Os Qing representaram a última dinastia imperial da China, vigente entre o século XVII e a República Chinesa, no século XX. Os Qing governaram durante um período no qual as grandes potências mundiais estavam a cada vez mais concentradas na Europa e, na aula de história de hoje, você vai ver também como esse império finalmente caiu, por pressões exercidas por essas potências.

No entanto, foi um período extremamente importante na história da China moderna. É como se qualquer pessoa que vivesse ali à época, precisasse entender de fato e lutar contra a queda dos Qing. É importante ainda ressaltar que foi essa dinastia que estabeleceu as fronteiras da China moderna, governando uma população multicultural e crescente, e sucumbindo a poderes como o Império Britânico, com tecnologias, comércio e aparatos militares muito mais desenvolvidos.

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Curso de história: Onde e quando aconteceu a Dinastia Qing?

A Dinastia Qing durou basicamente de 1644 a 1912, quando o império estabeleceu formalmente o poder sobre a China e deixou oficialmente de existir. No entanto, o governo dinástico precedeu essas datas, sendo tecnicamente declarado na Manchúria.

Seu professor de história provavelmente já falou que o Qing foi o quinto maior império da história. Ele não apenas estabeleceu as fronteiras da China contemporânea, como também ganhou controle sobre o Tibet, a Mongólia Exterior e Taiwan. Além disso, seu papel na Manchúria lhe concedeu uma influência significativa sobre a Coréia.

Imagem da China
É necessário entender os conflitos que influenciaram na construção e na queda da Dinastia Qing.

Os governantes eram da Manchúria, a parte nordeste da China que faz fronteira com a Coréia. Eis a razão do seu apelido: Dinastia Manchú. Á época, a capital do país era em Shenyang, mudando-se mais tarde para Pequim.

O regime entrou em colapso em 1912, depois que oito potências globais o invadiram juntas: Itália, EUA, Hungria, Japão, Alemanha, Rússia e Reino Unido. Eles estavam, na verdade, tentando reprimir a Rebelião Boxer, um movimento anti-estrangeiro, liderado pela governante da época, a imperatriz viúva Cixi. Quando a rebelião foi repelida, Cixi fugiu para Xi'an, na Manchúria e logo o império chegou ao fim.

Uma aula de história sobre as origens do Império Qing

O que parece mais interessante, se considerarmos o contexto da China em destaque no século XX é que a Dinastia Qing foi a segunda vez na história em que a China não era governada pelos Han, e a primeira no Império Mongol. No lugar disso, o governo foi estabelecido pelo povo Jurchen na Manchúria.

Inicialmente, o estado Jurchen foi estabelecido por um chefe tribal chamado Nurhaci, que tentou unificar as tribos locais ao seu redor, em 1616, declarando-se Khan do Grande Jin. Ele atacou a Dinastia Ming para unir outras tribos que àquela época ainda eram aliadas do Império Chinês em Pequim, capturando a cidade de Shenyang, em 1625, quando essa tornou-se sua capital, conhecida como Mukden.

Enquanto ele era aliado dos mongóis Khorchin (descendentes do Império Mongol, na verdade), era evidente que haviam tropas manchus suficientes para conquistar a China propriamente dita. No entanto, depois de mais sucessos militares, ele alistou mais mongóis em seu exército, inclusive o povo Han que havia desertado dos Ming.

Nurhaci morreu em 1626. Após extensas lutas familiares pela sua sucessão, seu neto Shunzhi tornou-se imperador e finalmente conquistou a dinastia Ming e Pequim e declarou o governo Qing sobre toda a China, em 1644. Shunzhi assumiu, na verdade, o Mandato do Céu, visto que havia uma crença de que qualquer um que governasse o país, à época, o faria sob intervenção do céu.

Se uma dinastia fosse derrubada, ou se houvessem desastres naturais significativos, isso era interpretado como o fato de o céu não suportar mais aquele governante. Após a conquista de Pequim, a derrubada dos Ming remanescentes ainda levou mais 17 anos.

Um curso de história sobre o ápice da Dinastia Qing

E nossa aula de história continua... Tendo estabelecido o poder Qing sobre a capital chinesa, Shunzhi contraiu varíola e faleceu, apenas seis anos mais tarde. Ele foi então substituído por seu terceiro filho, que se tornaria o imperador Kangxi. Ao longo das três gerações seguintes (Kangxi, Yongzheng e Qialong), o então sistema atingiu seu pico de força, riqueza e influências políticas, culturais e artísticas.

Kangxi governou de 1661 a 1722, tornando-se o governante chinês que durou mais tempo. Curiosamente, seu neto Qianlong poderia tê-lo superado, mas preferiu renunciar a ultrapassar o governo do avô.

Território

Durante o auge da Dinastia Qing, os imperadores consolidaram o poder da China e ampliaram ainda mais seus territórios. Kangxi derrotou os russos na batalha do rio Amur, o que levou ao Tratado de Nerchinsk, em 1689, o que permitiu que a China dominasse grande parte da Sibéria e da Manchúria (embora o Império Russo viesse a derrubá-la mais tarde). Ele derrotou os mongóis Dzungar para obter o controle da Mongólia interior e exterior e do Tibet, além do controle de Taiwan.

Parte do trabalho do imperador chinês sempre foi reprimir as rebeliões e, em 1673, a Revolta dos Três Feudatários foi anulada pelas forças de Kangxi.

Governo

A sede do governo chinês , depois de mudar-se para Pequim, estava agora na Cidade Proibida. Embora o imperador fosse um governante absoluto, ele sentou-se em seis ministérios que lidavam, respectivamente, com receitas, ritos e religião, guerras, crimes, obras públicas e nomeações para o serviço civil.

Imagem da Cidade Proibida
A sede do governo da China mudou-se para a Cidade Proibida.

As nomeações para esses ministérios foram, inclusive, divididas entre manchus e han, e alguns mongóis, a fim de manter a natureza multicultural do regime. Apenas em termos de religião, a diversidade era vasta: confucionismo misturado com budismo, taoísmo, islamismo e, mais tarde, cristianismo. Esses ministérios cuidavam principalmente da rotina, mas as principais decisões ainda eram tomadas no tribunal, onde moravam os nobres e a família do imperador.

Artes e cultura

Apesar das novas tecnologias de impressão e reprodução, a Dinastia Qing não foi o pico da cultura chinesa. A inspiração veio principalmente de artistas que atuaram durante a Dinastia Ming, anterior a ela. Á essa época, a porcelana, a pintura e o romance ganharam vida e floresceram, embora todos fossem encenados sob inspiração de Ming.

Porcelana arte chinesa
A porcelana já foi destaque na cultura chinesa imperial.

Também, o fato de os Qing serem da Manchúria causou uma série de medidas para garantir a coesão cultural em toda a China. Kangxi insistiu que nas Forças Armadas, fossem usados padrões da Manchúcia, inclusive a pena de morte. Qianlong, que reinou entre 1735 e 1796, manteve (de forma até meio agressiva) a cultura oficial confucionista e manchu, queimando todos os livros que os criticavam.

Um marco bem importante foi a criação do Dicionário Kangxi que padronizou a escrita chinesa. Kangxi também gostava de instrumentos e tecnologia do Ocidente e empregava ocidentais em sua corte.

Comércio mundial

Você provavelmente já ouviu na aula de história que embora o comércio com o Ocidente fosse uma fonte de riqueza para a China, ele também foi um dos fatores que causou o declínio do regime imperial. Depois de 1757, Cantão (atual Guangzhou) foi o único lugar permitido para o comércio com o oeste. Os britânicos, por exemplo, compraram muitas remessas de chás dos chineses.

No entanto, durante todo o período, particularmente no reinado de Qianlong, a China estava em declínio, enquanto a Europa se tornava a cada dia mais poderosa. Qianlong negou a continuidade do comércio com os europeus, enxergando-os como povos inferiores aos chineses e, depois de 1796, nenhum europeu poderia mais se encontrar com o imperador.

Curso de história: o declínio do Império Qing

Finanças

Durante o reinado de Qianlong, o estado chinês estava ficando sem dinheiro para pagar seus ministros e militares. As taxas de impostos eram muito baixas e o crescimento populacional representava uma grande pressão sobre a terra, o governo e os recursos. Os esforços para modernização foram a cada vez mais frustrados por políticos conservadores e, durante a gestão de Qianlong, a corrupção era forte, o que significa que dinheiro era desviado para coisas menos importantes.

Guerra

O século XIX, na China, foi marcado pela guerra. Talvez, as mais significativas foram as duas Guerras do Ópio com a Grã-Bretanha. O ópio era popular na China e, para ganhar dinheiro, os comerciantes britânicos tentavam vendê-lo em grandes quantidades aos chineses. A droga foi proibida, já que havia uma epidemia de dependentes, e os britânicos se ressentiram com o fim do seu lucrativo comércio.

Letras chinesas em armário
Muitas foram as vertentes que permearam a vigência do Império na China.

Isso levou à guerra, primeiro em 1840 e, depois novamente, entre 1856 e 1860. O tratado imposto à China após a vitória da Grã-Bretanha trouxe muitos ocidentais para o país e enfraqueceu o governo Qing. Em 1860, o Império Russo estava em expansão e retomou o rio Amur. Além disso, em 1894, a China lutou contra o Japão pela influência sobre a Coréia. O Japão venceu e a China foi forçada a submeter-lhe portos e terras.

Rebelião

Entre 1850 e 1864, a China foi abalada pela rebelião de Taiping, na qual o cristão Hong Xiuquan conquistou a cidade de Nanjing por uma década. No final das contas, acredita-se que 20 milhões de pessoas morreram, e a guerra inspirou muitas rebeliões semelhantes ao longo do século seguinte.

A Rebelião Boxer, de 1900, foi uma das mais importantes delas. Direcionada para os europeus, foi apoiada pela governante Qing da época, a imperatriz viúva Cixi. Ele tentou essencialmente expulsar os estrangeiros, mas isso levou oito países a invadir a China, aniquilando-a, a fim de defender seus interesses coloniais.

Queda

Como resultado, a viúva Cixi fugiu para a Manchúria. Ela retornou após um ano, em 1902, mas uma nova revolução - a Revolução Xinhai, de 1911 - derrubou seu sucessor, e uma república foi estabelecida por revolucionários anti-Qing. A república resultante levaria à ascensão do famoso Mao Zedong.

Gostou da nossa aula história? Continue acompanhando nosso blog e aprenda também sobre o Império Romano e o Império Otomano, entre outros.

 

 

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Marcia

Jornalista. Professora. Tradutora. Bailarina. Mãe. Mulher. Dedicada às minhas lutas diárias. Em constante transformação. Quando não há mais nada a dizer, escrevo!!!