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Como a língua romana pode ajudar a conhecer a portuguesa?

De Carolina, publicado dia 15/01/2019 Blog > Idiomas > Latim > Saiba latim para entender melhor o português

“Se os romanos tivessem primeiro que aprender latim, nunca teriam tempo de conquistar o mundo”. Albert Willemetz (1887-1964).

E se os legionários do Império Romano nunca tivessem tido tempo de conquistar o mundo conhecido dos seus tempos antigos, certamente não teríamos como língua materna as línguas romanas (português, francês, italiano, espanhol, catalão, ocitano, etc.). Então, aprenda latim para o aprendizado de outras línguas!

Além disso, nós realmente veríamos uma perfeita inutilidade em aprender latim.

Costuma-se dizer que o latim é uma língua morta. Isso porque ela não serveria mais a nenhum propósito, já que ninguém mais tem o latim como língua materna.

No entanto, conhecemos a famosa citação de Antoine Lavoisier (1743-1794): “Nada se perde, tudo se transforma”.

No mundo do século XXI, no entanto, a latinidade permanece geograficamente muito importante, uma vez que se estende do continente latino-americano para a Europa, passando pelos antigos territórios coloniais da África.

Aprenda a língua do Império Romano Com certeza, a cultura latina deixou um grande legado na nossa

39% da população mundial, ou 3 bilhões de pessoas na Terra, usam o alfabeto latino: uma influência cultural, linguística, demográfica e econômica herdada diretamente da civilização romana. Por isso, saiba a língua e a cultura latina!

Como resultado, a língua latina é apenas uma das línguas antigas – como o grego antigo – que foi transformada e deu origem a filhas, as chamadas línguas românicas, romanas ou latinas.

O português é uma dessas filhas. Ele foi criado a partir do domínio do Império Romano na região do Condado Portucalense (que atualmente corresponde a Portugal). Antigamente, os povos situados nesse local falavam o galego. Portanto, o português é uma mistura da língua latina e do galego.

Nos outros países de língua latina, também aconteceu a mesma coisa. Por exemplo, quando se trata do francês, foi na época medieval que o latim vulgar – vulgaris latinum – falado pelos colonizadores romanos misturou-se à língua francesa. Assim, esse mistura se tornou vagarosamente em uma outra língua.

Por essa razão, a língua francesa é muito próxima do latim: pode-se encontrar uma frase francesa a partir de uma frase no idioma latino. E assim sucessivamente para todas as línguas de origem latina: espanhol, italiano, romeno…

Neste post, explicaremos em que medida se tornar um latino-falante ajuda a entender melhor o português.

Compreender o alfabeto da língua portuguesa

A aprendizagem do latim favorece grandemente o sucesso dos alunos do ensino médio (por que aprender latim?) nas aulas de português. Para aprender uma língua, a base fundamental é o estudo do alfabeto.

As letras clássicas permitem conhecer linguística moderna. Ler e decifrar latim significa aprender a conhecer melhor o seu alfabeto.

De fato, os latinistas não terão dificuldade em memorizar o alfabeto latino: é quase o mesmo que o alfabeto do português, mas com algumas diferenças notáveis.

Na escrita latina, havia apenas 20 letras na época do latim arcaico (até 100 a.C.): as letras “G”, “J”, “U”, “W”, “Y” e “Z” da nossa atual língua portuguesa não existiam.

O latim clássico usava até 23 letras após a adição do “G” no século III, o “Y” e o “Z” usando o alfabeto grego.

E ainda não havia distinção entre as letras “U” e “V”, razão pela qual a lexicografia latina traz um “V” em textos antigos.

A função original do alfabeto latino – derivada do alfabeto etrusco, ele próprio derivado do grego antigo e, indiretamente, do alfabeto fenício – era escrever o latim falado pelos residentes de Roma e de Lácio, pequena região central da Itália.

Era, então, uma escrita unicameral, isto é, não existiam letras maiúsculas.

É “somente” sob o reinado de Carlos Magno (800-814) que o alfabeto latino moderno se torna bicameral, dissociando letras pequenas e maiúsculas por uma razão lexical.

Ao longo do tempo, sinais diacríticos (acento agudo, grave, circunflexo e trema) e subscritos (o cedilha) foram adicionados. Outras letras também foram criadas para melhor se adaptar à fonética dos dialetos usados ​​em Portugal.

O latim (por que aprendê-lo?) não nos deixou de herança  a ligadura – œ e æ (como aconteceu no francês). Suas origens vêm dos romanos e do latim clássico.

Eles são encontrados em várias palavras em latim e francês (ad vitam æternam, curriculum vitæ,  ex æquo, e cætera, ou nomes latinos como Lætitia).

Aliás, descubra o nosso top 10 do porquê aprender latim!

Ainda bem, porque as ligaturas complicam a vida linguística, não é?

Faça aulas de latim Não somente as línguas, mas as artes, a arquitetura foram influenciadas pela cultura grego-romana

É o conhecimento dos dois sistemas de escrita que torna possível conhecer melhor a etimologia das palavras.

Conheça as raízes etimológicas das palavras portuguesas

O Brasil e Portugal (que deu origem a nossa língua) foram continuamente ocupados por diferentes povos ao longo de sua história.

De fato, muitas palavras permaneceram na linguagem cotidiana, formando uma espécie de herança assimilada da colonização por civilizações antigas.

No caso do latim, a Península Ibérica foi dominada pelo Império Romano a partir do III século a.C. Como falamos anteriormente, a língua falada no antigo Portugal era o galego. Com a introdução do latim vulgar nas comunicações dos povos, aconteceu a mistura das duas linguagens, resultando no português.

Mas o latim tem uma influência enorme na língua portuguesa. Prova disso são as várias raízes etimológicas românicas das palavras portuguesas.

Aprenda latim para estar nas melhores classes!

O português do Brasil e suas diferenças com o português de Portugal

Não há como negar que o português do Brasil não é a mesma coisa que o português de Portugal. A começar pela pronúncia. Não pronunciamos as palavras do mesmo jeito que os portugueses e isso pode ser até uma vantagem! Muitos estrangeiros acham o nosso  jeito de pronunciar mais bonito…

Enfim, isso não importa. O mais interessante a ser notado na composição do nosso português brasileiro é que, além do latim, ele foi influenciado por idiomas indígenas, africanos e norte-americano (até eles…).

Isso porque, quando os portugueses chegaram aqui, havia os índios (isso todo mundo já sabe). Eles falavam seus dialetos.

Tudo foi se concretizando com a chegada dos jesuítas no Brasil. Para evangelizar os índios, eles acabaram estudando os dialetos e introduzindo palavras da língua tupi (principal língua de origem indígena falada no Brasil). Assim, até hoje temos muitas palavras de origem indígenas no nosso português.

Na época do Brasil colônia, três línguas eram faladas no nosso território: latim pelos jesuítas, tupi e português.

Outras linguagens muito importantes para a constituição da nossa língua foram as africanas. Elas vieram com os escravos e também deixaram algumas palavras.

Isso também acontece com outros países lusófonos como Cabo Verde, Angola, Guiné Bissau… Eles já têm grande influência do crioulo (língua falada em toda África, mas que se difere de um país para o outro).

Então, nosso português brasileiro tem outras influências que o português de Portugal tem menos. Porém, isso não impede que o nosso português seja majoritariamente de raízes latinas.

Para entender melhor a gramática portuguesa

O aprendizado das línguas europeias, do português e de sua construção gramatical, é claramente favorecido quando nos é fornecido um dicionário em latim – português e os melhores livros de estudiosos da língua latina.

Por que não fazer aulas de latim para não cometer mais erros em português? Pronome pessoal, demonstrativo, adjetivos, sujeito, verbos e advérbios, COI / CDD: o sistema gramatical português está ligado aos seus antepassados.

Faça aulas de língua latina Não insista no erro: vá direto às origens latinas do idioma

O sistema gramatical do latim é um pouco diferente da gramática portuguesa.

Em latim, o infinitivo nominal é um sujeito neutro no singular.

Representa o sujeito, o predicativo do sujeito ou o complemento do objeto e pode até ser um adjetivo.

Por exemplo, aqui estão algumas frases em português seguidas por sua frase em latim:

  • Errar é humano: errare humanum est,
  • Melhor morrer que fugir: praestat mori quam fugere,
  • Eu gosto de cantar: cantare me juvat,
  • Para o filósofo, viver é pensar: philosopho vivere é cogitare,
  • Meu dever é agir: meum est agere,
  • Dê para beber: dare bibere
  • Ter a dizer: habere dicere.

Claro, será necessário passar pelo aprendizado de verbos, mas podemos ver uma coisa: até para um brasileiro na aula de latim para iniciantes, é possível adivinhar o significado das frases. A proximidade do latim com a nossa língua materna é muito grande!

Muitas expressões em português são próximas de uma frase latina.

O estudo dos diferentes casos da língua latina (nominativo, vocativo, acusativo, genitivo, dativo, ablativo) e de cada declínio ajuda a memorizar a gramática portuguesa porque cada um desses casos corresponde a classes de palavras.

  • Nominativo é equivalente ao sujeito, ou predicativo do sujeito,
  • O genitivo é igual ao complemento do sujeito ou adjetivo,
  • O dativo representa o complemento de objeto indireto,
  • O acusativo é o complemento do objeto direto,
  • O vocativo é uma palavra colocada em apóstrofo,
  • O ablativo reúne os complementos circunstanciais.

Melhorar nos conhecimentos gerais

Por que estudar latim?

O estudo da língua latina também possibilita a construção de um estoque de palavras de vocabulário mais fortes que as não-latinistas ou helenistas.

Visite os vestígios romanos A língua latina se originou na região de Roma!

Curso de latim ajuda a se tornar um bom escritor: por que não? Graças aos ensinamentos das línguas antigas, a ansiedade da página em branco pode acabar!

Realmente?

De fato, a leitura de textos antigos – até mesmo filológicos – de Ovídio, Cícero e Sêneca, ou as histórias de Plínio, o Jovem, sobre a tragédia de Pompéia e Herculano (em 79 dC) implica ter um olhar curioso para o mundo antigo.

 

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