"A pintura está cada vez mais próxima da poesias, agora que a fotografia a libertou da necessidade de contar uma história" Georges Braque

Da pintura mural à pintura a óleo, a história da arte evoluiu muito e passou por diversas reviravoltas. Com movimentos artísticos e tendências como o classicismo, romantismo, simbolismo, pintura flamenga, pop art, entre outros, a pintura ocidental tem se transformado constantemente, dando origem a grandes obras-primas como "O Grito", "Monalisa" e "Guernica". Conhecer essa história é fundamental para todos aqueles que querem aprender a desenhar ou pintar.

É verdade que a maioria dessas obras históricas se encontram em museus Europeus ou dos Estados Unidos, o que significa que é preciso viajar para admirar ao vivo a maioria destas grandes obras primas. Mas, cada vez mais, não é preciso sair de casa para aprender mais sobre arte, já que muitos museus inclusive oferecem visitas virtuais ou catálogos online. Se esse for o seu caso e você estiver aprendendo a desenhar com um curso de desenho online, não deixe de ler esse texto para aprender mais sobre a teoria por trás dos grandes períodos da história da arte!

Pré-história e os inícios da pintura

A arte da pintura é muito mais antiga do que podemos imaginar. O homem pré-histórico começou a pintar durante o período madaleno, cerca de 17.000 a 10.000 anos antes de Cristo. Naquela época, os homens conheciam apenas três cores: o ocre amarelo, o ocre vermelho e o preto carvão vegetal. Estas cores foram extraídas de materiais como o manganês ou o ferro.

Se, em períodos posteriores, o universo da pintura foi dominado por retratos e naturezas mortas, o homem prè-histórico pintou principalmente animais como cavalos, bisontes e mamutes. A fim de dar alguns efeitos de relevo às suas obras, estes artistas utilizavam as saliências naturais ou cavidades das paredes sobre as quais pintavam.

Ritual ou expressão artística, as grandes pinturas rupestres são ainda objeto de grandes pesquisas arqueológicas. Alguns dos maiores vestígios de pintura pré-histórica podem ser encontrados na França e Espanha, incluindo as famosas cavernas de Lascaux e da Gruta Chauvet, ambas na França. Para aprender mais sobre este período, recomendamos assistir ao documentário "A caverna dos sonhos esquecidos", de Werner Herzog. 

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Pintura na antiguidade

acrópole antiguidade grega
Na Grécia Antiga, pinturas decoravam edifícios importantes de função religiosa e simbólica.

A pintura evolui ao longo do tempo, mas os suportes permanecem praticamente os mesmos. Na antiguidade, os gregos ainda pintavam nas paredes para decorar moradias e outras obras arquitetônicas. Ainda sem incorporar elementos de perspectiva, as obras representam humanos, animais ou edifícios que são frequentemente de natureza religiosa ou evocam certos sacrifícios ou rituais.

A pintura grega é também amplamente conhecida por ter decorado todo tipo de cerâmica. As cores preto e vermelho são usadas para pintar a vida cotidiana da época.

Trata-se de um estilo que mais tarde influenciou a pintura romana. Na Itália, as pinturas decoram principalmente grandes vilas com representações da paisagem local.

Confira essa lista de vinte artistas mais famosos da arte!

A Idade Média e a arte dos manuscritos

A Idade Média representa um período em que a pintura se afasta dos elementos da vida cotidiana, como objetos e obras arquitetônicas. Ao contrário do que aconteceu na antiguidade, durante a Idade Média as pinturas foram relegadas principalmente à ilustração de grandes manuscritos, como o Livro de Horas, um livro para que os fiéis católicos soubessem quando rezar e quais preces seguir.

Um pouco mais tarde, começou-se a pintar em placas de madeira. Pergaminhos ainda eram usados, mas os painéis de madeira começaram a ser incorporados cada vez mais, sendo usados como telas. Os temas das pinturas passam a ser cada vez mais realistas e os artistas começam a incluir elementos de perspectiva. Giotto di Bondone e Cimabue são particularmente conhecidos por serem grandes artistas da pintura medieval. 

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O renascimento: o surgimento das telas

leonardo da Vinci grandes telas
Leonardo da Vinci é um dos grandes mestres do Renascimento, conhecido pela técnica do sfumato

O período renascentista representou uma verdadeira revolução para a pintura. Os artistas afastam-se gradualmente da religião como tema predominante e começam a voltar seus olhos para o mundo que os rodeia, principalmente através de retratos.

Leonardo da Vinci foi o pioneiro em mostrar os laços entre arte e ciência. Em particular, da Vinci utilizará a ciência para estudar a anatomia do corpo humano e representar as pessoas de uma forma mais realista.

O surgimento da tela como suporte muda radicalmente a postura do artista em relação ao ato de pintar. Embora os suportes de madeira continuem a ser utilizados, a tela passa a ser gradualmente incorporada. Esta era marca também o início da pintura com cavalete. 

Fra Angelico, Andrea Mantegna, Le Tintoretto, Sandro Botticelli, Raphael, Leonardo da Vinci, Michelangelo, os grandes artistas da época eram principalmente italianos, embora a escola de pintura holandesa não deva ser menosprezada. No norte da Europa, destacavam-se pintores como Lucas Cranach ou Pieter Brueghel.

Alto Renascimento, entre 1500 e 1530, é um período considerado como o apogeu da pintura. Leonardo da Vinci vai para a França sob as ordens de Francisco I e brilhantemente desenvolve a técnica do sfumato, dando mais liberdade ao acabamento das obras. Os detalhes são menos precisos e os artistas começam a adotar o estilo do maneirismo, uma forma de anunciar o estilo barroco dos próximos anos.

Para todos aqueles que estão fazendo aulas de desenho, especialmente aqueles que estão fazendo um curso de desenho realista ou um curso de desenho técnico, o período renascentista não pode ser ignorado! Seja ao vivo ou em livros, é fundamental fazer uma imersão na obra desses grandes mestres, que acabam sendo verdadeiros professores ensinando desenho. 

Conheça as pinturas mais famosas da arte!

Pintura barroca e rococó

No início do século XVII, os pintores afastaram-se consideravelmente do estilo renascentista e criaram o que seria chamado de pintura barroca.

Entre os expoentes deste estilo podemos citar muitos artistas que são agora reconhecidos entre os maiores pintores da histório, como:

  • Caravaggio
  • Rembrandt
  • Rubens
  • Velasquez
  • Poussin
  • Georges de La Tour
  • Vermeer

As telas de Caravaggio são particularmente características da pintura barroca. Ao contrário do que se via no renascimento, as obras barrocas privilegiam a emoção na pintura, representando os fatos no seus momentos mais trágicos. Os artistas não se censuram e usam o jogo de luz, sombras e cores para reforçar a emoção das telas. 

Os historiadores da arte apontam particularmente para a invenção da técnica de claro-escuro, que destaca certos detalhes dos personagens através da iluminação de uma vela ou de outros meios. Os contrastes são muito fortes e as pinturas bastante escuras. 

Um pouco mais tarde, o estilo rococó invadiu a Europa. Desta vez, ele passa a ser mais leve e, por vezes, até erótico. Um verdadeiro estilo decorativo, usado tanto na pintura quanto na fabricação de móveis, o estilo rococó seduz a corte real e os nobres. Watteau, Chardin e Fragonard são os principais representantes na França e são frequentemente reproduzidos durante o processo de desenho, sendo muito utilizados como exemplo em cursos de desenho. 

Confira o top 12 dos pintores contemporâneos famosos!

Do neoclassicismo ao realismo

coroação de Napoleão
Jacques-Louis David é um dos expoentes do neoclassicismo, recebendo grandes encomendas do Estado francês

O século XIX foi muito movimentado em termos de correntes artísticas. Estilos e escolas se sucedem e marcam o século como um dos mais importantes da história da arte.

O neoclassicismo de Jacques-Louis David

No final do Século XVIII, muitos pintores sentiram o desejo de voltar à simplicidade. Frente às frivolidades do espírito rococó e o lado obscuro do movimento barroco, os pintores decidiram incorporar as características de uma pintura mais clássica. Em meio ao iluminismo, surgiu o movimento neoclássico, particularmente na época em que as ruínas de Pompeia estavam sendo redescobertas. O estilo antigo tornou-se então um modelo para artistas que desejavam voltar às fontes da arte.

Aos poucos, este impulso neoclássico perde fôlego e vai cedendo espaço ao romantismo.

O romantismo de Eugène Delacroix

O romantismo foi um dos movimentos artísticos mais significativos da história da arte. Grandes pintores como Eugène Delacroix, Théodore Gericault ou Francisco de Goya fizeram parte deste movimento, conhecido pelo apelo aos sentimentos e à melancolia. As pinturas da época representam frequentemente paisagens ou eventos em que a natureza é o elemento central. O movimento reflete o desejo de mostrar que a natureza é mais forte que a humanidade a partir da representação de catástrofes como massacres e naufrágios, entre outros.

O realismo de Gustave Courbet

Quase como uma fotografia, o movimento realista pretendia refletir a vida e os acontecimentos da época. Longe da imaginação e da estética do movimento romântico, os pintores realistas de meados do século XIX desejavam voltar a colocar os seres humanos no centro da pintura. A evolução social, a vida cotidiana, a chegada das máquinas: as pinturas realistas oferecem um panorama fiel e completo da vida do século XIX. 

A chegada da fotografia no final do século XIX introduz um choque: os artistas já não tinham de pintar o ambiente de forma realista. A pintura é então gradualmente transformada, tornando-se, acima de tudo, um meio de expressão. 

Pintura moderna e contemporânea

Vincent Van gogh pintura moderna
Pintores como Van Gogh quebraram as regras dos períodos anterior e consolidaram a pintura moderna

Em 1872, Claude Monet expôs sua pintura "Impressão do Sol Nascente" no "Salão dos Rejeitados" de Paris. Muito apegados aos códigos acadêmicos da época, os críticos escracham a pintura que, no entanto, marcou o início da pintura moderna. Uma pintura feita ao ar livre, que permite reproduzir momentos da vida que podem parecer sem importância ao lado dos grandes acontecimentos pintados ao longo da história da pintura. Esta era a proposta do impressionismo.

O movimento impressionista nasce. Aos poucos, novos artistas foram surgindo e ajudando a desenvolver o espírito da pintura moderna. Cézanne, Gauguin e Van Gogh continuam a representar paisagens e naturezas mortas de todos os tipos. O fauvismo, mas também a escola Pont-Aven, reforçam a ideia de que a pintura moderna encontrou definitivamente o seu lugar.

Alguns anos mais tarde, a pintura contemporânea apareceu, principalmente a partir da obra de Pablo Picasso. Com seu quadro "Les Demoiselles d'Avignon", Picasso faz história com sua pintura desconstruída, sem perspectiva ou proporção humana. Assim, o artista lançou as bases para o que hoje é chamado de cubismo.

Com seu amigo Georges Braque, ele tem o prazer de inventar os próprios limites. Segue-se a arte abstrata de Kandinsky, o dadaísmo de Marcel Duchamp e Francis Picabia ou o surrealismo de Dalí e Magritte. Movimentos artísticos e pintores que marcarão para sempre a história da arte do século XX.

Como fica evidente, a história da pintura é repleta de reviravoltas e de diversidade. Mas é inegável que, a cada vez que uma nova corrente ou movimento surge, ela dialoga diretamente com seus predecessores, seja para imitá-los ou para contrariá-los. Por isso, se você está fazendo um curso de desenho, não pode deixar de conhecer estes artistas e elementos. Fale com seu professor de desenho e conte de quais movimentos gostou mais ou menos e use esse impulso de inspiração para seus próprios trabalhos!

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Sophia

Nascida no Brasil e radicada na Espanha, ama escrever e aprender, juntando as duas paixões no Blof do Superporf!