Para os apaixonados por arte, Madrid, na Espanha, assim como Paris, na França, são sempre excelentes opções de roteiro de viagem.

Se optou pela Espanha, temos uma dica que pode ajudá-lo a otimizar seu tempo:

Não se esqueça de colocar o Museu do Prado como prioridade no seu roteiro!

Sabemos que em meio a tantas opções de passeios turísticos, talvez não dê tempo de conhecer todos os cantos do país.

Então, é melhor priorizar os lugares mais importantes da Espanha, e o museu do Prado, em Madrid, é sem dúvida uma atração imperdível.

Hoje o Superprof trouxe uma lista das dez pinturas mais ilustres do Prado.   

1. O Jardim das Delícias, de Hieronymus Bosh

O Jardim das Delícias é uma pintura a óleo sobre madeira, com painel central medindo 220 x 195 cm e painéis laterais de 220 x 97 cm.

A obra é um belíssimo tríptico, feito em 1504 por Hieronymus Bosch, que descreve a longa história do mundo a partir da criação.

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Tríptico é um quadro pintado em três partes, de modo que os dois exteriores podem dobrar-se sobre o meio.

Segundo o Génesis, a vida está entre o paraíso e o inferno, e entre o bem e o mal está o pecado.

Baseado nessas preposições cristãs, Bosh revela muitas referências bíblicas em sua pintura.

Significado do tríptico aberto

Ao abrir, o tríptico apresenta um conjunto de três pinturas com referências cristãs: o paraíso, o mundo terreno e o inferno.

No painel esquerdo está a imagem do paraíso, uma alusão ao último dia da criação. É possível ver o detalhe do Éden: Deus, Adão e Eva.

Ao centro da obra, é a própria representação da luxúria, personagens celebram os prazeres da carne, sem nenhum sentimento de culpa.

Por último, na lateral direita, temos o inferno, nela o pintor mostra um cenário cruel, ao qual o ser humano e condenado por todos os seus pecados.

Significado do tríptico fechado

Ao fechar a tríptico, o quadro representa o terceiro dia da criação do mundo por Deus. Na parte superior pode-se ler o salmo 33: "Ele mesmo ordenou e tudo foi criado".

Há quem diga que a visão da humanidade na obra de Bosh apresenta-se com um ponto de vista pessimista e moralizadora.

Assim como existe especialistas que interpretam o tríptico fechado como representação da terra após o dilúvio.

Certamente, Bosh é um dos maiores pintores medievais !

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2. Saturno devorando um de seus filhos de Goya

O quadro Saturno devorando a un hijo é uma das pinturas a óleo sobre reboco, feita pelo artista Francisco de Goya.

A obra fazia parte da decoração dos muros da casa de Goya, na Quinta del Sordo, adquirida por ele em 1819.

O quadro pertence a uma série de pinturas chamadas "Pinturas negras".

O que são as pinturas negras?

São obras do artista que foram transferidas de reboco para tela em 1873 por Salvador Martínez, por encomenda de um banqueiro belga.

Frédéric Émile tinha a intenção de vendê-las na famosa exposição Universo de Paris em 1878.

Para o infortúnio do banqueiro e felicidade da humanidade, as obras não tiveram compradores e foram doadas ao Museu do Prado.

Sobre a obra ...

O afresco representa o deus Cronos, no exato momento em que ele está devorando um de seus filhos.

Segundo a mitologia, o deus Cronos ou Saturno para impedir que uma previsão se cumprisse, devorava seus filhos recém nascidos de sua mulher, Reia, por temer ser destronado.

Goya, fez questão de representar Saturno - Cronos  literalmente devorando o corpo de uma criança, em uma visão aterrorizante.

3. A Descida da Cruz de Rogier Van der Weyden

Estamos diante de uma representação espetacular de uma cena bíblica,  a descida de Jesus da cruz após a sua crucificação.

As cenas bíblicas inspiraram muitos artistas clássicos.
As cenas religiosas estão presentes em muitas obras de arte.

A Descida da Cruz é um óleo sobre tábua, do pintor Rogier Van der Weyden, considerada uma obra-prima, provavelmente pintada em 1436.

Assim como O Jardim das Delícias, a obra A Descida da Cruz originalmente era um tríptico.

O quadro é a seção central de um tríptico, pintada por encomenda da confraria dos besteiros de Lavaina para a capela. Ficou na igreja de Lovaina por mais de cem anos.

Passou rapidamente nas mãos de Maria da Hungria, uma colecionista de arte, regente dos Países Baixos e irmã de Carlos V.

Em 1555, foi levado à Espanha por Felipe da Espanha, após sua viagem aos Países Baixos.

Mais tarde Felipe II da Espanha afetado pelo comprometimento da obra, ordenou a restauração das partes danificadas das vestimentas e fundo, sem que afetassem as partes essenciais.

A pedido de Felipe II, o pintor Juan Fernandez de Navarrete criou duas alas para devolver a obra o seu estado original como tríptico. Infelizmente, as laterais foram perdidas ao longo do tempo.

A obra foi muito difundida na Espanha e objeto de inúmeras cópias!

As pinturas dos séculos posteriores tiveram muito da influência do trabalho de Rogier Van de Weyden.

Ei, não se esqueça de colocar o Museu do Prado no seu roteiro de viagem!

4. As Meninas por Diego Velásquez

As Meninas é um óleo sobre tela, feita pelo artista Diego Velásquez, em 1656. Até hoje é uma das obras mais intrigantes e analisadas da pintura ocidental.

Isso porque trata-se de uma composição enigmática e complexa que levanta questões a cerca da realidade e ilusão, podendo criar uma relação de incerteza entre o observador e os personagens representados na pintura.

A complexidade da pintura fez de Velásquez o principal artista do Século de Ouro Espanhol!

A obra retrata a infanta da Espanha, Margaret Theresa da Áustria, cercada de sua acompanhante, guarda-costa, madrinha, criança, cachorro...

E o próprio Diego Velásquez sendo representado mais ao fundo , observe atentamente o espelho traseiro e verá Velásquez pintando o rei e a rainha.

5. Pinturas famosas: As Três Graças por Peter Paul Rubens

A pintura As três Graças é um óleo sobre tela, feito pelo pintor belga Peter Paul Rubens, em 1639.

Petter Paul Rubens é um pintor famoso na história da arte, tendo o seu trabalho reconhecido devido ao seu estilo de arte diversificado.

São pinturas que fazem referência de cenas religiosas, mitológicas, retratos...

E como grande conhecedor da arte antiga, Rubens pintou a ja mencionada As Três Graças, as três divindades da mitologia, mas em estilo barroco.

Rubens é um dos mais ilustres pintores flamengo do barroco.

Esta composição magnífica faz referência as deuses da mitologia, mais precisamente, as graças.

Uma alusão as divindades da plenitude, também conhecidas como Cárites.

Na tela, As três Graças são representadas  por mulheres nuas, entrelaçadas pelos ombros e em pé, com o objetivo de celebrar a beleza física.

A mulher do meio encontra-se de costas para o observador e da direita, acredita-se que seja a esposa do artista: Hélène Fourment.

6. Autorretrato com luvas por Albrecht Dürer

O Autorretrato com luvas é um óleo sobre madeira, feito pelo pintor alemão renascentista Albrechet Dürer, em 1498.

O autorretrato permite que as pessoas saibam mais sobre o artista.
Dedique um tempo ao seu autorretrato e mostre ao mundo quem você é!

Nesta tela, o artista optou por dar ênfase a si mesmo, evidenciado a sua aparência aos 26 anos de idade.

O Autorretrato com luvas marca a confiança do artista por si mesmo!

Sobre o autor

Como muitos estudiosos da Renascença, Albrech Dürer não foi apenas artista, ele era gravurista, desenhista, além de teórico da geografia e matemática. 

Não deixe de conferir no Museu do Prado esta representação de si mesmo feita pelo artista.

7. Danaë recebendo a chuva dourada de Ticiano

Danaë exposta no museu do Prado faz parte de uma série de pelo menos seis versões da mesma composição do pintor renascentista italiano Ticiano. 

Essa série de pinturas estão centradas em torno na princesa mitológica Danaë e sua profecia.

Segundo a mitologia, o primogênito da princesa mitológica Danaë acabaria matando seu pai e por isso deveria ficar isolada na torre de bronze.

No entanto, Acrisios não contava com o truques de Zeus. Ele ardente pela luxúria, desceu do Monte Olimpo para seduzir Danaë, se metamorfoseando em forma de chuva de ouro.

E mesmo ciente das consequências, a princesa se deixou seduzir e engravidou de Zeus. Dessa união nasceu o grande herói Perseu

A pintura de Ticiano retrata o exato momento em que Zeus supera mais uma vez o homem.

8. O Triunfo da Morte por Pieter Brueghel, o velho

O Triunfo da Morte é uma brilhante pintura de óleo no painel, feita pelo pintor e gravurista holandês Pieter Brueghel, o velho, 1562.

A obra de Brueghel encontra-se no no museu do Prado desde 1827.

O artista é um dos artistas mais importante da pintura renascentista holandesa e flamenga.

Por quê?

No triunfo da morte, a morte é retratada colocando todas as classes sociais no mesmo nível, sendo ela inevitável e imbatível.

9. A Adoração dos Pastores no Museu do Prado

A Adoração dos Pastores pertence ao pintor de origem grega El Greco, feita entre 1612 e 1614.

Encontre inspiração nos grandes artistas clássicos.
Os maiores artistas do mundo começaram a pintar buscando inspiração em outros grandes pintores.

A pintura retrata uma passagem bíblica contada no Evangelho segundo São Lucas.

A ideia central da arte é mostrar a adoração dos pastores quando descobrem que o bebe divino nasceu.

O momento em que eles recebem o anúncio do nascimento de Jesus pelo anjo Gabriel fica eternizado na obra de El Greco.

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10. Três de Maio por Francisco de Goya: uma pintura espanhola

Três de Maio ou Os fuzilamentos de três de Maio é um óleo sobre tela do pintor espanhol Francisco de Goya, feito em 1814.

A pintura retrata o levantamento de 3 de maio, ocorrido em 1808, quando Napoleão invadiu a Espanha.

As represarias que seguiram a este acontecimento deram origens a uma séria de execuções, como a desse homem, virando um símbolo do herói patriota.

O madrilenho rebelde da pintura virou símbolo de Revolução para a Espanha!

O quadro Três de Maio reflete muito sobre a história da Espanha. E pertence ao Museu do Prado desde 1850.

Aproveite também para apreciar outras pinturas da arte francesa, flamenga, religiosa e espanhola, Claro!

 

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Ana

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector