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As 5 pinturas mais famosas do Brasil

De Marcia, publicado dia 18/10/2019 Blog > Artes e Lazer > Desenho > Nosso país também tem grandes obras de arte

Pode ser que, quando questionado sobre pinturas famosas, a primeira que lhe venha à mente seja a “Monalisa”, do italiano Leonardo da Vinci. Há ainda quem goste de “O grito”, do norueguês Edvard Munch, cuja analogia mais profunda remete à angústia do ser humano.

No Brasil também há quadros famosos como a pintura norueguesa “O grito”.

Entretanto, não são só as obras estrangeiras que se tornam conhecidas no mundo todo, pela sua beleza e significado. Pintores brasileiros também podem se tornar autores de belos quadros… como alguns, de fato, se tornaram.

A arte nada mais é que uma forma de expressão. Ela pode relatar emoções, sentimentos ou até mesmo fatores históricos pertinentes à época em que é realizada.

As pinturas brasileiras também trazem consigo todo esse contexto e os verdadeiros apaixonados pela arte certamente adorariam conhecê-las melhor.

Há professores que oferecem aulas de desenho que, vez ou outra, se mesclam com história da arte. Estão certíssimos! Isso porque ela serve como inspiração para quem está desenvolvendo agora o seu talento.

E se é dessa injeção de ânimo que você precisa, conheça agora as 5 pinturas mais famosas do Brasil. Vamos lá?

Pintado em 1972, o quadro representa uma festa popular brasileira. Se observarmos bem, perceberemos um registro de pessoas simples, que não fazem da baixa classe social um empecilho para se divertirem. A sensualidade e o “rebolado” também são fatores presentes.

Pode ser que você se identifique com a cena e o ambiente e essa é a real intenção do quadro. Muitas vezes, nós, pessoas comuns nos julgamos insignificantes demais e Di Cavalcanti está aí para mostrar que essa ideia é equivocada, afinal podemos nos tornar até tema de pintura famosa.

Di Cavalcanti retratou um baile popular em sua tela.

Devido ao contexto em que foi pintada, a obra sofreu influências do modernismo e do expressionismo. Esse último explicaria os traços mais fortes e arrojados. Afinal, é possível observar que, ainda que se trate de um retrato de uma situação cotidiana para algumas pessoas, a disposição das imagens ainda é meio caricata.

Entretanto, essa característica não diminui a sua representação. Á época, buscava-se chamar a atenção para as questões sociais e acredita-se que essa tenha sido a intenção do autor ao pintar essa bela obra. Deu certo! Hoje ela é uma das mais famosas do Brasil.

Criança Morta – Cândido Portinari

Pintada por um dos maiores destaques do modernismo brasileiro (Cândido Portinari se tornou conhecido, inclusive, no exterior), Criança morta também tem lá seu apelo social. A obra faz parte de uma série entitulada “Os retirantes nordestinos”.

Tanto que, no quadro, observa-se uma família nordestina, que foge da seca e vai procurar melhores condições de vida em outro lugar.

Em 1944, data em que a pintura surgiu, ela causou grande repercussão, afinal nem todos estavam preparados para lidar com a crítica social na arte. O mais curioso é que ela não mostra nada diferente da realidade de muitas pessoas de hoje, o que significa que talvez o seu significado social não tenha perdido o seu sentido com o passar dos anos. Afinal, ainda hoje há quem enfrente os mesmos problemas retratados.

A família do quadro chora pela morte da sua criança. As lágrimas foram pintadas em tamanho grande, como uma forma de mostrar a intensidade do sofrimento desse povo. As mãos do pai, que seguram a criança morta também estão em tamanho grande.

Do ponto de vista artístico, tais características sofreram influências do expressionismo.

O aspecto das pessoas no quadro também são um tanto fantasmagóricos, como uma forma de mostrar o antagonismo entre vida e morte com o qual eram obrigados a conviver.

O fato é que Portinari usava seu talento para a arte para relatar episódios de desigualdade social e injustiças que observava em seu dia a dia. Chegou a sofrer perseguições pelo governo à época.

Hoje, entretanto, suas obras continuam impressionando pessoas do mundo todo. O realismo dos seus pincéis chega a ser comovente, já que é possível enxergar em seus relatos pessoas comuns que talvez um dia já tenham cruzado o nosso caminho.

Está percebendo por que a história da arte é tão importante? Portanto, da próxima vez que o seu professor de artes trouxer alguma analogia do tipo, concentre-se nos estudos e perceberá que tais estudos são uma forma de relacionar seu talento com a realidade do mundo.

Operários – Tarsila do Amaral

Pintado em 1933, a intenção do quadro era mostrar pessoas de diferentes raças e etnias. Nele, estão retratados 51 operários da indústria da época, na qual as fábricas estavam em ascensão e era comum que pessoas de todas as partes do Brasil migrassem para os locais nos quais eram concentradas.

Tais trabalhadores eram sofridos e, muitas vezes, até mesmo explorados. O cansaço é representado em todos os rostos, o que mostra que os sentimentos eram os mesmos, independente da origem de cada trabalhador.

Os rostos bem juntos, quase sobrepostos representam a massificação do trabalho e a disposição em pirâmide deixa à mostra a “paisagem” de chaminés, extremamente fabril.

A obra modernista fez parte da época em que a artista relatava temas sociais em seus quadros. Alguns dos rostos são anônimos, outros são conhecidos pelo público, enquanto outros faziam parte somente do cotidiano da pintora, como o administrador da fazenda da família.

Tarsila conheceu o socialismo na União Soviética e chegou, inclusive, a ser presa devido à sua simpatia pelo regime. Quando pintou “Operários”, já tinha grande engajamento e estava filiada ao partido comunista da época.

Tarsila do Amaral registrou operários comuns em uma de suas obras.

Hoje, a obra está no Palácio da Boa Vista e faz parte do acervo do Governo do Estado de São Paulo.

Abaporu – Tarsila do Amaral

Uma das maiores obras-primas da autora, o quadro foi pintado em 1928, em homenagem ao seu então marido e oferecida a ele como presente de aniversário. Ao recebê-la, ele ficou impressionado e disse que essa era a melhor obra pintada pela artista. Trata-se de um quadro a óleo, um verdadeiro clássico do modernismo brasileiro.

Nele, as mãos e pés têm um tamanho bem maior que a cabeça. A partir de figuras desproporcionais, a autora buscou relatar a supervalorização do trabalho braçal, em detrimento da inteligência. Em uma outra analogia, é possível interpretar ainda essa cabeça pequena como uma falta de pensamento crítico: o homem se submetia apenas ao que lhe era imposto.

A expressão facial triste e o grande pé representaria também a ligação do homem com a sua terra. O sol e o cacto fariam parte do cenário do homem nordestino, castigado pela seca.

Em tupi-guarani, o nome do quadro pode ser traduzido para o português como “homem que come gente”. Ele teria marcado o início do Movimento Antropofágico, no qual a nossa cultura é deglutida por outras, que se incorporam a ela, trazendo um novo conceito, mais moderno e diversificado.

O contexto da artista à época mostra bem a imersão nesse período, já que ela utiliza cores fortes e uma realidade alterada.

A obra foi pintada em 1920, época que marcava o fim da República Velha e os artistas estavam buscando um rompimento com o conservadorismo. Tarsila é um exemplo disso, com a sua crítica social através da pintura.

Tarsila conheceu o socialismo na União Soviética e tornou-se militante.

Estima-se que Abaporu seja a obra de Tarsila de maior valor no mundo e ela é considerada, por alguns historiadores da arte, como o quadro mais importante pintado no Brasil, chegando até a influenciar outros pintores, como Romero Brito.

La rentrée – Anita Malfatti

Pintado em 1927, La rentrée (nome em francês, que pode ser traduzido para o português como “o retorno”) marca a época do pós-expressionismo. Á época, Monteiro Lobato fez uma crítica às obras de alguns pintores, inclusive da artista Anita Malfatti, na qual afirmava que ela estaria desperdiçando seu talento, já que incorporava o exagero de outros artistas às suas obras.

Embora tenha sido surpreendente para Anita, tal crítica levou a uma reflexão, se não estava realmente na hora de renovar os conceitos estéticos empregados nas pinturas.

Na obra, é possível reparar um certo exagero, mas já bem contido, representado pelas linha sinuosas. No quadro, duas mulheres aparecem dentro de uma casa humilde. A marca registrada da artista, no entanto, é mantida e pode ser observada pelo uso dos mesmos tons de verde e amarela que eram empregados há 10 anos da data.

Também trata-se de um período no qual a artista se dedicava mais a pinturas em espaços internos, o que indicaria uma conexão com o fauvismo e a pintura primitiva. Tal questão mostra ainda a flexibilidade da artista, que estaria disposta a se reinventar e acompanhar a evolução com a sua obra.

Como se pode ver, o Brasil também tem suas obras que se tornaram famosas em todo o país e até mesmo no mundo. Quando você faz aulas de desenho, é importante estudar também essas questões históricas, já que, além de servir de inspiração, tais obras também ajudam a conhecer os principais movimentos artísticos e sua relação com o contexto social no qual vivíamos em cada época.

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