Quando olhamos para a história da Europa no século XVI, muitas vezes nos esquecemos do Império Otomano. Frequentemente, nos preocupamos mais com o desenvolvimento do cristianismo, com a ascensão dos impérios espanhol, britânico e holandês e com a exploração do Novo Mundo.

No entanto, como você já deve ter visto em seu curso de história, os otomanos não eram apenas um bando de guerreiros muçulmanos com os quais a Europa lutou durante séculos. O ponto mais interessante sobre eles não é a lenda do Sultão disfarçado de homem comum, vagando pelas ruas à noite, nem as intermináveis histórias do fratricídio real, ou mesmo do príncipe com várias esposas.

No lugar disso, o Império Otomano foi um corpo político altamente bem-sucedido, culturalmente rico e relativamente liberal, cujo legado permanece até hoje.

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Aula de história: como e onde aconteceu o Império Otomano?

O Império Otomano estava centrado em Istambul, onde residia o sultão, e durou mais de seis séculos (aproximadamente de 1301 a 1922), quando entrou em colapso após a Primeira Guerra Mundial. O território coberto por ele se espalhou pela Europa, Oriente Médio e Norte da África, por onde são atualmente o Egito, a Bulgária, a Romênia, a Grécia, a Hungria, a Macedônia, a Palestina, a Jordânia, a Síria e o Líbano. Estendeu-se, na verdade, do Sul da Argélia até o Rio Danúbio.

Pode ser ainda que em seu curso de história, você tenha aprendido algo sobre Solimão, o Magnífico, que governou no século XVI, entre 1520 e 1566. Tais anos ficaram conhecidos como a Idade de Ouro do Império Otomano, uma época na qual se tentava conquistar territórios da Pérsia, da Áustria e da Rússia.

A maré começou a mudar para os turcos a partir de 1571, quando a marinha otomana foi surpreendida pelas forças europeias, lideradas pelo Papa. Depois desse episódio, sua influência na Europa foi diminuindo gradativamente , seguindo-se outros fracassos, que levaram o império ao declínio.

Curso de história: a origem do Império Otomano

A inauguração do Império Otomano normalmente é creditada a Osman I (até o próprio nome representa uma homenagem a ele). Estamos falando de um membro de uma tribo de Anatólia (região da Turquia), cujo pai teria liderado essa tribo para escapar do Império Mongol, em meados do século XIII.

Modelo de construção bizantina
O Império Bizantino marcou história, e se interligou ao Império Otomano.

Enquanto liderava uma das muitas tribos de Anatólia à época, o sucesso de Osman I veio do fato de que ele ampliou seus territórios por meio de ataques ao Império Bizantino (final do Império Romano), com base em Constantinopla (antiga Bizâncio).

Em 1453, cento e cinquenta anos mais tarde, o Império de Osman - agora sob a liderança de Mehmed, o Conquistador - sitiou Constantinopla e a conquistou pela primeira vez em mil anos. Eles renomearam a cidade como Istambul (que significa a Cidade do Islã) e a estabeleceram como a sede do Império Otomano.

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História - curso sobre a idade de ouro do Império Otomano

Após a captura de Istambul, o poder otomano desfrutou de mais de um século de glória quase ininterrupta. Os exércitos, sob o comando de Bayezid, Selim I e Suleiman, "O Grande Turco" capturaram territórios incluindo a Síria, a Península Arábica, a Palestina e o Egito.

Imagem da Turquia
O Império Otomano consistiu, em parte, na conquista da Turquia.

Ao longo desse período, a Turquia imperial floresceu. No entanto, depois de Suleiman - com o governante Selim II no trono - as coisas começaram a mudar: os turcos estavam se revoltando, até que os otomanos foram derrotados pelos exércitos europeus, e o poder imperial da dinastia começou a diminuir lentamente.

Troca

Durante a idade de ouro dos otomanos, o sultanato aproveitou a localização extremamente significativa de Istambul para aumentar o seu poder comercial. Istambul sempre ocupou um lugar muito estratégico nas rotas comerciais entre o leste e o oeste; entre a Europa, a África e a Ásia. Os otomanos negociavam com a China, no Extremo Oriente e com a Veneza, na Itália. Eles se beneficiavam enormemente do fluxo de produtos caros, incluindo seda, tintas e especiarias, por toda a Ásia Menor.

A conquista otomana do Iêmen, por exemplo, trouxe o controle turco do café da região que, quando vendido na capital egípcia, tornou Cairo uma cidade incrivelmente próspera. Muitas das conquistas do Império foram tentativas de obter o controle de diferentes rotas comerciais. A marinha turca controlava grande parte do Mediterrâneo, enquanto, por terra, travavam guerras comerciais com a Rússia. Enquanto Portugal tentava construir sua presença no Oceano Índico, os otomanos lutaram com determinação para manter sua influência ali.

Cultura

Provavelmente, o seu professor de história já te disse algo sobre o governo de Suleiman. Ele foi consideravelmente frutífero para a arte otomana. Grandes desenvolvimentos ocorreram na caligrafia islâmica, poesia, pintura, música e cerâmica. Matemática, química e filosofia eram todas praticadas, e acredita-se que muitos dos instrumentos cirúrgicos que usamos agora na medicina foram inventados pelos turcos otomanos. O arquiteto Sinam, inclusive, foi creditado por mudar a face do Oriente Médio sob Suleiman, enquanto artistas europeus, como Ticiano e Bellini, passaram um tempo em Istambul.

Religião

A inimizade e a desconfiança sentidas entre o início da Europa moderna e os otomanos baseavam-se em parte na religião: a Europa era agressivamente cristã, enquanto os turcos eram muçulmanos. Embora o otomano seja reconhecido como um regime religiosamente liberal, houve muitas histórias de terror à época sobre o papel do Islã. Muito da literatura e da propaganda foi disseminado, despertando tais desconfianças em relação ao islã (como a peça Otelo, de Shakespeare).

Retrato de Shakespeare
Uma peça de Shakespeare teria levado as pessoas a questionarem o islã à época.

Acredita-se que os turcos tenham convencido à força muitos cristãos ao islamismo, e o sistema devshirme aprisionou 20% das crianças do sexo masculino entre os cristãos que foram capturados. Eles eram convertidos e usados como escravos, sendo muitas vezes treinados pelo governo.

Suleiman, no entanto, era um líder religioso e político. Ele desenvolveu muitas escolas primárias para a educação religiosa e de alfabetização, e o título de Sultão incluía responsabilidades, como a de protetor do islã. Ao contrário da maior parte da Europa cristã, o povo judeu teve um papel muito importante na sociedade otomana e foi ativamente encorajado a partir para Istambul.

A manutenção do poder otomano no governo na aula de história de hoje

Vale a pena pensar sobre como exatamente os otomanos sobreviveram por tanto tempo, e como suas técnicas de governo permitiram que uma única família governasse por quase sete séculos. O governo otomano era conhecido por sua forte centralização e estabilidade. Embora isso fosse como um teste da força da família real, a continuidade dinástica veio com um lado assassino - os filhos reais conspiravam uns contra os outros para garantir a sucessão para si próprios.

Uma lenda comum entre os otomanos (se você fizer um curso história, certamente vai ouvir sobre isso) é que o sultão costumava se disfarçar para sair de seu palácio, Topkapi, para observar os oficiais, e garantir que todos estivessem cumprindo com seus deveres corretamente. Além disso, embora ele fosse cercado de estadistas experientes, era a sua palavra que prevalecia, no final das contas.

Ao lado da força central da monarquia absoluta, os otomanos mantiveram o poder - e espalharam seu alcance pela conquista de novas terras - com um exército incrivelmente forte. Acredita-se que este local tenha sido povoado em grande parte pelos escravos, mas a habilidade e o conhecimento dos líderes militares e navais tornaram o exército otomano temido e renomado.

O declínio do Império Otomano

Assim, como todos os grandes impérios, os otomanos em Istambul, por fim, perderam o controle do poder e do povo que dominavam. Mas, nesse caso, o processo de deterioração perdurou por séculos.

Lepanto, 1571

Uma grande virada para o Império Otomano, aconteceu em 1571, quando lutaram e perderam uma importante batalha naval com o Sacro Império Romano, em Lepanto. Após o magnífico reinado de Suleiman, esse evento sugeriu a todo o mundo que a marinha turca não era mais invencível.

Cerca de 200 barcos turcos foram destruídos, e 40 mil homens foram mortos. Esse número incluía muitos dos mais brilhantes oficiais navais, e isso sinalizou o fim do domínio turco no Mediterrâneo. Milhares de prisioneiros cristãos também foram libertados.

Viena, 1683

Após essa batalha, que os historiadores acreditam que tenha marcado o início do declínio do Império, o século XVII turco foi marcado por uma série de derrotas militares. A mais significativa delas foi provavelmente o Cerco de Viena, em 1683, que acabou em fracasso.

Imagem de Viena
Até em Viena aconteceram batalhas que marcaram o fim do Império Otomano.

Essa foi a segunda tentativa dos otomanos para capturar Viena (a primeira foi em 1529), mas esse fracasso particular interrompeu as tentativas turcas de conquistar mais terras na Europa. Essa decisão tática significou que os turcos não conseguiram acumular mais terras, levando o império a uma estagnação.

Demais fatores

Além do fracasso militar, houve ainda outros fatores que consolidaram o declínio do Império Otomano.

  • O domínio europeu do Novo Mundo significou que a beligerância do Império Otomano era menos problemática para esses cristãos, pois eles se tornaram muito menos dependentes das rotas comerciais que os otomanos controlavam;
  • A política otomana de comércio liberal significava que o império nunca realmente produziu os recursos de que precisava. Em vez disso, sua estratégia imperial foi caracterizada pelo que tem sido chamado de "curto prazo". Após a conquista, ela tirou os recursos da nova terra e seguiu em frente, no lugar de investir em longo prazo;
  • O controle político central finalmente enfraqueceu, com a rebelião e a revolta contra a autoridade política sobre todos os territórios que o império controlava. Isso foi exacerbado por vários sultões incompetentes ao longo dos séculos XVI e XVII;
  • O império finalmente deixou de existir ao final da Primeira Guerra Mundial, que lutou ao lado dos alemães. Depois disso, o Império Britânico e os franceses dividiram a maior parte do que antes era terra pertencente aos otomanos. Acredita-se ainda que a Turquia nunca se recuperou totalmente.

Aqui no Superprof é assim: você tem uma aula de história completa. Aproveite e confira também nossos artigos sobre o Império Russo e a Dinastia Qing.

 

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Marcia

Jornalista. Professora. Tradutora. Bailarina. Mãe. Mulher. Dedicada às minhas lutas diárias. Em constante transformação. Quando não há mais nada a dizer, escrevo!!!