriam possíveis sem apoio.

Essa responsabilidade de evitar uma repetência deve ser compartilhada com a comunidade acadêmica, como já comentamos, por ser algo que envolve uma grande gama de pessoas e traz resultados para todos em diferentes momentos. Os recursos necessários em casa etapa são distribuídos e cada um entrega o que tem de melhor para os estudantes. Seja na criação de uma proposta pedagógica diferenciada, uma atenção especial na hora das tarefas de casa, uma reunião focada nas dificuldades do estudante ou para mostrar seus pontos de destaque… Todo o trabalho é dividido com as equipes que as famílias escolheram para cuidar de seus filhos durante a vida acadêmica, mesmo que isso seja revisto periodicamente.

Mas as equipes educacionais não têm a última palavra em termos de orientação e repetição. Eles só emitem um aviso prévio – não tão prévio assim, já que é fruto de todo um período de trabalho escolar.

Os pais têm a escolha entre endossá-lo ou entrar em cena para rejeitar a proposta, o que requer a realização de painéis de apelação e muita conversa com o time acadêmico. É este último que tem a palavra final.

Mesmo que a ameaça de repetição seja descartada uma vez, ela pode voltar à tona um dia ou outro. Além disso, faz sentido ajudar a criança a entender melhor suas aspirações de carreira para escolher a melhor orientação, ou usar aulas particulares ou aulas em casa para reduzir suas dificuldades de aprendizagem.

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