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10 quadros que você tem que conhecer!

De Sophia, publicado dia 08/08/2019 Blog > Artes e Lazer > Desenho > Quais são as telas mais famosas da história?

“A ciência da pintura é tão divina que transforma a mente do pintor numa espécie de espírito de Deus”. Leonardo da Vinci

Todos os dias, entre 15.000 e 20.000 pessoas visitam a Mona Lisa no Museu do Louvre. É, talvez, a obra de arte mais famosa do mundo. No entanto, muitos outros artistas deixaram sua marca na história da pintura. Entre grandes nomes como Degas, Renoir, Kandinsky, Rembrandt, Vermeer, Courbet, Seurat, Klimt, Pissarro, Mondrian, Le Caravage, Warhol, Caillebotte, Goya: quadros famosos não faltam.

Entre as obras mais renomadas e conhecidas da história da pintura, escolhemos estas dez. Esperamos que vocês gostem e que elas sirvam de inspiração para aqueles que estão aprendendo a desenhar!

Mona Lisa, de Leonardo da Vinci

Mona Lisa Louvre Sem dúvida, a Mona Lisa é o quadro mais conhecido do mundo

Quem não conhece a famosa Mona Lisa e seu sorriso enigmático? Sem sequer tê-la observado no Museu do Louvre, é impossível não conhecer esta obra prima reproduzida em todos os livros de arte. Pintada por Leonardo da Vinci no início do século XVI, o quadro representa o retrato de uma mulher que, pelo que se sabe, era a esposa de Francesco del Giocondola, uma fiorentina chamada Lisa Gherardini.

De acordo com a lenda, Leonardo da Vinci, chamado pelo rei Francisco I da França, levou a obra em suas malas para se instalar no Château du Clos Lucé em Amboise, perto de uma das residências do rei. A pintura a óleo foi então exposta no Palácio de Versalhes e é exibida agora no Louvre com um esquema específico de segurança para evitar que os milhares de visitantes diários a danifiquem.

Para além da genialidade de da Vinci, a obra atingiu um novo nível de notoriedade após ter sido roubada em 1911 por um italiano que pretendia devolver a obra ao seu país de origem.

A obra é conhecida pelos detalhes magistrais da sua composição: uma verdadeira aula de desenho! O retrato tem um enquadramento bastante original para a época em que foi executado, podendo inclusive lembrar uma foto de passaporte de hoje em dia. Para além do enquadramento, outra característica que chama a atenção é o fato da Mona Lisa nos seguir com seus olhos, não importando desde onde a estivermos olhando. Este é um mistério que ainda é estudado hoje e que mostra claramente a genialidade de Leonardo da Vinci. Pergunte ao seu professor de desenho sobre os segredos deste grande mestre e veja se você pode incorporar um pouco da sua genialidade aos seus desenhos!

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Guernica, de Pablo Picasso

Exposta no Museu Reina Sofia de Madrid, Guernica é uma das obras mais conhecidas de Pablo Picasso e mede, pelo menos, 3,5 metros por 7,8 metros. É um dos quadros mais importante do século XX e retrata um acontecimento terrível: o bombardeio alemão em 1937 da cidade homônima. O pintor quis então transmitir o horror mas, principalmente o sofrimento dos habitantes espanhóis durante a guerra civil do país. O bombardeio matou quase 2000 pessoas.

A composição da pintura, de claro estilo cubista, e o seu tamanha fizeram dela uma obra impressionante e comovente. Executada para integrar o pavilhão espanhol da Exposição Universal de 1937, a obra só voltou à Espanha em 1981, depois da morte de Francisco France, uma vez que Picasso não desejava que a tela fosse exibida em território espanhol até que o país voltasse a ser uma democracia. Durante esse período, a obra primeiramente rodou o mundo em mostras que tinham como objetivo angariar fundos para a resistência republicana espanhola. Logo, o quadro integrou o acervo do MOMA em Nova Iorque por cerca de quatro décadas, até ser devolvida ao Estado Espanhol.

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A liberdade guiando o povo, de Eugène Delacroix

Quadro Delacroix liberdade Delacroix escondeu uma série de símbolos neste quadro que representa a identidade nacional francesa.

É, sem dúvida, uma das pinturas mais famosas do Museu do Louvre. A Liberdade guiando o povo foi pintada pelo artista romântico Eugène Delacroix em 1830 e depois exposta no Salão de Artes de Paris em 1831. O título da pintura era então “Cenas de barricadas” em referência à Revolução de Julho (ou “As três gloriosas”) que se seguiu à Revolução Francesa. A revolução encerrou o período da Restauração Francesa (após a queda de Napoleão Bonaparte), durante o qual eclodiram motins em Paris, onde barricadas foram construídas para defender as liberdades do país.

Delacroix escolheu representar a liberdade na forma de uma mulher usando o barrete frígio, chapéu símbolo da Revolução Francesa, e segurando bandeira do país. A sua postura é reminiscente de estátuas antigas. 

Exposta no Museu do Louvre desde 1874, a pintura é frequentemente utilizada como símbolo da república e da democracia. Se você está fazendo um curso de desenho artístico, observar e estudar esta obra pode te ajudar a ampliar seu repertório de como elementos simbólicos podem ser usados para potencializar o impacto de uma pintura.

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A Balsa da Medusa, de Theodore Géricault

Primeiro chamada de “Cena de um naufrágio” pelo seu autor, Theodore Géricault, a “Balsa da Medusa” é uma das pinturas mais famosas do romantismo, um movimento artístico que se foca em representar os acontecimentos atuais da época. Esta pintura, de 491cm de altura e 716cm de largura, pintada entre 1818 e 1819, representa um triste acontecimento ocorrido em 1816 no litoral do Senegal.

Trata-se do naufrágio de uma fragata da Marinha Real Francesa na costa africana. O capitão, que tinha pouca experiência, não conseguiu endireitar o barco. Como os botes de resgate não eram suficientes para o número de tripulantes, os demais oficiais tiveram de construir uma jangada com os elementos disponíveis a bordo. Dos 150 homens que partiram na jangada, apenas 10 sobreviveram às tempestades e episódios de canibalismo que afetaram a tripulação. 

Para criar este trabalho, o pintor Géricault fez um rigoroso trabalho de pesquisa, procurando todas os dados necessários para ser o mais fiel possível à realidade. No fundo da tela, o autor desenhou um bote salva-vidas para dar esperança aos marinheiros, mas em vão, pois o comandante do bote não enxergava a jangada.

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Almoço na relva, de Édouard Manet

Almoçó relva Manet pintura Aqui parodiado em escultura, o quadro já foi reproduzido muitas vezes em todo tipo de suporte

“Almoço na relva” é uma pintura de grande importância histórica. Considerada uma das primeiras obras de pintura moderna, foi rejeitada pelo júri do Salão de Artes de Paris de 1863. A pintura foi então exposta no “Salão dos Rejeitados” no mesmo ano e, depois, no ano seguinte, provocando a indignação dos visitantes.

A mulher nua em primeiro plano, acompanhada por dois homens vestidos, chocou os parisienses. A obra foi amplamente criticada tanto pela sua temática, quanto pelo seu estilo. Édouard Manet, ao criar esta obra, definitivamente rompeu com os códigos de pintura da época. A perspectiva não é respeitada e as sombras e luzes destacam os personagens da vegetação rasteira. Trata-se de uma maneira de pintar que não era muito popular na época, mas que fez de Manet um dos maiores pintores da nossa história, sendo frequentemente estudado por aqueles que querem aprender a desenhar.

Impressão, nascer do sol, por Claude Monet

Pintado em 1872 por Claude Monet, “Impressão, nascer do Sol” marcou a história da arte ao construir a base para o que viria a ser tornar o movimento impressionista. Claude Monet reproduziu o porto francês de Le Havre em um estilo totalmente inusitado para a época. Primeiramente pela técnica da pintura, mas também por marcar um afastamento em relação aos temas sérios do romantismo, dando maior espaço para cenas cotidianas, como o nascer do sol.

O nome “impressionista” foi cunhado pelos críticos de arte da época, que zombavam deste novo estilo anunciado por “Impressão, nascer do sol”. Em artigos em diversos veículos, como o jornal satírico Le Charivari, os críticos se divertiam zombando de artistas como Renoir, Pissaro e, claro, Monet; que viriam se tornar grandes nomes do movimento impressionista e são venerados até hoje.

O jornal dirá:

“O Sr. Monet e a Sra. Morisot parecem ter declarado guerra à beleza”

Esta crítica, porém acabou dando origem ao grande movimento impressionista. Afastando-se das obras muito acadêmicas da época, os pintores impressionistas decidiram pintar momentos da vida cotidiana, abusando de uma paleta de cores bastante brilhante. Com esta pintura, Claude Monet é, portanto, considerado pelos historiadores da arte como um dos principais fundadores e líderes do movimento.

O grito, de Edvard Munch

o grito, pintado em 1893, é a principal obra do pintor norueguês Edvard Munch. Expoente da pintura expressionista e da arte moderna, ele segue a linha de artistas como Van Gogh ou Gauguin.

O quadro representa uma forma humana, olhando para o espectador com uma expressão horrorizada. O fundo não é retratado em muitos detalhes, mas pode-se distinguir a grade de uma ponte nas cores laranja e azul, além de outras silhuetas.

Este trabalho de Munch inspira medo e angústia. O artista é frequentemente descrito como um pintor de alma torturada. Muitos dramas moldaram sua vida como a morte prematura de sua mãe e irmã.

A tela é conhecida ao redor do mundo e foi reproduzida ou reinterpretada diversas vezes, o que atesta e contribui para a popularidade da obra. A semelhança entre o trabalho e a máscara do filme “Pânico” é inegável! Que tal usar a pintura no seu curso de desenho para treinar formas de retratar sentimentos de forma mais eficaz?

A Grande Onda, de Kanagawa Hokusai

Grande Onda Hokusai pintura japones O Monte Fuji, um dos elementos centrais da tela, quase passa despercebido frente à impressionante onda!

Este trabalho do grande mestre japonês inspirou os pintores impressionistas da época. Produzida em 1830 ou 1931 durante o período Edo, trata-se de uma estampa japonesa, mais conhecida como “A Onda”.

Faz parte de uma grande série do artista intitulada “Trinta e seis vistas do Monte Fuji”, conhecida pelo uso do azul prussiano. O trabalho tornou-se particularmente famoso na época, graças à mistura de características da gravura tradicional japonesa com técnicas de perspectiva à moda ocidental. 

Amplamente apreciada tanto no Japão , quanto na Europa, “A Grande Onda” é uma importante obra da história da arte internacional, tendo ganhado um caráter icônico e sendo reproduzida em todo tipo de contexto e objetos. 

Les Demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso

Primeiro intitulado “Le Bordel d’Avignon”, esta pintura de Pablo Picasso marca o início da desconstrução e chegada do cubismo. Pintada em 1907, a tela é o resultado de uma experiência realizada por Picasso e seu amigo Georges Braque.

Na época, Picasso recebeu uma carta de Cézanne referindo-se ao aspecto do mundo feito de círculos e quadrados. O artista decide então usar esses elementos para representar o mundo a partir de formas geométricas. Para isso, o artista fez muitos esboços antes de chegar ao resultado tal como o conhecemos.

Os personagens da pintura tem um aspecto distorcido e geométrico. Mais uma vez, este foi um quadro que criou um verdadeiro escândalo no mundo da arte, mas que construiu as bases para o início da arte contemporânea no século XX. Se você já fez um curso de desenho realista e agora quer testar novas técnicas, Picasso te mostra o caminho!

Persistência da memória, de Salvador Dalí

“Persistência da memória” é uma das maiores obras de Dalí, grande expoente do movimento surrealista. Pintado em 1931, o óleo sobre tela representa a praia de Portlligat, onde os relógios parecem derreter sob o sol forte. Dalí dá a impressão de querer retratar a sua angústia diante da passagem do tempo. Mais conhecida como “Os relógios derretidos”, reza a lenda que a obra surgiu de um impulso de inspiração que atingiu Dalí ao observar os camemberts derretidos após uma refeição. Para admirar a obra, é preciso visitar o MOMA em Nova Iorque.

Seja para um curso de pintura em tela, um curso de desenho técnico ou um curso de desenho online, conhecer estas pinturas permite entender um pouco mais quais são as possibilidades de onde se pode chegar com uma tela, um lápis, tintas e pincéis. Agora, mãos à obra!

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