Há tempos a Cidade Luz é o centro das artes, do refinamento e do bom gosto, virando o sonho de consumo de qualquer pessoa apaixonada por gastronomia, arte e cultura.

Pudera, a capital francesa é dona de uma beleza deslumbrante e única, abrigando os melhores museus do mundo, além de outros espaços destinados à cultura e lazer.

Até mesmo os viajantes que planejam conhecer outras partes da Europa, fazem uma escala em Paris para contemplar os encantos do lugar.

Uma vez em solo parisiense, os visitantes podem aproveitar dos melhores museus da capital e admirar obras de artes dos maiores pintores do mundo europeu.

Então, que tal conhecer o famoso Museu de Orsay?

O Museu d'Orsay é considerado um dos mais famosos museus nacionais. Sabe por quê?

O museu preserva pinturas e esculturas da arte ocidental, datadas entre o período 1848 a 1914. São muitas obras de ilustres pintores impressionistas e outras tendências artísticas que podem ser apreciadas no Museu d'Orsay.

Por isso, nosso artigo de hoje vai lhe dar boas razões para conhecer um dos melhores museus do mundo !

1. Almoço na Relva por Édouard Manet

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Em 1863, Edouard Manet criou a obra "Dejeuner sur l'Herbe" ou Almoço na Relva em tradução livre, a obra-prima encontra-se em exposição no Museu de Orsay, Paris.

A pintura apresenta a chocante imagem de uma mulher despida na grama com olhar fixo e confiante, perante dois homens completamente vestidos.

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A pintura famosa de Edouard Manet "Dejeuner sur l'Herbe" é uma obra-prima concluída em 1863.
"Dejeuner sur l'Herbe" foi um choque para os valores da época.

Dejeuner sur l'Herbe recebeu fama de escandalosa, pois rompia com os valores de uma sociedade conservadora, causando alvoroço a toda população parisiense.

A pintura de uma mulher despida de pudores com um sorriso ligeiramente discreto, surpreende ao expectador que sente-se observado pelos olhos atentos da tela.

Este óleo sobre tela recebeu inicialmente muitas críticas, mas serviu de inspiração para muitos outros artistas, como:

  • Pablo Picasso
  • Claude Monet
  • Daniel Spoerri
  • Alain Jacquet

Em pleno século XIX, a obra "Le dejeuner sur l'Herbe" surpreendeu até mesmo os burgueses, sendo considerada uma da pinturas decisivas na arte ocidental, a primeira pintura moderna.

Aproveite para admirar as pinturas do Museu do Louvre!

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2. Autorretrato de Vincent Van Gogh, no Museu de Orsay

O Autorretrato de Vincent Van Gogh faz parte do acervo exuberante de inúmeros autorretratos feitos a partir da técnica de óleo sobre tela.

Para muitos especialistas, o autorretrato de Van Gogh introduz o próprio corpo como matéria-prima artística.

Ao todo, foram catalogados aproximadamente 35 autorretratos do pintor.

São várias telas que refletem sua evolução física e artística, com escolha de técnicas relativas a sua percepção da própria imagem.

Sua técnica faz de Van Gogh um pintor de renome internacional!

Entre o anos 1886 e 1889, é possível comparar a quantidade enorme de autorretratos que evidenciam mudanças e a relação que o artista mantinha com o seu próprio corpo.

Certamente, você poderá ter contato com o autorretrato mais famoso de Vincent Van Gogh, feito em 1889, no seu passeio ao Museu de Orsay.

3. Pintura: Gleaners de Jean François Millet

As Respigadoras ou Des Glaneuses em francês, é uma pintura a óleo sobre tela do artista francês Jean-François Millet.

A obra, finalizada em 1857, apresenta três camponesas ao respigo de espigas de trigo caídas no chão após a colheita.

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Por que a obra de Millet faz tanto sucesso no mundo?

As Respigadoras é famosa por apresentar de forma singela camadas mais baixas da sociedade rural. Entretanto, foi muito mal recebida pela alta sociedade francesa.

Ao mergulhar nessa cena rural, Millet, de certa forma, nos mostra a pobreza crescente no campo através de mulheres recuperando no chão os grãos esquecidos pela colheita.

As Respigadoras ilustra a imagem do meio camponês e a dificuldades do trabalho rural!

Tudo isto em uma época onde a esquerda buscava uma maneira de mostrar a pobreza no campo, enquanto a direita abafar uma possível revolução popular.

Atualmente, a obra "As Respigadoras" de Jean-François Millet encontra-se no Museu do Orsay.

4. Os jogadores de cartas, uma pintura de Paul Cézanne

Os Jogadores de cartas, do título francês Les Joueurs de Cartes, é uma série de pinturas a óleo sobre tela, feita entre o ano 1890 e o ano 1895 pelo artista Paul Cézanne.

Na pintura, pode se observar dois homens, frente a frente, jogando cartas em uma mesa. Em cima do móvel, mais ao fundo, tem-se uma garrafa similar a de uma bebida alcoólica, possivelmente, de vinho.

Em sua obra, Cézanne restringe ao máximo os elementos, enfatizando o núcleo principal!

Os dois homens mostram-se compenetrados, com o rosto voltado para as cartas que têm em suas mãos. Ambos estão atentos ao jogo e é possível perceber que usam chapéus de tipos bem diferentes.

O jogador da esquerda está pintado com cores mais fortes e mostra-se mais tenso que o segundo jogador. O segundo está pintado em cores mais claras e esboça um pouco mais de tranquilidade.

Outro ponto importante na obra, centra-se na garrafa de vinho. Observe que ela recebe um reflexo branco, mas não encontra-se centralizada simetricamente, estando mais à direita do quadro.

A luz refletida na garrafa conduz o olhar do observador para as mãos dos dois jogadores, é como se ficássemos esperando a próxima jogada.

Quer saber mais sobre Cézanne, um dos precursores do pós-impressionismo e do cubismo, confira aqui!

5. A Origem do Mundo por Gustave Courbert

Em francês, L'Origine du monde, de 1866, é uma pintura do realista Gustave Courbet, a obra foi feita a pedido de um diplomata turco Otomano.

Acredita-se que Khalil-Bey, um colecionador de imagens eróticas, solicitou ao artista Courbert uma pintura que retratasse o nu feminino de maneira mais realista possível.

A obra Origem do Mundo ficou tão famosa que é quase impossível nunca ter ouvido falar dela!

Exibir o corpo nu feminino na sua forma mais crua, deitada em uma posição realista é certamente uma obra impactante para a  sociedade conservadora da época.

Existe a possibilidade de que a modelo da pintura seja a irlandesa Joanna Hiffernan, mas não se tem certeza.

Saiba quais são as melhores telas para admirar no museu mais importante da Espanha !

6.Visite Orsay: La Gare Saint-Lazare de Claude Monet

A obra La Gare Saint-Lazare é uma série de doze pinturas representando a Estação de Paris Saint-Lazare, feito por Claude Monet.

La Gare Saint-Lazare é a primeira série de Monet dedicada a um único tema, com vários pontos de vista e variadas condições atmosféricas.

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Aproveite seu passeio no Museu de Orsay para apreciar outras pinturas de Claude Monet, como o Campo de Papoulas.

Com sua série de 12 telas, o artista Monet mostrou ao mundo a impossibilidade de captar todas as impressões artísticas de um lugar em única pintura.

Por que as impressões de um espaço podem mudar de acordo com o dia, a hora, condições climáticas e o ponto de vista do artista.

Vale informar que o artista Emile Zola se inspirou nessa série de telas para escrever La Bête Humaine.

Monet se inspirou nas mudanças da vida moderna para compor suas brilhantes telas!

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7. O baile do moinho de la Galette por Auguste Renoir

O baile do moinho de la Galette é uma pintura a óleo sobre tela, de 1876, do francês Pierre-Auguste Renoir. A obra pode ser vista no museu de Orsay entre outras obras importantes do impressionismo.

A tela retrata uma festa popular que acontece em Paris, localizada na colina de Montmartre. A pintura de Renoir descreve o quotidiano burguês, captando a vivacidade e a atmosfera alegre festiva nas imediações do moinho de la Galette.

A pintura é considerada um marco na pintura impressionista.

É possível ver referências a alguns de seus amigos na sua obra, como os pintores Cordey e Franc-Lamy e o escritor Georges Rivière. Ao se deparar com essa magnífica obra, queremos fazer parte daquele cenário festivo.

Por isso, Renoir é um fiel representante do espírito impressionista.

8. Os Raspadores de Assoalho por Gustave Caillebotte no Museu de Paris

Les Planeurs de Parquet é uma pintura do artista francês Gustave Caillebotte, feita em 1875. A obra é mantida no Museu de Orsay, mas tem uma segunda versão do mesmo assunto, um pouco diferente, na Dinamarca.

O que a obra tem de muito importante?

Enquanto Millet representou com  toda habilidade os trabalhadores rurais e pobreza no campo, Caillbotte impressiona ao mostrar os trabalhadores urbanos, nunca antes representado em pinturas.

A tela é uma das primeiras representações do proletariado urbano.

Inicialmente, a pintura não foi bem recebida, sendo considerada trivial pela sociedade. Entretanto,  a obra chama a atenção pela riqueza de detalhes e precisão.

9. A Classe de Dança: Um trabalho francês

La Classe de danse é uma tela do pintura de óleo sobre tela, feita entre 1871 e 1874 pelo artista Edgar Degas. O obra encontra-se no museu de Orsay, acredita-se que tenha sido encomendada por Jean-Baptista Faure.

A pintura a Classe de Dança é resultado do interesse de Degas pelos bastidores das aulas de balé, esse espetáculo de dança.

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Bailarinos em treinamento virou objeto de predileção de Degas, após 1870.

Pode se ver no quadro de Degas um retrato fiel do resultado de uma aula de dança sob a supervisão do mestre do balé Jules Perrot. É possível perceber que ao final da aula, os dançarinos parecem chegar ao final de sua forças.

10. Arearea de Paul Gauguin

Arearea é uma excelente pintura a óleo sobre tela de 1892, feita pelo pintor francês Paul Gaguin. A tela retrata a cena da vida indígena, bem característica das obras de artes do pintor.

Para compreender a obra cheia de cores de Paul Gauguin é preciso mergulhar na cultura Polinésia!

Isso mesmo, a obra também conhecida como Joyousness faz parte das pinturas do artista que descrevem sua jornada no Taiti, em 1891 a 1893, quando o artista foi fortemente influenciado por essa cultura.

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Outras obras do Museu d'Orsay

As coleções do museu provêm essencialmente de três locais: do Museu do Louvre, as obras de artistas nascidos a partir de 1820, ou que tenham emergido no mundo da arte com a Segunda República; do Museu do Jeu de Paume, as obras impressionistas desde 1947; e do museu de arte moderna de Paris, as obras mais recentes. Estas coleções abrangem várias vertentes das artes plásticas tais como a pintura, a escultura, a fotografia entre outras.

Além dessas dez pinturas notáveis que citamos acima, o Museu Orsay acolhe obras de grandes mestres. Conheça algumas delas:

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  • Auguste Renoir - O Baloiço
  • Auguste Renoir - Duas Jovens ao Piano
  • Gustave Courbet - O Atlier do Artista
  • Edgar Degas - O Absinto
  • Edgar Degas - Prima Ballerina
  • Edgar Degas - Retrato da Damília Bellelli
  • Paul Gauguin - Arearea
  • Van Gogh - Igreja de Anvers
  • Van Gogh - Noite Estrelada Sobre o Rio Ródano
  • Edouard Manet - Olímpia
  • Millet - Angelus (pintura)
  • Claude Monet - As Papoilas
  • Claude Monet - Regatas em Argenteuil
  • Claude Monet - Catedral de Rouen
  • Henri Rousseau - A Encantadora de Serpentes
  • Toulouse-Lautrec - A Toilette

Um museu nacional multidisciplinar

O edifício, que atualmente abriga o museu, era originalmente uma estação ferroviária, Gare du Quai d'Orsay, construída para o Chemin de Fer de Paris à Orléans (em português, Caminho de ferro de Paris a Orleães), no local onde se erguera até 1871 um antigo palácio administrativo, o Palais d'Orsay. Foi inaugurado em 1898, a tempo da Exposição Universal de 1900. O projeto foi do arquitecto Victour Laloux.

Em 1939, deixou de ser o terminal da linha que ligava Paris a Orleães devido ao comprimento reduzido do cais, passando a ser apenas uma estação da rede suburbana de caminhos de ferro; e mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial serviu de centro de correios. A estação foi fechada em 1 de Janeiro de 1973.

Em 1977, o Governo francês decidiu transformar o espaço num museu. Foi inaugurado pelo presidente de então, François Mitterrand, em 1 de Dezembro de 1986. Os arquitetos Renaud Bardon, Pierre Colboc e Jean-Paul Philippon foram os responsáveis pela adaptação da estação. Era constituído por coleções nacionais provenientes essencialmente de três estabelecimentos:

  • o museu do Louvre para as obras de artistas nascidos em 1820 ou emergentes no mundo da arte com a Segunda República;
  • o museu Jeu de Paume dedicado desde 1947 ao impressionismo;
  • finalmente, o Museu Nacional de Arte Moderna, que, quando se mudou para o Centre Georges Pompidou em 1976, manteve apenas as obras de artistas nascidos após 1870.

As origens das coleções de pinturas do Museu d'Orsay remontam ao Museu do Luxemburgo, fundado em 1818 por Luís XVIII para abrigar as obras de artistas vivos. O sistema prevê que dez anos após a morte do artista, obras cuja "opinião universal consolidou a glória" sejam transferidas para o Louvre, sendo as demais doadas a outras instituições ou administrações.

A princípio, as coleções do Museu do Luxembourg são quase exclusivamente compostas por compras do Salon. Eles, portanto, refletem o gosto oficial da época, dando lugar de destaque à pintura histórica, retratos e paisagens clássicas, de acordo com uma hierarquia bem estabelecida de gêneros.

Até a década de 1880, o Museu do Luxembourg permaneceu fechado para as pesquisas mais recentes. Courbet e Millet, por exemplo, não serão expostos a ele durante sua vida. Será necessário o esforço conjunto de artistas, suas famílias, colecionadores e alguns funcionários públicos para que a arte contemporânea finalmente entre nas coleções nacionais francesas.

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A vanguarda no museu do Luxemburgo: do realismo ao impressionismo

Antes de tudo, a generosidade privada permite que os museus franceses se abram para os pintores mais inovadores.
Doado pela irmã do artista, Um enterro para Ornans de Courbet entrou no Louvre em 1881. Depois veio o Le Printemps de Millet, dado por Mme Hartmann em 1887 e Des glaneuses, do mesmo artista, dado por Mme Pommery em 1890, ou ainda a coleção de Alfred Chauchard, rica em um conjunto formidável de pinturas da escola de Barbizon, incluindo o famoso Angelus de Millet, em 1909. Mas a segunda metade do século 19 também foi marcada pela crescente influência do casal críticos de arte.

O sistema tradicional de salões e mecenatos não está mais adaptado à expansão do mercado de arte e a reputação dos artistas depende cada vez mais das opiniões dos críticos e das escolhas dos comerciantes.Essa mudança promove o desenvolvimento de novas escolas e seu reconhecimento.

Assim, em 1890, um grupo de assinantes, liderado por Monet, conseguiu trazer para o Luxemburgo o Olympia de Manet, que morreu em 1883, mas essa evolução de mentalidades não foi fácil, como mostra o episódio do legado de Caillebotte.

Quando ele morreu em 1894, esse pintor, amigo e padroeiro dos impressionistas deixou sua coleção para o Estado. Isso reúne mais de sessenta pinturas de Degas, Manet, Cézanne, Monet, Renoir, Sisley, Pissarro ou Millet. Diante da recepção mista da administração de Belas Artes, os executores, incluindo Renoir, pretendem manter a vontade de Caillebotte. Ele queria que todas as obras de seu legado fossem exibidas e não relegadas às reservas. As discussões duraram quase dois anos antes de um acordo ser assinado em fevereiro de 1896: os museus nacionais mantiveram apenas quarenta obras, mas formalmente se comprometeram a exibi-las.

Ao mesmo tempo, o estado também começou a adquirir obras de artistas mais modernos. Podemos citar as compras do Pescador Pobre de Puvis de Chavannes em 1887, Oficina nas Batignolles de Fantin-Latour e Moças ao piano de Renoir em 1892 ou A família do pintor de Carrière em 1896.

Nos anos seguintes, ainda é graças a doações de herdeiros de artistas ou grandes colecionadores que a coleção impressionista é enriquecida. Entre 1883 e 1927, Etienne Moreau-Nélaton fez várias doações e legados que permitiram entrar nas coleções nacionais de Déjeuner sur l'herbe de Manet. Em 1911, Isaac de Camondo fez um legado que compreende quatro das catedrais de Monet.

A pintura francesa não é a única a se beneficiar desse desenvolvimento. No final do século XIX, o museu de Luxemburgo foi aberto a escolas estrangeiras, com destaque para a noite de verão de Winslow Homer e a mãe de Whistler. A seção estrangeira acabou se tornando grande o suficiente para constituir um museu independente no Jeu de Paume em 1922. Em 1929, toda a seção impressionista foi transferida para o Louvre.

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O Museu de Arte Moderna e o Museu Jeu de Paume

Em 1937, o Museu do Luxemburgo foi substituído pelo Museu de Arte Moderna, localizado no novo Palácio de Tóquio, que acabara de ser construído para a Exposição Internacional. Seu programa começa com o neo-impressionismo (sem Seurat), a escola Pont-Aven (sem Gauguin) e os Nabis.

Com a reorganização do Louvre, as coleções impressionistas se moveram novamente em 1947. Agora é o Museu do Jeu Paume que as recebe. Existem obras de Boudin em Seurat, bem como obras de Toulouse-Lautrec ou do funcionário da alfândega Rousseau. Nesse período do pós-guerra, as coleções foram enriquecidas graças a uma política ativa de aquisições, permitindo doações de artistas em particular. Os meios financeiros um pouco maiores, a ajuda do museu Amigos do Louvre e a generosidade privada permitirão que algumas aquisições essenciais sejam feitas, principalmente pinturas de Seurat, Cézanne ou Redon.

O crescente entusiasmo do público pelos impressionistas está gradualmente tornando o Jeu de paume pequeno demais para apresentar as obras em condições satisfatórias de conforto e segurança. A decisão de instalar um museu dedicado à arte da segunda metade do século XIX e do início do século XX na estação de Orsay ocorreu em 1977. Esse projeto também resolveu o problema colocado no mesmo ano pela instalação do Museu de Arte Moderna no Centre Georges Pompidou: foi necessário encontrar um destino para as obras que não mais entraram no programa do novo museu (escola Pont-Aven, neo-impressionismo e Nabis).

O Museu d'Orsay, portanto, reúne as coleções dispersas do Jeu de Paume, as que foram deixadas no Palais de Tokyo pelo Museu de Arte Moderna e que foram apresentadas entre 1977 e 1986 em "prenúncio do Museu d'Orsay", finalmente as obras do Louvre, datado da segunda metade do século XIX. Assim, combinadas, essas coleções não seriam suficientes para explicar as complexidades de uma era excepcionalmente fértil.

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Ana

Graduada em Português-Literaturas pela UFRJ. Redatora apaixonada e curiosa por natureza. Moça de sorriso aberto. Adora ler, refletir e escrever sobre diferentes assuntos. Professora que acredita que a educação é e sempre será o bem mais precioso de um indivíduo.