Aulas particulares Idiomas Música Apoio Escolar Esporte Artes e Lazer
Compartilhar

Quais tipos de desenho existem?

De Carolina, publicado dia 05/02/2018 Blog > Artes e Lazer > Desenho > As diferentes formas de desenhar

Quais são os tipos de desenho que você prefere?

Você tem uma inclinação para o desenho humorístico, humor negro, sátira?

O que você prefere nos jornais, são os desenhos?

Eles de fato têm um lugar historicamente importante no Brasil.

Expresse-se artisticamente com seus lápis, reflita e mostre as notícias e a sociedade no seu bloco de desenho com um ângulo engraçado… Isso também requer aulas de desenho online. Já ouviu falar do desenho industrial?

“Um desenho bem sucedido provoca o riso. Quando ele é realmente bem sucedido, ele provoca a reflexão. Se ele provoca o riso e a reflexão, então, é um excelente desenho.”

Essa frase de Tignous (chargista francês morto no atentado ao Charlie Hebdo em janeiro de 2015) resume perfeitamente a vocação do desenho para a imprensa.

Para apresentar a charge e as caricaturas, voltaremos a sua história, mas também suas características, os chargistas e caricaturistas icônicos, sem esquecer de fazer um balanço dessa profissão e seu futuro.

A história da charge

O nascimento da charge deve ser colocado em contexto. Se os cartunistas já fizeram impressões satíricas no Renascimento, teremos que esperar para realmente ver o surgimento desse novo gênero.

Todas as ferramentas para a ilustração Além do material de base, hoje é importante saber desenhar no digital

De volta à história do desenho para a imprensa em 3 datas…

1789 e liberdade de expressão

Tudo começa essencialmente com a Revolução Francesa.

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, juntamente com a liberdade de expressão, resultou no desenvolvimento dessas caricaturas (como fazer?), mesmo que a ameaça ainda persiste entre os desenhistas de imprensa. Será então necessário esperar até o início do século 19 para ver o nascimento dos primeiros jornais satíricos ilustrados, como Le Charivari ou La Caricature na França na década de 1830.

Sátiras políticas se desenvolveram e provocaram algumas vezes problemas com a justiça para seus autores. Esse foi o caso de Honoré Daumier, que foi condenado a 6 meses de prisão por ter representado Luis Felipe, rei da França, com os traços de Gargântua (personagem do escritor francês Rabelais e pai de outro personagem, o Pantagruel).

A partir daí, os desenhistas se moveram em direção à sátira social, em detrimento da sátira política.

Os políticos sempre foram uma fonte de inspiração para a caricatura (saiba como funciona esse tipo de desenho) e a charge!

1881, uma data crucial

A lei sobre a liberdade de imprensa mudou a situação. Os jornais a partir desse fato podiam ser publicados sem permissão prévia. A censura se afastou gradualmente. Com a Terceira República, o setor se desenvolveu fortemente e abordava todos os temas: político, social, mas também religioso.

Essa é a época dourada do desenho da imprensa.

Com o desenvolvimento da imprensa de opinião e as melhorias técnicas do campo de impressão, de 1870 a 1940, o desenho da imprensa estava em todos os lados. Os cartunistas aproveitaram as grandes controvérsias de seu tempo, como foi o caso do caso Dreyfus – um oficial do exército francês acusado injustamente, que foi fonte de grandes divisões na opinião pública.

Até o final da segunda guerra mundial, o desenho de imprensa foi omnipresente, seja na imprensa geral ou na imprensa satírica.

1945, uma nova era

O fim da guerra, o início do declínio da imprensa geral, o desenvolvimento da televisão, fotografia… Todos esses fatores começaram a afetar o desenho para a imprensa. Os jornais agora ilustravam suas matérias com fotos. Os cartoons, charges e caricaturas de imprensa continuaram presentes nos jornais convencionais, mas a imprensa satírica diminuiu. Um declínio já iniciado durante o período de entre guerras. A quantidade de títulos era muito baixa…

Hoje, a paisagem da imprensa satírica na França, berço desse tipo de expressão, está limitada a alguns títulos. Esses jornais independentes são financiados apenas por suas vendas.

  • Le Canard Enchaîné – criado em 1915, um jornal de investigação ilustrado exclusivamente por desenhos de imprensa,
  • Charlie Hebdo – criado em 1970 por amigos cartunistas que eram da equipe do Hara-Kiri – outro jornal satírico.
  • Siné Monthly, criado em 2011, apareceu entre os títulos de imprensa satírica depois que o cartunista Siné deixou Charlie Hebdo.

Saiba mais sobre as aulas de desenho!

Desenho de imprensa, uma verdadeira arte

O desenho da imprensa é um desenho curto, com ou sem texto, que às vezes pode assumir a forma de um quadrinho em duas ou três tiras.

Os cartunistas são artistas, mas também jornalistas com registro profissional na área. Eles relatam as notícias sob a forma de ilustração, geralmente humorística. O desenho da imprensa também desempenha o papel de chamar a atenção do leitor.

A vocação do desenho da imprensa? fazer rir.

Em face da polêmica, esquecemos isso muitas vezes. E, no entanto, os cartunistas e caricaturistas apenas ilustram a notícia com um olhar humorístico, irônico, sarcástico… Os adjetivos são numerosos! O desenho de imprensa agradece o seu lado pouco frequente, revelador e incisivo.

Revelar, comentar, explicar, denunciar, criticar, reagir, chocar, provocar o debate… tudo isso faz parte dos objetivos do desenho da imprensa, em graus variados. De qualquer forma, esses desenhos despertam o senso crítico dos leitores.

Encontre um bom curso de desenho artistico no Superprof!

Deixe o seu senso crítico e ideias fluírem Tudo pronto para desenhar e deixar o humor rolar?

O desenho animado da imprensa? Simples e pungente! Maurice e Patapon, personagens criados por Charb (chargista francês).

Entre desenho humorístico e desenho satírico, a linha é tênue, devemos reconhecer.

O desenho humorístico, satírico não usa os mesmos códigos. Só pode ser feito com a finalidade de fazer as pessoas rirem, relaxar o leitor de um jornal, por exemplo. É inseparável dos jornais convencionais. Descobrir o último desenho no jornal favorito é parte das expectativas dos leitores.

O desenho satírico é muitas vezes chocante. Isso não afeta todos da mesma forma, dependendo dos temas. Depende das crenças de todos. Sátira toca os elementos tabus ou mesmo sagrados. É por essas razões que ele incomoda e muitas vezes está sujeito a controvérsia. As caricaturas de Mohammed no Charlie Hebdo são um grande exemplo.

Como desenhar (conheça vários estilos) para a imprensa?

Desenhos usam muitos métodos para alcançar seu objetivo:

  • A caricatura,
  • Provocação,
  • Estereótipos,
  • A ironia
  • Jogos de palavras,
  • Humor preto
  • A comparação,
  • A alegoria,
  • Exagero,

A auto-depreciação, o riso e o humor também ajudam a desarmar uma notícia, olhá-la com outros olhos, usar o bom senso e expressar uma opinião. Os cartunistas não são necessariamente todos “engajados” como tal. Acima de tudo, eles são observadores do mundo que nos rodeia. Eles são inspirados pelas notícias e são movidos pelo desejo de fazer as pessoas rirem.

Faça charges para jornais e revistas Se você tem senso crítico e de humor e sabe desenhar, já é um bom começo!

Como Cabu (cartunista francês do Charlie Hebdo) disse:

“Nós não somos mensageiros. Nós somos simplesmente palhaços, saltimbancos (…). O humor é uma língua que eu sempre amei. Nossa preocupação é denunciar a estupidez ao fazer as pessoas rirem”.

As grandes figuras do desenho animado da imprensa

Cada época conheceu desenhadores icônicos. É impossível nomeá-los todos, mas alguns nomes são inevitáveis.

A liberdade de expressão, a base dos formadores de opinião.

Entre eles, os cartunistas vítimas do ataque Charlie Hebdo de 7 de janeiro de 2015 tornaram-se o símbolo da liberdade de expressão:

  • Charb tinha sido diretor de Charlie Hebdo desde 2009. Ele participou da revitalização do jornal. Ele também desenhou para Mon Quotidien, um jornal para crianças,
  • Wolinski criou o jornal L’Enragé com Siné em 1968 e participou da criação de Hara-Kiri. Ele também trabalhou para o JDD, L’Humanité, o Nouvel Observateur,
  • Cabu trabalhou para Hara-Kiri e Charlie Hebdo, mas seus desenhos também foram publicados em Le Monde, Rock n’Folk, Le Figaro, Le Nouvel Observateur,
  • Honoré trabalhou para muitos títulos de imprensa (Le Monde, Libération, Inrockuptibles…),
  • Tignous era desenhista do Charlie Hebdo e Marianne.

Entre os cartunistas de Charlie Hebdo, também existem grandes nomes como Luz, Willem, Coco…

Alguns desenhistas são agora inseparáveis ​​das manchetes. Esse é o caso da Plantu cujos desenhos estão em um jornal Le Monde todos os dias no editorial. Ele também é um dos fundadores da Cartooning for Peace.

No Brasil, esse tipo de imprensa é pouco conhecido, apesar de termos grandes cartunistas: Laerte, Angeli, Henfil, Jaguar, Ziraldo…

  • Ziraldo: escreveu para O Cruzeiro, Jornal do Brasil, O Pasquim. É conhecido principalmente pelas suas obras para o público infantil como O Menino Maluquinho.
  • Jaguar: trabalhou para a revista Manchete, O Pasquim…
  • Henfil: desenhou para o O Cruzeiro, Jornal do Brasil e O Pasquim.
  • Laerte: desenhou em O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo. Criou as tiras Chiclete com Banana, Piratas do Tietê.

 

Desenhar para a imprensa pode ser um caminho Antes de fazer charges e caricaturas, ele também é um jornalista

O grande marco no país foi o jornal O Pasquim que durou entre 1969 e 1991. Vários jornalistas e cartunistas importantes trabalharam no jornal: Ziraldo, Jaguar, Millôr, Sérgio Cabral, Tarso de Castro…

Como se tornar um cartunista?

Os desenhadores trabalham frequentemente para vários títulos.

Além dos grandes nomes, uma grande parte da profissão conhece alguma forma de precariedade e combina diferentes atividades. Os jovens desenhadores que enfrentam essas dificuldades são, portanto, mais facilmente orientados para o negócio de ilustração ou quadrinhos.

Você sonha em se tornar um cartunista?

Para fazer um desenho humorístico bem, você precisa dominar as técnicas de desenho, saber como desenhar um personagem público, fazer uma caricatura efetiva, trabalhar em um tablet gráfico… Mas também conhecer os conceitos básicos de desenho e gráficos como proporção e perspectiva.

Estamos aqui longe do desenho da observação. O objetivo não é representar um objeto com fidelidade, mas sim conhecer, em alguns traços, transmitir uma ideia, uma mensagem, desafiar mantendo o senso de humor.

 

 

Compartilhar

Nossos leitores adoram esse artigo
Este artigo te trouxe as informações que procurava?

Nenhuma informação ? Sério ?Ok, trabalharemos o tema num próximoNa média, ufa !Obrigado. Deixe suas dúvidas nos comentários.Estamos muito felizes em te ajudar ! :) (Seja o primeiro a avaliar)
Loading...

Deixe um comentário

avatar