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Quem foram os imperadores japoneses?

De Fernanda, publicado dia 21/08/2018 Blog > Idiomas > Japonês > A história do Japão

“Deixe os homens adivinharem quem foram seus antepassados por suas próprias façanhas.” Provérbio japonês

Segundo dados da Bloomberg de julho de 2017, a população de origem brasileira no Japão montava a 180.923 pessoas no referido ano. As províncias com mais brasileiros são Aichi, Shizuoka, Gifu, Mie, Saitama, Gunma e Kanagawa.

Está pensando em ir morar no Japão? Quando nós viajamos para o exterior em um país com uma cultura e história diferentes do nosso país de origem, é melhor se informar muito bem antes de sair!

O desejo de observar o Monte Fuji de perto, contemplar uma verdadeira flor de cerejeira japonesa e saborear um bom saquê na terra do sol nascente precisa estar acompanhado de um estudo da história e da cultura japonesas!! Caso contrário, você corre o risco de passar batido por muitos detalhes e preciosidades dessa sociedade tão rica.

E, afinal de contas, é só assim que você realmente se integra em um país como estrangeiro.

Que tal conhecer a história dos imperadores japoneses?

Quem está governando o Japão e qual é o papel do imperador?

Qual é a religião majoritária na terra do sol nascente? O crisântemo é o emblema do imperador no Japão.

O Japão é uma monarquia constitucional.

O governo japonês é dividido em três poderes, como a maioria dos países democráticos:

  • O poder executivo,
  • O poder legislativo,
  • O poder judiciário.

O país vem operando dessa maneira desde a introdução da Constituição do Japão de 1947. Existem 47 divisões administrativas e o imperador é o chefe de Estado.

No entanto, como acontece no Reino Unido com a rainha da Inglaterra, o monarca tem apenas um papel simbólico. Não tem poder no governo, que é chefiado pelo Gabinete Japonês, composto pelo Ministro de Estado e pelo Primeiro Ministro, Chefe do Governo.

O primeiro-ministro, atualmente Shinzo Abe, é escolhido pela Dieta Nacional (parlamento japonês), o poder legislativo, cujos membros são eleitos diretamente pelo povo.

O imperador japonês é ao mesmo tempo o chefe de estado, o símbolo do estado e o chefe da religião xintoísta, a religião mais antiga do país, intimamente relacionada à mitologia japonesa.

Onde o Imperador do Japão vive?

O imperador vive em Kôkyo, um palácio imperial no centro de Tóquio. Sua família mora no palácio de Akasaka.

A vida cotidiana da família real é gerenciada pela Agência Imperial, que controla sua programação e seus bens.

O atual Imperador do Japão é da linhagem Yamato e ele é o herdeiro da propriedade do trono do Crisântemo, nome dado ao trono imperial do Japão.

Você quer visitar o palácio imperial? Antes de partir você vai precisar obter o visto japonês!

Os imperadores lendários do Japão

A dinastia mais antiga do mundo tem suas origens no século VII a.C. O primeiro imperador do Japão foi Jinmu, o suposto neto da deusa Amaterasu.

Até 1945, o imperador é o líder absoluto.

Ele é considerado um deus vivo e representante da religião xintoísta. Os chamados imperadores lendários são às vezes inscritos em Kojiki, a “crônica dos fatos antigos”. É uma coleção de mitos sobre a origem do Japão e a formação das ilhas.

Dizem que eles são lendários porque as datas são impossíveis de se verificar e, para alguns, não temos sequer certeza da sua existência:

  • Jinmu: -660 -585,
  • Suizei: -581 -549,
  • Annei: -549-511,
  • Itoku: -510 -477,
  • Kosho: -475 a 393
  • Koan: -392-291,
  • Korei: -290 -215,
  • Kogen: -214 -158,
  • Kaika: -157 -98,
  • Sujin: -97 -30,
  • Suinin: -29 +70,
  • Keiko: 71 – 130,
  • Seimu: 131 – 191,
  • Chuai: 192-200.

A imperatriz Jingu foi removida da lista oficial pelo imperador Meiji. Ela teria governado de 209 a 269 de acordo com a crença mitológica.

A história dos imperadores do Japão está fortemente relacionada à mitologia, razão pela qual é muito difícil de se ter certeza oficial da existência dos “lendários” imperadores.

Os escritos são na maior parte mitológicos neste momento e contribuíram para a fundação da sociedade japonesa.

Os imperadores históricos do Japão

O primeiro imperador cuja existência e reinado é certo se chamava Ojin.

É o primeiro imperador histórico cujo reinado durou de 270 a 310. Ele foi deificado como Hachiman, deus da guerra e protetor divino no Japão.

Antiguidade japonesa

Se sucederam muitos imperadores durante o período chamado antiguidade japonesa e que se estendeu de 400 a 1198:

  • O período de Kofun de 400 a 539,
  • O período de Asuka de 539 a 715,
  • A era de Nara de 710 a 794,
  • A era de Heian de 794 a 1185.

As datas relacionadas aos imperadores do início da antiguidade divergem segundo as fontes e são difíceis de se verificar. A sucessão acontece pela família, mas nem sempre é o filho mais velho que sucede a seu pai. Também é frequentemente o último filho, sendo a sucessão diferente da lei de herança na Europa na Idade Média.

Às vezes era o primo, irmão ou tio que assumia.

As imperatrizes se encontravam nos níveis mais altos, especialmente durante o período de Asuka e a era de Nara. Mas hoje é proibido que uma mulher se torne uma imperatriz.

Naquele tempo, a partir de 794, mesmo que o imperador permanecesse o guardião das tradições, outro líder aparece: o xógun, supremo líder militar. O título era hereditário.

O último xogunato foi o de Tokugawa. A tradição foi abandonada sob a era Meiji em 1868 e o imperador recuperou seu poder político completo.

A era feudal

Por que manter o papel do rei no arquipélago japonês? Se a China não tem imperador desde 1912, o Japão não continua a tradição.

A era feudal começou no Japão a partir de 1198.

Mesmo se observarmos a existência de um período pré-moderno, o período feudal vai até a chegada de Meiji ao poder, em 1852, ou até o final da Segunda Guerra Mundial.

Esta é a era dos samurais, assim nomeados desde 1600, mas que foram referidos como buke durante a era Kamakura. O título samurai (e seu sabre) é agora puramente honorífico e não dá mais privilégios como na época. Conheça os diferentes imperadores por período e datas:

O Japão era àquela época uma grande potência na Ásia. Após a morte do imperador, é o príncipe herdeiro ou um membro da família real designada que sobe ao poder.

A era moderna

Depois da era de Edo, que marca a era pré-moderna, começamos a testemunhar a primeira modernização da sociedade japonesa. Três imperadores se sucedem durante esta nova era:

  • Meiji: de 1867 a 1912,
  • Taisho: de 1912 a 1926,
  • Showa: de 1926 a 1945.

Mas é realmente o período pós-guerra que endossa profundamente a entrada do Japão na era moderna. O império japonês é forçado a desistir, especialmente após a Batalha de Pearl Harbor e os bombardeios em Nagasaki e Hiroshima.

O Japão é forçado a ceder à pressão dos ocidentais e dos Estados Unidos para ingressar a modernidade.

O Imperador Showa continuou a reinar de 1945 a 1989. Como seu antecessor, ele governou o país do sul da Ásia até sua morte.

Foi seu filho Akihito que o sucedeu em 1989, tornando-se o 125º Imperador do Japão.

Hoje, ele é o atual imperador do Japão. Após sua morte, ele levará o nome póstumo do Imperador Hensei.

Por que o imperador atual vai abdicar?

Os japoneses apoiaram Akihito em abandonar o trono e sua soberania. O Japão hoje: modernidade ou tradição?

Sua majestade Akihito será o primeiro imperador a renunciar ao trono e ao título que lhe coube durante seus 200 anos de reinado.

A última abdicação conhecida ocorreu em 1817 foi a do Imperador Kokaku.

Mas por que ele quer sair do trono?

A coroa deve ser assumida pela vida de acordo com a tradição dos imperadores japoneses. No entanto, Akihito vem enfrentado muitos problemas de saúde: câncer de próstata em 2003 e cirurgia de revascularização miocárdica em 2012.

O imperador anunciou sua abdicação em 2016, justificando-se da seguinte forma: “Estou preocupado com a dificuldade de cumprir meus deveres como símbolo do Estado. ”

Ele estará pronto para renunciar em 30 de abril de 2019, deixando seu lugar para seu filho mais velho, Naruhito, com 57 anos de idade. O arquipélago entrará então numa nova era, cujo nome será revelado no final de um processo particular.

Este imperador moderno e pacífico é muito popular entre os japoneses. Embora discreta, a família real tem boa aceitação junto ao público em geral. O imperador leva a imagem de simplicidade e proximidade ao seu povo.

Tanto que sua abdicação foi apoiada pela maioria dos japoneses.

A força popular contribuiu para o apoio do primeiro-ministro Shinzo Abe junto ao governo. Firmemente ligado ao xintoísmo (a principal religião do Japão), ele era de fato contrário à abdicação.

A coroação do novo imperador (novo rei) terá lugar no dia 1 de maio de 2019, o dia após a renúncia ao trono por Akihito.

Definição de “Grandes Imperadores do Japão”

O imperador japonês não tem permissão para governar. Seu papel é puramente simbólico, como o rei da Inglaterra, ou melhor, a rainha agora. No entanto, como vimos, isso nem sempre foi o caso e antes de 1945, o imperador era um verdadeiro líder de clã e comandante do país.

O que é um xógum?

Como título, é a abreviação de Seii Taishōgun (征夷大将軍, lit. “Grande General Apaziguador dos Bárbaros”), nomeação que até 1192 fora temporária e utilizada para se referir ao general que comandava o exército enviado a combater os emishi, que habitavam no norte do país.  Posteriormente, por alguns séculos (do século 12 ao século 19), o xógum era o verdadeiro governante do Japão e ele era o comandante-em-chefe dos exércitos.

O que é o xintoísmo?

Literalmente o caminho do divino, o xintoísmo é um conjunto de crenças politeístas e animistas. É a religião mais antiga do Japão. O termo xintoísta apareceu para se diferenciar do budismo importado para o Japão pelos chineses no século VII.

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