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Como dominar as escalas e a harmonia no piano?

De Fernanda, publicado dia 10/10/2017 Blog > Música > Piano > Melhores dicas para improvisar no teclado

A improvisação tem um poder misterioso que seduz todos os músicos. Improvisar é conseguir se libertar das “amarras” das partituras e dar asas à sua criatividade. É o momento em que o músico expressa suas mais profundas emoções por meio do piano.

Quem nunca sonhou em fazer isso? Aprender o piano também é saber improvisar!

Acima de tudo, a questão central é a do “como”. Como estudar improvisação no piano?

Sim, a improvisação também é uma questão de estudo, como veremos a seguir.

Aprender piano e improvisação requer treinamento!

A improvisação no piano: a alma da música

Sob o aspecto lógico e histórico, a improvisação é mais importante do que a composição.

Todos os compositores de obras musicas em geral e para piano são, acima de tudo, bons improvisadores. O desenvolvimento do jazz ao longo de mais de um século é a essência da música e o resultado da improvisação.

Mas a improvisação é igualmente importante na chamada música “clássica”. Primeiro, deve-se lembrar que o sistema de notação musical atual é relativamente novo.

Ele data do fim da Idade Média.

Quando a notação musical ainda não era tão desenvolvida e refinada quanto hoje, a improvisação tinha, por necessidade, papel central no processo de criação e reprodução de música.

Improvise no teclado e seja feliz! É possível aprender improvisação no piano?

Mas a improvisação continuou mesmo após a fixação do sistema de notação musical clássica. Bach era um improvisador antes de ser o compositor que conhecemos.

À época, em certas composições, a grande liberdade era deixada para o artista, através da técnica de baixo contínuo e a codificação de intervalos, depois de acordes. Aprender a improvisar no piano é, em certa medida, retornar às origens da música.

O estado de espírito para aprender improvisação no teclado

A improvisação é o resultado de uma técnica, um conhecimento íntimo da música e da sua linguagem. Voltaremos a isso depois, lembrando as bases da harmonia musical. Impossível improvisar sem conhecer os fundamentos da harmonia.

Mas antes disso, é preciso estar ciente de que a improvisação primeiro se refere a um estado de espírito. Para poder improvisar, para aprender rapidamente o piano, é preciso primeiro trabalhar esse ponto, ou seja, “forjar” um estado de espírito propício à improvisação.

Na verdade, os pianistas muitas vezes enfrentam bloqueios psicológicos.

A improvisação pressupõe uma certa autoconfiança. Improvisar é pensar fora da caixa, sair das aulas de teclado ou piano, se afastar da partitura e expressar emoções pessoais. Por vezes, sentimentos tão íntimos que nem ousamos exteriorizar em aula de teclado ou piano para iniciantes.

Ousar improvisar é o primeiro passo para quem quer aprender improvisação. Não ter medo do ridículo e do olhar dos outros, especialmente no início, conseguir se divertir, seguir seu instinto, relaxar, em suma, se soltar.

Ouvir música

Para improvisar, é necessário ter uma sensibilidade musical já bem desenvolvida.

Em geral, este já é o caso. Porque se você quer aprender improvisação no piano, você já gosta muito de música. Mas é bom ter em mente: quanto mais você ouvir música, mais vai progredir na improvisação. Não se trata apenas de uma questão de espontaneidade.

A inspiração não vem apenas do interior, dos sentimentos, das emoções internas. Isso é o produto do que se ouve.

Na verdade, a música dos outros é a principal fonte, o principal material de inspiração.

Improvisar é, em grande parte, retomar, conscientemente ou inconscientemente, motivos, frases musicais ou refrões já ouvidos.

Conhecendo os fundamentos da harmonia musical

Ao contrário do que se poderia pensar, não se improvisa por acaso. A improvisação é uma mistura de liberdade e restrição.

O mesmo poderia ser dito para todas as formas de criação. Você nunca cria nada do zero. Para pintar uma tela original, não basta se inspirar ou deixar a imaginação livre leve e solta. Se você não sabe pintar, você não vai conseguir ir muito longe (você pode até tentar).

Um pintor original é acima de tudo um pintor que sabe pintar, isto é, que domina a técnica de pintura. No piano, é a mesma coisa.

Se você nunca praticou o piano ou sabe bem pouco sobre harmonia, o resultado da sua improvisação pode ser um desastre. Se você começou a aprender agora, seu objetivo vai ser primeiro improvisar tocando a melodia com a mão direita e os acordes na mão esquerda.

A divisão mão direita / melodia e mão esquerda / acordes é uma regra de ouro. Quanto mais você progride, mais você pode se libertar dessa distribuição rígida de papeis.

Vamos abordar dois pontos a seguir:

  • Como criar uma melodia (com a mão direita)?
  • Como tocar acordes que “funcionam bem” com a melodia (com a mão esquerda)?

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Criando uma melodia de piano: princípios básicos

Não existe uma receita mágica para criar uma melodia nos teclados. A melodia é o elemento mais livre de uma música, que é menos sujeito a restrições. Veremos a seguir que, quando se trata dos acordes, as coisas ficam bem mais tensas (para a mão esquerda).

A inspiração está em primeiro lugar na criação de melodias. Como lembramos anteriormente, as melodias têm duas fontes:

  • Seu estado interior, suas emoções, suas emoções, seus sentimentos em um determinado instante. A melodia, mais do que qualquer outro elemento musical, expressa a alma da pessoa que toca.
  • As melodias inventadas pelos compositores que você ouve. A inspiração nunca vem do nada. É produzida por uma sensibilidade musical e ela própria é resultado da escuta atenta e recorrente de música (não necessariamente música de piano).

Para inventar melodias no piano, é necessário o único pré-requisito: ter conhecimento de escalas.

Para improvisar uma melodia, você deve conhecer a estrutura da escala na qual você improvisa. Uma escala é uma sequência consecutiva de sete notas, separadas por semitons (por exemplo, mi-fá) ou tons (por exemplo, dó-ré). Se você estiver em dó maior, a escala será: dó – ré – mi – fá- sol – lá – si – (dó). Se você estiver em mi maior, a escala será: mi – fá# – sol# – lá – si – dó# – ré# – (mi).

Há um total de doze escalas maiores e doze escalas menores. Uma melodia é composta pelas notas dentro de uma mesma escala. Se você improvisar uma melodia em dó maior, pode usar as notas na escala dó maior: ou seja, todas as notas brancas, mas sem teclas pretas. Para iniciantes, é interessante começar a treinar somente na escala de dó maior.

A regra é a seguinte: uma melodia sempre está conectada a uma determinada escala, ou seja, a um conjunto de 7 notas. Claro, em dó maior, é possível usar notas fora da escala de dó maior, mas para começar é preferível usar apenas as notas da escala. Uma dica: uma melodia, em geral, não faz grandes desvios. Se você tocar: dó – sol – si – ré – fá – si, a melodia não fica muito “bonita”, falta coerência, fica um pouco “desarticulada”.

Em uma melodia, uma nota não deve estar mais de três ou quatro notas distante da anterior. Claro, de novo, esta é uma regra que pode ser útil para começar, mas que posteriormente pode ser quebrada. Para depois se libertar de restrições musicais, é necessário compreendê-las bem e cumpri-las.

Descubra também como afinar seu piano

Acordes na mão esquerda: fundamentais

Como acompanhar uma melodia (interpretada nesse caso pela mão direita) com a mão esquerda? Usando acordes, é claro. Os acordes enriquecem a melodia, que sozinha é um pouco pobre. Mas quais acordes escolher? Mais especificamente:

  • Como fazer o acorde na mão esquerda “soar bem” com a melodia na mão direita?
  • Como os acordes entre eles “combinam” um com o outro?

É a harmonia musical que é a resposta para essas questões. A harmonia musical é a ciência dos acordes e do seu sequenciamento. A harmonia musical é um conceito bastante recente. Na Idade Média, os músicos tinham uma visão predominantemente melódica da música. Uma música era composta por uma única voz (canto gregoriano) ou várias vozes, todas melódicas. A “ciência” que estudou a coexistência de linhas melódicas em uma determinada música se chama contraponto.

O contraponto pode responder à pergunta: como garantir que as diferentes vozes melódicas em uma música soem bem juntas? A música então evoluiu (no Renascimento): a voz superior (o soprano) tornou-se independente dos outras e a única voz melódica. Nasce então a harmonia musical.

Como não temos espaço suficiente neste artigo, vamos relembrar algumas ideias básicas relacionadas à harmonia. Em uma escala, existem sete notas diferentes, também chamadas de “graus”. Se tomarmos a escala de dó maior, temos: dó – ré – mi – fá – sol – lá – si – (dó). Em cada uma dessas notas, pode-se construir um acorde. Um acorde é uma combinação de dois intervalos: uma terça e uma quinta. O acorde, por exemplo, é: dó-mi-sol. O intervalo dó-mi é o intervalo de terça e o intervalo dó-sol é o intervalo de quinta. O acorde de sol é: sol – si – ré.

Como improvisar no teclado?? Parece complicado, mas não é!! Improvisar é um mistura de técnica e sentimento.

Em um determinado intervalo, existem sete acordes diferentes, mas nem todos os acordes têm a mesma importância. Os acordes mais importantes são os construídos nos graus I, IV e V. Isso é, na escala de dó maior:

  • O acorde de dó maior I: dó-mi-sol (falamos de um acorde com função “tônica”).
  • O acorde de sol maior V: sol-si-ré (falamos de um acorde com função “dominante”).
  • O acorde de fá maior IV: fá-lá-dó (falamos de um acorde com função “subdominante”).

Você pode começar usando apenas esses três acordes no estado fundamental. Alternar estes três acordes com sua mão esquerda enquanto você toca uma melodia improvisada em sua mão direita. Tente encontrar as combinações que melhor funcionam entre si. Você verá que usando esses três acordes, sua improvisação nunca soará “errada”.

Então, ao se familiarizar com a improvisação de piano, você pode:

  • Usar outros acordes, sabendo que: o acorde II (ré-fá-lá) é muito parecido com o acorde IV (duas notas comuns). Ele permite variar com o acorde IV. O acorde VII (si-ré-fá) é um acorde diminuído que é muito próximo do acorde V. O acorde VI tem duas notas comuns com o acorde IV e o acorde I. Por isso, pode ser usado para substituir esses acordes. Muito importante: o acorde III (em dó maior: mi-sol-si) é muito pouco usado em geral. Melhor evitar de usá-lo.
  • Acrescentar improvisações quando treinar com seus métodos para aprender a tocar piano.
  • Usar acordes invertidos. Por exemplo, toque: mi-sol-dó em vez de dó-mi-sol.
  • Usar uma escala diferente que a de dó maior.
  • Fazer modulações, na mesma improvisação, de uma escala para outra. A modulação tem suas regras, mas infelizmente não temos tempo para abordá-las aqui.

Para concluir: a improvisação é uma das melhores maneiras de aprender a tocar piano.

E lembre-se, não há idade para começar o piano!

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Muito interessante, sou aluno de musica a 8 anos e não há jeito melhor de ensinar como começar nos arpejos rsrs, ótimo artigo, estou recomendando a meus chegados, ótima construção do artigo