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Locais de exposições em BH para curtir com a família!

De Erico, publicado dia 21/10/2019 Blog > Artes e Lazer > Desenho > Os museus de Belo Horizonte

Belo Horizonte é uma cidade arborizada, com um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) bem avaliado, além de ótimas opções de lazer, como a Lagoa da Pampulha, por exemplo.

Uma cidade moderna que oferece – não somente aos seu moradores, mas também aos que visitam a cidade – uma vida noturna agradável, além de excelentes restaurantes que privilegiam a deliciosa comida mineira.

E, para completar as qualidades de BH, podemos incluir os espaços culturais que merecem ser contemplados de perto, em especial os museus que, aliás, são opções perfeitas para um dia de lazer com a família.

Pensando nisso, selecionamos alguns dos principais museus de Belo Horizonte para quem curte exposições imperdíveis, sendo que, em alguns desses espaços, o ingresso é cobrado, enquanto que, grande parte, a entrada é totalmente gratuita.

História da Arte e Pintura de Minas

Os primeiros registros visuais em território brasileiro – que retratavam tanto os nativos, quanto a natureza – foram realizados cinco décadas depois do descobrimento do Brasil, pelos exploradores que aqui chegaram e demais viajantes europeus.

Além do mais, é preciso levar em conta que, antes disso, os índios já faziam pinturas no corpo e registros em paredes das grutas.

No entanto, essas manifestações não influenciaram muito a pintura desenvolvida no país, nesse mesmo período. Na verdade, toda a referência de arte tinha relação com os padrões artísticos trazidos por missionários e conquistadores portugueses.

Acelerando ainda mais a linha do tempo, podemos nos situar no Estado de Minas Gerais que viu nascer gradativamente a arte da pintura, a qual estava registrada em diversas cavernas da região.

Hoje, é possível dizer que a pintura rupestre, por exemplo, faz parte do valioso acervo de Minas.  Mas não é só isso, manifestações artísticas de pinturas que retratavam temas cristãos da tradição europeia, começaram a decorar os templos mineiros em meados do século XVII – no entanto, as pinturas foram todas trazidas pelos europeus.

Já no século seguinte, uma geração de pintores locais começou a ganhar notoriedade, em que podemos destacar o grande mestre da Arte Colonial Brasileira: Manoel da Costa Ataíde.

No início do século XIX a Pintura de Minas Gerais estacionou um pouco, com escassas oportunidades para seus artistas, ficando praticamente esquecida.

Para completar, no final desse mesmo período, vários prédios públicos foram construídos em Belo Horizonte e o que parecia ser um indício de abertura para os artistas locais, acabou soando como um “alarme falso”. Na realidade, as obras que decoraram esses prédios eram de artistas de outros estados ou estrangeiros.

Primeiro Impulso! A partir do Século XX, uma mudança significativa na arte mineira começou de fato acontecer!

O Século XX foi importante para a mudança de cenário em Minas Gerais. Em 1918, por exemplo, a Sociedade Mineira de Belas Artes foi criada pelo fluminense radicado em Belo Horizonte, Aníbal Mattos, denotando aí o primeiro impulso para as artes no Estado.

Dois anos mais tarde, a primeira exposição de Arte Moderna foi idealizada por Zina Aita e, gradativamente, a história das artes plásticas mineira foi ganhando corpo, a ponto de na década de 1940 uma escola ser criada em BH – na gestão do até então prefeito Juscelino Kubitschek.

O político, que mais tarde seria o presidente idealizador de Brasilia, convidou o professor e pintor Alberto da Veiga Guignard para a implementação de um escola de Artes, ali mesmo na capital mineira.

Guignard, que por sinal fez parte da Comissão Organizadora de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, aceitou o convite e, a partir de então, a escola passou a ser uma referência em revelar grande talentos da pintura mineira, com uma farta produção nas décadas seguintes, em que muitas personalidades das artes plásticas de BH e região ficaram marcadas como expoentes dos principais movimentos de vanguarda no Estado.

O resultado disso, uma região que até hoje respira artes visuais, que ao longo dos anos trouxe excelentes espaços culturais, com exposições de primeira linha. Dentre esses locais, destaque para o Instituto Inhotim e o Museu de Arte da Pampulha, além de outros institutos que dispõem de acervos belíssimos.

Inhotim

Localizado no município de Brumadinho, a 60 Km de Belo Horizonte, o Instituto Inhotim é um dos maiores museus a céu aberto do mundo. Trata-se de um espaço com cerca de 140 hectares de área que abriga tanto o Museu de Arte Contemporânea (com um vasto acervo) quanto o Jardim Botânico.

Em Brumadinho! O Inhotim é um Instituto que contempla Museu de Arte Contemporânea e Jardim Botânico!

Inaugurado no ano de 2004, o museu recebe tal nome em razão do local ser uma fazenda que, antes, era vinculada a uma empresa mineradora da cidade. Os próprios moradores contam que os hectares pertenciam a um inglês de nome Timothy, o qual era chamado na região por “Senhor Tim” e, devido à variação linguística do lugar, acabou virando “Nhô Tim” e, depois, “Inhô Tim”.

E o motivo da criação do Instituto está ligado diretamente ao fato de que havia um empresário do ramo de siderurgia e mineração, chamado Bernardo Paz, que possuía um acervo de arte contemporânea. O empresário, que fora casado com a artista plástica carioca Adriana Varejão, levou 20 anos para reunir uma coleção com trabalhos de Guignard, Di Cavalcanti e Portinari.

Hoje o museu possui mais de 500 obras distribuídas em 19 galerias permanentes e quatro temporárias, sendo que o valor do acervo é de aproximadamente 2 bilhões de reais;

Com o rompimento da barragem da Vale, em janeiro de 2019, o Instituto teve uma queda no movimento, algo em torno de 80%. No entanto, a equipe do museu vem trabalhando para que, pouco a pouco, o fluxo de visitação volte ao que era antes da tragédia.

O Inhotim abre de terça a sexta, das 9h30 às 16h30. Aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.

Valores: Inteira – R$ 44. / Meia: R$ 22. Toda quarta a entrada é gratuita (exceto feriados).

Moradores de Brumadinho – cadastrados no Programa Nosso Inhotim – não pagam ingresso.

Museu de Arte da Pampulha

O arquiteto Oscar Niemeyer foi o responsável pelo projeto do prédio que compõe o Conjunto Arquitetônico da Pampulha – que se completa com a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile da Pampulha e o Iate Clube – e que hoje comporta o Museu de Arte.

Na época, o empreendimento era destinado a um cassino, mas pouco depois de sua inauguração, o jogo no Brasil foi proibido e, assim, o local se transformou em um espaço de exposição de obras de artes em Belo Horizonte (pra ser preciso, no ano de 1957).

Obras excelentes! O Museu de Arte da Pampulha conta com mais de 1.500 obras de grandes pintores brasileiros!

Atualmente, possui um acervo com mais de 1.500 obras de artistas brasileiros, das mais variadas tendências e estilos. O Museu de Arte da Pampulha abre de terça a domingo, das 9h às 19h, e a entrada é gratuita.

Museu do Brinquedo

Com a missão de preservar e difundir o patrimônio cultural lúdico no Brasil, o Museu do Brinquedo reúne cerca de cinco mil peças, como bonecas, jogos, pelúcias, livros e diversos objetos infantis do começo do século passado até os dias atuais.

Criado em 2006, por Luíza de Azevedo Meyer que, na ocasião, contava com um grande acervo de brinquedos, o museu é hoje o local perfeito para crianças de todas as idades que gostam de conhecer e relembrar as brincadeiras que marcaram muitas gerações.

Como registrado no site da instituição, o museu está instalado em uma “casa bonitinha em uma avenida grandona, com nome de presidente” (Afonso Pena), e desenvolve muitos cursos e oficinas, além de mostras itinerantes.

O Museu do Brinquedo abre de segunda a sexta, das 9h às 17h. Aos sábados e feriados, das 10h às 17h.

Valores: Inteira – R$ 24. / Meia: R$ 12.

Quais museus em BH têm entrada gratuita?

Totalmente Free! Belo Horizonte também oferece museus de qualidade com entrada gratuita!

É claro que BH também conta com espaços para museus e galerias que oferecem entrada gratuita para todos os públicos e, por conta disso, selecionamos cinco locais que estão entre os principais museus da capital mineira para visitar de graça:

  • Museu Histórico Abílio Barreto – quem visita esse museu tem a oportunidade de conhecer peças, fotos e documentos que contam um pouco da história da capital mineira. Inaugurado em 1943, o Museu Histórico promove atualmente exposições gratuitas de vários estilos, além de eventos e apresentações em geral;
  • Palácio das Artes – esse museu teve que ser reconstruído, em razão de um incêndio em 1997. No entanto, hoje é a grande sensação dos artistas. Com um prédio moderno, o Palácio das Artes conta com exposições, shows e inúmeras atividades culturais;
  • Museu da Moda – esse é um grande sucesso em toda a região sudeste do Brasil em matéria de exposições com a temática: moda. Instalado em um prédio belíssimo (Castelinho da Bahia), dispõe de acervo próprio, com exposições gratuitas que promovem muitas atividades que envolvem pesquisa, conhecimento e discussão;
  • Centro de Arte Popular (Cemig) – cultura raiz é o que predomina nesse museu instalado em um prédio dos anos 20 e que ainda segue as características do ecletismo. Muitos que visitam o Cemig se encantam com o vasto acervo que são expostos, sendo que os mesmos vão desde obras sacras até os modernos grafites;
  • Fundação Inimá – o pintor e mineiro Inimá de Paula é o foco principal das exposições que acontecem nesse Instituto (que leva o seu nome). No entanto, acontece também no local várias atividades culturais com outros temas, o que faz do espaço, um lugar ativo e dinâmico, totalmente aberto aos antigos e novos artistas, além de eventos relacionados a cursos, workshops e seminários.

Como já destacado, a lista acima são de espaços culturais que oferecem exposições gratuitas em BH. Mas, é interessante ressaltar que independentemente de pagar ou não, vale a pena ter em mente que visitar os museus de Belo Horizonte é uma experiência singular para qualquer pessoa, afinal, são locais que valorizam a essência da cultura, com acervos incríveis de grandes ícones das artes plásticas do Brasil e do mundo.

Por isso, não deixe de conferir!

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