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Panorama da história da fotografia dos anos 1980 aos dias de hoje

De Fernanda, publicado em 26/04/2018 Blog > Artes e Lazer > Fotografia > Fotografia contemporânea: movimentos e artistas

Instituto Moreira SallesMuseu da Imagem e do Som de São Paulo, bienais, galerias de arte, exposições temporárias… A fotografia contemporânea tem hoje o seu lugar no cenário artístico nacional e internacional.

Do filme ao digital, da edição de fotos às fotos abstratas, muitos artistas usaram e ainda usam a fotografia como meio de expressão e, portanto, de criação.

Foi no início dos anos 80 que os fotógrafos se afastaram da fotografia humanista e das técnicas tradicionais de Robert Doisneau para criar um trabalho mais pessoal.

Arte fotográfica, grandes fotógrafos, avant-garde, museu de arte moderna… Descubra os maiores pontos da fotografia contemporânea.

O que é fotografia contemporânea?

Às vezes, as correntes artísticas são complicadas de se definir e de entender. As fronteiras entre duas correntes ou movimentos diferentes são em geral bem sutis.

Sutis pois a transição de uma corrente para a outra raramente é feita de uma só vez.

Leva tempo para o método artístico evoluir. Além disso, muitas vezes as correntes são definidas pelos historiadores da arte, e não pelos próprios artistas.

E se estamos falando de historiadores de arte, também estamos falando de datas.

No fundo, são as datas que definem o que é ou não fotografia contemporânea.

Aqui está a definição dada pela Wikipedia:

A fotografia contemporânea é a coleção de imagens fotográficas tiradas desde a década de 1980 até os dias atuais e relacionadas ao campo das artes visuais e práticas.

Uma data inicial também reconhecida pelo famoso Museu de Arte Contemporânea de Paris: o Centro Nacional de Arte e Cultura Georges Pompidou.

O que é foto contemporânea? Da década de 1980 até hoje, muita coisa mudou em fotografia…

É assim que a história da fotografia está dividida atualmente:

Mas o que isso pode representar no mundo dos artistas?

Em meados da década de 1980, chamamos de “fotografia contemporânea” as imagens que não estão mais ligadas às técnicas convencionais.

Mas acima de tudo, a fotografia adquire naquele momento um verdadeiro status da arte por si só. Uma espécie de nascimento para uma arte que até então estava sendo frequentemente pensada como uma tradução da realidade e não como um meio de expressão.

Muito antes do advento da fotografia digital, Bernd e Hilla Becher foram os primeiros a pensar na fotografia como uma forma de arte conceitual.

Conhecidos por suas fotografias de edifícios industriais, os alemães compararam estes com as catedrais modernas da época.

Em particular, eles usaram as técnicas tradicionais de fotografar edifícios para retratar esses edifícios modernos.

As elegantes fotografias em preto e branco de Bernd e Hilla Becher registram quase exclusivamente construções industriais anônimas, erigidas por engenheiros, e não oriundas da prancheta de um arquiteto. Reunindo em conjuntos fotografias que exibem estruturas semelhantes, os Becher mostraram, por um lado, que tais estruturas formam categorias, chamadas de tipologias, e, por outro, a gama de variações que ocorre em cada tipologia. Fotografadas nos meses de inverno e sob céus cinzentos, as edificações revelam sua essência física. – Revista Zoom.

Os ensinamentos que ambos os artistas dão na Alemanha aos alunos inspiraram muitos.

A partir desse momento, muitos artistas seguirão suas fotografias, incluindo Thomas Ruff e Andreas Gursky.

Práticas sem precedentes, relacionamento com diferentes épocas, novas técnicas, a fotografia contemporânea oferece uma verdadeira mudança para os artistas. Isso traz muitas novas possibilidades para a arte.

Novos conceitos aparecem:

  • distorção
  • a fotomontagem,
  • a polaroid,
  • novos materiais,
  • o trompe l’oeil,
  • renovação estilística,
  • fabricação artística,
  • várias origens,
  • artes tecnológicas.

Gursky, Parr, Witkin, Tosani, Matta-Clark, Appelt, Brotherus… muitos são fotógrafos que começaram a abrir os horizontes a partir daí.

Foi com nomes como estes que a fotografia contemporânea conquistou o mundo.

Fotografia contemporânea e plástica

A fotografia contemporânea é conhecida pela sua atual fotografia plástica.

De fato, a partir dos anos 80, a fotografia foi reconhecida como uma arte em si pela Beaux-Arts.

Não é apenas uma questão de fazer uma foto para a imprensa ou para ilustrar os livros; estamos tirando fotos para que “pareça belo”.

E aí está a ruptura.

Agora existem artistas e fotógrafos.

Uma ruptura claramente visível nas palavras de Christian Boltanski, que se define mais como um pintor do que como um fotógrafo:

“Fotografia é fotojornalismo, o resto é pintura”.

Há então uma distinção entre fotografia artística e fotografia pura, chamada de « straight photography ».

As fotos de arte são expostas, as outras são usadas para ilustrar um assunto.

Como a fotografia foi integrada nas artes clássicas? O que é comum para nós hoje, antes inexistente: a fotografia como objeto de exposição em museus de arte.

Porém, seja qual for a forma escolhida (documentário, artístico…) a foto ainda é uma forma de divulgar, analisar e entender o que nos rodeia.

Não se pode, então, evitar as diferentes interpretações que cada imagem pode ter.

Novos formatos de obras são criados então, como as instalações multimídias, que mesclam imagens, vídeos, pinturas, objetos e sons.

Essas criações podem possuir tanto finalidades artísticas quanto jornalísticas.

Elas permitem que você expresse sua sensibilidade por meio da fotografia e de todas as novas técnicas digitais.

Uma maneira de integrar a modernidade na fotografia contemporânea e torná-la sempre relevante. Isto você também aprende se fizer uma formação ou um curso de fotografia.

Aqui está uma lista de artistas fotógrafos plásticos:

  • Virginie Boutin,
  • Christian Boltanski,
  • Sophie Calle,
  • Patrick Chauvel,
  • Alain Fleischer,
  • Peter Fischli et David Weiss,
  • Gilbert et Georges,
  • Sacha Goldberger,
  • William Klein,
  • Michel Lagarde,
  • Sandro Miller,
  • Yan Morvan,
  • Pierre et Gilles,
  • Sabine Pigalle,
  • Thomas Ruff,
  • Allan Sekula.

Raymond Depardon e fotografia subjetiva

O fotógrafo e diretor francês Raymond Depardon é um gigante da fotografia contemporânea.

Reconhecido mundialmente, ele criou a famosa agência fotográfica Gamma em 1966, depois se juntou à agência Magnum em 1979.

Real ícone da história da fotografia, Raymond Depardon reivindica em seu tempo uma forma particular de fotografia: a fotografia subjetiva.

Ele cria uma ponte entre os códigos jornalísticos da fotografia e o autoquestionamento em suas obras.

A fotografia subjetiva permite ao autor transcrever essas emoções e não apenas os fatos jornalísticos.

Trata-se de uma verdadeira visão de autor e de artista.

Assim, o fotógrafo transmite sua visão do mundo.

Com seus relatos no Chile em 1971, em Beirute em 1978, em Glasgow em 1980, ele tentou retratar o que estava ao redor dos acontecimentos da época.

Seu olhar se afasta dos fatos. Raymond Depardon se afasta cada vez mais da fotografia humanista.

Ele também é conhecido por ter percorrido pela França, sozinho em seu trailer, em uma grande viagem fotográfica. Ele retorna com um verdadeiro retrato de época do país. Muitas fotografias que ilustram até hoje a França no início do século XXI.

Quem é Raymond Depardon e a foto subjetiva? Raymond Depardon desenvolve um estilo muito pessoal em seus cliques.

Muitas exposições continuam a circular o mundo e apresentam as maiores obras de fotografia subjetiva, incluindo as obras de Raymond Depardon.

Aliás, são as fotos de Raymond Depardon que são escolhidas por alguns canais de comunicação para prestar uma última homenagem ao cantor Johnny Hallyday, após sua morte, na edição especial do jornal Libération.

Fotografia contemporânea e o pictorialismo

Em grande parte inspirada na pop art, movimento artístico dos anos 60, o pictorialismo é essencial na fotografia contemporânea.

Com o advento do digital, a fotografia usa técnicas de publicidade para criar grandes formatos e outras instalações.

Um pouco como essas pinturas contemporâneas que são difíceis de compreensão, o pictorialismo na fotografia requer interpretação do espectador.

Gilbert e George, dois artistas que trabalham em parceria, usam fotomontagens e outras técnicas para criar quadros muito originais.

Uma fotomontagem é uma montagem de fotografias por colagem, por impressão, ou por software, dando a uma foto um aspecto diferente, incorporando uma ou mais partes ou a totalidade de outra foto e permitindo retoques e efeitos especiais.

Descrita, assim, pelo site da Wikipedia, a técnica de fotomontagem já diz bastante sobre o conceito do que é então a fotografia contemporânea. Todas as técnicas são permitidas, mesmo as mais loucas.

Eles descrevem seus trabalhos como “pictures”.

Esta última se opõe à fotografia documental de revistas.

Este estilo fotográfico tem como objetivo se aproximar da pintura. Fotógrafos fazem trabalhos modificados. As fotos não ficam como foram tiradas e passam por uma edição por parte do autor.

Eles então tendem a criar uma arte anti-elitista e acessível a todos.

Fotografia contemporânea e a moda

A fotografia de moda se refere a um gênero de fotografia dedicado a roupas e estilos de roupas, às vezes composto por peças de alta costura, usadas por modelos e feitas por fotógrafos de moda.

Como evoluir a foto de moda? A fotografia de moda se tornou uma verdadeira arte.

Embora a fotografia de moda tenha existido desde o início do século, ela só evoluiu ao longo da história.

Nos anos 80, os comerciais ocuparam cada vez mais espaço no cenário fotográfico.

As grandes marcas usam a fotografia para se tornarem conhecidas.

No início dos anos 2000, um novo termo aparece: “criador de imagens”. Alguns artistas afirmam ser mais como “criadores de imagens” do que fotógrafos.

Um dos mais conhecidos ainda é Helmut Newton (será que ele faz parte das fotografias mais famosas da história?).

Fotógrafo australiano de origem alemã, este último foi capaz de fotografar muitas estrelas internacionais (Cindy Crawford, Claudia Schiffer, Monica Bellucci).

Existem também grandes nomes como:

  • Terry Richardson,
  • Richard Avedon,
  • Bruce Weber,
  • Inez e Vinoodh,
  • Steven Klein

Descubra também a história da fotografia culinária!

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