Aula de desenho não é só técnica. Para, de fato, se tornar um bom artista, é preciso conhecer um pouco da história da arte. E isso envolve falar dos principais pintores, aqueles que conseguiram emocionar povos e nações com a sua arte.

Nesse quesito, temos uma tendência a valorizar o estrangeiro, especialmente o europeu, como se nossos conterrâneos também não fossem capazes de tais feitos. Há, sim, pintores brasileiros que se tornaram destaque em nosso país e no mundo, pela emoção e paixão transmitidas pela sua arte.

Caso a sua aula de artes esteja muito teórica, você pode conversar com o seu professor sobre uma contextualização histórica que aborde a vida de pintores brasileiros. Certamente você vai se surpreender com a beleza e simplicidade desses talentos.

E por que não começar a estudar agora mesmo? Para ajudá-lo, listamos abaixo os 11 maiores pintores brasileiros e um resumo sobre a sua trajetória. Acompanhe.

1. Cândido Portinari

Portinari foi um artista plástico carioca, autor de mais de 5 mil obras. Algumas consistiram apenas em simples esboços, enquanto outras se tornaram famosas nacional e internacionalmente. Aliás, ele foi o artista brasileiro que alcançou maior repercussão mundial.

"Guerra e Paz", por exemplo, foi dada como presente à sede da ONU (Organização das Nações Unidas) na década de 50 e retornou ao Brasil mais tarde, como parte do acervo do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Descendente de italianos, Portinari começou a ter seu talento reconhecido ainda quando era estudante. Na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, constantemente chamava a atenção de professores e diretores. Viveu 2 anos em Paris, e foi então que, inspirado em outros artistas franceses, desenvolveu seu próprio estilo.

Apesar de tais influências, o artista gostava de pintar fatos sociais, históricos e religiosos do nosso país. Com uma vertente que pendia para o Neo-Realismo, se tornou um de seus principais representantes, tendo inspirado outros artistas do Brasil e do mundo.

Criança Morta

Pintada por este artista que é um dos maiores destaques do modernismo brasileiro, Criança morta também tem lá seu apelo social. A obra faz parte de uma série entitulada "Os retirantes nordestinos".

Tanto que, no quadro, observa-se uma família nordestina, que foge da seca e vai procurar melhores condições de vida em outro lugar.

Em 1944, data em que a pintura surgiu, ela causou grande repercussão, afinal nem todos estavam preparados para lidar com a crítica social na arte. O mais curioso é que ela não mostra nada diferente da realidade de muitas pessoas de hoje, o que significa que talvez o seu significado social não tenha perdido o seu sentido com o passar dos anos. Afinal, ainda hoje há quem enfrente os mesmos problemas retratados.

A família do quadro chora pela morte da sua criança. As lágrimas foram pintadas em tamanho grande, como uma forma de mostrar a intensidade do sofrimento desse povo. As mãos do pai, que seguram a criança morta também estão em tamanho grande.

Do ponto de vista artístico, tais características sofreram influências do expressionismo.

O aspecto das pessoas no quadro também são um tanto fantasmagóricos, como uma forma de mostrar o antagonismo entre vida e morte com o qual eram obrigados a conviver.

O fato é que Portinari usava seu talento para a arte para relatar episódios de desigualdade social e injustiças que observava em seu dia a dia. Chegou a sofrer perseguições pelo governo à época.

Hoje, entretanto, suas obras continuam impressionando pessoas do mundo todo. O realismo dos seus pincéis chega a ser comovente, já que é possível enxergar em seus relatos pessoas comuns que talvez um dia já tenham cruzado o nosso caminho.

Está percebendo por que a história da arte é tão importante? Portanto, da próxima vez que o seu professor de artes trouxer alguma analogia do tipo, concentre-se nos estudos e perceberá que tais estudos são uma forma de relacionar seu talento com a realidade do mundo.

2. Di Cavalcanti

Di Cavalcanti foi um dos grandes representantes do modernismo brasileiro. Quando jovem, seu primeiro emprego foi na revista Fon-Fon, desenhando caricaturas com ênfase política e social. Mais tarde, embarcou para São Paulo, onde ingressou no Ensino Superior.

Você sabia que os painéis de decoração do Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, foram criados por ele? Sim, trata-se de um trabalho realizado após uma viagem à Europa, que durou 2 anos. Filiado ao Partido Comunista, viveu a prisão e a repressão da época do militarismo no Brasil, o qual satirizava em suas obras.

Sua obra se destacou também pela crítica ao abstracionismo, e ele expôs ainda em outros países da América, como Argentina e Uruguai. A repercussão do artista no Brasil e no mundo foi grande, tanto que ele teve direito a uma sala exclusiva na Bienal do México e um de seus quadros, "Cinco moças de Guaratinguetá" tornou-se imagem de selo postal.

Baile Popular

Pintado em 1972, o quadro representa uma festa popular brasileira. Se observarmos bem, perceberemos um registro de pessoas simples, que não fazem da baixa classe social um empecilho para se divertirem. A sensualidade e o "rebolado" também são fatores presentes.

Pode ser que você se identifique com a cena e o ambiente e essa é a real intenção do quadro. Muitas vezes, nós, pessoas comuns nos julgamos insignificantes demais e Di Cavalcanti está aí para mostrar que essa ideia é equivocada, afinal podemos nos tornar até tema de pintura famosa.

Di Cavalcanti retratou um baile popular em sua tela.

Devido ao contexto em que foi pintada, a obra sofreu influências do modernismo e do Expressionismo. Esse último explicaria os traços mais fortes e arrojados. Afinal, é possível observar que, ainda que se trate de um retrato de uma situação cotidiana para algumas pessoas, a disposição das imagens ainda é meio caricata.

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Entretanto, essa característica não diminui a sua representação. Á época, buscava-se chamar a atenção para as questões sociais e acredita-se que essa tenha sido a intenção do autor ao pintar essa bela obra. Deu certo! Hoje ela é uma das mais famosas do Brasil.

3. Vicente do Rego Monteiro

Além de pintor, Vicente também foi escritor e poeta. Com alma de artista, estudou no Rio de Janeiro e em Paris, tendo desenvolvido uma vertente mais modernista ao longo de sua trajetória.

Tornou-se influente, tendo sido peça fundamental para que a exposição da escola de Paris, com quadros de diversos artistas, dentre eles, Pablo Picasso, fosse trazida ao Recife.

Com influências de Picasso, o artista lutou para expor suas obras em Recife.

Suas obras exaltavam a sensualidade e eram sinuosas, pintadas com cores fortes e temas religiosos recorrentes. Aliás, tamanho o destaque das figuras envolvidas, chega até mesmo a se aproximar da escultura.

Durante sua vida, Vicente expôs suas obras em diversas salas, individuais e coletivas, e cidades brasileira e de outros países. Escreveu poemas e chegou a ser professor na Universidade Federal de Pernambuco e na Universidade de Brasília. Ganhou ainda dois prêmios e ilustrou um livro.

4. As bandeirinhas de Volpi e sua história

Alfredo Volpi foi considerado um dos artistas mais importantes do pós-modernismo brasileiro. Sua obra modernista foi marcada pelas bandeirinhas, representação do abstracionismo geométrico. Tal vertente começou em 1970, e foi uma das mais importantes da trajetória do artista.

Aliás, ele pintou por diversas vezes bandeiras e mastros, como motivos juninos, variando apenas as cores e combinações. Era um autodidata em artes, tendo trabalhado como designer de interiores antes de descobrir seu grande talento.

Seu trabalho teve influência de Ernesto de Fiori e lhe rendeu uma exposição própria na cidade de São Paulo, quando o artista tinha 47 anos. Durante sua vida recebeu homenagens e também se tornou inspiração para outros artistas.

Suas tintas eram feitas por ele próprio, de uma mistura de verniz e pigmentos naturais, e ele se envolvia tanto em suas obras que chegava até a estender o linho de suas telas, para que elas ganhassem o seu toque, do início ao fim.

5. Romero Britto

Romero Britto se tornou o queridinho das celebridades americanas, ao produzir quadros para grandes personalidades, como Madonna e Michael Jackson. Também pintou para Dima Roussef e o príncipe Willian.

Seu interesse pela arte veio logo aos 8 anos e suas primeiras pinturas foram feitas aos 18. Sua ideia era transmitir esperança através da arte, tanto que muitos admiradores chamam seu trabalho até hoje de "arte da cura".

Romero Britto buscava transmitir esperança em suas obras.

Romero foi nomeado embaixador do Estado da Flórida e participou de exposições internacionais, como a de Florença.

Hoje, sua obra pode ser vista em alguns selos postais da ONU, foi homenageada em enredo de escola de samba, rendeu parceria com fabricantes de móveis e o levou a uma campanha publicitária da vodca Absolut, de origem sueca.

6. Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes nasceu no Rio de Janeiro, em 1961. Formada em artes e comunicação social, atuou também como professora na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Também estudou gravura em metal e participou da composição do livro "As mil e uma noites à luz do dia".

O que faria você pensar que o seu curso de desenho não o levará à lugar algum? Para Beatriz, os cursos relacionados à arte eram uma forma de desenvolver novos talentos.

Tanto que sua obra não se resume somente à pintura. Ela também realiza trabalhos de cenografia, gravura e colagem. Podemos dizer que a vertente seguida pela artista está ligada ao feminino, com influências da pop art e do artesanato brasileiro.

7. Oswaldo Goeldi

Filho de um grande cientista, Goeldi muda-se para a Suíça com a família, ainda criança e conclui seus estudos por lá, ingressando posteriormente em uma faculdade de engenharia. Porém, ao perceber que seu talento era outro, nem chega a concluir o curso, tendo se matriculado na Escola de Artes e Ofícios da cidade em que vivia.

Daí em diante, seguem-se pequenos cursos em outros ateliês e exposições que passam a tornar a sua obra conhecida. De volta ao Brasil, passa a viver no Rio de Janeiro, onde conhece também a xilogravura e torna-se professor de artes.

Em vida, expôs em bienais internacionais e museus. Mas isso não acabou com a morte do artista, que recebeu homenagens póstumas em diversos países.

8. Tarsila do Amaral

Inauguradora do movimento antropofágico nas artes plásticas, Tarsila do Amaral foi artista, desenhista e tradutora. Nascida no interior do Estado de São Paulo, se tornou um dos ícones do movimento modernista em nosso país.

Filha de uma família influente, Tarsila recebeu, desde cedo, uma educação tradicional e viveu a infância em uma grande fazenda. Assim, aprendeu francês ainda criança e ouvia o pai recitar versos no idioma e a mãe tocar piano, contando-lhe histórias.

Tarsila do Amaral ouvia a mãe tocar piano e contar histórias.

Divorciou-se do primeiro marido, pois este se opunha ao seu desenvolvimento artístico, e voltou a morar com os pais, levando a filha consigo.

Após conhecer diversas tendências internacionais, descobriu-se modernista no Brasil, e uniu-se a outros pintores que seguiam a mesma vertente.

Ao viajar para a União Soviética, torna-se socialista, o que lhe rendeu até uma prisão quando retorna ao Brasil, época em que o país estava sob o regime militar.

Tarsila foi um grande marco do seu tempo, tendo recebido homenagens póstumas e sendo lembrada até mesmo em filmes.

Operários

Pintado em 1933, a intenção do quadro era mostrar pessoas de diferentes raças e etnias. Nele, estão retratados 51 operários da indústria da época, na qual as fábricas estavam em ascensão e era comum que pessoas de todas as partes do Brasil migrassem para os locais nos quais eram concentradas.

Tais trabalhadores eram sofridos e, muitas vezes, até mesmo explorados. O cansaço é representado em todos os rostos, o que mostra que os sentimentos eram os mesmos, independente da origem de cada trabalhador.

Os rostos bem juntos, quase sobrepostos representam a massificação do trabalho e a disposição em pirâmide deixa à mostra a "paisagem" de chaminés, extremamente fabril.

A obra modernista fez parte da época em que a artista relatava temas sociais em seus quadros. Alguns dos rostos são anônimos, outros são conhecidos pelo público, enquanto outros faziam parte somente do cotidiano da pintora, como o administrador da fazenda da família.

Tarsila conheceu o socialismo na União Soviética e chegou, inclusive, a ser presa devido à sua simpatia pelo regime. Quando pintou "Operários", já tinha grande engajamento e estava filiada ao partido comunista da época.

Tarsila do Amaral registrou operários comuns em uma de suas obras.

Hoje, a obra está no Palácio da Boa Vista e faz parte do acervo do Governo do Estado de São Paulo.

Abaporu

Uma das maiores obras-primas da autora, o quadro foi pintado em 1928, em homenagem ao seu então marido e oferecida a ele como presente de aniversário. Ao recebê-la, ele ficou impressionado e disse que essa era a melhor obra pintada pela artista. Trata-se de um quadro a óleo, um verdadeiro clássico do modernismo brasileiro.

Nele, as mãos e pés têm um tamanho bem maior que a cabeça. A partir de figuras desproporcionais, a autora buscou relatar a supervalorização do trabalho braçal, em detrimento da inteligência. Em uma outra analogia, é possível interpretar ainda essa cabeça pequena como uma falta de pensamento crítico: o homem se submetia apenas ao que lhe era imposto.

A expressão facial triste e o grande pé representaria também a ligação do homem com a sua terra. O sol e o cacto fariam parte do cenário do homem nordestino, castigado pela seca.

Em tupi-guarani, o nome do quadro pode ser traduzido para o português como "homem que come gente". Ele teria marcado o início do Movimento Antropofágico, no qual a nossa cultura é deglutida por outras, que se incorporam a ela, trazendo um novo conceito, mais moderno e diversificado.

O contexto da artista à época mostra bem a imersão nesse período, já que ela utiliza cores fortes e uma realidade alterada.

A obra foi pintada em 1920, época que marcava o fim da República Velha e os artistas estavam buscando um rompimento com o conservadorismo. Tarsila é um exemplo disso, com a sua crítica social através da pintura.

Tarsila conheceu o socialismo na União Soviética e tornou-se militante.

Estima-se que Abaporu seja a obra de Tarsila de maior valor no mundo e ela é considerada, por alguns historiadores da arte, como o quadro mais importante pintado no Brasil, chegando até a influenciar outros pintores, como Romero Brito.

9. Ismael Nery

Conhecido por sua importante obra "Autorretrato", Nery foi um influente representante do surrealismo no Brasil. Nascido em Belém do Pará, era descendente de holandeses, africanos e indígenas.

Mudou-se para o Rio de Janeiro com a família, onde começou a estudar artes. À essa época, dedicava-se à arte expressionista. Mais tarde, em uma viagem à Europa, entrou em contato com o cubismo e o surrealismo, tendo feito dessa última, a sua principal vertente. Sua obra remetia constantemente à figura humana.

Faleceu aos 33 anos, vítima de uma tuberculose e sua obra permaneceu ignorada pelos anos subsequentes, até que, em 1965, ela foi exposta em algumas bienais e sua importância passou a ser, finalmente, reconhecida.

10. Hélio Oiticica

Considerado um dos principais ícones da história da arte brasileira, Hélio Oiticica, já que buscou uma nova definição para "objeto de arte" à sua época.

Sua primeira educação foi obtida em casa, pelos próprios pais. Viveu por um tempo em Washington com a família e só passou a estudar artes quando voltou ao Brasil. Sua arte remetia a temas ambientais, com cores naturais e o espectador era constantemente convidado a fazer parte de suas criações.

Em sua obra, Oiticica exaltava a natureza e a participação do público.

Influenciado pelas ideias de Nietzsche, adotou valores contraditórios em suas obras, tornando-se polêmico. Após percorrer várias cidades do mundo, faleceu no Rio de Janeiro, vitimado por um AVC, em consequência da hipertensão.

11. Anita Malfatti

Foi uma importante pintora, desenhista, gravadora e ilustradora. Nasceu na cidade de São Paulo, no dia 2 de dezembro de 1889 e faleceu na mesma cidade, em 6 de novembro de 1964. Anita Malfatti era filha de Bety Malfatti (norte-americana de origem alemã) e pai italiano.

Há telas de Anita Malfatti nos principais museus brasileiros. O quadro "A Estudante" encontra-se no “Museu de Arte de São Paulo”; "A Boba", no “Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo”; e "Uma Rua", no “Museu Nacional de Belas-Artes”, no Rio de Janeiro. Além do Brasil, Anita Malfatti realizou exposições individuais em BerlimParis e Nova York.

Anita representou um ícone de renovação num momento em que o academicismo imperava com toda a sua postura intimidadora. Ela foi o início de uma revolução que se solidificaria futuramente com novas propostas artísticas que envolviam outras áreas culturais, uma mentalidade moderna, vinculada à criatividade e ao fluxo alucinante do período seguinte à Belle Époque, depois dos anos loucos assim conhecidos que se desfizeram com a I Guerra Mundial (1914 – 1918).

La rentrée

Pintado em 1927, La rentrée (nome em francês, que pode ser traduzido para o português como "o retorno") marca a época do pós-expressionismo. Á época, Monteiro Lobato fez uma crítica às obras de alguns pintores, inclusive da artista Anita Malfatti, na qual afirmava que ela estaria desperdiçando seu talento, já que incorporava o exagero de outros artistas às suas obras.

Embora tenha sido surpreendente para Anita, tal crítica levou a uma reflexão, se não estava realmente na hora de renovar os conceitos estéticos empregados nas pinturas.

Na obra, é possível reparar um certo exagero, mas já bem contido, representado pelas linha sinuosas. No quadro, duas mulheres aparecem dentro de uma casa humilde. A marca registrada da artista, no entanto, é mantida e pode ser observada pelo uso dos mesmos tons de verde e amarela que eram empregados há 10 anos da data.

Também trata-se de um período no qual a artista se dedicava mais a pinturas em espaços internos, o que indicaria uma conexão com o fauvismo e a pintura primitiva. Tal questão mostra ainda a flexibilidade da artista, que estaria disposta a se reinventar e acompanhar a evolução com a sua obra.

Como se pode ver, o Brasil também tem suas obras que se tornaram famosas em todo o país e até mesmo no mundo. Quando você faz aulas de desenho, é importante estudar também essas questões históricas, já que, além de servir de inspiração, tais obras também ajudam a conhecer os principais movimentos artísticos e sua relação com o contexto social no qual vivíamos em cada época.

Viu só como o Brasil também foi berço para o nascimento de grandes pintores? E que tal se dedicar às suas aulas de desenho? Quem sabe você não se torna o próximo nome conhecido pela sua arte em nosso país?

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Marcia

Jornalista. Professora. Tradutora. Bailarina. Mãe. Mulher. Dedicada às minhas lutas diárias. Em constante transformação. Escrevo para vencer as inquietações e incertezas da vida.