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Conheça as melhores dicas para cantar e tocar o piano ao mesmo tempo

De Fernanda, publicado dia 07/10/2017 Blog > Música > Piano > É possível tocar teclado e cantar simultaneamente

Você provavelmente já deve ter percebido que não é fácil conseguir tocar uma música no piano e cantar ao mesmo tempo. Mas não se preocupe, não é impossível, longe disso. Com um pouco de esforço, você chega lá.

Aprender piano e cantar é um grande desafio.

É ainda mais difícil do que com o violão. Tornar-se um pianista não é coisa fácil.

Quando você se concentra bastante na parte do piano (mesmo fazendo aula de teclado online ou presencial ou piano), você se esquece das letras, se confunde na melodia.

Quando, ao contrário, você se concentra na parte vocal, os acordes não fluem, você toca fora de ritmo, você erra a nota, e o andamento não é mais o mesmo. Mas como resolver esse problema?

Aqui estão algumas dicas e observações para tocar com sucesso o piano e cantar ao mesmo tempo, como fazem seus maiores ídolos.

A regra de ouro: comece estudando uma parte de cada vez (voz e piano)

Quem são os grandes músicos de piano? Elton John é uma das referências quando se fala em grandes compositores de melodias no piano!

Seu sonho sempre foi se tornar um Elton John? Tocar as notas perfeitas e soltar aquela voz com emoção?

Bem, o objetivo aqui é conseguir conciliar duas tarefas difíceis ao mesmo tempo. Nosso cérebro não é projetado para fazer duas coisas simultaneamente, ou pelo menos, não é algo que seja espontâneo e natural para todos. No fundo, o método para chegar lá consiste em adquirir certos automatismos.

Isso pressupõe dominar o canto, por um lado, e o toque de piano, por outro lado, separadamente. E só depois conciliar os dois.

Antes de começar a introduzir sua voz em um trecho de música que você toca no piano, você precisa dominar a música em questão.

E não é só isso: você também precisa dominar as letras. Em suma, o trabalho a ser realizado é o mesmo que aquele exigido para ganhar a independência de ambas as mãos: você precisa estudar cada parte separadamente (canto + instrumental) até dominar tudo, antes de tentar tocar e cantar ao mesmo tempo.

Uma dica: antes de começar suas tentativas de sincronização de ambas as partes, toque a música no piano e solfeje a música ao mesmo tempo. Isso permite que você se concentre apenas nas inflexões de voz, ritmo, melodia, abstração de palavras.

Pois no canto há vários aspectos: o aspecto puramente musical e o aspecto “literário”. No final, não são duas coisas que devem ser feitas ao mesmo tempo, mas três: tocar a música, cantar a melodia e falar as letras. Sem o domínio de cada um desses aspectos, você nunca poderá sincronizar tudo.

Ouça bem a versão original

Uma técnica para conseguir tocar e cantar ao mesmo tempo é estudar a versão original da música. Mergulhe fundo na composição (de preferência a versão de estúdio): examine como o cantor coloca sua voz na música que ele toca. Tente ter esta versão original como modelo, estudar até o esgotar a obra.

Você, naturalmente, pode se afastar da versão original e propor uma versão mais pessoal.

Na verdade, esse é o objetivo, certo? Nós também tocamos música para liberar nossa criatividade. Só que isso só  vai acontecer em um segundo momento. De forma muito geral, para conseguir expressar a criatividade de alguém em um campo literário ou artístico, é preciso dominar os fundamentos, os conceitos, as regras de base. No que nos diz respeito à sua interpretação, a ideia é a mesma: antes de propor variações, você precisa dominar a versão original.

As pessoas que produzem as melhores interpretações são aquelas que primeiro sabem como cantar e tocar a obra em sua versão original.

Você vai ver que isso vai ajudá-lo no seu trabalho de sincronização entre voz e piano. Tenha muito cuidado com a sincronização dessas duas partes, da forma como uma determinada palavra cai sobre uma nota, e assim por diante. Preste atenção à entonação, à intensidade e aos aspectos rítmicos da música e do canto. Faça um esforço real para reproduzir literalmente as técnicas utilizadas pelo cantor para sintonizar a voz e os acordes.

Além disso, ao aprender de cor a versão original, você adquire um conhecimento muito apurado da música, o que reduz a possibilidade de erros de interpretação. Em geral, achamos que já conhecemos uma música, e muitas vezes ainda não é o caso. Ouvir cuidadosamente a música permite que você visualize todos os aspectos que podem ficar despercebidos em outras ocasiões: silêncios, inflexões de voz, notas, mudanças rítmicas, etc.

Se você ainda tiver dúvidas, sempre pode pedir ajuda para seu professor de piano durante sua aula de teclado ou piano particular.

Usar uma partitura simplificada (opcionalmente)

Por que escrever partitura de piano? Melodia & letra: um equilíbrio nem sempre fácil de ser encontrado.

Se você realmente não consegue sincronizar direito a parte da voz e a parte instrumental no piano, é possível que a obra não esteja adaptada ao seu nível. Nesses casos, uma boa técnica é usar uma partitura simplificada.

Na maioria das músicas – em português ou em outras línguas – existem várias versões possíveis da partitura: a original, elaborada na composição da música, e uma versão simplificada, às vezes apresentada sob a forma de um sequenciamento de acordes.

Você pode até começar com a partitura simplificada antes de passar para a partitura original – fica a seu critério. A partitura simplificada tem a vantagem de apresentar de forma clara a estrutura da obra em termos de acordes e, portanto, facilita a análise da música.

Na verdade, só existem vantagens se você começar com a partitura criptografada e simplificada.

Alguns exercícios para praticar o piano e voz

Abaixo estão alguns “truques” que podem ajudá-lo no seu estudo, alguns exercícios que o ajudam a treinar:

  • Tente falar enquanto toca a música no piano (não estamos falando de cantar uma música, mas simplesmente falar). Você vai ver que não é tão simples assim, porque exige o conhecimento perfeito da obra. Este exercício pode ser considerado como um teste: indica se você está familiarizado com a música (a parte instrumental) ou não, se ela foi ou não assimilada pelo seu cérebro e pelos seus dedos. Se você não conseguir, sabe que precisa estudar mais.
  • Separe as sílabas das letras da música e analise bem em que nota cai tal sílaba. Isso criará marcos históricos que ajudarão a sincronizar voz e partes instrumentais do ponto de vista rítmico. A dificuldade do exercício da sincronização é precisamente imitar duas linhas rítmicas diferentes. Concentre-se em sílabas-chave primeiro.

Ainda nessa ótica de sincronizar as duas partes rítmicas – o canto e a peça de piano -, use um metrônomo. Claro, o ideal é poder treinar sem ele, mas no começo pode ser muito útil. No lugar do metrônomo, você pode usar seus pés para marcar o tempo. Em todos os casos, é importante ter marcadores rítmicos.

Não pense duas vezes em consultar nosso artigo que explica como compor um obra no piano.

Comece tocando e cantando uma música fácil

É óbvio, mas vale a pena repetir: é melhor começar tocando uma obra mais fácil, tanto no nível instrumental quanto no nível da voz. Isso vai ao encontro do que dissemos mais acima, quando mencionamos o truque de escolher uma partitura simplificada.

Quanto à metodologia de ensino, não importa em qual área do conhecimento, é preciso sempre começar do mais simples ao mais complicado.

Querer pular etapas é contraproducente pois faz você perder muito tempo no final das contas.

Uma obra musical simples é uma obra:

  • Que contenha acordes simples. E, mais no geral, que contém poucas linhas melódicas. Se você precisa gerenciar a harmonia e a melodia no nível da partitura, isso só vai aumentar a dificuldade quando for necessário acrescentar o canto. Uma música simples é uma música cuja parte instrumental trata quase que exclusivamente da harmonia e a parte do canto da melodia.
  • Que contenha sequenciamentos simples de acordes. O que reforça a observação anterior. Não só os acordes devem ser simples, mas também a sequência deles.
  • Que use um ritmo simples, de preferência em 4/4 (4 semínimas por medida), sem síncopes, sem contratempos.

Um canto simples é um canto:

  • cuja velocidade de locução seja relativamente lenta.
  • cuja linha melódica seja linear, sem saltos muito grandes (nada de saltos de oitava).
  • que não exija variações de intensidade muito importantes.
  • E eventualmente: cujas letras sejam fáceis de memorizar.

Para sua primeira tentativa, escolha apenas uma música, e também uma música que você goste bastante.

Você terá muito mais motivação ao treinar com uma música que você aprecia. É fundamental saber como associar estudo e diversão.

Como cantar e tocar teclado ao mesmo tempo? Para tocar bem, é preciso relaxar e se divertir também.

Conclusão:

Existem várias técnicas para conseguir cantar e tocar piano ao mesmo tempo. Você sabe qual é o melhor momento para tocar teclado?

Em qualquer caso, isso exige estudo, dedicação, disciplina, como qualquer outra técnica utilizada por pianistas profissionais, como a independência e a coordenação da mão direita e da mão esquerda.

Mas, depois de um pouco de esforço, os acertos vão lhe motivar cada vez mais a progredir no seu treino. É importante saber que estudar com regularidade é a chave do sucesso do pianista. Toque um pouco, mas todos os dias.

Boa sorte!

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