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O desenvolvimento da população chinesa

De Camila, publicado dia 14/09/2018 Blog > Idiomas > Chinês > Evolução da China nos últimos séculos

A China é o país mais populoso do mundo e essa informação nunca deixou de intrigar os ocidentais.

Como um país pode conter uma população tão grande?
Com que sistema a tão grande população da China é regulada, administrada e controlada?

A história do Império Celestial é muito densa e remonta bem antes de Jesus Cristo. Previamente dividido em três reinos, o país se tornou um Império no século 3 aC.

A China imperial foi extinta em 1924 e a dinastia Qing foi a última no poder antes da implementação de um regime republicano próximo ao que está atualmente presente no país.

Superprof condensou para você algumas informações necessárias para entender a evolução da população chinesa ao longo dos últimos séculos, focando, principalmente, sobre as principais reformas do século XX. Uma história que, sem sombra de dúvidas, intensifica o fenômeno do turismo em terras chinesas.

População da China: densidades incomparáveis

A população chinesa é, há vários séculos, a mais densa do planeta. De fato, este país desenvolveu muito cedo uma agricultura forte, o que levou a um aumento demográfico sem precedentes nas áreas rurais. Acrescente a isso importantes aglomerações e você terá um enorme excedente populacional natural em todo o país.

Por exemplo, a cidade de Cantão (ou Guangzhou) já era, durante o reinado da dinastia Song – ou seja, entre os séculos X e XIII – uma aglomeração com uma densidade populacional incomparável no mundo, com uma taxa de fertilidade além do que era conhecido na época. Esta metrópole é hoje uma das cidades chinesas mais populosas.

Muitas outras cidades crescem com um desenvolvimento quase similar, tais como:

  • Hong Kong,
  • Nanjing,
  • Shenyang,
  • Hangzhou
  • Kunming.

Sem contar com algumas outras províncias, tais como:

  • Guangdong,
  • Hunan,
  • Guizhou,
  • Hainan,
  • Manchúria,
  • Hebei.

Com tanta gente habitando um mesmo país, a China está fadada a uma crise econômica. A economia chinesa sofre com o enorme crescimento demográfico do país.

No geral, as famílias tinham muitos filhos, especialmente nas regiões rurais. Apesar das condições de vida muito precárias – principalmente no interior rural, onde havia fome, mortalidade infantil e taxa de mortalidade relativamente alta), a taxa de natalidade não parava de aumentar.

Quanto mais séculos se passaram e mais as condições de vida aumentaram, assim como a taxa de natalidade.

A história da China é fortemente marcada por essa taxa de natalidade descontrolada que acabou “superpopulando” o país.

Os “soldadinhos” de Mao

Durante os primeiros anos do poder de Mao Zedong (década de 1950), as autoridades chinesas não impediam a população de se procriar. Pelo contrário: o presidente chinês até encorajava os habitantes do país a formar um exército de “pequenos soldados” para apoiar, no futuro, o regime do Grande Timoneiro, atuando como uma nova população ativa.

Além disso, a mortalidade ainda estava em declínio na China continental. A conjunção desses fatores fez com que o país tivesse um forte crescimento demográfico, com a população total chegando a atingir 600 milhões de habitantes.

Em 1953, um censo da população deixou o governo chinês em choque, levando-o a se engajar, de 1953 a 1958, em uma campanha a favor da contracepção para tentar limitar essa superpopulação. Nada funcionaria… Foi necessário uma grande onda de fome em 1960 para que a situação se estabilizasse.

Passada a crise, a taxa de natalidade cresce novamente, chegando a um número recorde de mais de 7 filhos por mulher.

Uma segunda campanha contraceptiva será, igualmente, um fracasso. Sendo assim, a situação se torna crítica no final dos anos 1960.

Além disso, a revolução cultural interrompe essas políticas de incentivo ao controle de natalidade.

Apenas no início dos anos 1970 que uma mudança real entra em ação para evitar a superpopulação.

A população da China se torna cada vez mais velha. A expectativa de vida é cada vez maior entre os chineses.

Controle de natalidade

A partir do verão de 1969, o governo tomou consciência dos desafios que a civilização chinesa enfrentava: a fragilidade econômica do país e a taxa de crescimento populacional extremamente alta.

A reorganização desse “caos demográfico” ocorre até os dias de hoje na República da China através de uma política de prevenção do nascimento bem rígida.

Assim, entre 1970 e 1978, o número de filhos por mulher passou de mais de 5 para um pouco mais de 2. Um número muito distante do tempo das dinastias chinesas…

No entanto, a taxa de natalidade continua alta devido ao grande número de mulheres que já existiam. No final dos anos 70, para responder a essa explosão demográfica asiática, a política do filho único foi oficialmente implementada.

Dois argumentos cruciais são apresentados para explicar a verdadeira origem dessa política em território chinês.

O primeiro considera que o efeito de superpopulação no país da cidade proibida é o verdadeiro gatilho dessa limitação.

O segundo parte do ponto de vista econômico. De fato, se população diminuir, serão menos bocas a serem alimentadas e, consequentemente, sobrará mais dinheiro per capita por domicílio.

Esta segunda ideia foi claramente afirmada pelo Estado quando evocado o objetivo desta política em 1997: o planejamento familiar deve servir e estar subordinado à tarefa central do desenvolvimento econômico.

A partir de 1979, os chineses não podem ter mais de um filho por casal, com exceção da minoria étnica Zhuang. Além disso, desde 1970, a idade mínima para o casamento foi aumentada para 22 anos para homens e 20 para mulheres, visando a redução da natalidade das famílias.

As consequências diretas desta política serão numerosas e a população chinesa ainda sente os efeitos atuais. Dentre eles encontramos:

  • A queda na taxa de natalidade,
  • Aumento drástico nos abortos,
  • Esterilização ou abortos forçados,
  • Crianças escondidas,
  • O desequilíbrio menina-menino
  • Tráfico de seres humanos

Alguns “relaxamentos” são concedidos aos chineses rurais que podem ter um segundo filho em alguns casos, com o objetivo de criar mão-de-obra para ajudar no trabalho árduo do campo. De qualquer forma, a população chinesa desacelerou muito pouco o seu crescimento se comparado ao alto custo de um controle muito autoritário do Estado.

Desenvolvimentos do século XXI

Desde 2002, um chinês tem a possibilidade de pagar 5000 renminbis (cerca de 3041,00 reais) para ter direito legal a um segundo filho. No entanto, o salário médio na China nos anos 2000 é de 1200 renminbis (“yuan” em inglês), o que dificulta o pagamento para muitas famílias.

Esta medida de recenseamento também é prevista para os nascimentos ilegítimos, incluindo a não entrega do hukou, o folheto familiar necessário para, por exemplo, ter acesso à escola.

Em 2015, a política do filho único termina com um limite de dois filhos por agregado familiar. As restrições autoritárias impostas pelo governo são mais flexíveis, mas o objetivo de conter o crescimento da população permanece ativo.

E quando vemos o número de turistas na Grande Muralha da China, podemos entender facilmente esse problema!

A China já passou por uma onde de fome que matou muitos. Um dos grandes problemas de uma superpopulação é a fome.

Rumo a um futuro densamente povoado

Hoje, a população da China é a mais alta do mundo, respondendo por quase 20% da população mundial em 2014, segundo estimativas mostradas por pesquisas. Quase 1,4 bilhão de chineses povoam a China atualmente. Se o censo estiver realmente correto, então o país de Mao é o número 1 do mundo, colocando a Índia e seus 1,34 bilhão de habitantes (2017) em segundo lugar.

Desde 1960, a população aumentou em 107%, o que significa um salto de 667 milhões para 1,38 bilhões de habitantes em 2016. Felizmente – ou infelizmente -, os avanços da medicina e melhoria dos padrões de vida na China permitiram o aumento do tempo de vida da sua população, acarretando em habitantes cada vez mais velhos e cidades cada vez mais densas.

Este envelhecimento da população é um problema real para a República Popular, particularmente no que diz respeito à economia chinesa. Embora se espere que o fim da política do filho único resulte em pelo menos 50 milhões de nascimentos até 2029, isso não será suficiente para deter esta população envelhecida e espera-se que o crescimento econômico da China abrande ou diminua.

A China precisa, agora, se preocupar com o problema da pirâmide etária invertida, também enfrentado por praticamente todos os outros países desenvolvidos, resultando em uma reversão do poder econômico e da taxa de crescimento.

O que vemos, então, é um registro bastante contrastado que emerge da história demográfica chinesa. O país que sempre experimentou alta taxa de natalidade, não deu os passos certos na hora certa. Políticas anti-natalistas e controle de natalidade apenas aumentaram o peso de uma política autoritária sobre o povo da China.

O abrandamento do regime permitiu progressos consideráveis, mesmo significando que os problemas continuem presentes, com um caráter mais atual que nunca:

  • Envelhecimento da população impossível de ser contido,
  • “Crianças negras”, nome dado às crianças sem documentos, provenientes de um nascimento ilegal (não declarado) em todo o país,
  • Medidas duras tomadas no final dos anos 1970 que marcaram para sempre a vida dos chineses como, por exemplo, o tráfico de crianças.

Se a China é hoje um país com uma economia poderosa, seu desenvolvimento foi sofrido, acompanhado por um aumento na expectativa de vida.

Os problemas de ontem não são os mesmos hoje, mas os 1,38 bilhão de chineses terão que se organizar para atender às necessidades de amanhã.

Esta lei sofreu modificações, mas ainda tem por objetivo regular a demografia no país. Os chineses estão fadados à lei do filho único.

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