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StreetArt: quais as obras e artistas mais conhecidos do Brasil ?

De Marcia, publicado dia 23/10/2019 Blog > Artes e Lazer > Desenho > Grafite e sua história em nosso país

Obras de arte não se encontram apenas em galerias de grandes exposições ou acervos de tradicionais museus. Houve, sim, uma época na qual, para ver de perto as pinturas de artistas consagrados era preciso ir até esses locais específicos.

Hoje em dia, entretanto, o conceito de arte se expandiu em nossa sociedade, e é possível visualizar grandes obras até mesmo ao andar pela rua.

Você já ouviu falar em StreetArt? Traduzido livremente como “arte de rua”, o nome, por si só, já dá indícios do que se trata. No rol de obras que remetem a essa moderna vertente, podemos citar o grafite. Entretanto, trata-se de um cenário que se expande até a arte interativa, em forma de projeções, que normalmente são temáticas e exibidas em datas e locais específicos.

Trata-se de uma forma de expressão que, contraditoriamente, instaurou-se no Brasil na década de 70, quando ainda estávamos sob o regime militar.

Entretanto, há estudiosos que afirmam que essa forma de arte teve suas primeiras origens na Grécia antiga, através dos artistas de ruas e das mensagens que eram transmitidas em espaços públicos. Hoje em dia, ela se manifesta a partir de pinturas, colagens, instalações e até mesmo apresentações de estátua viva.

Os grafiteiros mais famosos do Brasil

Uma das marcas registradas do brasileiro é o talento para artes manuais. Talvez por essa razão, muitos grafiteiros famosos nasceram por aqui e conquistaram grande sucesso não só em nosso país, mas até mesmo em outras partes do mundo.

A arte de rua foi evoluindo ao longo do tempo.

Em alguns países, o grafite até dá a alguns locais o posto de patrimônio público. E não estamos falando somente de pinturas abstratas: hoje em dia, o grafite é usado como forma de crítica social, exaltação do belo e chamada à reflexão sobre certas causas, como violência doméstica.

Se as suas aulas de arte têm um caráter mais moderno, você certamente já ouviu falar em alguns dos grafiteiros mais famosos do Brasil. Caso você se interesse pelo tema, ou até queira desenvolver seu talento nessa vertente, talvez seja o caso de conversar com o seu professor.

Enquanto isso, para você ir se inspirando, preparamos uma lista com alguns dos nossos principais grafiteiros. Acompanhe:

  • Crânio – Seu estilo se baseia em Salvador Dali, mas com um toque mais divertido e realista. Sua crítica social remete aos povos indígenas e àqueles problemas que se tornam tão óbvios, que sequer os vemos. De caráter altamente reflexiva, sua arte se espalhou também por outros países, como França e Holanda;
  • Nina Pandolfo – Quem disse que mulher não pode grafitar? De uma família de 6 irmãs, Nina leva traços delicados e femininos ao mundo do grafite. O resultado é positivo! Tanto que a artista já expôs em diversos países do mundo até que, na Escócia, pintou um castelo junto com nomes consagrados da arte de rua;
  • Nunca – Muitas vezes, um talento só precisa ser lapidado para se aflorar. Aos 12 anos, Nunca era pixador. Porém, anos mais tarde, o que era vandalismo se transformou em arte, quando o garoto conheceu o grafite. Começou aos 15 e nunca mais parou. Sua arte traz elementos da cultura indígena e já se expandiu pela Grécia e Inglaterra;
  • Zezão – O que acontece com um skatista quando ele fica impossibilitado de continuar exercendo sua paixão? Se talento ganha asas! Zezão sofreu um acidente e, tendo que abandonar o skate, permaneceu em contato com a rua, agora como grafiteiro. Sua obra chegou até a Europa, exposta em Paris e é marcada pela pintura sempre em tons de azul;
  • Nick Alive – Nick começou sua carreira como grafiteiro em 1997. Sua obra é altamente interpretativa, já que ele costuma desenhar seres andróginos e imagens que visam transmitir paz. Por essa razão, há diversas possibilidades de interpretação dos seus significados. Além de percorrer o Brasil, sua obra chegou ao Chile e Estados Unidos.

O Beco do Batman e seus artistas

Apreciadores da arte de rua certamente já conhecem o Beco do Batman, localizado na Vila Madalena, bairro nobre da cidade de São Paulo. Trata-se de um local que serve de cenário para filmes, selfies e até mesmo histórias de vida. Tudo isso devido ao colorido e à importância da sua arte para a humanidade.

Para se ter uma ideia do quanto a questão artística mobiliza, basta relembrar das vezes que prefeitos pensaram em apagar o grafite de certos pontos da cidade de São Paulo. O fato é que sempre houve comoção pública, que lutou para manter a arte nas ruas.

Entretanto, no Beco do Batman, nunca ninguém ousou tentar mexer. Talvez pelo apreço de pessoas de toda parte pela arte diferenciada, talvez pela atmosfera boêmia da região, talvez por se tratar de um dos maiores símbolos da StreetArt no Estado. Perder tal acervo seria como perder parte da nossa identidade artística.

Na década de 80, o beco, que já contava com alguns desenhos que não chamavam muito a atenção, ganhou uma ilustração do Batman, que finalmente chamou a atenção das pessoas ao local. Embora hoje esse primeiro Batman não exista mais, outros foram desenhados para que o nome continuasse fazendo sentido.

O Beco do Batman recebeu esse nome, graças a uma figura do super-herói pintada nele.

Suas paredes se tornaram disputadas por artistas contemporâneos, que sonham deixar sua marca. Deixar em termos, já que os desenhos são constantemente sobrepostos por outros, prova de que a arte de rua está em constante transformação. Isso leva seus apreciadores a visitar o local periodicamente, sempre em busca de apreciar novos traços e cores.

Uma curiosidade? Lembra daquele primeiro Batman que deu origem ao nome do local e incentivou o grafite por lá? Pois bem: até hoje, ninguém sabe quem foi o artista que o desenhou!

Os gêmeos

Os gêmeos é o nome artístico dos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo. Ambos se formaram em desenho e saíram grafitando pelas ruas da cidade de São Paulo, mais precisamente no bairro do Cambuci. Hoje em dia, a arte dos irmãos já se encontra pelo mundo, em países como Estados Unidos e Alemanha.

Gêmeos podem ter o mesmo talento, como é o caso dos irmãos grafiteiros.

Aqui no Brasil, tiveram forte influência na definição do estilo de arte mais usada no grafite. As cenas retratadas vão desde o cotidiano da família até a crítica social. Para entender a sua arte, é preciso apreciá-la não só com os olhos, mas com o coração e a imaginação, já que ela envolve elementos interpretativos.

Eduardo Kobra

Nascido no Maranhão em 1975, Eduardo Kobra, um jovem da periferia, passou por algumas advertências escolares e detenções, motivadas por crime ambiental, já que passou a adolescência como pixador.

Entretanto, esse já era um sinal da paixão pela arte livre, de rua. Aos 15 anos, ganhou dinheiro pela primeira vez com suas imagens, quando pintou murais e cartazes para um importante parque de diversões.

Fundou seu próprio estúdio em 1995. Lá, realizava seu trabalho e contava com outros artistas auxiliares, que somavam 12. Eram todos especializados em painéis.

O artista se tornou conhecido aos “trinta e poucos” anos, quando participou do projeto Muro das Memórias, na cidade de São Paulo. A partir daí, seu trabalho se expandiu para o mundo. Em 2011, recebeu um prêmio no maior evento de arte em 3D do mundo.

Sua ascensão como artista se acentuou ainda mais em 2016, quando das Olimpíadas do Rio, a partir de um mural entitulado “Etnias”, o maior da sua carreira até então. No ano seguinte, entretanto, o artista superou seu próprio recorde, com um novo mural, maior que esse, às margens da Rodovia Castello Branco.

Dentre os destaques de sua obra, vale lembrar a primeira pintura em 3D realizada no Brasil, no Patriarch Plaza, em 2010; a história do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em 2011; o mural que fica próximo ao metrô Paraíso, na Avenida Paulista, pintado em 2013; e, mais recentemente, em 2017, o mural em homenagem ao aniversário da cidade de São Luís, do Maranhão, sua terra natal.

Atualmente, vive e mantém seu ateliê em São Paulo.

Maria Raquel e seus Bolinhos

Há pouco menos de uma década, a arte de rua de Belo Horizonte ganhou um novo personagem: o Bolinho! Sua criadora é Maria Raquel, uma jovem formada em Letras que abandonou o ofício de lecionar para se dedicar ao grafite.

Maria Raquel deu vida a um cupcake, o qual chamou de “Bolinho”.

Embora seu único contato anterior com a arte tivesse sido a visualização, ela criou intimidade com o spray rapidamente e o seu primeiro desenho era inspirado em um cupcake. Já que comida é um tema de interesse universal, por que não pintar um doce? Além do mais, a vida cotidiana precisa mesmo de uma pitada de açúcar.

A partir daí, o personagem ganhou forma e nome. Bolinho se tornou a marca registrada da artista, que faz questão de representá-lo nas mais diversas situações. Ele busca uma empatia com o público, seja dando exemplo de inclusão ou “ouvindo” uma música que está na moda.

Hoje em dia, o Bolinho já ocupa alguns espaços internos (como foi tema temporário do cenário do programa da apresentadora Fátima Bernardes) e se tornou estampa de camisetas e canecas.

E você? Já pensou em fazer aulas de desenho para se especializar em arte de rua? É claro que alguns grafiteiros já nasceram com um dom especial, mas isso não significa que você também não pode desenvolver seu talento.

 

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